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Uma escola decidiu revisar seu Projeto Político-Pedagógico após identificar altos índices de evasão entre estudantes negros. Durante os debates, um grupo de professores defendeu que o problema deveria ser tratado exclusivamente como questão socioeconômica, sem vinculação com desigualdades raciais. À luz das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, por que essa interpretação é inadequada?
Desconsidera que as desigualdades educacionais brasileiras também são produzidas por relações raciais históricas e estruturais que afetam acesso, permanência e sucesso escolar.
Reduz a análise das desigualdades educacionais ao pertencimento racial, desconsiderando que as políticas escolares devem priorizar critérios universais de atendimento a todos os estudantes.
Privilegia interpretações identitárias da evasão escolar, embora as Diretrizes enfatizem que diferenças culturais e raciais devem ser tratadas sem distinções pedagógicas específicas.
Enfraquece a perspectiva de igualdade prevista nas Diretrizes, uma vez que a valorização das identidades étnico-raciais deve ocorrer sem alterar significativamente as práticas institucionais da escola.
Considere o texto a seguir:
Menos de 40% das escolas municipais têm protocolos para lidar com racismo, aponta MEC
“Apenas 36,2% das secretarias municipais de educação afirmaram que possuem algum protocolo em casos de episódios de racismo ou injúria racial, de acordo com um levantamento inédito do Ministério da Educação (MEC).
Os dados que analisam as políticas educacionais após a implementação da Lei n.º 10.639/2003 (alterada pela Lei n.º 11.645/2008) — que inclui a obrigatoriedade de “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” no currículo oficial da rede de ensino — mostram ainda que 41,4% das escolas não consideram o efeito do racismo no desempenho de alunos quando avaliam desigualdades de aprendizagem. O estudo foi feito com base em um questionário respondido por prefeitos ou secretários de educação dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. No total, todas as secretarias estaduais responderam ao diagnóstico e 5.474 secretarias municipais — taxa de resposta de 98%”.
Fonte: GAMA, Guilherme. Menos de 40% das escolas municipais têm protocolos para lidar com racismo, aponta MEC. CNN Brasil, São Paulo, 20 nov. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/menos-de-40-das-escolas-municipais-tem-protocolos-para-lidar-com-racismo-aponta-mec/.Acesso em: 9 fev. 2026.
Sobre os procedimentos para os casos de episódios de racismo ou injúria racial na escola e com relação à responsabilidade e às atitudes que devem ser tomadas, é CORRETO afirmar que:
os sistemas de ensino orientarão e supervisionarão a elaboração e edição de livros e outros materiais didáticos sobre os crimes imprescritíveis e inafiançáveis, bem como punições dentro da escola.
os órgãos colegiados dos estabelecimentos de ensino, em suas finalidades, responsabilidades e tarefas, incluirão o previsto exame e encaminhamento de solução para situações de discriminação, buscando-se criar situações educativas para o reconhecimento, valorização e respeito da diversidade.
os sistemas de ensino promoverão ampla divulgação da Resolução CNE/CPn.º 1, de 17 de junho de 2004, que trata sobre o racismo na categoria de crimes imprescritíveis e inafiançáveis, com a participação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana das redes das escolas públicas e privadas.
o ensino sistemático de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, conforme prevê o Art. 5º, XLII da Constituição Federal de 1988, refere-se ao racismo tratado como crime imprescritível e inafiançável, devendo ser abordado nos componentes curriculares de Educação Artística, Literatura e História do Brasil.
os sistemas e os estabelecimentos de ensino poderão estabelecer canais de comunicação com instituições de segurança com a finalidade de buscar subsídios e trocar experiências para punir o racismo, que é um crime imprescritíve e inafiançável.
Plano de transmissão dos saberes em várias sociedades, aparentemente posto em segundo plano na modernidade. Além disso, considera-se que é o meio de transmissão de conhecimento de grupos e coletividades tradicionais, em particular, aquelas que não registram seus fenômenos através da escrita. Assinale a alternativa que remete à definição acima de acordo com as Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-Raciais (2006).
Xenofobia.
Ancestralidade.
Oralidade.
Pluralismo.
Griô.
Analise a sequência de ações abaixo:
Socialização e visibilidade das culturas indígenas e africanas;
Valorização das identidades presentes nas escolas;
Preparação dos educadores para identificar e tratar questões relacionadas à discriminação;
Criação de materiais que celebrem a diversidade e promovam o debate étnico-racial.
A adoção, em uma escola, de todas as ações acima relacionadas, significa promover:
A educação das relações étnico-raciais.
A educação das comunidades indo-europeias.
O comprometimento com o Protocolo de Kioto.
A educação da cultura Positivista e Woke.
A educação da escola tradicional.
Em uma escola de Ensino Fundamental, um dos objetivos do professor ao trabalhar as relações étnico-raciais é reconhecer o estudante como sujeito singular e complexo. Para alcançar esse objetivo, ele deve:
Tratar todos os alunos de forma uniforme, assumindo que diferenças individuais não influenciam o aprendizado.
Concentrar-se exclusivamente no desempenho acadêmico, sem considerar experiências sociais ou culturais que possam afetar o desenvolvimento do estudante.
Considerar aspectos pessoais, históricos, socioculturais e étnico-raciais no planejamento e nas interações pedagógicas.
Priorizar conteúdos de história afro-brasileira ou africana de forma isolada, sem integrá-los a outras áreas do conhecimento ou experiências cotidianas dos estudantes.
Evitar discussões sobre raça, cultura ou preconceito, com o objetivo de manter a neutralidade e prevenir conflitos na sala de aula.
É sabido que aprender-ensinar-aprender, processo em que mulheres e homens ao longo de suas vidas fazem e refazem seus jeitos de ser, viver, pensar, os envolve em trocas de significados com outras pessoas de diferentes faixas etárias, sexo, grupos sociais e étnico-raciais, experiências de viver. Tratar, pois, de ensinos e de aprendizagens é tratar de identidades, de conhecimentos que se situam em contextos de culturas, de choques e trocas entre jeitos de ser e viver, de relações de poder.
FONSECA, M. V.; SILVA, C. M. N.; FERNANDES, A. B. Relações étnico-raciais no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições: 2011, p. 13.
As opções abaixo apresentam as finalidades de se estreitar as relações entre pessoas de diferentes grupos étnico-raciais, à exceção de uma. Assinale-a:
Promover aprendizagens em que se efetive a participação no espaço público.
Formar pessoas comprometidas com a cidadania e na discussão de questões de interesse geral.
Fomentar juízos de valor que reforcem práticas sociais da cultura hegemônica.
Incentivar a valorização de diferentes visões de mundo e contribuições dos povos que têm formado a nação.
Negociar prioridades, coordenando diferentes interesses, propósitos e desejos.
A Educação das Relações Étnico-Raciais é um dos pilares da construção de uma escola democrática. Nesse sentido, analise as assertivas:
I. A inclusão de conteúdos que valorizem as culturas afro-brasileira e indígena deve estar restrita às datas comemorativas e semanas temáticas, como o 20 de novembro.
II. A prática pedagógica deve estimular o respeito às diferenças, combatendo o preconceito e promovendo a igualdade racial no cotidiano escolar.
Está(ão) correta(s):
Apenas I.
Apenas II.
I e II.
Nenhuma.
A diversidade étnico-racial refere-se à presença de diferentes grupos étnicos e raciais em uma sociedade, com suas características culturais, históricas, linguísticas e religiosas distintas. Observando o contexto étnico-racial, associe os conceitos da Coluna A com suas definições na Coluna B:
Coluna A
1.Diversidade étnico-racial
2.Identidade negra
3.Miscigenação
4.Prática docente
Coluna B
(__)Processo que envolve mistura de raças e grupos étnicos no Brasil.
(__)Conjunto de valores, história e cultura do povo negro.
(__)Reconhecimento e valorização das diferenças raciais na escola.
(__)Atuação do professor no combate ao racismo no ambiente escolar.
Assinale a sequência correta:
3 − 2 − 1 − 4.
1 − 2 − 3 − 4.
2 − 1 − 4 − 3.
4 − 3 − 2 − 1.
A escola é um espaço social de convivência que reflete a diversidade da sociedade brasileira. Nesse ambiente, a valorização das diferenças culturais e o combate às discriminações são princípios fundamentais para a formação cidadã e para a construção de uma comunidade escolar mais justa e acolhedora. Considerando esse contexto, uma prática promotora de igualdade e respeito às relações étnico-raciais consiste em:
Realizar atividades culturais apenas em datas comemorativas, sem vínculo com o cotidiano escolar.
Reconhecer a pluralidade de identidades, promovendo ações pedagógicas que valorizem as contribuições dos povos indígenas, africanos e afro-brasileiros.
Evitar o debate sobre diversidade, a fim de não gerar conflitos entre os estudantes.
Organizar os espaços escolares de modo padronizado, sem considerar as especificidades culturais da comunidade.
A Educação Matemática contemporânea tem ampliado suas bases epistemológicas ao problematizar as relações entre cultura, prática social, produção de saberes e modos de significar o mundo. A Etnomatemática, nesse campo, propõe compreender que diferentes grupos culturais desenvolvem formas específicas de contar, medir, classificar, organizar espaço e tempo, operar simbolicamente e interpretar regularidades, questionando modelos universais de ensino e abrindo novas perspectivas para o trabalho pedagógico em redes escolares diversas, uma vez que:
A Etnomatemática contribui para o ensino escolar ao identificar práticas numéricas e geométricas presentes nos diferentes grupos culturais, porém sua utilização pedagógica requer transformar essas práticas em formas convencionais de notação, uma vez que somente os sistemas formais da matemática escolar oferecem condições adequadas para generalizações e para o desenvolvimento de operações abstratas.
A Educação Matemática crítica reconhece que a matemática escolar é uma construção cultural, mas afirma que sua organização conceitual deve permanecer alheia às práticas socioculturais dos estudantes, pois a contextualização excessiva tende a fragmentar o corpo disciplinar e a comprometer a estabilidade das estruturas lógicas que sustentam o raciocínio matemático.
A Educação Matemática, ao incorporar perspectivas etnográficas, assume que o conhecimento matemático escolar deve ser reconstruído a partir de práticas informais observadas em grupos sociais, de modo que as convenções formais perdem centralidade e se tornam secundárias, já que sua imposição limita a diversidade epistemológica e dificulta a emergência de modelos alternativos de raciocínio.
A Etnomatemática propõe compreender a matemática como prática culturalmente situada e, portanto, diversificada, reconhecendo que os modos de resolver problemas, representar quantidades, organizar o espaço, lidar com proporções ou registrar experiências numéricas emergem de contextos sociais específicos; desse modo, o ensino pode articular diferentes repertórios culturais, sem reduzir a matemática escolar, mas ampliando suas possibilidades de significação e leitura do mundo.
Uma turma do Ensino Fundamental iniciou um projeto de trabalho sobre a diversidade cultural do bairro. Alunos trouxeram relatos familiares, músicas e fotografias. Alguns professores argumentaram que, embora o projeto seja rico, ele poderia prejudicar o cumprimento da matriz curricular formal. Outros defenderam que o projeto amplia a inclusão e favorece aprendizagens significativas. À luz da organização curricular por projetos e da educação inclusiva:
O currículo deve priorizar conteúdos pré-definidos, mesmo que em detrimento da valorização das experiências culturais dos alunos.
A centralidade em problemas reais permite integrar saberes disciplinares, ampliando a participação e o reconhecimento da diversidade no processo educativo.
Projetos dessa natureza deslocam a função da escola, tornando-a dependente da realidade imediata, o que compromete a sistematização dos conteúdos.
A inclusão, nesse contexto, consiste em tolerar a diversidade dos alunos, sem que isso interfira diretamente na estrutura curricular.
A implementação da educação das relações étnico-raciais no contexto da Educação Básica exige não apenas o cumprimento formal da legislação, mas também a incorporação de fundamentos epistemológicos que desafiem o silenciamento histórico de saberes afro-brasileiros e indígenas. Considerando tal perspectiva, é correto afirmar que:
A valorização das matrizes afrodescendentes e indígenas no currículo implica reestruturações metodológicas que promovam o protagonismo discente na construção de identidades historicamente subordinadas.
A consolidação de práticas educativas interculturais requer neutralidade axiológica do corpo docente, de modo a evitar posicionamentos que possam ser interpretados como ideológicos no ambiente escolar.
A efetivação da educação antirracista no currículo escolar depende, primordialmente, da inserção de conteúdos específicos nas áreas de história e artes, respeitando os marcos culturais estabelecidos.
A abordagem das questões étnico-raciais na Educação Básica deve ser restrita ao componente curricular de História, com vistas a evitar a diluição dos temas em áreas não diretamente relacionadas.
O espaço escolar é um lugar de convívio. Nele encontramos não apenas as relações das pessoas com o conhecimento, mas também o aprendizado de como as pessoas se relacionam entre si e com o restante do mundo. Exatamente por isso os conflitos aparecem, e a gestão da escola deve saber como lidar com eles. Por reproduzir as lógicas sociais, encontramos, também na escola, relações que desvalorizam o que é entendido como contra-hegemônico nas culturas. E isso impacta negativamente nas pessoas negras e nas praticantes das Religiões de Matrizes Africanas. Talvez os signos de Exu e de Ogum sejam boas pistas sobre como lidar com a escola na busca de espaços menos opressivos. Essas duas divindades do panteão iorubano são vinculadas aos caminhos, à comunicação, à política, aos conflitos e, de algum modo, à própria educação. Exu e Ogum nos ensinam que a convivência não precisa de uma suposição de que todas e todos pensem do mesmo modo, desejem do mesmo modo, caminhem pelos mesmos caminhos. Mas ensinam que o mundo é criado coletivamente e que, entre conflitos e andanças, devemos preservar as diferenças.
NASCIMENTO, W. F. As religiões de matrizes africanas, resistência e contexto escolar: entre encruzilhadas. In: Memórias do Baobá II. Fortaleza: Editora UFC, 2017 (adaptado).
Com base no texto e nas ações de enfrentamento ao racismo religioso no espaço escolar, é correto afirmar que a
abordagem da religião e da cultura iorubanas em sala de aula permite que professores e estudantes reflitam sobre os efeitos das violências materiais e simbólicas na sociedade.
apresentação de conteúdos vinculados às religiões de matrizes africanas e a valorização do diálogo na resolução de conflitos nas escolas buscam uma identidade comum a todos os estudantes.
concepção do ambiente escolar como espaço de convívio religioso distancia-se da função social da educação, que deve focalizar conhecimentos gerais, formação disciplinar e cidadania.
utilização de trechos da mitologia africana nas aulas de ensino religioso cumpre o prescrito na lei que trata do ensino da história iorubana e indígena.
“O sucesso das políticas públicas de Estado, institucionais e pedagógicas, visando a reparações, reconhecimento e valorização da identidade, da cultura e da história dos negros brasileiros depende necessariamente de condições físicas, materiais, intelectuais e afetivas favoráveis para o ensino e para aprendizagens; em outras palavras, todos os alunos negros e não negros, bem como seus professores, precisam sentir-se valorizados e apoiados.”
Essa é a caracterização do que se denomina:
educação integral
educação especial
princípios da educação quilombola
relações étnico-raciais
Sobre a política de cotas nas universidades, analise as afirmativas seguintes.
I. Cotas raciais são reservas de vagas em vestibulares destinadas somente a pessoas do sexo feminino de origem negra, parda ou indígena.
II. As cotas visam a extinguir com a desigualdade racial e o racismo estrutural resultantes de anos de escravidão no Brasil, que ainda excluem pessoas negras e indígenas da universidade, do mercado de trabalho e dos espaços públicos.
III. No atual sistema de ações afirmativas para ingresso em universidades e institutos federais de ensino, 50% das vagas devem ser destinadas a pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, e de pessoas com deficiência, bem como as oriundas de escolas públicas.
Está(ão) correta(s)
I e II, somente.
I, II e III.
III, somente.
II e III, somente.
II, somente.
A educação das relações étnico-raciais faz-se uma urgência de primeira ordem no âmbito do ensino no Brasil, tendo em vista a imensa diversidade que o constitui.
Um dos objetivos de se educar as relações étnico-raciais, é
reforçar aspectos da cultura brasileira referentes ao seu passado colonial.
fomentar interesses que remontam à hegemonia de grupos específicos.
contribuir para a construção de uma cultura que preze por valores que legitimem a autoridade.
construir a formação de cidadãos engajados na promoção e ampliação de direitos de diferentes grupos.
cooperar para a construção da horizontalidade nas relações entre indivíduos pertencentes à mesma classe social.
A Educação das Relações Étnico-Raciais na educação infantil é um campo fundamental para promover a construção de identidades positivas em crianças, pois:
valoriza a diversidade, mas não garante o combate ao racismo
valoriza a diversidade e combate o racismo
combate o racismo, mas nada tem a ver com diversidade
majora o racismo e mitiga a diversidade
De acordo com as Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais (Brasil, 2006), “Ações Educativas de Combate ao Racismo e a Discriminações” é um dos princípios que visa conduzir as ações dos sistemas de ensino, dos estabelecimentos e dos professores. Assim sendo, esse princípio conduz para, EXCETO.
O cuidado para que se dê um sentido construtivo à participação dos diferentes grupos sociais, étnico-raciais na construção da nação brasileira, aos elos culturais e históricos entre diferentes grupos étnico-raciais, às alianças sociais.
A conexão dos objetivos, estratégias de ensino e atividades com a experiência de vida dos alunos e professores, valorizando aprendizagens vinculadas às suas relações com pessoas negras, brancas, mestiças, assim como as vinculadas às relações entre negros, indígenas e brancos no conjunto da sociedade.
A participação de grupos do Movimento Negro e de grupos culturais negros, bem como da comunidade em que se insere a escola, sob a coordenação dos professores, na elaboração de projetos político-pedagógicos que contemplem a diversidade étnico-racial.
A ação concreta de coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais e professores na criação de textos e materiais didáticos diversos que possibilitem a sistematização e propagação de conceitos, ideias e comportamentos específicos de pessoas negras.
A Educação das Relações Étnico-Raciais na Educação Básica busca desconstruir práticas discriminatórias e promover o reconhecimento da diversidade cultural brasileira, em consonância com o disposto na legislação nacional e nos documentos curriculares. Esse campo impõe à escola compromissos éticos e políticos na formação cidadã dos estudantes. Assinale a alternativa que apresenta, de maneira correta e fundamentada, um princípio e uma diretriz essenciais para a efetivação da Educação das Relações Étnico-Raciais nas instituições de ensino.
A abordagem da temática é opcional e deve ser tratada apenas em datas comemorativas específicas, a fim de evitar a sobrecarga dos currículos escolares e possíveis tensões culturais.
A valorização da história e cultura africana e afro-brasileira deve se restringir às aulas de História, de modo a preservar a organização disciplinar tradicional e evitar interdisciplinaridades forçadas.
A implementação da Educação das Relações Étnico-Raciais deve ocorrer de forma transversal, promovendo o combate ao racismo e a valorização da diversidade étnico-racial como princípios fundantes da prática educativa.
A formação inicial e continuada dos professores em temáticas étnico-raciais é recomendada, mas não obrigatória, podendo ser dispensada em redes de ensino com baixa diversidade racial.
O reconhecimento da diversidade étnico-racial é importante, porém não se constitui um elemento necessário à construção dos projetos políticos pedagógicos escolares, que devem manter-se neutros em relação a questões sociais.
É correto afirmar que a perspectiva que subsidia as diretrizes curriculares nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais no país
define raça com base no conceito biológico cunhado a partir de evidências genéticas e hoje amplamente aceito pela comunidade científica.
recusa qualquer utilização do termo raça, afirmando que ele denomina uma distinção inexistente na comunidade humana.
utiliza o conceito de raça em uma acepção sociológica, refutando seu emprego como marcador identitário e político.
defende a sinonímia entre raça e etnia, definindo ambos os termos como referentes a aspectos culturais geograficamente localizados.
entende raça como uma construção social forjada nas tensas relações entre brancos e negros, muitas vezes simuladas como harmoniosas.