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Uma professora deseja reorganizar sua prática pedagógica para que os estudantes aprendam por meio da ação, da experimentação e da resolução de problemas reais, assumindo papel ativo na construção do conhecimento. Ela afirma que o professor deve atuar como mediador, criando situações que estimulem a investigação e o pensamento crítico. Com base nessa descrição, qual teórico está mais diretamente associado a essa concepção de aprendizagem:
Émile Durkheim.
Jean Piaget.
John Dewey.
Paulo Freire.
Lev Vygotsky.
Segundo a perspectiva pedagógica de Paulo Freire, a educação deve ser compreendida como um ato:
Neutral, técnico e asséptico.
Autoritário, hierárquico e disciplinador.
Focado no desenvolvimento cognitivo individual, tão somente.
Transmissivo e bancário.
Político, dialógico e libertador.
Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia (2011), discute elementos indispensáveis à formação docente, articulando pensamento crítico, dimensões afetivas e a compreensão do ato de conhecer. Com base nessa concepção, analise os itens abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Nenhuma formação docente verdadeira pode fazer-se alheada do exercício da criticidade que implica a promoção da curiosidade ingênua à curiosidade epistemológica.
II. Nenhuma formação docente verdadeira pode fazer-se alheada do reconhecimento do valor das emoções, da sensibilidade, da afetividade, da intuição ou adivinhação.
III. Conhecer é, essencialmente, um ato de adivinhar, não mantendo relação com processos de intuição nem com a criticidade.
Está CORRETO o que se afirma em:
III apenas.
I e III apenas.
II e III apenas.
II apenas.
I e II apenas.
Paulo Freire foi um educador brasileiro com atuação e reconhecimento internacionais. É considerado patrono da Educação no Brasil pela lei nº 12.612/2012. Uma de suas importantes obras e referência para o fazer pedagógico nas Instituições de Ensino é o livro Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à pratica educativa. Com base nessa obra, assinale a alternativa que não reflete a concepção de educação do autor.
Um dos saberes que não se pode duvidar em nenhum momento durante a prática educativo-crítica é o de que, como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo.
A educação não é neutra, por isso ou ela é apenas reprodutora da ideologia dominante ou ela é apenas desmarcaradora da ideologia dominante.
É impossível neutralidade na educação, a qualidade de ser política é inerente à sua natureza. A educação não vira política por causa da decisão deste ou daquele educador. Ela é política.
Saber escutar é outro importante e necessário saber. Vai além da capacidade auditiva de cada um. Escutar aqui significa a disponibilidade permanente por parte do sujeito que escuta para a abertura à fala do outro.
Ensinar exige entender que o ser humano nunca está pronto, pois está sempre em construção ao longo da vida. Onde há vida, há inacabamento. Portanto, ensinar exige consciência do inacabamento do ser humano.
A educação transcende os limites do ambiente formal e se constitui como um processo dialógico de conscientização e intervenção crítica na realidade vivida. No que concerne ao pensamento de Paulo Freire sobre a Pedagogia do Oprimido e a educação libertadora, assinale a alternativa correta.
A pedagogia libertadora defende que a neutralidade do educador é o requisito fundamental para que o processo de conscientização política ocorra de forma científica.
A prática da liberdade na educação consiste na adaptação do indivíduo às estruturas de poder vigentes, visando garantir a harmonia e a estabilidade social.
A educação bancária caracteriza-se pela problematização da realidade social, estimulando o aluno a depositar seus saberes prévios na estrutura curricular oficial.
O conceito de invasão cultural refere-se ao processo em que os oprimidos utilizam sua própria linguagem para questionar os valores e a ideologia dos opressores.
A educação dialógica pressupõe que o educador e o educando aprendem juntos, mediando-se pelo mundo e superando a relação vertical de dominação do saber.
A Pedagogia Emancipadora de Paulo Freire tem como princípios norteadores, EXCETO:
Elitização do saber.
Relação dialógica.
Consciência crítica.
Criação coletiva.
Considerando a prática educativa de acordo com a abordagem democrática e dialógica de Paulo Freire, analise as afirmativas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
( ) Deve-se considerar tanto o saber sistematizado quanto os saberes construídos pela vivência que o educando traz para a escola.
( ) Deve-se reconhecer o educando como um sujeito ativo e participante do processo educativo.
( ) Deve-se ensinar de modo que os educandos possam compreender progressivamente o significado do objeto de conhecimento, aprendendo à medida que se apropriam criticamente dele.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
V - V - V.
F - V - V.
V - F - V.
V - V - F.
Ao discutir a educação como prática da liberdade, Paulo Freire critica a educação bancária por considerá-la não adequada aos seus preceitos pedagógicos e conceituais. Dessa maneira, assinale a alternativa que condiz com a educação bancária:
Dialógica e problematizadora.
Centrada na construção coletiva do conhecimento.
Fundamentada na autonomia dos estudantes.
Baseada na transmissão unilateral de conteúdo.
Vinculada à emancipação social.
Paulo Freire, em sua obra Pedagogia do Oprimido, critica o modelo tradicional de ensino que denomina "educação bancária". Para Freire, a superação desse modelo ocorre por meio de uma prática pedagógica baseada:
Na transmissão vertical de conteúdos programáticos
Na problematização da realidade e no diálogo entre educador e educando.
Na seleção rigorosa dos alunos mais aptos ao aprendizado.
No uso exclusivo de livros didáticos e avaliações somativas.
A prática educativa exige que o professor supere a curiosidade ingênua em direção à curiosidade epistemológica. Paulo Freire afirma que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção, exigindo do docente uma postura constante de:
Neutralidade.
Resignação.
Rigorosidade.
Passividade.
Imparcialidade.
Paulo Freire (1970) defende uma perspectiva de educação fundamentalmente comprometida em
operar a superação da contradição educador-educando.
transformar, sem radicalização, a mentalidade dos oprimidos.
assegurar ações efetivamente paternalistas aos menos assistidos.
combater a ignorância dos educandos, transmitindo valores e saberes.
praticar um humanitarismo não ideológico ou dialógico.
A proposta educativa de Paulo Freire, apresentada em suas obras, a exemplo de Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia, é baseada, essencialmente, na educação como aporte para a superação das desigualdades sociais. A partir dessa sua célebre frase: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” (FREIRE, 2000), é correto afirmar que:
a educação representa a ferramenta exclusiva para modificar as estruturas de poder da sociedade capitalista.
o papel da educação é conceder as ferramentas adequadas para que os indivíduos possam ascender socialmente.
a educação é uma das instâncias fundamentais para a transformação social, visando a transformação social, mas não é suficiente por si só.
a educação apresenta potencialidades de reforma das estruturas sociais de opressão, mas somente se houver investimento do poder público e das instituições privadas.
“Trata-se de uma proposta educativa baseada no respeito ao aluno como sujeito ativo do conhecimento. Defende que ensinar exige escuta, diálogo, ética, criticidade e autonomia, e que o professor deve criar condições para que o estudante pense por si, descubra, questione e participe da construção do saber. Em vez de transmissão mecânica de conteúdo, promove uma educação humanizadora, voltada para a formação de sujeitos críticos e responsáveis.”
O autor da teoria apresentada acima é:
Maria Montessori.
Anísio Teixeira.
Lev Vygotsky.
Jean Piaget.
Paulo Freire.
De acordo com a perspectiva pedagógica de Paulo Freire, a construção dos conteúdos programáticos caracteriza-se por ser um processo:
Resultante da seleção, feita pelo educador, de temas do cotidiano dos alunos que melhor se ajustam aos conteúdos disciplinares preexistentes.
No qual os educandos priorizam sua experiência imediata e seu saber popular, substituindo o conhecimento acadêmico e científico por temas de interesse coletivo.
Definido por uma negociação direta na qual educadores e educandos escolhem os temas a serem estudados, sem a necessidade de uma pesquisa prévia da realidade.
Que se inicia com a investigação do universo temático dos educandos, posteriormente organizado e sistematizado pelo educador como conhecimento estruturado.
Considere o seguinte excerto:
“Que podem pensar alunos sérios de um professor que, há dois semestres, falava com quase ardor sobre a necessidade da luta pela autonomia das classes populares e hoje, dizendo que não mudou, faz o discurso pragmático contra os sonhos e pratica a transferência de saber do professor para o aluno?! Que dizer da professora que, de esquerda ontem, defendia a formação da classe trabalhadora e que, pragmática hoje, se satisfaz, curvada ao fatalismo neoliberal, com o puro treinamento do operário, insistindo, porém, que é progressista?” (Freire, 2018, p. 35-36).
Em relação ao saber abordado por Paulo Freire nesse excerto, assinale a alternativa correta.
Ensinar exige estética e ética.
Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática.
Ensinar exige a corporificação das palavras pelo exemplo.
Ensinar exige criticidade.
À luz de Paulo Freire, a respeito da responsabilidade ética no exercício da atividade docente, é correto afirmar que se deve partir de uma ética
relativista do ser humano, que condena a exploração do trabalho, que rejeita a discriminação de raça, de gênero e de classe e que seja inseparável da prática educativa, independentemente se o docente trabalha com crianças, com jovens ou com adultos.
universal do ser humano, que condena a exploração do trabalho, que rejeita a discriminação de raça, de gênero e de classe e que seja inseparável da prática educativa, independentemente se o docente trabalha com crianças, com jovens ou com adultos.
capitalista do ser humano, que rejeita a discriminação de raça e de gênero e que seja inseparável da prática educativa, independentemente se o docente trabalha com crianças, com jovens ou com adultos.
relativista do ser humano, que condena a exploração do trabalho, que rejeita a discriminação de raça, de gênero e de classe e que seja inseparável da prática educativa, especialmente para o docente que trabalha com jovens.
formal do ser humano, que condena a exploração do trabalho, que rejeita a discriminação de raça e de gênero e que seja inseparável da prática educativa, especialmente para docente que trabalha com adultos.
Paulo Freire critica a educação bancária, por compreender que ela se traduz em:
Promover autonomia intelectual.
Valorizar o diálogo e a problematização.
Estimular a construção coletiva do conhecimento.
Tratar o educando como receptor passivo de informações.
Desenvolver consciência crítica.
A pedagogia da presença, do vínculo e do oprimido, conforme os princípios de Paulo Freire, defende que:
A educação deve ser neutra, sem considerar as relações de poder e opressão presentes na sociedade.
O vínculo entre professor e aluno é irrelevante para o processo de ensino-aprendizagem.
A prática pedagógica deve promover o diálogo, a construção de vínculos e a emancipação dos indivíduos.
A pedagogia da presença é incompatível com a pedagogia da autonomia.
A reflexão de Paulo Freire sobre a educação compreende o ato educativo a partir das relações estabelecidas entre os sujeitos e das formas pelas quais o conhecimento participa de sua formação. Suas formulações oferecem fundamentos para analisar diferentes dimensões das práticas educativas (FREIRE, 2011).
Considerando as contribuições de Paulo Freire para a educação e a linguagem, assinale a alternativa correta.
A leitura do mundo constitui uma etapa de reconhecimento das experiências sociais do educando que antecede o trabalho escolar com a palavra escrita, sendo a posteriori incorporada aos conhecimentos linguísticos sistematizados no processo de alfabetização.
A educação problematizadora incorpora situações concretas vivenciadas pelos educandos como recursos para a aprendizagem da linguagem, convertendo essas experiências em conteúdos pedagógicos destinados à apropriação das formas linguísticas requeridas nas práticas escolares.
A prática dialógica organiza a relação pedagógica pela aproximação entre os repertórios linguísticos de educador e educandos, atribuindo ao professor a sistematização dos significados produzidos no diálogo como referência para consolidar o conhecimento escolar.
A alfabetização articula a aprendizagem da leitura e da escrita à leitura crítica da realidade dos educandos, relacionando a linguagem às suas experiências sociais e ao processo pelo qual interpretam, problematizam e produzem sentidos sobre o mundo em que atuam.
A educação não se realiza fora da história e das relações sociais. Ao compreender criticamente a realidade em que vive, o sujeito pode reconhecer contradições, participar da produção da cultura e atuar na transformação das condições que limitam sua autonomia. Nessa perspectiva, ensinar não significa apenas transmitir conhecimentos já constituídos, mas criar possibilidades para que os estudantes compreendam o mundo e participem conscientemente de sua reconstrução.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. Adaptado.
A partir da concepção apresentada, a relação entre educação, sociedade e transformação social caracteriza-se pelo reconhecimento de que a educação
modifica diretamente as estruturas sociais, desde que substitua os conteúdos escolares pelo conhecimento produzido nas experiências cotidianas dos estudantes.
deve preservar os valores culturais existentes, evitando problematizações que possam interferir na integração dos estudantes à ordem social.
promove a transformação social quando prioriza a adaptação dos estudantes às exigências econômicas e culturais predominantes em seu contexto.
constitui uma prática histórica e social que pode favorecer a compreensão crítica da realidade e a atuação dos sujeitos sobre ela, sem produzir isoladamente a transformação da sociedade.
permanece condicionada pelas estruturas sociais e, por essa razão, não pode contribuir para a formação de sujeitos capazes de intervir na realidade.