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A aprendizagem baseada em projetos, a aprendizagem baseada em problemas (PBL) e a pedagogia da autonomia apresentam características específicas, mas compartilham um princípio comum na formação docente. Esse princípio corresponde à:
Valorização da construção ativa do conhecimento, da autonomia, da reflexão crítica e da aplicação dos conhecimentos em contextos significativos de aprendizagem.
Organização do processo formativo em torno da investigação e da resolução de situações contextualizadas, tendo como finalidade principal o domínio progressivo de procedimentos técnicos.
Estruturação da formação docente em percursos previamente definidos, nos quais a autonomia do professor é desenvolvida após a consolidação dos conhecimentos considerados essenciais.
Compreensão de que o desenvolvimento profissional do professor depende prioritariamente da aquisição de estratégias didáticas capazes de assegurar maior eficiência na transmissão dos conteúdos escolares.
Uma proposta pedagógica defende que a aprendizagem ocorre quando o conteúdo tem significado para o sujeito, priorizando a autoavaliação e a transformação das percepções individuais. O professor atua apenas como facilitador, e a escola valoriza aspectos psicológicos em detrimento dos pedagógicos e sociais. Essa abordagem está vinculada à tendência
progressista libertadora.
liberal tecnicista.
liberal renovada não diretiva.
progressista crítico-social dos conteúdos.
Ao promover atividades que desenvolvem autonomia, pensamento crítico e criatividade, o professor atende ao princípio de:
Ensino conteudista
Educação integral
Avaliação somativa
Repetição mecânica
Conjecturar, generalizar, justificar, produzir contraexemplos e avaliar argumentos constituem processos distintos no desenvolvimento do pensamento matemático. Considerando a relação entre argumentação e autonomia intelectual, assinale a alternativa CORRETA.
A autonomia argumentativa consolida-se quando o estudante converte justificativas intuitivas em encadeamentos formalizados, explicita premissas e conclusões e verifica a coerência entre as etapas, tomando essa formalização como critério para reconhecer a necessidade lógica das inferências realizadas.
A autonomia argumentativa desenvolve-se quando o estudante coordena representações distintas, explicita as propriedades preservadas entre elas e utiliza a convergência dos resultados para sustentar generalizações, desde que as representações contemplem classes estruturalmente distintas de casos pertinentes ao problema.
A autonomia argumentativa está consolidada quando o estudante controla a coerência entre premissas e conclusões, reconstrói o percurso de sua justificativa e identifica propriedades compatíveis com a conclusão, ainda que não examine se essas propriedades são suficientes para sustentá-la.
A autonomia argumentativa desenvolve-se quando o estudante examina a dependência entre premissas e conclusões, compara justificativas e revisa generalizações diante de contraexemplos ou lacunas inferenciais, reconhecendo que diferentes representações podem apoiar a análise sem estabelecer, isoladamente, a validade do argumento.
A autonomia argumentativa amplia-se quando o estudante distingue exemplos confirmatórios de contraexemplos, seleciona casos segundo propriedades matematicamente relevantes e considera a persistência da conclusão nesses casos suficiente para generalizá-la ao domínio investigado.
A formação pessoal e social da criança na Educação Infantil pressupõe o desenvolvimento da autonomia e da identidade. Assinale a alternativa que indica uma prática pedagógica coerente com essa formação:
Realização de todas as tarefas pela professora para garantir rapidez.
Estabelecimento de regras rígidas sem participação das crianças.
Valorização das escolhas infantis em atividades diversificadas e significativas.
Padronização de todas as produções para manter uniformidade.
Isolamento das crianças para evitar conflitos interpessoais.
A organização da prática pedagógica envolve a construção da autonomia dos estudantes e a compreensão da disciplina como parte do processo educativo.
Com base na obra Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, assinale a alternativa correta:
A disciplina escolar deve ser baseada no controle rígido e na imposição de regras, garantindo a obediência dos alunos.
A autonomia do aluno é construída a partir de práticas autoritárias, que limitam sua participação no processo de aprendizagem.
A autonomia está relacionada à capacidade de o educando participar ativamente do processo de aprendizagem, sendo a disciplina construída com diálogo, respeito e responsabilidade.
A disciplina escolar independe da relação pedagógica e deve ser garantida exclusivamente por normas externas à sala de aula.
Para promover autonomia, o professor deve retirar antecipadamente toda ajuda e exigir que cada criança realize sozinha as ações de autocuidado, pois qualquer mediação adulta produz dependência e impede a construção da identidade.
Certo
Errado
Considerando os princípios do Método Montessori, especialmente no que se refere à autoeducação, autonomia e ambiente preparado, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
O Método Montessori prioriza a centralização do ensino no professor, cabendo à criança um papel passivo na recepção dos conteúdos previamente definidos.
No Método Montessori, a criança é concebida como protagonista de sua aprendizagem, sendo favorecida por um ambiente preparado que estimula a autonomia, a autoeducação e o desenvolvimento de habilidades, como a resolução de problemas.
A proposta montessoriana defende o uso predominante de recompensas e punições como estratégia para motivar os alunos e garantir a aprendizagem.
No Método Montessori, o ambiente escolar não exerce influência significativa no processo de aprendizagem, sendo o desenvolvimento da criança independente das condições pedagógicas oferecidas.
A autonomia progressiva é um princípio central no trabalho de apoio a pessoas com deficiência. Ele reconhece que a autonomia não é um ponto fixo, mas um processo contínuo, no qual o estudante desenvolve gradualmente maior participação, decisão e responsabilidade sobre sua própria vida.
Diante disso, é correto afirmar que o conceito de autonomia progressiva no contexto do acompanhamento do estudante com deficiência refere-se à:
Redução gradual de todo e qualquer apoio, visando a independência total do estudante.
Capacidade inata que o estudante desenvolve, independentemente da intervenção pedagógica.
Transferência da responsabilidade de aprendizagem do professor para o estudante, assim que ele atinge a maioridade.
Oferta de apoios flexíveis que podem aumentar ou diminuir conforme as necessidades do estudante, favorecendo sua participação ativa nas atividades escolares.
Promoção da capacidade de fazer escolhas, tomar decisões e gerir a própria vida, com apoios ajustados à sua fase de desenvolvimento.
Em Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire discute a relação entre os atos de ensinar e aprender como processos interdependentes na constituição histórica da prática educativa. Com base nessa compreensão, analise as afirmativas e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.
( ) Aprender precedeu ensinar ou, em outras palavras, ensinar se diluía na experiência realmente fundante de aprender.
( ) Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar.
( ) Ao longo da história, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar sem aprender.
V – V – F
F – V – V
V – F – V
F – F – V
V – F – F
No livro Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire, ao discutir a prática docente e o processo formador; sob a perspectiva de Paulo Freire, acerca desta relação entre prática docente e processo formador, e suas repercussões, é correto afirmar que:
embora diferentes entre si, quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado.
embora diferentes entre si, quem forma orienta ao formar e quem é formado adapta-se às exigências definidas pelo formador.
embora diferentes entre si, quem forma confirma-se ao formar e quem é formado prepara-se para reproduzir o saber recebido.
embora diferentes entre si, quem forma conduz ao formar e quem é formado apropria-se dos conteúdos acumulados pela escola.
embora diferentes entre si, quem forma ensina ao formar e quem é formado reorganiza os conteúdos conforme os objetivos escolares.
Considere o seguinte depoimento de uma aluna de estágio do curso de licenciatura em teatro de um Instituto Federal: “No 9º ano, minha tentativa de trabalhar os jogos teatrais da Spolin para chegar à farsa não fluiu e foi um fracasso! A turma se fechou! Parecia que o medo de passar vergonha na frente dos outros era maior que qualquer vontade de criar. Tentei mudar a aula e puxar o TeatroFórum do Boal para cutucar o bullying que eu vi ocorrendo ali no fundo, mas não funcionou. Um aluno soltou: ‘Ah, professora, para com essa terapia de grupo aí... a gente quer fazer teatro de verdade, com ensaio, luz e roupa de personagem’. Fiquei sem saída: como garantir o protagonismo que a sociologia da infância prega se eles mesmos pedem o modelo tradicional e a BNCC cobra essa autonomia o tempo todo?”.
A partir da fricção entre a prática de estágio narrada e os fundamentos que orientam o teatro no ensino fundamental, assinale a alternativa que equaciona esse impasse metodológico.
A trava dos estudantes ratifica que a agência social é um conceito operante apenas na infância precoce, o que obriga o docente que atua nos anos finais a deslocar o eixo da criação para a contextualização histórica de adereços e figurinos.
O episódio desnuda a crise entre a pedagogia do processo e a cultura de pares. A saída pedagógica, nesse caso, seria o retorno ao teatro de texto previamente estabelecido, pois a rigidez do espetáculo funciona como anteparo para as vulnerabilidades identitárias do adolescente.
O diagnóstico de “medo do ridículo” aponta que o ponto de concentração falhou, pois, em vez de o foco ter sido direcionado para a ação, desviou-se para o “eu”. A mediação pedia o aporte do processo de drama, em que o “professor em papel” instaura um escudo estético que autoriza o aluno a agir sob a salvaguarda da ficção, preservando sua alteridade.
O anseio por “teatro de verdade” denuncia uma reprodução interpretativa alienada, fruto da indústria cultural, o que torna o instrumental de Boal obsoleto para o ensino fundamental II, restando ao currículo apenas a dimensão da crítica via análise de acervos.
A repulsa à “psicologização” da cena corrobora as teses sobre a autonomia da linguagem; sem o rigor do jogo de regras, a prática teatral regride a uma dinâmica de grupo amorfa, descaracterizando as competências específicas previstas na BNCC.
Ao analisar as características da Pedagogia não diretiva e a consequente postura dos professores, Becker (1993) faz as seguintes afirmações:
I. O professor não diretivo acredita que o estudante aprende por si mesmo, ele pode, no máximo, auxiliar a aprendizagem do aluno, despertando o conhecimento que já́ existe nele.
II. O professor não diretivo deve interferir o mínimo possível. Qualquer ação que o aluno decida fazer é, a priori, instrutiva. É o regime do laissez-faire: “deixa fazer” que ele encontrará o seu caminho.
III. O professor não diretivo considera o estudante uma tábula rasa não apenas ao nascer, mas também diante de cada novo conteúdo de sua grade curricular.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Em sala de aula, conforme Berbel (2011), o professor contribui para promover a autonomia do aluno quando, entre outras ações,
utiliza linguagem normativa e prescritiva durante as aulas.
reforça constantemente o uso de recompensas e notas altas.
intensifica a competição entre os pares para gerar resultados.
apoia a autorregulação e adota uma linguagem informacional.
desencoraja expressões de sentimentos negativos dos alunos.
A perspectiva da Pedagogia/Educação crítica brasileira, propõe uma educação comprometida com a emancipação humana, a autonomia e a formação de sujeitos críticos. Sua concepção rejeita práticas autoritárias, antidialógicas e centradas na memorização mecânica. Ao contrário, defende processos educativos dialogados, problematizadores e ancorados na realidade social dos educandos. Nesse contexto, assinale a alternativa que melhor expressa o fundamento central dessa perspectiva de maneira CORRETA:
Educação como reprodução da ordem social vigente.
Memorização como principal ferramenta pedagógica.
Neutralidade política do ato educativo.
Problematização, diálogo e consciência crítica.
Educação bancária como modelo ideal.
No pensamento de Paulo Freire, a educação deve assumir um papel transformador na sociedade. Nesse sentido, assinale a alternativa que expressa corretamente sua concepção pedagógica:
A educação deve priorizar a transmissão sistemática de conteúdos, independentemente da realidade social do aluno.
O professor é o principal responsável pela construção do conhecimento, cabendo ao aluno apenas assimilá-lo.
A educação deve promover a conscientização crítica do aluno, possibilitando sua autonomia e atuação social.
O ensino deve ser neutro e desvinculado de questões políticas e sociais.
A construção da identidade e da autonomia ocorre progressivamente nas experiências vivenciadas pelas crianças. Relações de confiança, oportunidades de escolha, participação nas rotinas e interações com outras crianças e adultos podem contribuir para que elas desenvolvam segurança para agir, expressar necessidades e reconhecer suas próprias possibilidades.
Considerando a contribuição das experiências cotidianas para a construção da autonomia e da identidade, assinale a alternativa correta.
Organizar situações em que a criança assuma responsabilidades nas atividades coletivas, direcionando a mediação do professor às situações em que houver dificuldades para cumprir as tarefas combinadas.
Organizar situações em que a criança possa realizar escolhas, assumir pequenas responsabilidades e participar das rotinas, oferecendo apoio e mediação de acordo com suas necessidades e possibilidades.
Organizar situações em que a criança realize tarefas cotidianas com crescente independência, diminuindo a intervenção do adulto conforme as habilidades esperadas para sua faixa etária forem sendo alcançadas.
Organizar situações em que a criança escolha entre atividades previamente definidas, utilizando sua participação como referência para identificar interesses e estabelecer propostas individuais de desenvolvimento.
Na perspectiva de uma educação inspirada na tradição filosófica crítica, a autonomia intelectual do educando não deve ser confundida com ausência de mediação pedagógica. Assinale a alternativa que melhor expressa essa compreensão de forma CORRETA:
A autonomia pressupõe a retirada progressiva do professor do processo educativo, pois toda intervenção docente limita a liberdade intelectual.
A autonomia é alcançada prioritariamente mediante a memorização de conteúdos considerados socialmente legítimos.
A autonomia envolve a capacidade de argumentar, problematizar, avaliar criticamente conhecimentos e tomar posições fundamentadas, processo que requer mediação pedagógica intencional.
A autonomia pressupõe a substituição do conhecimento sistematizado por conhecimentos espontâneos produzidos exclusivamente no cotidiano.
A autonomia pedagógica corresponde à liberdade do estudante para definir individualmente os objetivos, conteúdos, métodos e critérios de avaliação do currículo.
Na obra Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção possível, organizada por Ilma Passos Veiga, a análise de distintas definições e perspectivas da autonomia revela três dimensões: alguns a condicionam a novas e mais rigorosas competências técnicas e profissionais; outros a veem como uma categoria transcendente, implicando a intervenção de um princípio superior; e outros a relacionam com a organização do trabalho e com a obtenção de melhores resultados institucionais. A partir desse contexto, analise as seguintes assertivas:
I. A aceitação da autonomia escolar implica uma ruptura no modo tradicional de compreender e atuar na realidade.
II. A autonomia escolar não apresenta qualquer vínculo com as relações interpessoais no ambiente de trabalho, respeitando-se a subordinação direta do(a) Professor(a) à gestão e à coordenação pedagógica.
III. A autonomia impõe um novo padrão de política, planejamento e gestão educacionais, tanto do ponto de vista da escola como dos sistemas de ensino.
IV. A autonomia da escola permite que o diretor e outros agentes pedagógicos respondam diretamente ao cidadão (aluno e responsável) a quem atendem, em vez de encaminhá-los para órgãos centrais distantes.
Está(ão) CORRETA(S):
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
Sobre o apoio em atividades pedagógicas voltadas para a promoção da autonomia de alunos com deficiência, analise as afirmativas a seguir. Marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
( ) Definir metas de curto e longo prazo, permitindo que o aluno compreenda seus objetivos e as etapas necessárias para alcançá-los.
( ) Oferecer feedback motivador e orientador, sugerindo melhorias e reconhecendo os acertos.
( ) Utilizar recursos pedagógicos adaptados, como letras emborrachadas, livros imantados e jogos adaptados, para facilitar o aprendizado.
V - F - V.
V - V - V.
F - V - F.
V - V - F.