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Na atualidade, discutem-se os diferentes procedimentos que poderiam ser prestados ao paciente terminal. Para tanto, é necessário que o profissional tenha conhecimento sobre o significado de:
ortotanásia: não reconhecimento do momento natural da morte de um indivíduo, procedendo a todo tipo de meio fútil com a finalidade de manter ou prolongar a sua vida.
distortonásia: desencadeia a morte assistida, executada pelo próprio doente, de forma espontânea e sob orientação e ajuda de terceiros.
eutanásia: abreviação do ato de morrer, por razões humanitárias, através de medicamentos ou do desligamento de aparelhos que sustentam a vida.
suicídio assistido: sinônimo de distanásia, com o paciente terminal decidindo quando e onde morrer.
Alguns pacientes gravemente enfermos pedem para morrer, sendo muito importante saber o que motiva estes pedidos. Sobre as principais necessidades de pacientes gravemente enfermos, assinale a alternativa INCORRETA.
Não ser sobrecarga para a família.
Ter alívio e controle da dor e de outros sintomas.
Assumir o controle sobre a própria vida.
Estreitar laços familiares e com pessoas significativas.
Ter sua vida prolongada com medidas que visam preservar a vida e adiar a morte.
Sobre qualidade de vida e cuidados paliativos em saúde, analise as seguintes alternativas:
I. Embora o conceito de qualidade de vida seja amplamente utilizado em saúde, as disciplinas inicialmente interessadas em seu estudo estão ligadas à economia, à filosofia e à política.
II. A busca de qualidade de vida tem influenciado a escolha terapêutica para diferentes faixas etárias, sendo a liberdade de escolha do tratamento uma variável importante; no entanto, diante de um prognóstico desfavorável, cabe à equipe médica a escolha do melhor tratamento, uma vez que o paciente e seus familiares devem ser poupados e protegidos, a fim de melhor enfrentarem a evolução do quadro.
III. Para Elizabeth Kübler-Ross, o processo de morte e morrer é caracterizado por fases observáveis e vivenciadas tanto pelo paciente quanto pelos seus familiares.
IV. Os instrumentos de mensuração da qualidade de vida relacionada à saúde, enfatizam os sintomas, incapacidades e limitações ocasionados por diferentes doenças, considerando caráter multidimensional e a percepção geral da qualidade de vida.
V. A intervenção clínica realizada pela psicologia da saúde junto a pacientes em programas de cuidados paliativos pressupõe assistência ao paciente com relação às suas necessidades emocionais diante da iminência da morte, sendo o acompanhamento dos familiares objeto de intervenção somente após a morte do paciente.
Assinale a alternativa CORRETA.
Todas as afirmativas são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, III, IV e V são verdadeiras.
Os debates éticos que se colocam atualmente no tratamento de pacientes com câncer terminal NÃO incluem:
Decisões sobre a necessidade de permanecer no hospital versus receber cuidados em casa ou na comunidade.
Discussões sobre a eutanásia voluntária.
Interrupção do tratamento para o câncer e continuidade do cuidado paliativo.
Direito do médico de decidir o curso do tratamento sem consultar o paciente
Analise as afirmativas seguintes e assinale a alternativa INCORRETA.
Ação paliativa é qualquer medida terapêutica, sem intenção curativa, que visa diminuir, em ambiente domiciliar ou hospitalar, as repercussões negativas da doença.
Paciente em processo de morte é aquele que apresenta sinais de rápida progressão da doença, com prognóstico estimado a semanas de vida a mês.
Paciente elegível para cuidados paliativos são pessoas portadoras de doenças agudas ou crônicas, evolutivas e progressivas, independente do prognóstico.
Paliação é toda medida que resulta em alívio de um sofrimento do paciente.
Fase final da vida é o período em que supostamente o prognóstico de vida pode ser estimado em horas ou dias.
A prática dos cuidados paliativos baseia-se no controle impecável dos sintomas. A respeito dos princípios de controle dos sintomas, assinale a alternativa INCORRETA.
Avaliar antes de tratar.
Não explicar as causas dos sintomas.
Reavaliar regularmente as medidas terapêuticas.
Não esperar que o paciente apresente queixas.
Cuidar dos detalhes e estar disponível.
Sobre os cuidados paliativos em casos de câncer, NÃO é correto afirmar que:
Seu objetivo não é a cura, mas o tratamento e prevenção de sintomas e efeitos colaterais da doença e do curso de tratamento adotado.
Devem ser reservados para casos terminais, quando outras alternativas de cuidado fracassaram.
Podem ser ofertados em conjunto com o tratamento para câncer.
Devem auxiliar com questões físicas, emocionais e práticas.
Segundo Simonetti (2004), existe um sentimento presente em todos os estágios vivenciados por um doente crônico ou terminal, funcionando como fio de ligação na órbita do adoecimento e sua manutenção é essencial ao sujeito, não cabendo intervenção do psicólogo sobre ele. Esse sentimento é chamado de:
angústia.
solidão.
esperança.
aceitação.
O psicólogo hospitalar está em contato com as mais diversas situações clínicas e que requerem cuidado e atenção profissional. Sobre o manejo do paciente em fase terminal, marque a opção INCORRETA.
Trazer o paciente para a realidade atual, impedindo assim a manutenção da esperança.
O psicólogo deve oferecer informações corretas e apropriadas aos pacientes respeitando sua condição de terminalidade.
Identificar o que é prioridade do paciente e acatar seus conceitos sobre qualidade de vida.
Evitar um tratamento com excesso de zelo e sentimentos individuais.
Evitar a tendência de afastamento em relação ao paciente caso surja a fantasia de fracasso terapêutico.
São princípios dos cuidados paliativos:
I. Oferecer ao paciente um sistema de suporte que o auxilie a viver o mais ativamente possível até a sua morte.
II. Não pretende antecipar e nem postergar a morte.
III. Promover alívio da dor e de outros sintomas estressantes.
IV. Integra ao cuidado os aspectos psicossociais e espirituais.
V. Oferecer a família um suporte durante todo o processo da doença.
Assinale a alternativa CORRETA.
Todas estão corretas.
Apenas I e V estão corretas.
Apenas I, III e V estão corretas.
Apenas II, III e IV estão corretas.
Apenas I, III, IV e V estão corretas.
O psicólogo é membro da equipe de cuidados paliativos e seu papel abrange diversas atividades. Sobre a atuação do psicólogo na equipe de cuidados paliativos, assinale a alternativa INCORRETA.
As ações do psicólogo não devem se restringir ao paciente e incluem a família como parte da indivisível unidade de cuidados.
O psicólogo coloca-se como elo entre o profissional e a unidade de cuidados, realizando, muitas vezes a tradução entre duas culturas e favorecendo o respeito aos valores e princípios.
O psicólogo deve possibilitar em si e nos demais profissionais uma atitude de respeito pela pessoa total do paciente, acolher as queixas de dor e desconforto, respeitas as necessidades especificas e garantir a autonomia do paciente.
Outra contribuição importante do psicólogo junto à equipe é a visão sobre o processo de adoecimento, considerando a história de vida do paciente e seu contexto familiar.
Especificamente junto à família, é importante que o psicólogo favoreça a comunicação com a equipe e a expressão dos sentimentos, não sendo necessário oferecer informação e orientação sobre a identificação dos sintomas de atenção imediata.
As medidas psicoterapêuticas direcionadas ao atendimento de pacientes pediátricos em cuidados paliativos devem abranger as ações, EXCETO:
Responder às perguntas das crianças e dos familiares de forma honesta e direta.
Fornecer atenção unicamente aos cuidadores, visando criar condições de ajuda para que estes cuidem da criança.
Permitir que a criança e a família expressem sentimentos de dúvidas, medo e insegurança.
Fornecer uma explicação de acordo com o nível de entendimento e interesse da criança e da família.
Abordar assuntos sobre a gravidade da doença e da terminalidade referente ao quadro clínico do paciente.
Os cuidados paliativos consistem em auxiliar pacientes com doenças a adquirir condições de conviver com problemas crônicos, minimizar o desconforto de tratamentos agressivos ou invasivos e oferecer conforto quando o que resta é manejar sintomas de quadro clínico irreversível. A seguir, analise as afirmações sobre os cuidados paliativos e comportamento perante a morte, proposto por Prade, Casellato e Silva (KNOBEL, E.; ANDREOLI, P.B.A; ERLICHMAN, M.R., 2008):
I ) As propostas de intervenção em cuidados paliativos devem partir de conceito multidimensional, abordando os aspectos físicos, psicológicos, socioculturais e espirituais do paciente e sua família.
II ) É crucial considerar e validar os sentimentos e as percepções do paciente que se encontra sem possibilidades terapêuticas de cura.
III ) O fator medo é um grande contribuinte para a comunicação truncada e pouco esclarecedora.
IV ) Pacientes diante da finitude da vida evitam abordar temas relativos às suas crenças e ao significado de viver.
V ) O luto antecipatório tem características diferentes do processo de luto normal que se inicia após a perda real.
Marque a alternativa CORRETA:
I, II e IV são verdadeiras.
II, III e V são verdadeiras.
III e IV são falsas.
IV e V são falsas.
Considerando a definição dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), assinale a alternativa cuja formulação está incorretamente relacionada à perspectiva clínica dos cuidados paliativos.
Fornece um sistema de apoio e ajuda para que os pacientes vivam ativamente até a morte.
Focaliza a vida e a morte como etapas naturais e integradas ao ciclo existencial.
Admite terapêuticas científicas que, para minimizar o sofrimento, aceleram o processo de morte.
Visa à realização de procedimentos que aliviem a dor e outros sintomas desconfortáveis.
Integra, no cuidado ao paciente e seus familiares, os aspectos psicossociais e os espirituais.
Não é considerado princípio dos cuidados paliativos:
Promover alívio da dor e de todos os outros sintomas estressantes.
Reafirmar a vida e entender a morte como um processo natural, no entanto é possível adotar medidas terapêuticas que posterguem a morte.
Integrar aspectos psicossociais e espirituais ao cuidado.
Oferecer um sistema de suporte que auxilie o paciente a viver tão ativamente quanto possível, até a sua morte.
Oferecer um sistema de suporte que ampare a família e entes queridos durante todo o processo da doença, trabalhando as perdas iminentes e o luto antecipatório.
A respeito dos Cuidados Paliativos, analise as assertivas abaixo e em seguida assinale a alternativa correta.
I. Idealmente, as ações de cuidados paliativos deveriam ser iniciadas no instante do diagnóstico.
II. À medida que a doença progride e a cura ou o retardamento do curso da doença se tornam difíceis, as ações paliativas devem ter precedência em relação às curativas, até o momento em que se tornam exclusivas.
III. As práticas paliativas não podem ser aplicadas a toda e qualquer doença crônica, apenas com a variação do momento e a intensidade de cada procedimento.
IV. As escalas de desempenho mais utilizadas para auxiliar o profissional da saúde na escolha do melhor procedimento para a fase em que se encontra o doente são a escala de Karnofsky e escala adaptada por Harlos, a PPS.
V. A família bem esclarecida e apoiada é a maior aliada do profissional de cuidados paliativos na prevenção de riscos e complicação.
Apenas I, II, estão correta.
Apenas I, II, III estão corretas.
Apenas I, II, III, IV estão corretas.
Apenas I, II, III, V estão corretas.
Apenas I, II, IV e V estão corretas.
A partir de suas experiências profissionais com pacientes terminais, Kübler-Ross (1969) analisa os estágios pelos quais passam as pessoas no processo de terminalidade, entre os quais podem-se destacar:
raiva e euforia.
barganha e agitação.
depressão e frivolidade.
negação e isolamento.
aceitação e respeito.
A respeito dos Cuidados Paliativos em Unidades de Terapia Intensiva, é INCORRETO afirmar que:
A integração entre cuidados curativos e paliativos é essencial, especialmente em UTI, quando apenas cuidados paliativos são comumente usados.
Os cuidado paliativos encerram com a morte do paciente e exigem o encaminhamento dos familiares, a instituições ou profissionais especializados na elaboração do luto.
Para alguns estudiosos, todos os pacientes de UTI deveriam receber cuidados paliativos, uma vez que apresentam doenças que ameaçam a continuidade da vida.
Nos cuidados paliativos exclusivos todo o tratamento é voltado para o conforto e o alivio dos sintomas físicos, psíquicos e espirituais do paciente e da família.
A retirada ou limitação de suportes artificiais de vida são práticas correntes e frequentes que precedem a morte na UTI.
Os “Cuidados Paliativos” são abordagens que visam melhorar a qualidade de vida dos doentes, e das suas famílias, que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e com prognóstico limitado. Com relação aos princípios éticos, analise as assertivas abaixo e em seguida assinale a alternativa correta.
I. Todo paciente tem o direto de ver aceita e acatada por toda a equipe sua autonomia em relação ao tratamento, inclusive para abandoná-lo, mantendo-se cuidado apenas no que diz respeito aos sintomas.
II. O paciente tem o direito de ser informado clara e detalhadamente sobre sua doença, respeitada a sua capacidade de suportar progressivamente a verdade, exceto os pacientes idosos internados em UTI, que devem ser poupados a respeito de sua condição clínica.
III. Todo tratamento nos moldes de cuidados paliativos deve incluir e respeitar as necessidades da família, que se torna uma unidade de cuidados tão importante quanto o paciente.
IV. Em situações de doença incurável, caso a família decida a favor, o paciente nem sempre tem o direito de recusar tratamentos cujo objetivo é o prolongamento do tempo de vida.
V. A equipe de saúde deve avaliar as vantagens do tratamento a cada momento da doença, ponderando os riscos que acompanham o benefício de cada ação proposta.
Apenas I, II, V estão correta.
Apenas II, III, IV estão corretas.
Apenas II, III, V estão corretas.
Apenas I, III, V estão corretas.
Apenas I, III e IV estão corretas.
A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) é um ambiente de cuidados da saúde, com potencial de gerar estados emocionais que podem interferir na evolução do paciente. Uma das funções do psicólogo na UTI é:
acolher, orientar e informar somente o paciente internado a respeito das rotinas da UTI.
minimizar o contato entre o paciente/equipe e familiares/equipe para que não dificulte mais ainda o trabalho nesse espaço.
avaliar o paciente somente nos aspectos relativos à orientação e à memória.
oferecer aos familiares espaço para expressão dos seus sentimentos e questionamentos quanto ao processo de internação do paciente.
avaliar os familiares quanto a sua própria orientação e à percepção.