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Quando se trata do paciente oncológico, muitas vezes o processo de adoecimento segue o curso inexorável da morte. Surge, então, a necessidade dos cuidados paliativos.
Segundo o paliativismo, a morte deve ser um ato natural e sem sofrimento, devendo ser respeitado o bem-estar global das pessoas e garantida a dignidade no processo de morte. Nesta perspectiva, o doente fora das possibilidades de cura e os seus familiares e amigos podem aceitar com certa tranquilidade a morte, porque esta não é uma doença a ser curada, mas o fim do ciclo vital.
A que tema da bioética faz referência tal constatação?
Eutanásia passiva
Eutanásia ativa
Ortotanásia
Mistanásia
Distanásia
Além de atender o paciente e sua família, o psico-oncologista dirige também sua atenção para a equipe de saúde. O contato direto com o sofrimento dos pacientes e o envolvimento em situações indutoras do estresse exigem dos cuidadores capacidade para autogerenciar as emoções e habilidades para se distanciar do paciente, sem, contudo, afastar-se afetivamente. O cuidador também precisa de cuidados, deve estar saudável e desenvolver resiliência. Precisa também de uma equipe harmoniosa, com um bom relacionamento, interdependência, coesão e competência (Waldow).
Nesse contexto, resiliência diz respeito à(ao)
orientação dos profissionais de saúde quanto ao manejo psicológico do paciente em situações estressantes.
capacidade de responder de forma positiva às situações adversas que enfrenta, mesmo quando estas comportam risco potencial para seu equilíbrio biopsíquico.
compreensão das relações entre os profissionais, entre os profissionais e os pacientes, e entre os profissionais e a família.
trabalho em equipe, como cooperação e integração, e criação de espaço para troca e compartilhamento de experiências.
estudo do indivíduo enquanto um ser que adoece, em situação permeada de sofrimento físico e psicológico.
Petrus vem-se tratando de uma anemia severa há dois anos. O problema se agrava a cada dia, o que exigiu várias transfusões e hospitalizações devido a infecções recorrentes. Os exames revelam que Petrus não possui condições para transplante de medula, sendo-lhe, então, prescritas novas transfusões e também antibióticos, ao que Petrus recusou-se. Uma avaliação psiquiátrica concluiu por um diagnóstico de depressão, tal que a decisão do paciente de interromper o tratamento não poderia ser levada em conta. A família foi então recebida pelo comitê de ética, ao qual Petrus relatou: “Estão dizendo que estou deprimido e que por isso não posso tomar decisões que afetem minha vida, talvez eu esteja mesmo deprimido, mas também sou realista em relação ao meu problema de saúde, para o qual sei não existir solução. Eu, minha esposa, minha filha, estamos mensalmente neste hospital para fazer as transfusões, devido às infecções recorrentes. Por isso decidi terminar a luta, para evitar todos os sofrimentos, os meus e os de minha família. Quero voltar para casa. É lá que quero passar meus dias finais.” Após isso, o procedimento adotado pela equipe médica foi o de respeitar a decisão do paciente, propondo-lhe um acompanhamento multidisciplinar visando sua qualidade de vida.
A resolução que fundamenta o procedimento adotado pela equipe médica na situação hipotética acima caracteriza um(a)
eutanásia ativa direta.
distanásia.
ortotanásia.
suicídio assistido.
Em situações nas quais o tratamento curativo já não é possível, o psicólogo deve, como os outros profissionais de saúde, criar condições para que o doente tome decisões informadas, inclusive para momentos futuros quando não tiver mais condições de opinar.
Cuidados paliativos usam apenas técnicas para prolongar a vida com o mínimo de sofrimento.
Os principais critérios para avaliação do nível funcional do doente em cuidados paliativos incluem a capacidade do doente para realizar atividades físicas; atividades de lazer ao ar livre ou em ambientes sociais; e tarefas profissionais em caso de adultos ou tarefas lúdicas em caso de crianças.
Dentro das diversas áreas de atuação do Psicólogo, este se depara com legislações e cuidados legais específicos, como é o caso do estatuto do idoso. Abaixo seguem descrições de alguns decretos importantes que devem ser observados na prática diária da atuação, apenas uma está INCORRETA, assinale-a:
Aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco) anos, que não possuam meios para prover sua subsistência, nem de tê-la provida por sua família, é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas.
Do sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á, nos termos da legislação específica: a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos; desconto de 50% (cinqüenta por cento), no mínimo, no valor das passagens, para os idosos que excederem as vagas gratuitas, com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários- mínimos.
O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional, respeitadas suas condições físicas, intelectuais e psíquicas. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego, é vedada a discriminação, porém há fixação de limite máximo de idade, inclusive para concursos.
Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna.