

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
No capítulo 3 – “Cuidando de quem cuida: considerações para a equipe de saúde” do “Manual de Cuidados Paliativos do Hospital Sírio Libanês” (2020), afirma-se que “para existir um cuidado efetivo e conexão com as necessidades do paciente, são necessárias mais atitudes que palavras (HUGHES, 2011). Com base nessa reflexão, analise as seguintes atitudes que norteiam os cuidados paliativos:
I. Aceitar a história do indivíduo com os sentimentos, mas sem as dificuldades comportamentais que ele possui.
II. Ser empático.
III. Aprender a ouvir, acolher e respeitar valores dos pacientes/familiares que sejam diferentes dos seus como profissional.
IV. Expressar todas as emoções, de forma desconectada, buscando prazer na relação com o cuidado.
Estão corretas
I e II, somente.
II e III, somente.
I e III, somente.
III e IV, somente.
I e IV, somente.
O conceito da boa morte, no contexto dos cuidados no fim da vida, tem sido utilizado quando estão presentes determinadas características, tais como: morte sem dor, morte ocorrendo com os desejos do paciente sendo respeitados (verbalizados ou registrados nas diretivas antecipadas de vontade), dentre outras. A respeito desse conceito, é correto afirmar que
fundamentada na ritualização das cenas de despedida, na busca de um sentido transformador da doença e dentro de um ethos cristão, a kalotanásia – a boa morte do moderno movimento hospice – apresenta-se como um modelo que pretende acolher, amparar, proteger e dar sentido ao processo de morrer do paciente no limiar de sua existência.
a boa morte caracteriza-se por um conjunto de ações e de intervenções que visam oferecer ao paciente com doença avançada ou terminal um processo de morrer que possa suavizar sua jornada de luta, com o desafio de fazê-lo em um ambiente que dispensa a medicina tradicional.
a boa morte caracteriza-se por um conjunto de ações e de intervenções que visam oferecer ao paciente com doença avançada ou terminal um processo de morrer que possa suavizar sua jornada de luta, com o desafio de fazê-lo em um ambiente médico adaptado à kalotanásia, isto é, que dispense o uso de alta tecnologia e práticas de intervenções obstinadas típicas do contexto hospitalar.
a boa morte do moderno movimento hospice apresenta-se como um saber-fazer adaptado ao modelo de morte rápida, suave e indolor, o que a aproxima da boa morte do movimento dos defensores da eutanásia e do suicídio assistido.
a kalotanásia consiste numa via de possibilidades a serem oferecidas nos cuidados no fim da vida. Essa via é a expressão da filosofia do moderno movimento hospice, cujo ethos está edificado em uma tripartição: na ritualização do processo de morrer; na compreensão da doença como busca de sentido; e nos princípios da religião budista, adaptados ao saber científico.
Cuidados Paliativos- CP consiste em cuidados ativos realizados por equipe multiprofissional a toda pessoa com doença grave e que ameaça a vida e sua família. Considerando os Cuidados Paliativos em Cardiologia. Sobre este assunto assinale a alternativa correta:
são os principais instrumentos de avaliação clínica em CP utilizadas em Cardiologia: a anamnese com a coleta da biografia do paciente e a escala PPS - “Palliative Performance Scale”.
assim como pacientes oncológicos os pacientes cardiopatas seguem com o tratamento modificador da doença em concomitância com CP até a fase final da vida.
a Insuficiência cardíaca difere do câncer quando comparados os sintomas e suas manifestações, sendo evidenciado que o câncer possui maior atuação com CP devido maior sofrimento e sintomas que precisam de manejo otimizado no fim da vida.
existem duas escalas funcionais de avaliação da Insuficiência Cardíaca amplamente utilizadas mundialmente uma da NYHA – New York Heart Association e a da ACC/AHA sendo estes critérios fundamentais para a indicação da necessidade de CP.
ainda se tem pouca indicação de CP para pacientes com IC devido a pouca evidência de maiores benefícios na qualidade de vida reduzindo a ansiedade e a depressão e aumentando o bem-estar espiritual em comparação à não indicação de cuidados paliativos nesses pacientes.
Os cuidados paliativos são parte da prática dos psicólogos nos hospitais, o que os fará estarem presentes em todas as fases do tratamento até o momento final. Assim, é correto que
sempre endossem a ortotanásia.
priorizem as decisões dos familiares.
garantam a distanásia ao paciente.
persistam na luta contra a doença.
evitem discutir a morte com o paciente.
Pacientes internados em unidades de terapia intensiva, que se percebem em situação de risco e para os quais o medo é a emoção dominante, sentindo-se impotentes, podem apresentar um quadro crítico, caracterizado por um estado psicológico que compromete a sua motivação, retarda a sua capacidade de apreender conscientemente o ambiente e de enfrentar a situação de adoecimento. Tal condição emocional é conhecida como
burnout.
desamparo.
elação.
aversão.
inércia.
Ainda em “Cuidados paliativos-abordagem contínua e integral” Melo & Caponero (2009) destacam os princípios dos cuidados paliativos. Com relação a estes princípios é INCORRETO afirmar que os cuidados paliativos visam:
Afirmar a vida e encarar a morte como um processo natural.
Proporcionar cuidados unicamente destinados a pacientes terminais.
Não adiar nem prolongar a morte.
Prover alívio da dor e de outros sintomas.
Oferecer suporte para que pacientes possam viver o mais ativamente possível, ajudando família e cuidadores no processo de luto.
Observando os anseios para a ampliação do cuidado em saúde, o cuidado paliativo apresenta-se como uma abordagem que poderá beneficiar qualquer paciente que possui doença crônica e/ou ameaçadora da vida. De acordo com a Resolução Nº 41/2018, que dispõe sobre as diretrizes para a organização dos cuidados paliativos no âmbito do Sistema Único de Saúde, em quais pontos da rede de atenção à saúde esse serviço deve estar disponível?
Atenção Básica, Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência.
Atenção Domiciliar, Atenção Hospitalar e Unidade de Acolhimento.
Comunidade Terapêutica, Atenção Ambulatorial e Atenção Domiciliar.
Atenção Ambulatorial, Centro de Atenção Psicossocial e Atenção Hospitalar.
Os profissionais que atuam junto a pacientes terminais que mostram desejo ativo de antecipar a própria morte, com plano letal, devem atentar para os fatores que podem ser preditivos para conduzir a ações suicidas. Entre eles, é um dos determinantes:
grande apego à família.
intenso devotamento religioso.
idade menor do que 50 anos.
escasso apoio social.
nível de escolaridade superior.
A espiritualidade/religiosidade é considerada uma dimensão essencial nas boas práticas em cuidados paliativos, principalmente durante a fase de terminalidade. Os estudos no campo da espiritualidade e saúde cresceram de tal modo nas últimas décadas a ponto de se tornarem um campo de conhecimento próprio. Sobre o coping religioso e fim de vida é correto afirmar que:
a construção de apegos, ao nascer, poderia estar ligada com a forma com que nos conectamos com a esfera espiritual/religiosa ao final da vida (teoria de apego vs. espiritualidade/religiosidade). Esses padrões de apego são “ativados” em cenários de intenso estresse ou separação, como em casos de doenças graves, possivelmente fatais.
a espiritualidade é focada na comunidade, mensurável, organizada, impositiva no que tange ao comportamento, doutrinária, refere-se a um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos que aproximam a pessoa do transcendente.
a religiosidade extrínseca está ligada a práticas individuais, como orações e meditações. É caracterizada como fé sólida e associa-se à busca do exercício das necessidades e interesses das próprias crenças, proporcionando motivação e sentido à vida do indivíduo.
o Coping Espiritual/Religioso – CER foi caracterizado por Pargament como positivo e negativo. O positivo está relacionado à busca de apoio e suporte espiritual, traduzido em uma posição que muitas vezes se manifesta com insatisfação em relação a Deus ou à instituição religiosa.
apesar de relatos de pacientes trazerem fortemente a espiritualidade e a religiosidade como modos de enfrentamento de doenças graves, ainda não há estudos que demonstrem que estas dimensões possuem impacto na saúde biopsicossocial, associando-se à melhora da qualidade de vida e à maior sobrevida.
Sobre os cuidados paliativos em pediatria, leia as afirmativas a seguir.
I - São centrados na criança e em sua família durante a doença considerada potencialmente fatal, com risco elevado de morrer antes de atingir a idade adulta.
II – As responsabilidades de cuidadores de crianças em cuidados paliativos e dos profissionais de saúde devem ser iguais.
III - O processo de comunicação de cuidados paliativos pediátricos deve incluir a criança após a informação aos pais.
IV - Cuidados paliativos pediátricos devem abranger o cuidado com a família em seu processo de luto, após o óbito do paciente.
V - A reação da família ao receber a notícia do diagnóstico pode ser um obstáculo para a condução dos cuidados paliativos pediátricos.
Após a leitura, assinale a alternativa CORRETA:
Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
Apenas as afirmativas II, III e V são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
Sobre a oferta de apoio e as funções que um psicólogo que trabalhe em conjunto com equipe de Cuidados Paliativos, leia as afirmativas a seguir.
I - Facilitar e acolher a expressão da espiritualidade.
II - Controlar os sintomas físicos e exposição a dor.
III - Encorajar práticas de meditação, com foco no alívio.
IV -Trabalhar com a equipe os processos de alimentação.
V - Encorajar uma revisão da vida do paciente, atribuindo-lhe valor e sentido.
Após a leitura, assinale a alternativa CORRETA:
Somente as alternativas I, III e V estão corretas.
Somente as alternativas II, IV e V estão corretas.
Somente as alternativas II, III e IV estão corretas.
Somente as alternativas I, II e V estão corretas.
Assinale a alternativa que descreve as estratégias de intervenção do psicólogo junto aos pacientes em estado terminal.
Conscientizar sobre deveres e responsabilidades em relação a ser cuidado com mais conhecimento sobre sua doença, tanto no aspecto fisiológico como nas implicações emocionais, mesmo sem consciência do que é real ou fantasioso.
Conscientizar sobre deveres e responsabilidades em relação ao cuidado consigo mesmo, tornando-o mais seguro e amparado. O paciente se sente mais compreendido, com mais conhecimento sobre sua doença, tanto no aspecto fisiológico como nas implicações emocionais de seu estado terminal.
No caso de pacientes em fase terminal, o psicólogo não poderá atuar sob a abordagem dos cuidados paliativos, aprimorando a qualidade de vida, dos pacientes e familiares que enfrentam problemas associados com doenças ameaçadoras de vida.
A preocupação maior deste profissional é facilitar a comunicação do paciente com a equipe médica, fazendo-o sentir-se acompanhado durante este período existencial tão solitário, e, muitas vezes destemido.
Facilitar a compreensão de seus próprios sentimentos frente ao morrer, assim como aproximá-lo de relações com as quais ele não deseje se acercar, são tarefas totalmente favoráveis para a qualidade de morte de um paciente terminal.
A intervenção psicológica em cuidados paliativos é direcionada à família, pois o paciente, nesse momento, já não se beneficia da intervenção psicológica.
Certo
Errado
Cuidados paliativos é o tratamento fim de linha e se inicia no processo ativo de morte do paciente, tendo em vista o alívio do sofrimento.
Certo
Errado
Os cuidados paliativos têm amplo reconhecimento na oncologia, já os grupos de doenças cardiovasculares não foram incluídos como demandas para os cuidados paliativos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), assim o acesso a esses serviços são restritos.
Certo
Errado
Cuidar dos familiares dos pacientes sempre foi, antes de tudo, um ato de solidariedade e dependente das habilidades e do conhecimento tácito de cada indivíduo, mas é também hoje um conjunto de estratégias e intervenções testadas e fundamentadas cientificamente que devem fazer parte do processo de formação de todo profissional de saúde da UTI.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-507X2007000400013>.
Acesso em: 26 nov. 2021, com adaptações.
A esse respeito, é correto afirmar como necessidade dos familiares de pacientes terminais
estar distante do paciente.
sentir-se inútil para o paciente.
estar seguro de que a decisão quanto a limitação do tratamento curativo foi apropriada.
ocultar sentimentos e angústias.
nunca encontrar um significado para a morte do paciente.
Assinale a alternativa correta em relação aos pressupostos dos cuidados paliativos.
A prática de cuidados paliativos se destina aos casos de adultos ou idosos com doenças ameaçadoras da vida e crônicas, sem possibilidade de reversão ou tratamentos curativos.
Os cuidados paliativos convergem com o princípio da integralidade da assistência à saúde, contudo sua prática não é normatizada no âmbito do SUS.
Os cuidados paliativos perpassam o diagnóstico, prognóstico, tratamento e se encerram na ocasião da morte do usuário.
Opondo-se à ortotanásia, a prática de cuidados paliativos também é denominada eutanásia.
A prática de cuidados paliativos abrange todos os níveis de atenção em saúde.
A avaliação clínica do paciente em Cuidados Paliativos (CP) deve ser abrangente e integral para melhor auxiliar no planejamento do cuidado. Qual das ferramentas abaixo é descrita pelo Manual dos Cuidados Paliativos da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) para ser usada pelas equipes de CP com esse intuito?
Diagrama de abordagem multidimensional (DAM).
Escala de avaliação de sintomas de Edmonton (ESAS).
Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida da OMS (WHOQOL-100).
Questionário de avaliação da incapacidade da Organização Mundial de Saúde (WHODAS).
Em se tratando de pacientes que apresentam altos níveis de ansiedade por indicação de quimioterapia, que recebem intervenção psicológica por esse motivo e que apresentam redução da ansiedade, em geral os efeitos colaterais da quimioterapia também são reduzidos.
Certo
Errado
Ainda sobre os Cuidados Paliativos, é INCORRETO afirmar que
ocorrem tanto no contexto familiar como hospitalar.
se constituem em um sistema de apoio aos familiares.
devem favorecer o autocontrole do paciente.
estimulam a comunicação entre paciente e família.
contribuem, sendo o caso, para o planejamento da eutanásia.