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Hipoteticamente, após receber o diagnóstico de que está com câncer, um paciente mostra-se desesperado em relação ao futuro.
De acordo com o modelo da psico-oncologia (Bifulco, VA, em Baptista, Wosnes e Fonseca, 2023), em uma situação como essa, as intervenções psicoterápicas devem
encorajar a expressão de sentimentos e o exame das preocupações existenciais do paciente.
ter caráter essencialmente informativo para subsidiar as tomadas de decisão.
focar no presente, procurando desestimular o paciente a rever seu passado.
abordar a saúde sob a perspectiva da doença específica que aflige o paciente.
alimentar a esperança de cura tendo em vista futuros avanços tecnológicos.
O artigo "Ética em Cuidados Paliativos: Concepções sobre o Fim da Vida", de Paiva, Almeida Júnior e Damásio (2014), explora questões éticas no contexto dos cuidados paliativos, discutindo como a bioética pode orientar decisões sobre o fim da vida, promovendo uma abordagem que respeite a dignidade e a autonomia do paciente. Sobre o artigo, assinale a alternativa correta:
O principal foco dos cuidados paliativos, segundo o artigo, é prolongar a vida do paciente a qualquer custo, independentemente de sua qualidade de vida.
A humanização no cuidado de pacientes terminais é irrelevante, pois o objetivo principal deve ser a intervenção médica e o controle físico dos sintomas.
As decisões sobre a continuidade dos tratamentos no fim da vida são exclusivamente responsabilidade da equipe médica, sem necessidade de envolver o paciente ou seus familiares.
O artigo destaca a importância de respeitar a autonomia do paciente, permitindo que suas decisões sobre tratamentos no fim da vida sejam seguidas, mesmo quando opta por não continuar com intervenções invasivas.
O livro eletrônico "Recomendações de Competências, Habilidades e Atitudes do Psicólogo Paliativista" (2022), organizado por Daniela et al., oferece diretrizes para a atuação de psicólogos em cuidados paliativos. Assim, assinale a alternativa correta:
A comunicação empática com os pacientes e familiares é vista como secundária, sendo mais importante a comunicação formal e direta, sem a necessidade de sensibilidade.
O livro sugere que a principal função do psicólogo paliativista é realizar intervenções psicológicas focadas apenas no paciente, sem a necessidade de envolver os familiares.
O psicólogo paliativista deve ter a competência de atuar no alívio do sofrimento emocional, promovendo um ambiente de suporte para pacientes e familiares em situações de terminalidade.
O psicólogo paliativista não precisa se preocupar com o autocuidado, pois sua função se restringe ao suporte emocional dos pacientes.
O Manual de Cuidados Paliativos da ANCP (2ª edição, 2012), organizado por Carvalho e Parsons, explora princípios fundamentais como o controle de sintomas, o suporte emocional e a importância da atuação de equipes multidisciplinares. O objetivo principal dos cuidados paliativos é a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com doenças incuráveis, oferecendo uma abordagem humanizada que também apoia os familiares e toma decisões éticas sobre o fim da vida. Sobre o assunto, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__)O foco dos cuidados paliativos é oferecer conforto e melhorar a qualidade de vida do paciente, sem objetivo de cura.
(__)A comunicação com pacientes e familiares não é prioritária nos cuidados paliativos, pois o foco está no controle de sintomas físicos.
(__)A atuação de uma equipe multidisciplinar é essencial nos cuidados paliativos, permitindo uma abordagem integral ao paciente.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:
F − F − F.
V − F − V.
V − V − V.
V − F − F.
Em fase avançada de um câncer terminal, um paciente expressa para a psicóloga hospitalar seu sofrimento psíquico: angústia, medo da morte, desesperança. Ele deseja interromper o tratamento e se recusa a receber visitas. De acordo com a ética e a técnica da psicologia, como a psicóloga deve intervir nessa situação?
Informar a equipe médica e os familiares sobre o estado emocional do paciente e solicitar que tomem medidas para garantir que ele continue o tratamento.
Respeitar a autonomia do paciente e seus desejos, acolhendo seu sofrimento e oferecendo suporte para que ele possa vivenciar essa fase da vida com dignidade.
Convencer o paciente a continuar o tratamento e a receber visitas de seus entes queridos, enfatizando a importância da esperança e da luta pela vida.
Iniciar um processo de psicoterapia breve com o paciente, com o objetivo de ajudá-lo a ressignificar a experiência da doença e a elaborar seus conflitos emocionais.
Avaliar a necessidade de internação compulsória do paciente em uma unidade psiquiátrica, considerando seu estado emocional e a recusa em receber tratamento médico.
No que diz respeito aos aspectos emocionais na terminalidade da vida de pacientes em cuidados paliativos (CP), é necessário que o psicólogo desenvolva habilidades de comunicação com a equipe, bem como tenha clareza e propriedade do conhecimento dos princípios e temas relevantes para essa área de atuação. De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos do Hospital Sírio Libanês (2023), analise as afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso quanto aos aspectos emocionais que o psicólogo precisa considerar.
( ) É preciso considerar que a negação é um mecanismo de defesa diante de uma quebra abrupta e grave com a realidade conhecida, para preservar a integridade psíquica, que está ameaçada e em possível sofrimento. Esse mecanismo de defesa é essencial, tendo a dupla função de evitar sentimentos dolorosos, como desesperança, medo, ansiedade e raiva, bem como permitir a organização gradual de mecanismos internos para lidar com a nova realidade de forma mais segura.
( ) A esperança pode ser uma forma de camuflar a realidade e, por vezes, assume a forma de fé religiosa ou da espera por um milagre, expressando desejos, medos e valores religiosos. Para o psicólogo, esse aspecto impede o atendimento, pois o paciente e ou o familiar/acompanhante não conseguem falar sobre o processo de adoecimento.
( ) É preciso considerar que a raiva pode surgir com uma reação a uma situação ameaçadora e invasiva, podendo se manifestar por meio de sentimentos como revolta, inveja, ressentimento e vitimização de uma injustiça, comumente expressa pela pergunta “Por que eu?”. É uma tentativa desorganizada de recuperar o controle e a integridade psíquica prévios ao adoecimento, bem como de resgatar a potência perdida.
( ) No caso de uma pessoa que recebe o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora da vida, é mais do que esperado que ela fique triste, sendo uma resposta absolutamente normal no processo de enfrentamento. Nem sempre essa tristeza pode ser depressão.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
F-V-F-F
V-F-V-V
F-F-F-V
V-V-V-V
F-V-F-V
De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos do Hospital Sírio Libanês (2023), a espiritualidade faz parte do cuidado de pacientes com doença ameaçadora de vida. Viver esse momento de adoecimento pode ser algo transformador e resultar em crescimento, como também pode ser desesperador e angustiante. Em relação à atuação da equipe multiprofissional no manejo da espiritualidade do paciente e do acompanhante, analise as afirmativas a seguir:
A equipe precisa considerar que a espiritualidade e a religiosidade são sinônimas, à medida que envolvem, dentro de uma coletividade, a expressão de tradições, rituais, crenças, práticas, normas e celebrações em comum que beneficiam as pessoas (1ª parte). Os pacientes com doença avançada desejam que suas necessidades espirituais sejam levadas em consideração pela equipe, pois desta forma sentem que suas crenças e desejos são respeitados e que podem ajudá-los no enfrentamento da situação (2 ªparte). Eventualmente, o paciente pode solicitar ao profissional para rezar com ele ou participar de algum ritual, sendo que, nesses casos, é indicado que o psicólogo reze com ele (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 2ª parte.
Apenas a 1ª e a 2ª partes.
Apenas a 2ª e a 3ª partes.
A 1ª, 2ª e 3ª partes.
O Respeito à Dignidade do paciente é um princípio fundamental na prática da saúde, incluindo a psicologia e a psiquiatria. Neste contexto, identifique a alternativa que descreve alguns aspectos importantes relacionados ao princípio mencionado.
Compartilhar informações pessoais do paciente em contextos informais ou acadêmicos/profissionais.
Envolver o paciente nas decisões relacionadas ao seu tratamento, respeitando suas preferências e valores.
Estabelecer relações pessoais com o paciente, como fazer amizade fora do ambiente terapêutico.
Cobrar taxas extracontratuais ou fazer uso da posição de poder que o terapeuta detém em relação ao paciente.
Quando se fala em cuidados paliativos, é comum associá-los imediatamente à ideia de morte iminente. No entanto, é importante compreender que os cuidados paliativos não se limitam apenas aos momentos finais da vida, eles abrangem todo o período de tratamento, desde o diagnóstico até o desfecho, que pode se estender por anos em casos de doenças crônicas incuráveis. Isso porque, esse tipo de abordagem têm como objetivo principal melhorar a qualidade de vida tanto dos pacientes quanto de suas famílias, oferecendo suporte para lidar com os desafios associados a doenças que ameaçam a vida, através da prevenção e do alívio do sofrimento, que envolve a identificação precoce, avaliação precisa e tratamento adequado da dor e outros problemas. Deste modo, os cuidados paliativos são considerados parte essencial dos serviços de saúde, integrados e centrados nas necessidades das pessoas, em todos os estágios de cuidado, visando aliviar o sofrimento independentemente de sua causa.
A seguir, encontram-se algumas competências centrais em cuidados paliativos que são parte da prática da (o) psicóloga (o), exceto:
Responder aos desafios da tomada de decisão clínica e ética em cuidados paliativos, assim como implementar e coordenar equipes dessa área.
Aumentar o conforto físico durante as diferentes fases do tratamento dos doentes.
Atender às necessidades psicológicas, sociais e espirituais.
Tomar decisões em prol do caso de forma autônoma.
Conforme indicado por Infante (em Barbosa e colaboradores, 2019), é correto afirmar que o profissional de saúde que opera com cuidados paliativos deve
contar, em essência, com o arsenal disponível, de natureza técnica e química, de promoção à qualidade de vida.
se aproximar da singularidade do sujeito a partir de protocolos previamente estabelecidos.
se fundamentar no senso comum como modo inicial de abordar a subjetividade do indivíduo.
articular uma escuta advertida que permita o acesso à subjetividade do sujeito e a seus fantasmas prevalentes.
avaliar o grau de estruturação da família do paciente antes de determinar sua submissão a cuidados paliativos.
Considerando o acompanhamento das famílias de crianças em tratamento oncológico, Assis et al. (2020) destacam a importância do acolhimento familiar e apresentam o conceito de cuidados paliativos. Conforme a contribuição das autoras, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os cuidados paliativos devem ser implementados quando identifica-se que a evolução da doença oncológica indica que os pacientes estão entrando em fase terminal.
( ) Quando os cuidados paliativos são inseridos em momento precoce (como após o diagnóstico), eles geram desvantagens, pois preocupam a família, aumentando sintomas desencadeados pela doença.
( ) Atividades lúdicas fazem parte dos cuidados paliativos, pois contribuem aliviando o sofrimento e as angústias geradas pelo processo de hospitalização tanto para as crianças quanto para suas famílias.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V - V - F.
V - F - V.
F - F - V.
F - V - F.
Considerando os princípios que orientam o Cuidado Paliativo, temos as seguintes afirmações:
I. Afirmar a vida e considerar a morte como um processo normal do término dessa vida, segundo suas circunstâncias biológica, psicológicas, sociais etc.
II. Acelerar a morte nos casos de sua inevitabilidade, estabelecendo, conforme a vontade do paciente, uma dependência entre os cuidados paliativos e a eutanásia.
III. Oferecer um sistema de suporte que possibilite ao paciente viver tão ativamente quanto possível, até o efetivo momento da sua morte.
IV. Melhorar a qualidade de vida e influenciar positivamente o curso da doença, permitindo, por exemplo, controlar os sintomas do processo de adoecimento do paciente.
V. Oferecer um sistema de suporte para auxiliar os familiares durante a doença do paciente e sua negação do luto.
Sobre tais afirmações, está INCORRETO o que se afirma em
I e III.
I e II.
II e V.
III e IV.
IV e V.
A criança que possui uma doença como o câncer, que socialmente carrega o estigma da morte, além de lidar com a carga e os entornos do tratamento e doença, necessita mobilizar recursos internos para vivenciar a possibilidade de morte muito presente em todo esse processo em um ambiente onde lhe é negado este direito, pois a morte de uma criança é algo de difícil aceitação para a sociedade atual. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA, no que se refere a compreensão da criança com câncer sobre a morte.
Fonte: DE ALMEIDA BARBATO, K. B.; ANTUNES, K. R. ; LOURENÇO, M. T. C. Reflexões sobre vivências da criança com câncer diante da morte. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, v. 22 nº 1, pp. 306-327, 2019.
A maneira como as pessoas próximas falam de morte às crianças, e a experiência pessoal que ela pode ter, diante do falecimento de parentes ou de uma doença grave, também exerce influência sobre a compreensão das crianças sobre a morte. Finalmente, no plano imaginário, a criança utiliza suas múltiplas representações intermediarias para tentar figurar a morte e suas consequências.
Os conceitos de universalidade, não-funcionalidade e irreversibilidade podem explicar de forma mais generalista a compreensão da criança sobre a morte. Outro fator importante refere-se à causalidade, que corresponde ao conhecimento do que causa a morte. A compreensão parcial destes conceitos geralmente se desenvolve entre os 5-7 anos, mas uma compreensão mais completa, incluindo a causalidade, geralmente desenvolve-se a partir dos 10 anos.
A criança desde muito pequena entra em contato com maneiras indiretas da percepção de que no futuro será o conhecimento sobre a morte, como separação dos pais, a perda de um bichinho de estimação ou até mesmo um brinquedo quebrado.
Segundo alguns autores, o interesse sobre a compreensão da criança em relação a morte não é algo que vem se desenvolvendo paulatinamente, e caracteriza-se por um conceito multidimensional, sendo os componentes da universalidade (todos os seres vivos morrem), não-funcionalidade (toda função da parada corporal) e irreversibilidade (uma vez morto, morto para sempre) os menos pesquisados.
O profissional psicólogo deve-se valer de conhecimento, habilidades e atitudes para o atendimento em serviços de cuidados paliativos. Assim, avalie as proposições:
I.Conhecer conceitos e técnicas de abordagem espiritual.
II.Avaliar o risco psicológico do paciente de forma individual.
III.Não deixar com que outros profissionais interfiram em sua própria conduta.
Assinale a alternativa correta:
Apenas a proposição II está correta.
Apenas a proposição I está correta.
Apenas as proposições II e III estão corretas.
Apenas a proposição III está correta.
Em relação ao medo, uma emoção muito presente no ser humano, é CORRETO afirmar que
podemos situá-lo em relações a objetos da realidade ou a objetos imaginários.
inibe, frequentemente, a elaboração de estratégias para o seu enfrentamento.
é uma resposta instintiva, portanto, um padrão comportamental hereditário.
decorre de um processo de aprendizagem desvinculado do biológico.
a experiência ajuda a modelar a presença do medo, mas não sua ausência.
De acordo com o trabalho de Calvetti et al (2021), foi elaborado um Plano estratégico em bem-estar e engajamento no trabalho em unidade da saúde para enfrentamento da crise sanitária do COVID-19. Este tomou como base a prática da telepsicologia, que “não é um atendimento psicológico convencional psicoterapêutico, mas de atenção psicossocial, que inclui o cuidado, o sigilo e a privacidade. Entre os princípios de ação estão: observar riscos para o estresse psicológico, escutar e aproximar”. Segundo as autoras, essa prática é denominada como:
Acolhimento psicossocial.
Atendimentos psicológicos online.
Plantão Psicológico online.
Pré consulta assistencial.
Primeiros cuidados psicológicos.
No contexto do tratamento do Adoecimento Crônico, considere as seguintes afirmações:
I. As condições crônicas de saúde podem ser resultantes de processos saúde-doença distintos, sendo as doenças caracterizadas por início gradual, de prognóstico usualmente incerto, com longa ou indefinida duração.
II. Enfatiza-se que as orientações sobre a doença crônica, seu tratamento e seus cuidados são, quando bem informados e administrados, suficientes, pois o próprio indivíduo encontra-se necessitado de construir seus conhecimentos, tecendo, de maneira individualizada, suas ideias de viver com o adoecimento.
III. Devido à enfermidade crônica, um conjunto de experiências se torna presente e constante, dentre as quais cabe citar alterações corporais, o desconforto e a dor decorrentes da doença, dos procedimentos invasivos e da medicação, a invasão da privacidade durante o tratamento e as hospitalizações.
IV. A ressignificação de um processo de adoecimento crônico consiste, essencialmente, em aceitar o sofrimento ou a condição que lhe foi imposta, encontrando-se um modo de conviver com aquilo que não pode ser mudado e que deve ser aceito.
V. Os sentimentos de incerteza, expectativa, apreensão, dúvida e medo estão presentes entre os acompanhantes do paciente crônico, impactando diretamente no processo de adaptação ao cotidiano de cuidados, sendo potencializadores do estresse destes, o que pode fragilizar as relações entre o paciente-cuidador.
Sobre tais afirmações, é CORRETO afirmar que
uma está incorreta.
duas estão incorretas.
três estão incorretas.
quatro estão incorretas.
cinco estão incorretas.
No processo de adoecimento, um paciente, crônico ou agudo, pode precisar ser atendido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo, para tanto, INCORRETO realizar o que afirma a seguinte proposição:
Intervir como mediador psicológico, buscando compreensão na relação entre os membros da equipe, a equipe e o paciente e a equipe e a família.
Orientar e informar aos familiares e ao paciente as rotinas da UTI e os horários de visita.
Informar ao paciente acerca dos acontecimentos que ocorrem fora da UTI, mesmo o paciente estando em coma.
Estimular o contato do paciente na UTI com a família e equipe de saúde, objetivando a facilitação da comunicação.
Avaliar a compreensão do quadro clínico e prognóstico apresentado na UTI ao paciente e seus familiares.
O papel do psicólogo junto aos cuidados paliativos é fundamental e exige dele a habilidade de comunicação com profissionais de outras áreas do saber, bem como clareza e propriedade do conhecimento dos princípios e temas relevantes para essa área de atuação. Tendo em vista o papel e os conhecimentos do psicólogo, assinale a afirmativa que apresenta a orientação para acompanhamento psicológico de forma correta.
Deve ser iniciado o mais precocemente possível, independente do âmbito da assistência (enfermaria, ambulatório, hospedaria, visita domiciliar).
A atenção à família requer do psicólogo habilidades de terapia sistêmica, dado que a família prolonga o sofrimento ao revelar minúcias do diagnóstico.
Deve ser aplicado após terem sido empregadas todas as alternativas técnicas e estratégicas da assistência, independente do cenário (enfermaria, ambulatório, hospedaria, visita domiciliar).
A atenção à família requer a capacidade de manejar situações grupais e relacionais, visto que a família pode prolongar e desengodar a comunicação acerca do diagnóstico e do tratamento.
Analise as afirmativas abaixo relacionadas aos cuidados paliativos no contexto hospitalar.
I - Os cuidados paliativos são um tipo de assistência para pacientes em fim de vida, geralmente com um prognóstico de dois meses ou menos. Nessa fase, os cuidados se concentram na qualidade de vida e no alívio dos desconfortos, sintomas e dor do paciente.
II - Todos os profissionais de saúde paliativistas, independentemente da sua profissão, devem estar capacitados para identificar as necessidades do paciente, sejam estas de ordem física, emocional, social ou espiritual.
III - Em cuidados paliativos devem-se respeitar a autonomia do paciente em relação ao tratamento, inclusive para abandoná-lo, mantendo- se cuidado no que diz respeito aos sintomas.
IV - Os cuidados paliativos são uma modalidade de assistência de baixa tecnologia, pois concentram-se no alívio de sintomas e nunca recorrendo a recursos médicos complexos como cirurgias e procedimentos invasivos como a radioterapia.
Marque a alternativa correta.
Os itens II e III são verdadeiros.
Os itens I, II e III são verdadeiros.
Os itens II, III e IV são verdadeiros.
Somente o item I é verdadeiro.
Os itens I e II são verdadeiros.