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Segundo Porto & Lustosa (2010), são atribuições do psicólogo hospitalar nos cuidados paliativos, EXCETO:
Dar novo direcionamento aos critérios concernentes à qualidade, ao valor e ao significado da vida.
Dar condições ao doente de lidar com a situação e redescobrir o sentido da vida no momento vivenciado por ele.
Realizar as demandas da família no que concerne às solicitações relacionadas à terminalidade.
Proporcionar cuidados que visem acolher, preservar, acarinhar e dar condições físicas, mentais, espirituais e sociais ao paciente.
Proporcionar cuidados que visem preservar ao máximo a autonomia funcional do paciente.
O advento do movimento hospice, na segunda metade do século XX, tornou Cicely Saunders precursora da filosofia dos _____________________. Saunders, ao dedicar-se aos pacientes moribundos na Inglaterra em meados do século XX, criou o termo dor total para mostrar que o sofrimento do doente sem possibilidade de tratamento curativo é físico, mas também psicológico, social e espiritual. A partir de então começou a crescer o interesse pelo sofrimento e pela necessidade de melhora da qualidade de vida desses pacientes, além do direito de terem uma morte digna sem adiamentos e prolongamentos desnecessários (CASTRO; BARRETO, 2015).
A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é
Por meio da observação e estudo da situação de pacientes terminais, Kübler-Ross constatou a existência de cinco estágios pelos quais as pessoas passam quando recebem um mau prognóstico. A autora identificou que
mesmo pacientes que não estão em risco de morte imediato, mas sofrem com doenças crônicas ou perderam órgãos e funções, passam por esses estágios.
a sequência em que se manifestam cada um desses estágios permanece idêntica, independentemente da severidade com que a doença se manifesta.
para a maioria dos pacientes somente um desses estágios se manifesta, o que se relaciona com o grau de estruturação da personalidade do paciente.
todos os pacientes terminais atingem a etapa de aceitação em relação à morte, mesmo quando a sequência de etapas não segue seu curso natural.
os pacientes podem não passar por todas as etapas do processo de luto, mas nunca regridem as etapas já superadas no processo de luto.
A morte e o processo de finitude permanecem como temáticas que recorrentemente convocam o psicólogo a um olhar diferenciado sobre o fim da vida. “_________________________é um instrumento que permite ao paciente registrar, no presente, a sua manifestação em relação a procedimentos médicos no futuro, quando estiver inconsciente ou incapaz de opinar” (CHAVES, 2013, p. 63).
A alternativa que completa corretamente a lacuna acima é:
No artigo “Mal estar na civilização”, Freud (1930[1929]/1977) indica que a vida, tal como é encontrada, é árdua demais para todos. A fim de suportá-la, medidas paliativas não podem ser dispensadas. É um exemplo desse tipo de medida:
métodos críticos
atividades laborais
atividades artísticas
perspectivas futuras
Conhecer as etapas pelas quais passa o paciente em fase terminal de sua doença, assim como os caminhos para ajudar essa pessoa em cada uma delas é essencial para o psicólogo que atua com pacientes terminais. Reconhecer as seis etapas da agonia é fundamental para ajudar a melhor entender o que essa pessoa pode estar vivendo, permitindo a quem acompanha proporcionar-lhe a assistência e o apoio de forma mais apropriada possível. As seis etapas da agonia são as seguintes:
afastamento; raiva; medo; tristeza; perdão e aceitação.
rejeição; afastamento; ódio; tristeza; aceitação e subjugação.
afastamento; raiva; ódio; tristeza; deslocamento e aceitação.
dúvida; desespero; apego; impaciência; orgulho e abandono.
medo; raiva; tristeza; subjugação; aceitação e dor.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define cuidados paliativos como uma abordagem que melhora a qualidade de vida do doente e da sua família, em caso de uma doença fora de possibilidades terapêuticas, potencialmente fatal ou que ameace a vida. Esta abordagem prioriza a prevenção e o alívio do sofrimento, procurando identificar, avaliar e tratar precocemente a dor e outros problemas físicos, psicológicos, espirituais e sociais. Uma premissa dos cuidados paliativos é a
preocupação com a qualidade de vida remanescente.
afirmação da vida e o encarar da morte como processo natural.
preocupação com a quantidade de vida e investimento de todos os recursos disponíveis para prolongá-la ao máximo.
dispensa de uma rede de suporte, permitindo ao doente viver tão ativamente quanto possível até a morte.
Assinale a alternativa correta a respeito das temáticas: cuidados paliativos, luto, morte e o morrer:
As doenças crônicas em estágio de terminalidade exigem estratégias de cuidados visando, não à cura, mas sim ao alívio da dor e à promoção da qualidade de vida ao paciente.
Um paciente em estado terminal é assim considerado quando não há mais possibilidades terapêuticas para a sua enfermidade e ao seu sofrimento psíquico só resta elaborar o luto.
O princípio da autonomia do paciente é sobrepujado pelo princípio do direto à saúde na qual o profissional deve se empenhar para garantir condições que suas terapêuticas sejam efetivadas.
Os diversos estágios diante da morte elencados por Elisabeth Kübler-Ross são experimentados sequencial e invariavelmente por todos os pacientes diante da terminalidade.
A morte como parte de um processo natural da vida tem sido um destino comum a toda humanidade e por essa razão também tem sido representada de modo universal e homogêneo.
Considere a seguinte afirmativa:
“O cuidado paliativo concebe que a finitude digna pode ser definida como aquela sem dor e com sofrimento minimizado. Controla os sintomas e se abstém de qualquer função curativa e de prolongamento ou abreviação da sobrevida”.
Assim, em relação ao paciente, o cuidado paliativo visa fundamentalmente
favorecer a capacidade de resiliência.
criar condições de ajustamento emocional.
prevenir transtornos psicopatológicos.
promover a qualidade de vida.
estimular a aceitação do processo de morrer.
O estresse entre membros de equipe multidisciplinar em cuidados paliativos justifica-se, sobretudo, pelo fato de que esses cuidados são iniciados quando se reconhece a iminência da morte, o que implica maior demanda emocional dos pacientes e seus familiares.
Certo
Errado
É importante que o psicólogo, no contexto da UTI, esteja familiarizado com os protocolos de comunicação de más notícias.
Em relação à prática dos cuidados paliativos ao paciente, é INCORRETO afirmar que
considera, também, o processo de morrer em sua dimensão espiritual e psicológica.
prioriza a atenção à dor e aos sintomas que melhorem a qualidade de vida do paciente.
intervém, junto com familiares e cuidadores, para a elaboração da vivência do luto.
tem o hospital, organizado interdisciplinarmente, como o espaço prioritário à sua realização.
pressupõe a comunicação verdadeira sobre o adoecimento como um benefício ao paciente.
Segundo Porto & Lustosa (2010) é INCORRETO afirmar:
Os cuidados paliativos dizem respeito primordialmente a cuidados institucionais e trata-se de uma filosofia de cuidados ofertadas nos hospices destinados a esta finalidade.
A ortotanásia significa a morte em seu tempo certo, isto é, sem abreviar e sem prolongar desproporcionalmente o processo de morrer.
Na mistanásia o paciente é levado à morte por abandono, erro médico ou má prática da medicina, seja por motivos econômicos, sociais ou científicos.
Os cuidados paliativos não propõem uma solução para a morte, mas permitem o morrer com dignidade, facilitando os processos de finalização.
Qualidade de vida no processo da morte e prolongamento da vida não deveriam ser incompatíveis, mas sim complementares.
Considere a seguinte definição:
“Trata-se da atitude médica, que, visando salvar a vida do paciente terminal, submete-o a grande sofrimento. Nessa conduta, não se prolonga a vida propriamente dita, mas o processo de morrer”.
Dessa forma, é CORRETO afirmar que tal atitude corresponde a
obstinação terapêutica associada à distanásia.
calosidade profissional associada à ortotanásia.
obstinação terapêutica associada à ortotanásia.
calosidade profissional associada à distanásia.
neutralidade terapêutica associada tanto à ortotanásia como à distanásia.
Em 1986, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou os princípios que regem a atuação das equipes de Cuidados Paliativos, realizando uma revisão dos mesmos em 2002. De acordo com a atual definição da OMS, quando devem ser iniciados os cuidados paliativos?
Quando a capacidade funcional do paciente der sinais de declínio.
Quando a expectativa de vida estimada for menor ou igual a três meses.
O mais precocemente possível, juntamente com outras medidas de prolongamento da vida.
No momento que houver evidencia de sofrimento físico, psíquico e social e demanda de cuidados terminais.