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O diagnóstico psicopatológico
fundamenta-se, via de regra, em possíveis mecanismos etiológicos supostos pelo clínico que o realiza.
baseia-se principalmente em sinais e sintomas identificados na história da doença e no momento da entrevista com o paciente.
é inadequado para a identificação de quadros psico-orgânicos, como delirium ou síndromes focais.
busca identificar, em essência, sinais específicos ou patognomônicos de determinados transtornos mentais.
deve ater-se à descrição de vivências singulares do paciente, sem enquadrá-lo em categorias nosológicas universais.
Acerca das síndromes psiquiátricas, é CORRETO afirmar que:
o diagnóstico sindrômico é um ato clínico de grande complexidade, que exige extrema capacidade de identificação taxonômica psicopatológica.
são agrupamentos instáveis de sintomas, conjuntos sígnicos, que podem ser produzidos por várias causas e não necessariamente observáveis na clínica.
são conjuntos de sintomas inespecíficos e não recorrentes, que se manifestam no indivíduo e são passíveis de observação.
são conjuntos de sintomas inespecíficos e não recorrentes, que se manifestam no indivíduo, sejam observáveis ou não na prática clínica.
as síndromes são conjuntos de sinais e sintomas que se agrupam de forma recorrente e são observadas na prática clínica diária.
Leia o fragmento de texto a seguir.
[...] os transtornos de aprendizagem podem ser identificados na produção de textos curtos e menos envolventes, como também “com texto mal organizado nos níveis das sentenças e dos parágrafos, e são menos prováveis de revisar a ortografia, a pontuação, a gramática ou o corpo do texto para aumentar a clareza”. Assim, o diagnóstico acontecerá pelo profissional qualificado, que, juntamente com o psicopedagogo, a família e toda a equipe pedagógica. (Pontes, 2010)
Com base nessas características e no papel do psicopedagogo, para realizar um diagnóstico correto e planejar uma ação interventiva eficaz, é necessário
aplicar instrumentos de avaliação padronizados, complementados por entrevistas estruturadas com o aluno, familiares e professores, para compreender os fatores cognitivos, emocionais e contextuais que influenciam o desempenho na produção textual.
desenvolver um programa de intervenção baseado na integração entre estratégias de ensino contextualizadas e o uso de materiais adaptativos, promovendo simultaneamente o desenvolvimento da organização textual e das funções executivas relacionadas à aprendizagem.
conceber e aplicar uma abordagem multidimensional que inclua análise de registros escolares, observação do contexto de sala de aula e mapeamento das práticas pedagógicas, além de avaliações detalhadas das funções linguísticas, emocionais e sociais do aluno, visando personalizar o plano de intervenção.
priorizar a capacitação dos professores em práticas pedagógicas diversificadas que favoreçam a mediação de dificuldades na produção textual, alinhadas aos princípios da neuropsicopedagogia e das competências socioemocionais dos alunos.
desenvolver um trabalho colaborativo com uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, para atuar sobre as funções cognitivas, motoras e comunicacionais, integrando práticas interventivas ao cotidiano escolar.
Marcus apresenta critérios diagnósticos de franco quadro psicótico.
Certo
Errado
O Psicodiagnóstico prevê etapas de acolhimento inicial, investigação e fechamento, buscando entendimento aprofundado do quadro. Qual o procedimento que exemplifica a coerência com essa prática?
Executar análise conclusiva no primeiro contato, interpretando a queixa sem correlacionar múltiplas variáveis.
Prescindir de devolutiva ao final, deixando o avaliando e a família sem esclarecimentos sobre hipóteses.
Contemplar entrevista exploratória, aplicação de instrumentos, observações direcionadas e apresentação de achados, fornecendo subsídios para intervenções posteriores.
Elaborar documentos ambíguos que impeçam a compreensão acerca das recomendações necessárias.
Bruno, 55 anos, bancário, procurou o pronto-atendimento de uma unidade hospitalar apresentando sintomas de exaustão física e mental, pressão alta, distúrbios gastrointestinais, humor depressivo.
O médico diagnosticou a Síndrome de Burnout e recomendou um afastamento do trabalho; porém, temendo ser dispensado, Bruno continuou comparecendo ao trabalho e já vê sua produtividade impactada pela dificuldade de concentração.
Identifica-se nesse relato uma situação de
rotatividade.
presenteísmo.
ergonomia ambiental.
retenção de talentos.
absenteísmo.
No processo psicodiagnóstico, o psicólogo não deve iniciar a administração de testes e técnicas sem o estabelecimento de um bom rapport, que tem seu conceito mais bem compreendido na alternativa:
Instância que forma a psique humana. Está de acordo com a Teoria da Personalidade, desenvolvida por Sigmund Freud em seus estudos sobre a psicanálise.
É uma palavra que define um estado em que estamos completamente envolvidos em uma atividade. Ou seja, em que encontramos o fluxo.
É uma técnica que visa, por meio da introdução de recompensas, incentivar e consolidar comportamentos desejados.
O rapport ocorre quando existe uma sensação de sincronização entre duas ou mais pessoas, porque elas se relacionam de forma agradável.
Refere-se aos pensamentos impositivos criados, geralmente, no período da infância e desenvolvidos ao longo da vida.
Considerando a aplicação e as bases do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), assinale a alternativa INCORRETA.
A atenção ao contexto é importante porque uma abordagem mecânica ou que segue uma fórmula para estabelecer diagnósticos nesses cenários extremamente variados pode levar a entrevistas mal executadas e possivelmente, até mesmo, a diagnósticos incorretos.
Nas entrevistas para avaliação para possíveis diagnósticos, o profissional de saúde mental deve delimitar a abordagem aos sintomas específicos e manter-se fiel à lista de verificação proposta no manual.
Chegar a um diagnóstico preciso é importante para uma assistência clínica embasada. Receber um diagnóstico implica tanto ônus e riscos como benefícios para as(os) pacientes.
Os diagnósticos psiquiátricos ocorrem na inter-relação entre contextos social, psicológico e biológico, e um dos objetivos do entrevistador psiquiátrico é conhecer esses contextos e levá-los em consideração ao aplicar critérios e chegar a um diagnóstico.
Walter Trinca contribuiu para a atuação da Psicóloga e do Psicólogo nas áreas do Diagnóstico Psicológico e da Psicoterapia com a idealização de um procedimento, cujo nome é:
Pirâmides Coloridas.
Casa-Árvore-Pessoa.
Desenhos-Histórias.
Desenho da Figura Humana.
A coleta de dados na psicologia é fundamental para a formulação de diagnósticos e intervenções. Acerca do tema, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A observação sistemática permite ao psicólogo registrar comportamentos em ambientes naturais ou controlados.
(__)Os questionários e entrevistas são técnicas de coleta de dados frequentemente utilizadas na psicologia.
(__)A análise de dados qualitativos não é relevante para estudos em psicologia.
(__)A aplicação de testes psicológicos deve seguir rigorosos critérios de padronização.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V − V − F − V.
V − F − F − F.
V − V − V − V.
F − F − V − F.
F − F − V − V
Segundo Hutz et al. (2016), no contexto do psicodiagnóstico, ao se trabalhar com testes que avaliam aspectos da personalidade, é importante ter em mente que
a validade de um teste de personalidade se refere à estabilidade das características mensuradas, e não à sua adequação contextual, cujos aspectos devem ser ignorados na interpretação.
a avaliação da personalidade é uma prática essencialmente clínica, na qual os testes de autorrelato devem ser considerados como a principal fonte de informação, por serem menos suscetíveis a interpretações subjetivas do avaliador.
a interpretação dos testes de personalidade, quando feita com domínio teórico e prático suficiente, fornece um retrato suficiente do funcionamento psicológico do indivíduo, dispensando o uso de outras técnicas.
dada a diversidade de instrumentos que podem ser usados ao avaliar a personalidade, é recomendável que o psicólogo adote uma postura ateórica, focada no resultado dos testes que ele administra.
testes projetivos e objetivos oferecem perspectivas complementares na avaliação da personalidade, sendo importante integrar métodos qualitativos e quantitativos, e não os opor rigidamente.
Sobre o psicodiagnóstico, é pertinente afirmar:
O psicodiagnóstico abarca todos os modelos de avaliação psicológica de diferenças individuais.
O psicodiagnóstico é uma das etapas da testagem psicológica.
As estratégias de avaliação psicológica são específicas a cada tipo de abordagem.
As estratégias de avaliação referem-se à prática e não ao enfoque teórico.
É possível, para os clínicos, prestarem atenção ao fenômeno clínico descrito por meio de cada perspectiva teórica, sem adotar o modelo metapsicológico completo.
Referente ao Psicodiagnóstico, analise as assertivas abaixo:
I. O psicodiagnóstico é instrumento ou processo individual, e, portanto, deve incluir unicamente entrevistas com o paciente e testes psicológicos.
II. Os propósitos centrais do psicodiagnóstico são estabelecer o diagnóstico e, em consequência, avaliar o prognóstico e as devidas estratégias para ajudar o sujeito frente as suas problemáticas.
III. A inclusão do psicodiagnóstico em programas sociais não é indicada, pois se destina à avaliação de aspectos de saúde mental individuais.
Quais estão INCORRETAS?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
I, II e III.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM 5-TR), o diagnóstico do transtorno apresentado por Jorge pode ser dado sem a obrigatoriedade do especificador de gravidade.
Certo
Errado
Sobre o processo psicodiagnóstico em psicologia é correto afirmar:
O processo psicodiagnóstico tem como finalidade a aplicação de testes psicológicos, sejam eles psicométricos, projetivos e/ou de personalidade.
O documento escrito proveniente do processo psicodiagnóstico é o laudo psicológico, que deve ser entregue pela/o psicóloga/o em uma entrevista devolutiva.
O processo psicodiagnóstico em psicologia pode servir para a investigação de uma ou mais demandas, em saúde mental, trabalho e/ou orientação profissional.
O documento escrito proveniente do processo psicodiagnóstico é o relatório psicológico, que pode ou não ser entregue em uma entrevista devolutiva, que deverá ser solicitada pela/o avalianda/o.
Avaliação psicológica e processo psicodiagnóstico são diferentes formas de nomear um mesmo tipo de processo.
Considere com atenção as alternativas abaixo, que versam sobre psicodiagnóstico, e aponte a correta.
O psicodiagnóstico é um processo avaliativo utilizado em contextos clínicos.
O Satepsi é um órgão, parte do Sistema Conselhos de Psicologia, que define quantos e quais testes devem ser utilizados para psicodiagnóstico.
Os testes podem fazer parte de um processo psicodiagnóstico clínico, sendo utilizados na etapa de “coleta de dados”.
A Entrevista Devolutiva pode ou não ser realizada ao final de um processo psicodiagnóstico clínico.
A Entrevista Psicológica deve ser realizada uma vez ao longo do processo psicodiagnóstico clínico, no início do processo.
Um paciente com diagnóstico de esquizofrenia paranoide é encaminhado para avaliação psicológica. Considerando as características desse transtorno, qual dos seguintes instrumentos de avaliação seria mais adequado para avaliar a presença de delírios e alucinações?
Inventário de Depressão de Beck (BDI).
Inventário de Ansiedade de Beck (BAI).
Minnesota Multiphasic Personality Inventory (MMPI).
Escala de Avaliação de Sintomas Positivos e Negativos (PANSS).
O procedimento de Avaliação Psicológica, com adolescente ou qualquer outro cliente, obedece a um sequenciamento de etapas. Neste contexto, leia e analise a sequência descrita abaixo:
I. Temos, aqui, as primeiras entrevistas, quando, dentre outros aspectos, identifica se o motivo latente e manifesto da consulta.
II. Ocorre com a solicitação da consulta pelo cliente até o primeiro encontro pessoal e, geralmente, presencial, com o profissional.
III. Procede se à realização da estratégia diagnóstica planejada, ou seja, o conjunto de entrevistas e aplicações dos testes e técnicas selecionadas, de acordo com o caso.
IV. Reflexão sobre o material colhido e análise das hipóteses iniciais para planejamento dos passos seguintes e escolha dos instrumentos diagnósticos a serem empregados.
V. É preciso, então, a análise e integração dos dados levantados, ou seja, é o estudo conjunto do material apreendido nas entrevistas, nos testes e na história clínica.
VI. Temos, também, a elaboração de um laudo psicológico com as conclusões diagnósticas e prognósticas, incluindo as recomendações terapêuticas adequadas ao caso.
VII Para o devido procedimento de encerramento, temos a devolução da informação, que pode ser feita em uma ou mais entrevistas.
O ordenamento destas etapas está, CORRETAMENTE, descrito na alternativa
I, II, V, III, IV, VII e VI
II, III, I, V, IV, VI e VII
II, I, IV, III, V, VII e VI
I, II, III, IV, V, VII e VI
III, I, II, V, IV, VI e VII
No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os diagnósticos descritivos desempenham um papel central na categorização dos transtornos mentais. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa correta acerca dos diagnósticos descritivos no DSM-5.
Os diagnósticos descritivos no DSM-5 são baseados exclusivamente em teorias psicanalíticas, enfocando principalmente a etiologia dos transtornos.
O DSM-5 adota uma abordagem descritiva para os diagnósticos, enfatizando a observação de sintomas e comportamentos, sem especulação sobre as causas subjacentes dos transtornos mentais.
Os diagnósticos descritivos no DSM-5 são usados apenas para transtornos de humor, enquanto outros tipos de transtornos são classificados por suas causas subjacentes.
O DSM-5 evita o uso de diagnósticos descritivos, preferindo uma abordagem baseada em biomarcadores e testes laboratoriais para os transtornos mentais.
A abordagem descritiva do DSM-5 leva em conta as experiências subjetivas dos pacientes, sendo usada para diagnosticar transtornos relacionados ao trauma.
A ampla gama de sintomas presentes nos manuais bem como a forma diagnóstica proposta por eles permite que muitos acontecimentos cotidianos, sofrimentos passageiros ou outros comportamentos, possam ser registrados como sintomas próprios de transtornos mentais. A banalização do diagnóstico e o uso irrestrito de medicações como intervenção diante da vida tem sido cada vez mais frequentes. A difusão e o uso irrestrito dos manuais diagnósticos
impulsiona o crescimento da indústria farmacêutica, com a produção de remédios específicos para cada transtorno, aliviando os sofrimentos existenciais.
contribui com a banalização da existência e naturaliza os sofrimentos psíquicos, culpabilizando os indivíduos por seus problemas e pelo cuidado de si.
mantém o domínio psiquiátrico para diagnosticar e medicar com facilidade seus pacientes.
permite o diagnóstico preciso de transtornos mentais, diferenciando as situações normais da vida e as patologias.
possibilita o autodiagnóstico por pessoas leigas, o que ameniza o uso excessivo e inapropriado de medicação.