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O quadro descrito no texto evidencia práticas inadequadas, mas que não chegam a caracterizar abuso físico ou psicológico contra a criança e o adolescente.
Na área de direito da família, em casos de maus-tratos, guarda de filhos e interdições, a perícia ocorre somente quando se esgotam os recursos de acordos entre as partes, ou quando é necessária a avaliação de competências específicas. Em caso de guarda dos filhos, é indicada a permanência dos filhos menores com o genitor que exerce o papel de guardião maternalizante, papel que, muitas vezes, não é exercido pela mãe.
Deve ser feita uma investigação detalhada das relações pessoais e de poder entre a vítima e o agressor.
O maior índice de meninos entre os jovens internados é dado suficiente para se concluir que as medidas sociais vêm obtendo sucesso na redução da delinqüência entre meninas.
O psicólogo que observa repetidos desrespeitos aos direitos da criança na unidade socioeducativa em que trabalha tem a obrigação de comunicar a ocorrência ao Ministério Público ou representar o fato perante autoridade judiciária competente.
Os números apresentados no texto são suficientes para concluir corretamente que a criminalidade cresce mais rapidamente entre adolescentes que entre adultos.
A restrição da liberdade poderia ser negativa para a recuperação do jovem porque, entre outros, retira dele a oportunidade de adquirir e de ensaiar respostas adequadas, socialmente desejáveis, no contexto natural em que será reintegrado.
Considere as seguintes afirmações sobre a violência intrafamiliar e assinale a incorreta.
Evidencia um abuso do poder disciplinador e coercitivo dos pais ou responsáveis e, muitas vezes, pode se prolongar por meses e até anos.
A violência física caracteriza-se pelo o uso da força física a partir de atos como queimaduras, sufocação, mutilações etc., sendo excluídos aqueles atos que ocorrem num grau mínimo como, por exemplo, beliscões e tapas.
A violência psicológica, caracterizada como toda forma de rejeição, depreciação, discriminação, punições humilhantes etc, por falta de materialidade, é de difícil identificação.
A criança vítima de violência tem o direito de atendimento e proteção, enquanto o profissional que a atende, inclusive o psicólogo, tem o dever de promover a sua assistência e a notificação do seu caso.
Quando os pais levam a criança ao atendimento médico, alegando sintomas que são inventados ou provocados por eles e, em decorrência do atendimento médico, infligem-lhe sofrimento físico, temos a violência denominada de Síndrome de "Munchausen por procuração".
Em geral, os alunos de um CEFET são bastante jovens, constituindo uma clientela adolescente significativa. Essa clientela requer um manejo especial. Em algumas visões, a adolescência é um estado de espírito; em outras, a adolescência hoje se prolongaria até os 25 anos de idade; finalmente, ainda em outras visões, se é adulto já a partir dos 16 anos. No entanto, para o Estatuto da Criança e do Adolescente, a adolescência vai até
os 18 anos.
os 21 anos.
os 15 anos.
o Estatuto da Criança e do Adolescente não delimita o período que compreenderia a adolescência.
Considerando a discussão psicossocial da família, observe as afirmações abaixo.
I. A familiar nuclear, organizada segundo a inter-relação pai-mãe-filho(s), é um modelo que evidencia a determinação biológica dada pelos laços consangüíneos, portanto, natural e necessário, e, como tal, regulado por normas, crenças e valores que independem de qualquer contexto sócio-histórico.
II. No cotidiano da vida social, observa-se a emergência de novos arranjos familiares, por exemplo, as relações homossexuais e de mães ou pais solteiros. Tal situação mostra a necessidade histórica de, por um lado, desvincular o conceito de família do modelo nuclear (pai-mãe-filho(s)) e, por outro, vinculá-lo a um modelo definido em função, por exemplo, do tipo de ligação afetiva e de relação de cuidado/responsabilidade que os indivíduos mantêm entre si.
III. A dissolução de uma união conjugal, formalizada (religioso/civil) ou não, é, muitas vezes, vivenciada como uma situação dolorosa e estressante, na qual o homem e a mulher, em maior ou menor medida, confrontam-se com o sentimento de perda do parceiro e da unidade familiar. É um confronto com o sentimento de morte, que não é físico, mas é psicológico, e, como tal, articulada à elaboração de um luto e dos sentimentos que o permeiam: o fracasso e a impotência, dentre outros.
Assinale a alternativa que identifica, dentre as afirmações citadas, a(s) correta(s).
I e II, apenas
II e III, apenas.
I e III, apenas.
III, apenas
I, II e III.
Sobre os valores culturais no processo educacional, o Estatuto da Criança e do Adolescente, determina que
no processo educacional, respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social do adolescente, mas não deixando de trazer, aos mesmos, os valores culturais intrínsecos à família.
o processo educacional não deve respeitar os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social do adolescente, para, assim, desenvolver neles a idéia de limite.
o processo educacional deve respeitar apenas os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social no qual está inserido o adolescente, não dando margem para confusão de valores.
no processo educacional, respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.
As contingências criadas por alojamentos precários, inadequados e insalubres, como os mencionados no texto, são adversas ao processo de desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes, que necessitam de estimulação acessível e compatível com seu nível de desenvolvimento, para que o referido processo não seja prejudicado.
A reincidência sugere que comportamentos de conflito com a lei são reforçados no ambiente natural do adolescente.
Devem ser descritas as características pessoais da vítima que confirmem sua responsabilidade no processo de agressão.
Considerando-se a relação entre os gêneros, observe a seguinte situação: "O Sr. BC, primo da Sra. ML, realizou um conjunto de atitudes de conotação sexual com ela, ou seja, disse frases sedutoras, beijou-a, alisou-a nas costas etc., sendo que, para tanto, se apoiou na relação hierárquica profissional que mantinha com esta e que lhe era favorável. Com medo, em função de sua condição econômica, a Sra. ML, constrangida, manteve relação sexual com o Sr. BC". Dias depois, ela pediu ajuda a uma Psicóloga, pois se sentia violentada e desejava saber de que tipo de violência tinha sido vítima. Assinale a alternativa que identifica corretamente a resposta dada pela Psicóloga à Sra. ML.
Estupro.
Assédio Moral
Assédio Sexual
Abuso Incestuoso.
Sexo Forçado.
A vulnerabilidade da vítima decorre de fatores físicos e psicológicos que aumentam ou diminuem o risco de vitimização.
Os focos de intervenção são as ações reparatórias de assistência à vítima e a punição ao agressor.
Com base no caso descrito, é INCORRETO afirmar que, à luz das determinações do Estatuto do Idoso,
a instauração de processo criminal para apuração de maus-tratos assegura, legalmen-te, prioridade à sua tramitação.
a instituição observou todas as obrigações legais determinadas pelo Estatuto do Idoso.
a Psicóloga é obrigada a comunicar sua suspeita de maus-tratos a uma autoridade po-licial, ao Ministério Público ou ao Conselho do Idoso municipal, estadual ou nacio-nal.
Dona Maria tem assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que acredita ser-lhe mais favorável.
Considerando-se a situação dos anormais, com base no estudo de FOUCAULT (2001), é INCORRETO afirmar que
a análise sociológica dos casos de punição dos anormais afirma que o exercício do poder de punir em relação a estes indivíduos implica a necessidade de duas compro-vações: primeiro, a de que é preciso tornar o ato criminoso inteligível — ou seja, é preciso conhecer as razões que o sujeito tinha para cometer o ato; segundo, a de que é preciso saber se o sujeito que cometeu o crime é dotado de razão.
a parceria estabelecida entre Direito e Psiquiatria possibilitou a criação de duplos su-cessivos nos processos criminais, que envolvem possíveis anormais, e, entre eles, destacam-se: um duplo psicológico-ético do delito, que substitui a infração ao código por uma infração à moral; um dobrar o autor do crime em sujeito delinqüente, a fim de se poder tratá-lo como objeto de uma tecnologia de reparação, de readaptação, de reinserção e de correção; um dobrar o psiquiatra em um juiz, na medida em que o e-xame psiquiátrico possibilita, efetivamente, instruir o processo no sentido de verificar a culpa real; e um dobrar o juiz em médico, pois, a partir do laudo psi-quiátrico, aque-le não exercerá o ofício de julgar, mas poderá impor medidas corretivas, de readapta-ção ou de reinserção.
a Psiquiatria, no início do século XIX, era um ramo especializado mais da higiene pública que da teoria médica e, para constituir-se como um poder e um saber no inte-rior da sociedade, codificou a loucura como doença, tornando patológicos os distúr-bios, os erros e as ilusões da loucura, assim como lhe descreveu sintomatologia, prognósticos, nosografia e outros itens; e, ainda, aliado a esse fato, codificou a loucu-ra como perigo; desse modo, interessou-se pelo louco que comete crimes, porque, por intermédio dele, lhe seria possível demonstrar seu próprio poder de antever o perigo para a sociedade, o que nenhum saber podia fazer, bem como sua própria capacidade científica, pelo rigor e correção de seus métodos de conhecimento.
o estudo do caso de Henriette Cornier levou à percepção de que o Judiciário, ao soli-citar a intervenção da Psiquiatria para o esclarecimento de crimes sem razão, possibi-litou a construção de um campo absolutamente novo para a intervenção psiquiátri- ca — até então, a análise da loucura estava adstrita ao delírio e à demência, mas os crimes sem razão trouxeram consigo um elemento ainda desconhecido, identificado como o instinto, a partir do qual se desenvolveram duas tecnologias: a Eugenia e a Psicanálise, que viabilizaram a expansão do campo da Psiquiatria para além do cam-po intramanicomial e para além da loucura.