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No campo da pesquisa em representações sociais, é preciso manter em perspectiva a pluralidade que constitui os processos representacionais, pluralidade esta que implica o reconhecimento, na estruturação do processo investigativo, de uma série de categorias sem as quais não se pode entender o sentido pleno das representações sociais, sendo necessário estabelecer quem é
o protagonista do conflito; quando ele age agressivamente; a partir de que lugar encontra apoio; o objetivo deste estilo comunicacional.
o autor do ato conclusivo; quando age; a partir de que lugar age; o objetivo desta ação.
o sujeito do trabalho representacional; quando o sujeito sabe; a partir de que lugar o sujeito sabe; o objetivo do sujeito que sabe.
a vítima; quando ela age deste lugar; a partir de que lugar clama por cuidado; o objetivo desta posição no grupo.
o líder do grupo; quando ele atua; a partir de que lugar ele se organiza; o objetivo desta liderança.
Segundo Campos (1996), a opção que melhor representa os fundamentos da psicologia social comunitária latino-americana:
Ênfase na promoção da saúde e educação popular.
Formação de uma consciência crítica, concepção histórico-dialética.
Prática assistencialista e trabalho com grupos.
Análise institucional e transformação social.
Foucault, no conhecido livro Vigiar e Punir, pensa o nascimento da psicologia como uma ciência do indivíduo, como disciplina da norma que regula, vigia, realiza uma ortodoxia da subjetividade. Félix Guattari e Sueli Rolnik pensam a subjetividade como:
conflito entre consciente e inconsciente que deve ser elaborado no processo analítico;
produção, dependendo de um agenciamento de enunciação produzi-la ou não;
individualidade privada, cujo desvelamento essencial ocorrerá nas relações interpessoais mais próximas;
unidade psicológica formada pela recepção dos comandos sociais;
instrumento de poder normatizado pelas instituições jurídicas.
O conceito de coletivo tem sido frequentemente utilizado, seja no âmbito da psicologia, seja no âmbito da sociologia, para designar uma dimensão da realidade que se opõe a uma dimensão individual. Entendido desta maneira, o coletivo se confunde com o social, sendo representado através de categorias como Estado, Família, Igreja, Comunidades, Povo, Nação, Massa ou Classe e investigado no que diz respeito à dinâmica de interações individuais ou grupais (Escóssia & Kastrup, 2005. Nesse sentido, pode-se afirmar que:
Este modo de apreensão do coletivo/social deriva de uma abordagem dicotômica da realidade característica das ciências modernas, cujo efeito, dentre os mais visíveis, é a junção dos objetos e dos saberes.
O principal traço de semelhança do indivíduo moderno é a relação de oposição que este mantém com a sociedade.
O coletivo não pode ser entendido como rede social, mesmo que se garanta o princípio da heterogeneidade do social, assim como de toda e qualquer entidade, seja ela um indivíduo, uma comunidade, um texto ou um objeto técnico.
A noção de sociedade como reunião de indivíduos é totalmente aceita, uma vez que esta é composta não apenas de indivíduos, mas de uma infinidade de materiais heterogêneos.
Toda entidade é uma rede, e todas as entidades são coextensivas e indiscerníveis das redes de que participam.
O sujeito e o mundo são produtos da invenção, o que nos leva a afirmar que não há um sujeito nem um mundo já dados para os quais nos dirigimos ao pesquisar. O que estamos dizendo é que o importante é pensar a potência autopoiética do processo de conhecimento, potência de coengendramento recíproco e indissociável de si e do mundo (Barros; Lucero, 2005). Nesse sentido, analise as seguintes assertivas.
I. Alinhando-nos a esse pensamento, podemos considerar que pesquisar significa começar sempre pelo fim, o que significa começar pelo processo que constrói a realidade, pela ação de conhecer e pelos inventos.
II. Pesquisar, nesse sentido, é partir do princípio de que as formas visíveis existentes na realidade resultam da intervenção de vetores heterogêneos – como os tecnológicos, econômicos, políticos, etc. –, que podem ser desfeitos.
III. A realidade é movente e, portanto, o princípio metodológico que vai orientar o processo investigativo deve detectar forças tendenciais, direções e movimentos que escapem ao plano das formas constituídas.
Quais estão corretas?
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
A percepção social está entre os principais conceitos da Psicologia Social, que ao estudar a interação social, aponta que a percepção do outro é uma forma de comunicação que depende da atribuição de significado à situação
futura.
comparada.
vivida.
escolhida.
imaginada.
Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças, sentimentos e tendências
biológicas.
comportamentais.
patológicas.
fantasistas.
pseudopráticas.
As pesquisas desenvolvidas por psicólogos sociais em meados do século XX iluminaram aspectos até então pouco explorados sobre o comportamento humano quando em interação com outros indivíduos ou em grupo. Os estudos desenvolvidos pelo psicólogo Stanley Milgram em Yale são ainda muito atuais frente às questões éticas vivenciadas na contemporaneidade. Sua pesquisa mais conhecida é sobre:
ética organizacional;
conflitos inter-geracionais;
relações conjugais;
aprendizado escolar;
obediência à autoridade.
Kurt Lewin considerava sua proposta como uma teoria de campo, desenvolvendo uma perspectiva teórico-empirista. Esse autor compreendia o espaço vital como:
um campo psicológico que inclui a totalidade de fatos que determinam o comportamento (C) de um indivíduo em dado momento, incluindo a pessoa (P) e o ambiente (A);
um campo psicológico dirigido ao aprendizado comportamental associado ao condicionamento operante;
um campo psicológico articulado a estruturas filogenéticas que visa ao desenvolvimento sexual de um indivíduo(I), incluindo as variáveis ambientais (A) que incidem nesse processo;
um campo psicológico e linguístico fundamental para a aquisição e desenvolvimento de habilidades cognitivas;
um campo psicológico previsível e controlado envolvendo estímulos e reações em processos comportamentais e mentais.
O processo por meio do qual o indivíduo torna-se membro de um determinado conjunto social, aprendendo seus códigos, suas normas e regras básicas de relacionamento, apropriando-se do conjunto de conhecimentos já sistematizados e acumulados por esse conjunto é denominado pela Psicologia Social de
politização.
institucionalização.
democratização.
identificação.
socialização.
“Ao mesmo tempo que produz desterritorialização contínua e enuncia – tenha criatividade, seja múltiplo, mude sempre, produz subjetivação serializada que encarcera a força de criação sobrecodificando-a nos limites das demandas do mercado de consumo” (NEVES, 2004). Esse tipo de poder, que foi descrito por Foucault, opera ao “ar livre” e, por modulação contínua, produz um determinado tipo de sociedade. Como se denomina essa sociedade?
Sociedade de Controle.
Sociedade Disciplinar.
Sociedade Consumista.
Sociedade Autoritária.
Sociedade Descentralizada.
Segundo Sennet (2006, p. 12), “a revolução tecnológica da última geração tem florescido, sobretudo nas instituições menos presas a formas centralizadas de controle. Esse crescimento certamente tem um preço alto: desigualdades econômicas cada vez maiores e instabilidade social”. Esse argumento está presente nas análises da Psicologia Social Crítica do Trabalho e é correto afirmar que
as mudanças tecnológicas pouco interferiram no cotidiano dos trabalhadores.
as desigualdades sociais influenciam positivamente e minimizam o sofrimento psíquico no mundo do trabalho.
estamos frente a novas formas de sofrimento psíquico relacionadas a revolução tecnológica no mundo do trabalho.
a revolução tecnológica pouco influencia nas desigualdades sociais e instabilidade sociais.
momentos de instabilidade social em um país impedem a evolução da revolução tecnológica.
Sabemos desde Foucault que a psiquiatria se transformou, a partir da segunda metade do século XIX, numa peça estratégica do biopoder, ampliando o seu escopo de ação para a gestão da população e, assim, promovendo a higiene das raças e o controle das anomalias consideradas perigosas à ordem social. Para tanto, exigiu-se do saber psiquiátrico o privilégio de teorias baseadas.
no isolamento manicomial como estratégia terapêutica inaugurada por Pinel.
no Panopticon de Bentham, cujo olhar vigilante tornou-se crucial nas sociedades disciplinares.
na divisão binária entre a loucura maníaco-depressiva e a demência precoce feita por Kraepelin.
no enquadramento da mão de obra proletária junto aos aparelhos de produção capitalista.
no conceito de degeneração, que atribui à transmissão hereditária a causalidade de desvios diversos.
Em seus diversos livros que retratam a contemporaneidade, Bauman destaca uma economia própria das sociedades em geral que se distingue da chamada sociedade de produtores, cujas condições necessárias à vida eram a segurança, o planejamento a longo prazo, a acumulação, entre outras. A economia das sociedades contemporâneas está centrada fundamentalmente
no narcisismo.
na satisfação sem limites.
no capitalismo.
no consumismo.
na sexualidade.
Todo sujeito desempenha diversos papéis ao longo da vida. Estes, determinadas vezes, podem ser contraditórios, levando o sujeito a atuar de maneiras diferentes. Os papéis são adjudicados e assumidos em um interjogo dialético e o sujeito que apresenta maior grau de maturidade é aquele que:
adjudica diferentes papéis ao mesmo tempo
demonstra maior criatividade nos papéis que assume
mostra coerência interna nos papéis que assume
assume sempre o mesmo papel
deposita e é depositário de maior número de adjucações de papéis