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Na instituição é importante o psicólogo levar em consideração alguns aspectos, exceto:
Num primeiro momento, o planejamento deve submeter-se aos desejos da instituição;
O relacionamento psicólogo chefia deve ser cultivado com esmero e persistência, mesmo perante os chefes mais atarefados e indisponíveis;
O psicólogo deve, mediante registros periódicos, afirmar que atendeu e realizou intervenções num número de indivíduos, para que sua validade seja reconhecida;
Em nenhuma das fases do planejamento o psicólogo irá especificar apenas para si as atividades que desenvolver no ambiente de trabalho;
O psicólogo em seus relatórios à chefia incluirá tudo, exatamente tudo o que fizer.
Sobre a temática da “Saúde Mental” assinale a alternativa falsa:
O Programa de Saúde da Família (PSF) tem a potencialidade de atuar não só na unidade de saúde, mas no espaço social onde a comunidade vive e circula, como também de estabelecer vínculos de compromisso e corresponsabilidade com a população, de trabalhar visando uma perspectiva ampliada sobre os modos de vida, de saúde e doença articulada ao contexto familiar e cultural, e de intervir sobre fatores de risco aos quais a comunidade está exposta.
A diretriz conceitual do Ministério da Saúde sobre Atenção Básica e sobre o Programa de Saúde da Família indica que a expansão e a qualificação da atenção básica, organizadas pela estratégia Saúde da Família, compõem parte do conjunto de prioridades políticas, devendo essa concepção superar a antiga proposição de caráter exclusivamente centrado na doença.
Após a Segunda Guerra Mundial, com o surgimento do Estado de Bem-estar Social, se evidenciou uma maior preocupação com as políticas sociais e a instituição manicomial passou a ser problematizada como um lugar de produção de doença mental.
A Reforma Psiquiátrica aponta para a superação do modelo “hospitalocêntrico” no atendimento do transtorno mental, visando um cuidado que afaste o portador do seu espaço social, espaço que exclui e favorece a enfermidade.
Pesquisas recentes apontam que o modelo hierarquizado de atendimento em saúde produziu uma fragmentação e burocratização na formas de relacionamento entre os serviços, ocasionando uma desresponsabilização em detrimento da corresponsabilização entre profissionais e serviços de saúde.
Em relação as possibilidades de atuação, de forma geral, na instituição podemos dividi-las em cinco categorias, são elas exceto:
Exercício profissional dito clínico em clínicas de caráter institucional, ambulatórios, postos de saúde, em que o trabalho dirige-se a uma população adulta e ou infantil, com alta demanda;
Exercício profissional em pequenas instituições, com número limitado de clientes como creches e escolas especializadas, e o trabalho exigido é escolar e educacional;
Exercício profissional em grandes instituições, em que o número de clientes a ser atendidos ultrapassa até o que o bom senso comum considera possível;
Atuação profissional do tipo organizacional, em que o trabalho exigido é em relação aos funcionários e atendentes;
Atuação profissional em secretarias ou departamentos em que o trabalho exigido diz respeito a acompanhamento, fiscalização ou até supervisão e chefia de outro serviço.
Marque a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Discorrendo sobre a família em um viés sócio-psicológico, o(a) autor(a) ________________ escreveu o livro “A Morte da Família”, referência fundamental para os estudos sobre Família na área de saúde mental.
Christopher Lasch
David Cooper
Ronald Laing
Elisabeth Roudinesco
Jurandir Freire Costa
Em um Serviço de Saúde Mental com modelo interdisciplinar, os pacientes são vistos primeiramente pelo psiquiatra e este, então, encaminha ou não o paciente para um psicólogo. Havendo encaminhamento ao psicólogo, após seu atendimento, este profissional deve
procurar o psiquiatra para dar o retorno de seu atendimento.
consultar o psiquiatra estritamente em casos graves.
comunicar-se com o psiquiatra pelo prontuário do paciente.
realizar seu trabalho de forma diferenciada daquela do psiquiatra.
encontrar o psiquiatra na reunião semanal da equipe para discutir o caso.
Uma cidade pequena apresenta uma alta incidência de problemas relacionados ao álcool. Nenhum fator social geral, como desemprego ou violência armada, parece estar associado ao alcoolismo.
O psicólogo de um ambulatório de Saúde Mental e outros profissionais decidem, junto com o clube, a prefeitura e o comércio, realizar um campeonato de futebol nos finais de semana, quando também são oferecidos encontros e atividades sobre promoção da saúde.
Agindo assim, esse profissional está
apresentando à comunidade novos hábitos que vão competir com a cultura local.
abrindo mão do seu papel de psicólogo, que é o de tratar problemas emocionais.
lançando seu poder de influência em atividades inócuas diante da dimensão do problema.
tentando indiretamente motivar os cidadãos a diminuir a ingestão de álcool, através de exercício aeróbico, lazer saudável e socialização.
provocando rivalidade entre os cidadãos, em uma comunidade já problemática.
Na tentativa de apreender as mudanças da sociedade e seus impactos na subjetividade humana, ferramenta fundamental para o trabalho do(a) psicólogo(a), a Psicologia assim como outras ciências das humanidades vêm ao longo dos anos refletindo sobre diversos conceitos. A saúde mental é uma das áreas, cujos conceitos estão sendo constantemente postos na berlinda, principalmente com o advento da Reforma Psiquiátrica. Assim, podemos dizer que um profissional que se formou em fins da década de 80, ressignificou, por meio da prática, a noção de saúde mental que apreendeu na época, seja na universidade, ou mesmo, nos espaços onde pode exercer uma prática voltada à assistência. Sobre o conceito de Saúde Mental, Paulo Amarante buscou algumas definições que possam responder ao referido conceito no momento atual. Analise as afirmativas abaixo.
1. Consiste em uma área de conhecimento voltada, apenas, à intervenção psiquiátrica em pessoas portadoras de doenças mentais.
2. Trabalhar com o referido conceito significa trabalhar com questões relacionadas à saúde mental das pessoas.
3. A prática assistencial do(a) psicólogo(a) que trabalha na área da saúde mental volta-se para o trabalho com doentes mentais, em manicômios psiquiátricos.
4. Saúde Mental é um campo bastante polissêmico e plural na medida em que diz respeito ao estado mental dos sujeitos e das coletividades que, do mesmo modo, são condições altamente complexas. Qualquer espécie de categorização é acompanhada do risco de um reducionismo e de um achatamento das possibilidades da existência humana e social.
A partir do ponto de vista do autor supracitado, pode-se dizer que não está correto o que se afirma em
1, 2 e 3, apenas.
1, 3 e 4, apenas.
1 e 2, apenas.
1 e 3, apenas.
1, 2, 3 e 4.
Em intervenções nos casos de crise, nem sempre o profissional da área de Saúde Mental consegue seguir a rotina estabelecida no atendimento ambulatorial ou hospitalar. Ao ser chamado a intervir em tais casos, um psicólogo deve, em primeiro lugar,
manter o controle da situação com atitudes claras e seguras, de maneira a dar ao paciente os limites necessários para cumprir as rotinas iniciais.
mobilizar outros profissionais do serviço, de forma a garantir o controle e a segurança de todos os envolvidos.
interagir com o paciente em crise para avaliar a situação, aliviar sua ansiedade e agir no menor tempo possível, dando-lhe a sensação de controle.
permitir que o paciente desabafe e fale livremente para aliviá-lo daquilo que o angustia, até que se acalme naturalmente.
entrar em contato com a família imediatamente, a fim de que os responsáveis tomem ciência do que acontece.
A concepção de cuidado em saúde mental como processo de subjetivação sustentada por Jonas Melman implica que os grupos de familiares
devem auxiliar os familiares a perceberem sua culpa no processo de adoecimento do paciente.
podem exercer um certo grau de tutela sobre a família, ajudando-a a lidar melhor com o paciente.
devem prescrever as melhores técnicas para a família cuidar do paciente.
podem facilitar os processos de subjetivação dos participantes e explorar as potencialidades de cuidado em relação aos pacientes.
devem focalizar o seu trabalho nas orientações acerca do uso dos medicamentos e da freqüência ao serviço.
Em relação ao argumento de Saraceno sobre os serviços de reabilitação em saúde mental, é correto afirmar que
os recursos de um bom serviço são: medicamentos, psicoterapia e oficinas.
a flexibilidade organizativa e diversificação de ofertas conduzem à desintegração da equipe.
a integração interna do serviço é mais importante que a integração externa.
um serviço de qualidade exige uma separação rigorosa dos saberes de acordo com as especialidades.
a variável mais importante no andamento do processo reabilitativo não é tanto o tratamento, mas o serviço.
De acordo com a concepção de Benedetto Saraceno, a propósito do papel do diagnóstico na reabilitação em saúde mental, é correto afirmar que
os resultados do tratamento dependem, fundamentalmente, dos diagnósticos atribuídos aos pacientes.
as variáveis diagnósticas são os principais elementos para orientar o processo de reabilitação em saúde mental.
é fundamental padronizar os instrumentos de avaliação dos resultados do processo de reabilitação.
as variáreis sociais e situacionais são mais importantes para orientar o processo de reabilitação.
neste campo, os profissionais conseguem atingir uma coerência entre o diagnóstico real e o sistema padronizado das classificações internacionais.
O conceito de “tomada de responsabilidade” defendido por Dell’Acqua e Mezzina implica que
a equipe trabalhe pela autonomia do paciente no sentido do auto cuidado e para que ele assuma a responsabilidade por seu próprio tratamento.
cada serviço de saúde mental (o hospital, a emergência, o centro de saúde mental) deva assumir a responsabilidade por pacientes com um perfil específico.
a família deva assumir sua responsabilidade no acompanhamento do tratamento do paciente.
o serviço de saúde mental se responsabilize pelas demandas de saúde mental de todo território ao qual ele serve de referência.
o médico seja o principal responsável pelo tratamento do paciente nos serviço de saúde mental.
Promove os movimentos para substituir a internação hospitalar como forma de cuidados à saúde mental e para erradicar os leitos psiquiátricos existentes no país.
A desinstitucionalização significa que o paciente retorna a seu lar e se desvincula do atendimento oferecido por hospitais, como prevê o programa De Volta para Casa.
A pesquisa Retratos da Deficiência no Brasil, recentemente publicada pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Fundação Banco do Brasil, mostra que "num universo de 26 milhões de trabalhadores formais ativos, 537 mil são pessoas com deficiência, representando apenas 2% do total". Considerando a deficiência mental (DM), é correto afirmar que:
a alteração cognitiva típica da demência senil caracteriza a DM de surgimento tardio;
o funcionamento adaptativo do portador de DM pode melhorar com o treinamento em habilidades;
o diagnóstico de DM deve desconsiderar o sistema sóciocultural onde está inserido o sujeito;
alcoolismo na gestação e carência de estimulação global são fatores de risco pré-natais para a DM;
Portadores de DM leve são perfeitamente educáveis e podem realizar tarefas complexas sem supervisão.
Faz parte da Política de Saúde Mental garantir que os serviços substitutivos aos manicômios sejam essencialmente e estritamente públicos. Quando for necessário parceria com prestadores da sociedade civil, esta deverá ser, obrigatoriamente, submetida, aprovada e fiscalizada pelo:
Poder Legislativo.
Ministério da Saúde.
Poder Estadual.
Senado.
Controle Social.
A legislação e a sociedade vêm se atualizando em relação a formas de tratamento mais eficientes no campo da doença mental.
Um dos grandes avanços pode ser considerado como:
a internação hospitalar duradoura, mas com grande função continente.
as internações curtas só para o momento de crise e, posteriormente, implicação da família no tratamento do paciente.
desinstitucionalização de pacientes, através da criação de hospitais-dia, lares abrigados, centros de convivência e de recapacitação profissional.
uso da terapia ocupacional e da psicoterapia como as ferramentas poderosas de tratamento.
medicação somente em casos de extrema gravidade.
O processo de Reforma Psiquiátrica requer a implementação de políticas públicas que garantam e consolidem a criação de Programas de Geração de Renda e Trabalho para os usuários. Assinale a alternativa que justifica a criação desses Programas de Prevenção Terciária em Saúde Mental.
Com a possibilidade de produção, a autonomia dos usuários permanece comprometida.
O Programa de Geração de Renda e Trabalho promove a autonomia e os direitos da cidadania.
O Programa de Geração de Renda e Trabalho não tem relação com a cidadania.
A autonomia proporcionada pela possibilidade de produção não é preventivo de saúde mental.
Prevenção terciária faz parte da política de institucionalização.