Questões de Concurso sobre Saúde Mental

 
 
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As equipes de consultório de rua (eCR) desenvolvem ações de Atenção Básica dentro da Política de Saúde Mental. Em relação as eCR julgue as afirmações a seguir.


I. As eCR são multiprofissionais e lidam com os diferentes problemas e necessidades de saúde da população em situação de rua.

II. As atividades das eCR incluem a busca ativa e o cuidado aos usuários de álcool, crack e outras drogas.

III. Os médicos não podem compor as eCR, já que estes prestarão atendimento apenas nas unidades de saúde para onde as pessoas atendidas forem encaminhadas.

IV. Os atendimentos prestado pelas eCR acontecem somente ao longo do dia, não incluindo a realização de atendimentos noturnos.


Assinale a alternativa correta:


A

Somente II e IV são corretas


B

Somente I e II são corretas


C

Somente I, II e IV são corretas


D

Somente II, III e IV são corretas

A Lei nº 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, revogando a legislação de 1934. Ela foi considerada um avanço no modelo assistencial brasileiro e ficou conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica. Entretanto, como afirma Amarante (2007), aprovar leis não basta para que os indivíduos tenham seus direitos e sua cidadania garantidos. Para esse autor, a reforma psiquiátrica resultou também de transformações ocorridas no próprio campo da ciência, tal como


A

a ruptura com um modelo teórico-conceitual da psiquiatria que adotou o modelo das ciências naturais para conhecer a subjetividade.


B

o avanço da indústria química, que possibilitou o uso de medicamentos mais eficazes no tratamento das doenças mentais.


C

a idealização de espaços próprios, para o tratamento de pessoas com transtornos mentais, onde eles possam viver com tranquilidade e longe dos problemas comuns dos cidadãos.


D

a ruptura com um modelo teórico das ciências sociais, que acabava subordinando os assuntos referentes ao processo psicopatológico a questões de cunho mais ideológico.


E

a constatação científica da incurabilidade dos transtornos mentais graves, que levou ao aprimoramento de ações voltadas não para a remissão dos sintomas da doença, mas para o aumento da qualidade de vida daqueles que convivem com o paciente.

Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) a atenção em saúde mental está organizada por meio de diversas proposições de tratamentos, equipamentos e dispositivos, dentre os quais:


A

As residências terapêuticas são moradias criadas para portadores de transtornos mentais leves e moderados, oriundos de hospitais psiquiátricos e sem outra possibilidade de moradia.


B

Os CAPS infantil são equipamentos estruturados para atenção em saúde mental de alta complexidade de crianças até 12 anos.


C

A Atenção Básica que, por se caracterizar como atenção a demandas de baixa complexidade, pode contar com o apoio matricial integrando-se os serviços da Unidade Básica de Saúde e do Centro de Atenção Psicossocial.


D

Os consultórios na rua têm como estratégia a redução de danos para usuários de crack, álcool e outras drogas, em parceria com as comunidades terapêuticas.


E

A redução de danos é uma proposta de tratamento para quem não se encontra em uso abusivo de substâncias psicoativas e não necessita de internação.

Uma rede de atenção à Saúde Mental compõe-se de ações e de serviços diversos. Contudo, ela somente funciona de fato como rede quando é criada e ordenada a partir de um Projeto de Saúde Mental. Sobre esse tema, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

-

I. Para atender às diretrizes da Reforma Psiquiátrica, tais como definidas nas III Conferências Estadual e Nacional de Saúde Mental, um Projeto de Saúde Mental deve reorientar o modelo de assistência, através de ações e de serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico, que possibilitem sua superação. Para concretizar-se, esse Projeto pode necessitar dos mais variados dispositivos que consistem nas atividades específicas de Saúde Mental nos serviços de Saúde destinados especificamente aos portadores de sofrimento mental, como os CAPS.

II. Um paciente em crise não requer necessariamente o encaminhamento para serviços específicos de Saúde Mental, como um CAPS: muitos deles, embora requerendo um acompanhamento mais próximo, podem perfeitamente ser acompanhados na unidade básica mais próxima que dispõe de equipe de Saúde Mental.

III. Enquanto a equipe de Saúde Mental ocupa-se predominantemente daqueles portadores de sofrimento mental em menor grau de complexidade, uma série de outros deixa de receber atendimento adequado. Os portadores de sofrimento mental grave, ou psicóticos, não costumam encontrar espaço e tempo nas unidades básicas: quando atendidos, geralmente são pacientes já estáveis, que ali recebem apenas uma renovação da receita visando “manter o quadro”.

IV. Há três funções possíveis para um CAPS, que dependem do lugar que ocupa no Projeto de Saúde Mental. Uma delas consiste em atuar como um espaço intermediário entre o nível básico e o hospital psiquiátrico, atendendo os casos de relativa gravidade, porém preferindo encaminhar os mais difíceis e graves: nesse caso, o CAPS funciona como um serviço complementar ao hospital, a outra é quando integra um conjunto de ações e serviços que dispensam esta retaguarda, ou seja: quando se integra numa rede de serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico e a última quando torna-se semelhante a hospitais psiquiátricos.

V. A admissão de um paciente do CAPS deve sempre ser negociada com ele próprio: embora possam ocorrer admissões involuntárias, na grande maioria das vezes é possível evitar esse tipo de medida. Uma vez admitido no serviço, o paciente, via de regra, vincula-se a um determinado profissional da equipe, que se torna seu técnico de referência. Não há nenhuma regra a priori que determine o tempo da permanência: este é ditado pelas particularidades de cada caso, a partir de um acordo feito entre o técnico de referência, o paciente e seus familiares. Alguns podem passar ali apenas uma parte do dia, outros podem passar o dia e a noite, outros o dia inteiro, outros três vezes por semana, e assim por diante. Esse acordo vai sendo revisto ao longo do tratamento, podendo a frequência do paciente ao serviço aumentar ou diminuir, conforme o caso.


A

Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.


B

Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.


C

Apenas as afirmativas I, II e V estão corretas.


D

Apenas as afirmativas II, III e V estão corretas.

Figueiredo (2004) afirma que o único meio de escapar às duas grandes armadilhas insidiosas no campo da saúde mental, que são a ‘pedagogia interpretativa’ e a ‘terapêutica da restauração”, é se ater ao(à):


A

reabilitação psicossocial


B

discurso do sujeito


C

direito à cidadania


D

clínica ampliada

Leia o texto a seguir.


Tudo isso é um processo cultural, político, que incide de forma importante sobre todo o sistema das políticas públicas e sociais. Sobretudo, o tema da desospitalização e do desenvolvimento de serviços comunitários, e o tema da integração entre as intervenções sociais e intervenções sanitárias estão se deslocando da psiquiatria para o campo da saúde em geral.


ROTELLI, F. Formação e construção de novas instituições em saúde mental. In AMARANTE, P. et al. Saúde mental, Formação e Crítica. Rio de Janeiro: Laps, 2015, p. 49.


Ao expressar-se com essas palavras, o autor defende um movimento institucional que vai na seguinte direção:


A

Estímulo à atuação profissional nas instâncias políticas da sociedade, sejam elas político-partidárias, com a candidatura e a eleição de técnicos para vereadores e deputados, ou atuação de militantes nas políticas administrativas com o aparelhamento das secretarias de Estado e Órgãos de Controle Social.


B

Recomposição das instituições de saúde mental com centralidade na psicoterapia e nas práticas comunitárias de produção de bens e serviços para promover, desta forma, progressiva inclusão social.


C

Realocamento dos pontos de gestão e assistência da saúde, deslocando-os dos serviços das especialidades para os serviços comunitários.


D

Criação de uma Agência de Usuários de Serviços Hospitalares que participe ativamente da abertura dessas instituições, permitindo nelas as ações de voluntários e a presença de associações de familiares e serviços de referência e contrarreferência em seus procedimentos.


E

Permissão para o desenvolvimento mais liberal no que se refere à saúde, dando meios para que o usuário se torne mais autônomo e tenha condições de sustentarse em sua própria comunidade.

Tendo por base as orientações do Ministério da Saúde (2014) sobre o atendimento de crianças e adolescentes com demandas em saúde mental na rede de atenção psicossocial (RAPS), analise as afirmativas abaixo

I. A abordagem de crianças e adolescentes pelas equipes de Consultório na Rua tende a ser estratégica na medida em que permite a visibilidade dessas pessoas no SUS e em outras políticas intersetoriais. Ao se colocarem disponíveis para o acolhimento e o vínculo, os Consultórios na Rua têm lugar privilegiado na observância do princípio da proteção integral preconizada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

II. Os Núcleos de Apoio a Saúde da Família podem desempenhar importante papel com a população infantojuvenil, desenvolvendo ações como grupos terapêuticos, intervenções familiares, apoio e suporte nas proposições de projetos terapêuticos construídos junto às crianças, adolescentes e suas famílias.

III. Os Centros de Convivência e Cultura podem ofertar a crianças e adolescentes espaços e cronogramas de atividades específicos, como programas de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei – inclusive os privados de liberdade – previstas nos Planos Individuais de Atendimento (PIA) do Sistema Único da Assistência Social (SUAS).

IV. O tempo de permanência na Unidade de Acolhimento para crianças e adolescentes é de até seis (06) meses. O acolhimento neste ponto de atenção será definido exclusivamente pela equipe do CAPS de referência, que será responsável pela elaboração do Projeto Terapêutico Singular do usuário, considerando a hierarquização do cuidado, priorizando a atenção em serviços comunitários de saúde.

V. Crianças e adolescentes também estão sujeitos às urgências e emergências em saúde mental. Sejam decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas ou de alguma condição psiquiátrica é importante que sejam recebidos exclusivamente nos CAPS infantojuvenis, considerando a especificidade do público e que as medidas cabíveis sejam realizadas no menor tempo possível.

Assinale a opção com as afirmativas CORRETAS


A

Somente a V é falsa.


B

Todas as afirmativas são verdadeiras.


C

Somente a I, II e IV são verdadeiras.


D

Somente a III é falsa.


E

Somente a III e V são falsas.

A clínica da Doença Mental é, entre parênteses, na perspectiva de Basaglia,


A

um transtorno orgânico ou causado pela genética relativo à química cerebral que afeta o funcionamento normal do sujeito.


B

um processo que permite dizer o que está sendo visto e, ao mesmo tempo, ver o que está sendo dito.


C

uma territorialização da medicina, dentro do modelo de exclusão e do modelo das comunidades terapêuticas.


D

um equívoco, pois há muito de orgânico na doença mental, bem como há muito de mental no distúrbio orgânico.


E

o conjunto de diagnósticos dos transtornos mentais graves e persistentes.

A EAP (Equipe para avaliação e acompanhamento de medidas terapêuticas aplicáveis à pessoa com transtorno mental em conflito com a lei no âmbito do SUS) é constituída por uma equipe interdisciplinar, composta por 5 (cinco) profissionais com as seguintes formações em nível superior:


A

1 médico psiquiatra ou médico com experiência em saúde mental; 1 médico cardiologista; 1 psicólogo; 2 assistentes social; 1 agente comunitário de saúde.


B

1 enfermeiro: 1 médico psiquiatra ou médico com experiência em saúde mental; 1 psicólogo; 1 assistente social; 1 profissional com formação em ciências humanas, sociais ou da saúde, preferencialmente educação, terapia ocupacional ou sociologia.


C

1 enfermeiro: 1 médico psiquiatra ou médico com experiência em saúde mental; 2 psicólogos; 1 assistente social; 1 profissional com formação em terapia ocupacional.


D

2 enfermeiros; 1 médico psiquiatra ou médico com experiência em saúde mental; 1 psicólogo; 1 assistente social; 1 profissional com formação em educação.


E

1 médico psiquiatra ou médico com experiência em saúde mental; 1 médico cardiologista; 1 psicólogo; 1 assistente social; 1 profissional com formação em ciências humanas, sociais ou da saúde, preferencialmente educação, terapia ocupacional ou sociologia.

Couto e Delgado (2015) destacam que até o final do século XX não era possível afirmar a existência, no contexto brasileiro, de uma política de saúde mental para crianças e adolescentes (SMCA). Sobre as análises dos autores, analise as afirmativas abaixo

I. As duas ações prioritárias escolhidas pelo Sistema Único de Saúde, no começo do século XXI, para iniciar o processo de construção de redes de cuidado para SMCA, a implantação de Centros de Atenção Psicossocial Infantil e Juvenil e o desenvolvimento de estratégias para articulação intersetorial, são ações-chave para alavancar a montagem de uma rede pública ampliada nesta área.

II. A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1989, da qual o Brasil foi signatário e a promulgação, no Brasil, do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, foram responsáveis pela emergência de condições simbólicas e reais para a proposição da política de saúde mental para crianças e adolescentes no início do século XXI.

III. A instituição da política de saúde mental na infância e adolescência de maneira ampliada está relacionada com as reformulações ocorridas no Estado brasileiro no período da redemocratização e consolidação da Constituição Federal de 1988 assim como também ao movimento internacional de defesa de direitos, que gerou uma profunda mudança nas concepções sobre a criança e o adolescente, instando as sociedades a reconstruir suas agendas e ações dirigidas a eles.

IV. Houve uma inserção tardia da saúde mental infantil e juvenil na agenda da saúde pública brasileira e no processo conhecido como Reforma Psiquiátrica. As ações que contribuíram para a construção dessa nova agenda desenvolveram-se apenas a partir de 2001, com a promulgação da Lei 10.216 e a realização da III Conferência Nacional de Saúde Mental.

Assinale a opção com as afirmativas CORRETAS


A

Somente II e III são verdadeiras.


B

Somente I e III são verdadeiras.


C

Somente I e II são verdadeiras.


D

Somente I, II e III são verdadeiras.


E

Todas são verdadeiras.

A proposição de novos paradigmas de cuidado em saúde mental em contraposição ao modelo manicomial apontou para a necessidade de transformação dos conceitos e das práticas assistenciais no campo da saúde mental. Nessa perspectiva, a fim de promover a integralidade do cuidado, os equipamentos e serviços substitutivos ao aparato manicomial devem estar pautados necessariamente na


A

criação e ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) destinados prioritariamente aos indivíduos sem histórico de hospitalização psiquiátrica.


B

problemática da saúde e da doença e na avaliação das instituições e das pessoas que as usam.


C

priorização de ações de promoção e prevenção da saúde mental em detrimento dos investimentos para criação de serviços especializados na área.


D

utilização de tecnologias “duras” no cotidiano assistencial e pela disponibilização de psicofármacos de última geração.

Um estudo publicado na revista Psicologia: Ciência e Profissão (jan/mar. 2017, v. 37, n°1, p. 78-89) apresenta informações a respeito de fatores que foram importantes para a entrada do psicólogo nos serviços públicos de saúde, especialmente a partir da década de 1980, com a implantação de uma política específica de desinstitucionalização e de ampliação da rede de serviços substitutivos de saúde mental. Assinale a alternativa que não apresenta um dos fatores relatados no referido estudo.


A

O contexto das políticas públicas de saúde do final dos anos de 1970 e em toda a década de 1980, particularmente a repercussão no setor de recursos humanos.


B

O aumento da busca aos consultórios de Psicologia por parte da população, causada por sua melhora econômica a partir dos anos de 1980.


C

O movimento da própria categoria com o objetivo de redefinir a função social da Psicologia na sociedade.


D

A difusão da psicanálise e a psicologização da sociedade.

Para a psicologia institucional de Bleger, o psicólogo institucional deve ser um profissional


A

empregado na instituição alvo da análise.


B

contratado como um consultor, garantindo independência profissional para a análise a ser realizada.


C

constantemente convocado pela instituição para resolução dos conflitos entre os gestores e os trabalhadores.


D

um agente privilegiado, que concretiza imediatamente o objetivo institucional.


E

o mandante, diante do qual a instituição responde ou em nome de quem ela age.

A Lei Federal no 10.216/02 dispõe sobre os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental. Ao abordar o tratamento, essa Lei determina que o portador de doença mental deve ser tratado, preferencialmente, em


A

instituições asilares.


B

residências de familiares.


C

hospitais gerais.


D

locais indicados por psiquiatras do SUS.


E

serviços comunitários de saúde mental.

Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) são instituições destinadas aos usuários com transtornos mentais e uso de crack, álcool e outras drogas, visando estimular sua integração social e familiar oferecendo atendimento médico e psicossocial. Para dar conta do conjunto de ações para atingir tais objetivos, existem modalidades de CAPS que disciplinam seu funcionamento e público alvo. Desta forma, assinale a alternativa que se refere ao CAPS III.


A

Atendimento diurno e noturno (24 horas) de adultos com transtornos mentais.


B

Atendimento diurno (segunda a sexta) de adultos com transtornos mentais.


C

Atendimento diurno (segunda a sexta) às crianças e adolescentes com transtornos mentais.


D

Atendimento diurno e noturno às crianças e adolescentes com transtornos mentais.


E

Atendimento diário à população com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, como álcool e outras drogas.

São objetivos dos Serviços Residenciais Terapêuticos em Saúde Mental, EXCETO:


A

Promover a reinserção desta clientela à vida comunitária.


B

Atuar como unidade de suporte destinada, prioritariamente, aos portadores de transtornos mentais submetidos a tratamento psiquiátrico em regime hospitalar prolongado.


C

Garantir assistência aos portadores de transtornos mentais com grave dependência institucional que não tenham possibilidade de desfrutar de inteira autonomia social e não possuam vínculos familiares e de moradia.


D

Ampliar a desinterdição jurídica e social, bolsa-salário ou outra forma de benefício pecuniário e a inserção no mercado de trabalho.

O marco legislativo fundamental no processo de transformação das práticas em saúde mental no Brasil foi à aprovação da Lei 10.216, de 06 de abril de 2001, também conhecida como “Lei da Reforma Psiquiátrica”. Seus principais preceitos tiveram significativa influência da chamada Psiquiatria Democrática Italiana, na qual preponderou o processo de desinstitucionalização psiquiátrica como seu pilar fundamental, caracterizada por três aspectos. Os três aspectos da Psiquiatria Democrática Italiana são:


A

1-A construção de estruturas de recreação e lazer dentro dos hospitais psiquiátricos; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são totalmente substitutivas da internação em manicômio.


B

1-A contratação de um maior número de especialistas em saúde mental; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são coadjuvantes da internação em manicômio.


C

1-A construção de uma nova política de saúde mental por meio da mobilização e da participação; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3-A criação de enfermarias mais humanizadas nos antigos hospitais psiquiátricos.


D

1-A construção de uma nova política de saúde mental por meio da mobilização e da participação da sociedade; 2- A centralização do trabalho terapêutico no sentido de enriquecer a existência global, completa e concreta do indivíduo; 3- A construção de estruturas externas que são totalmente substitutivas à internação em manicômio.

De acordo com a Coordenação Geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, em documento produzido em 2005, três dos principais desafios da Reforma Psiquiátrica brasileira seriam:


A

acessibilidade à rede de saúde; equidade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; formação de recursos humanos para a área da saúde mental.


B

acessibilidade à rede de saúde; igualdade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; valorização do debate científico em torno de evidências e ética.


C

equidade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; questões culturais como a aceitação da internação compulsória; o debate científico em torno de fatos e valores morais.


D

formação de recursos humanos para a área da saúde mental; questões culturais como a aceitação da internação compulsória; valorização do debate científico em torno de evidências e ética.


E

igualdade na constituição da rede de atenção psicossocial para a população; questões culturais como estigmas, processos de exclusão social, superação do valor atribuído ao modelo hospitalocêntrico, papel dos meios de comunicação social; valorização do debate científico em torno de evidências e ética.

Autores nacionais e internacionais apontam que o campo de atuação do psicólogo encontra-se em processo de expansão para além do cuidado à saúde mental. A Psicologia da Saúde tem-se apresentado como uma nova área de estudos e práticas voltadas para o cuidado em saúde, numa perspectiva mais ampliada, e algumas de suas concepções e premissas são:

I. rejeita os diferentes discursos sobre a saúde e doença por considerá-los confusos e oriundos do modelo biomédico;

II. resulta da confluência de contribuições específicas de diversas áreas do conhecimento psicológico, tais como a psicologia clínica, psicologia comunitária, psicologia social, psicobiologia;

III. dá relevância à promoção e manutenção da saúde e à prevenção da doença;

IV. está diretamente interessada por tudo que diz respeito ao foro médico, como todas as áreas da saúde.

Dos itens, estão corretos apenas


A

I e IV.


B

II e III.


C

III e IV.


D

I, II e III.


E

I, II e IV.

Muito se discute sobre a participação da equipe de saúde na construção do cuidado em saúde mental. Como uma das premissas para este cuidado, o que deve ser ressaltado?


A

É importante reafirmar o saber e o lugar do profissional de psicologia e de psiquiatria como os únicos capazes de oferecer cuidado em saúde mental.


B

Para o bom funcionamento das atividades, cada equipe de saúde da família deve ser composta com um profissional psicólogo.


C

Para maior efetividade do serviço, cada pessoa deve ser atendida em separado de membros da família, a fim de investigar de forma mais acurada os problemas vivenciados.


D

Não se deve retirar do convívio o paciente para “resolver” o problema da família.

   
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