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Considerando o tema saúde mental e trabalho assinale a alternativa CORRETA.
O atendimento clínico deve seguir de forma que o reconhecimento da violência sofrida não redunde em uma identificação do indivíduo com um papel de vítima que o mantenha em uma posição de passividade e impotência.
As organizações de trabalho desfavorecem que os trabalhadores se avaliem de acordo com o reconhecimento obtido ou com a proximidade ou distância que consideram haver entre si e o que imaginam que se espera deles.
Os ideais de produção e de comportamento veiculados por superiores ou colegas, podem desempenhar no funcionamento mental do trabalhador uma função egóica, pautando o ideal de ego e determinando o amor de si.
O reconhecimento de injustiças e a dimensão social da questão manifesta na queixa de adoecimento não fazem parte da atenção individualizada do atendimento clínico.
Considerando que as relações de trabalho tendem a ser de rivalidade e competição, postos de trabalho que favorecem o isolamento do trabalhador são estratégias legítimas e legais de enfrentamento a esses problemas nas organizações.
Nos atendimentos em saúde mental, os pacientes, bem como seus familiares, devem ser informados de seus direitos. Quanto aos direitos dos pacientes atendidos em saúde mental, qual destes não é um direito destes pacientes?
Ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
Garantia de sigilo nas informações prestadas
Ter acesso aos meios de comunicação após autorização;
Ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração
O modelo de exclusão social se refere ao isolamento ou marginalização de indivíduos de conduta desviante ou considerados indesejáveis por uma comunidade (LOUGON, 1993).
Dentro do estudo da saúde mental, a exclusão social da loucura no Brasil pode ser associada a ________________________________________________________.
A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é
à setorialização do cuidado e ao advento do controle social
ao advento do controle social e ao modelo hospitalocêntrico
à medicalização e à institucionalização das ações sobre a doença mental
ao estabelecimento de redes de atenção psicossocial e à medicalização da loucura
ao aumento da incidência de transtornos psicóticos e à dissolução da Reforma Psiquiátrica
A maioria das crianças com transtornos ansiosos é encaminhada para serviços de saúde mental devido a problemas de comportamento, tanto em seus relacionamentos quanto no ambiente escolar. A partir da queixa principal, o papel do clínico é entender esses comportamentos em um contexto de restrições ao desenvolvimento normal, subjacentes aos comportamentos. Assim, estabelece-se uma hierarquia diagnóstica diferencial que guiará os tratamentos preconizados. De modo geral, o tratamento é constituído por:
1) uso de psicofármacos.
2) intervenções familiares.
3) abordagem multimodal.
4) tratamento psicoterápico.
Estão corretas:
1, 2, 3 e 4.
1, 2 e 3, apenas.
1 e 4, apenas.
2 e 3, apenas.
3 e 4, apenas.
A ampla mudança do atendimento público em saúde mental, derivada da reforma da assistência psiquiátrica brasileira, ocorrida efetivamente, a partir das novas políticas de saúde instituídas pelo Ministério da Saúde, em 2001 (Lei Federal n.º 10.216, de 6 de abril de 2001), gerou:
a diminuição da orientação familiar e comunitária.
o aumento progressivo das internações.
a criação de novos serviços especializados em atenção comunitária e pública em saúde mental, como os centros de assistência psicossocial.
a formação de profissionais especializados para trabalharem com esta população.
o fechamento de serviços residenciais terapêuticos e de unidades psiquiátricas em hospitais gerais.
A Política Nacional de Saúde Mental compreende as estratégias e diretrizes adotadas pelo país com o objetivo de organizar a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em Saúde Mental. Quais diretrizes tem direcionado as ações dessa Política em prol do modelo de atenção em saúde mental?
Incorporação e implementação do uso de práticas integrativas e complementares para o tratamento dos pacientes submetidos a períodos intermitentes de hospitalização.
Substituição dos hospitais psiquiátricos por uma rede de serviços de saúde, articulada à atenção básica; redução e progressiva desativação de leitos em instituições psiquiátricas.
Articulação com diferentes projetos de assistência social, visando proteger às famílias em situação de vulnerabilidade social; e investimento em projetos de desospitalização dos pacientes internados.
Complementação ou suplementação da formação escolar do paciente por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.
Leia o texto abaixo e complete as lacunas pensando sobre quando devemos procurar o Serviço de Saúde Mental.
“Não há necessidade de um transtorno mental _______________ para se procurar um Serviço de Saúde Mental. Quando do surgimento de _______________ou algum tipo de ______________ vivenciado pela pessoa, e ela não consegue resolver _______________, é recomendada a procura de um Serviço de Saúde Mental”.
A sequência CORRETA é:
diagnosticado – doença mental – sofrimento – sozinha.
identificado – sofrimento – transtorno – em casa.
diagnosticado – transtornos – sofrimento – em casa.
diagnosticado – transtornos – sofrimento – sozinha.
Para uma abordagem familiar é importante aliar conhecimentos científicos e tecnológicos às habilidades de observação, comunicação, empatia e intervenção, o que requer aperfeiçoamento de competências profissionais. Na abordagem familiar, considera-se que a saúde da família vai além da soma da saúde dos indivíduos. (BRASIL, p. 66, 2004).
O caderno de atenção Básica que tem como tema ‘Saúde Mental’ afirma que são ferramentas úteis para o trabalho com a família, EXCETO:
Genograma.
Ecomapa.
Projeto terapêutico de cuidado à família.
Entrevista multidisciplinar.
F.I.R.O (Fundamental Interpersonal Relations Orientation).
O caderno de Atenção Básica que tem como tema ‘Saúde Mental’, traz as seguintes recomendações para o trabalho com famílias, EXCETO:
Observe como a família se comunica, se as mensagens são claras ou obscuras e registre esta observação. Não é necessário auxiliar na comunicação entre os familiares.
Evite julgamentos baseados em qualquer tipo de preconceito.
Reconheça e valorize os saberes e os recursos encontrados pela família na convivência diária com o sujeito em sofrimento psíquico.
Priorize atendimento mais imediato às famílias com maiores dificuldades psicossociais.
Identifique pessoas que podem auxiliar no cuidado em saúde mental. Pode ocorrer que essas pessoas não pertençam ao grupo familiar de origem.
Na perspectiva da Saúde Mental alguns projetos têm sido implementados no sentido de se trabalhar com prevenção e dentre eles existe o Projeto Internacional de Resiliência. Esse projeto identificou 15 fatores que contribuem para a resiliência, que está dividido em três categorias. Assinale abaixo a opção que corresponde a categoria “Eu tenho”:
A criança percebe que é amada;
Sente orgulho de si mesma;
Percebe regras e rotinas claras;
Procura pessoas confiáveis.
De acordo com a legislação em saúde mental, sobre a internação psiquiátrica é correto afirmar.
A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.
A internação involuntária e compulsória somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.
A internação psiquiátrica compulsória deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.
Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência.
Das opções abaixo, qual é a única que elenca itens que são da competência da Equipe Multiprofissional de Atenção Especializada em Saúde Mental (AMENT)?
Estabelecer articulações e integração entre a rede pública e privada de cuidados em saúde mental; atender as famílias dos usuários dos serviços da Rede; trabalhar, de forma integrada, com outros pontos de atenção da RAPS e de outras redes do SUS.
Constituir-se, preferencialmente, como referência regional para assistência ambulatorial especializada em Saúde Mental; trabalhar, de forma integrada, com outros pontos de atenção da RAPS e de outras redes do SUS; e estabelecer-se como referência na internação de pacientes graves ou em surto.
Estabelecer articulações e integração entre a rede pública e privada de cuidados em saúde mental; constituir-se como local continuado de formação de profissionais da área de saúde mental oferecendo centros de estágio a fim de garantir profissionalização futura para a Rede; e estabelecer-se como referência na internação de pacientes graves ou em surto.
Estabelecer articulações com demais serviços do SUS e com o Sistema Único de Assistência Social, de forma a garantir direitos de cidadania e ação intersetorial; atender as famílias dos usuários dos serviços da Rede; e prestar assistência multiprofissional às pessoas com transtornos mentais moderados, incluindo moradores de residências terapêuticas.
Ampliar o acesso à assistência em saúde mental para pessoas de todas as faixas etárias com transtornos mentais mais prevalentes, como transtornos de humor, dependência química e transtornos de ansiedade; trabalhar, de forma integrada, com outros pontos de atenção da RAPS e de outras redes do SUS; e prestar assistência multiprofissional às pessoas com transtornos mentais moderados, incluindo moradores de residências terapêuticas.
De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (2019) uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos. Considere esta informação, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, estando atrás apenas dos acidentes de trânsito.
( ) Nos adolescentes, o suicídio destaca-se por ser a principal causa de morte entre meninas e meninos.
( ) Dentre as principais intervenções que demonstraram sucesso e eficácia na redução de suicídios destaca-se a regulação de acesso a pesticidas usados para o auto envenenamento.
( ) De acordo com as taxas de suicídio por países, quase três vezes mais homens morrem por suicídio que mulheres em países de alta renda, em contraste com os países de baixa renda, onde a taxa é equivalente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V, F, F, V
F, V, F, V
V, F, V, V
V, F, F, F
No cenário histórico, o Brasil acompanhou uma série de marcos legislativos que puderam materializar os reclames de cidadania do louco e de transformação das práticas de cuidado em saúde mental não asilar alavancadas pela Reforma Psiquiátrica Brasileira. Entre esses marcos históricos legislativos, tem-se a
Lei nº 10.216, de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
Portaria 189, de 1991, que instituiu, no rol dos procedimentos e dispositivos de atenção em saúde mental, custeados por verba pública, os Núcleos e Centros de Atenção Psicossocial.
Lei nº 10.708, de 2003, que criou oficialmente os serviços residenciais terapêuticos (SRT), como forma de garantir a permanência dos sujeitos no ambiente comunitário.
Portaria 446, de 2002, que dispõe sobre a proteção e o direito das pessoas com transtornos mentais e estabelece a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
“A difusão de psicólogos no campo da saúde pública, antes circunscrita a serviços especializados de saúde mental, é considerada emergente no Brasil. Essa expansão é atribuída às ações sociais e políticas para efetivação da reforma psiquiátrica, as quais impulsionaram a crítica ao modelo asilar e às intervenções multiprofissionais para a melhoria da qualidade da assistência à saúde mental, reforçadas pela busca do Estado para diminuir os custos hospitalares e ampliar as atenções secundária e primária” (LIMA, 2005, p. 431).
Além dos aspectos mencionados no excerto apresentado acima, é correto afirmar que o aumento pela busca do atendimento psicológico em outros espaços que extrapolam a clínica particular também está associado
a uma diminuição no enfoque dado à psicanálise, que, de acordo com alguns autores, operava como a força motriz para o processo de psicologização da sociedade.
ao empobrecimento da população brasileira, sobretudo, a partir da década de 80.
ao distanciamento da profissão de temas considerados de natureza política e que, por isso, são distanciados do fazer prático da psicologia no âmbito das políticas públicas de saúde.
ao retorno de práticas próprias da psicologia, como o psicodiagnóstico, que passou por mudanças importantes após novos modelos de investigação empírica como, por exemplo, com populações em situação de risco.
Uma equipe multiprofissional de um serviço de saúde mental marca uma reunião entre todos os seus integrantes, para discussão de um caso grave. O psiquiatra da equipe solicita ao psicólogo que apresente os dados sobre as consultas realizadas com o paciente atendido, para ponderar sobre alterações na medicação utilizada para tratamento do caso. O psicólogo apresenta, verbalmente, todos os dados sobre o caso, assim como os resultados de toda a avaliação por ele realizada ao longo do período de acompanhamento desse paciente. Do ponto de vista ético, a atitude do psicólogo foi
incorreta, pois o psicólogo deveria oferecer ao médico uma cópia do registro documental do paciente e evitar responder qualquer outra questão.
correta, porque todos os membros de uma equipe multiprofissional, nesse contexto, estão comprometidos com as questões do sigilo sobre o caso.
incorreta, porque as informações solicitadas por outros profissionais sobre um caso devem ser apresentadas na forma de um laudo.
correta, pois, quando um psicólogo faz parte de uma equipe multiprofissional, as questões do sigilo não se aplicam.
incorreta, pois ele deveria ter apresentado somente os dados necessários para orientar o psiquiatra em sua conduta.
No campo da Psicologia da Saúde e mesmo no campo da Saúde Mental pouco se discute sobre as marcas subjetivas nos corpos das pessoas negras. Em geral, trabalham-se teorias e práticas que reforçam o racismo institucional e pouco se debate nos processos formativos essas questões, mesmo em territórios nos quais essa marca prevaleça na população. Entretanto, muito conhecimento se produziu e segue sendo produzido sobre o tema. Abraão de Oliveira Santos (2017) afirma que é “pelos meios da assistência psiquiátrica, que o racismo de Estado determina os que devem ter saúde mental, e os que podem viver atormentados em seu sofrimento produzido pelas condições sociais, os que devem viver e os que devem morrer, como diz Foucault (2005). É o Estado racista também que determina sob quais condições tratamos da saúde mental da população brasileira, que tipo de investimento, com quais psicologias e quais abordagens”. Considerando essa perspectiva crítica ao campo psi, dadas as afirmativas,
I. A clínica psiquiátrica e psicológica cuidam do sujeito psíquico, comportamental ou neuronal e, desse modo, desconsideram como a violência da cidade, o desemprego, a falta de lazer, o fato de que as famílias da população negra foram historicamente destruídas no estabelecimento das novas condições econômicas sociais e culturais impostas pela colonização da África e das Américas estão implicadas no processo de adoecimento dessas pessoas.
II. A maior parte das teorias e práticas psi desconsidera a cultura de exploração ocasional ou sistêmica das mulheres negras, cultura de famílias de mulheres que criam sozinhas os seus filhos, e desconsideram que esse fato tem relação com a falta de lazer, de escolas e com a falta de comida na mesa.
III. Somos sugados pela gravidade do discurso médico e não se fala de saúde mental senão sob a chancela da instituição psiquiátrica, eurocêntrica por excelência. A loucura foi o meio pelo qual o sofrimento humano foi separado do coletivo, individualizado e descontextualizado, estudado e tornado doença ou transtorno pelos saberes psi.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, II e III.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
III, apenas.
I, apenas.
Analise as afirmações abaixo sobre quando e em quais situações deve-se solicitar matriciamento em saúde mental.
I. Quando a equipe de referência precisa de apoio específico em saúde mental.
II. Quando a equipe de referência necessita de esclarecimento diagnóstico para conduzir um cuidado ou para estruturar um projeto terapêutico.
III. Quando a equipe de referência precisa de suporte técnico para abordar familiar.
IV. Quando a equipe de referência precisa de suporte para intervenções psicossociais específicas na atenção básica (ex.: grupos de pessoas com sofrimento mental).
V. Quando se faz necessária a integração de níveis especializados com a atenção primária.
VI. Quando a equipe de referência precisa de apoio para funcionar como equipe, realizando as tarefas de organização do trabalho e das relações interpessoais
Em relação a essas afirmações, assinale a alternativa correta.
III e V.
I, II, III, IV, V, VI.
I, III, IV, V, VI.
III, IV, V, VI.
A prevenção sobre saúde mental, em instituições que atendem a comunidade, leva em conta ações de prevenção em funções que se sobrepõem:
I, II e III.
II, III e I.
III, I e II.
II, I e III.
I, III e II.
Sobre a abordagem dos transtornos mentais leves na atenção básica, assinale a opção CORRETA.
A avaliação do estado mental é uma prática básica para o cuidado em saúde mental que deve ser realizada, exclusivamente, pelo médico psiquiatra.
Fatores de risco não são determinantes de um transtorno, mas, quando presentes, estão associados ao aumento da probabilidade de uma pessoa vir a desenvolvê-lo.
Os usuários que chegam às unidades básicas de saúde referindo queixas físicas sem nenhuma patologia orgânica associada, mas com quadros de sofrimento emocional, devem ser encaminhados ao CAPS do município.
A classificação de fatores de risco para os transtornos mentais não é relevante para a implementação de ações assistenciais.
O acolhimento e a escuta propiciados pelas equipes e grupos comunitários são, em grande parte dos casos, insuficientes para a pessoa se reestruturar.