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Ao contrário dos trinta anos gloriosos — quando a bipolaridade internacional e a hegemonia americana entre as nações capitalistas possibilitavam o estabelecimento de regras relativamente estáveis e eficazes que ordenavam a economia em âmbito mundial — os anos 80 são marcados pela instabilidade e fragilidade da nova ordem internacional. No Brasil, nessa década, a conseqüência dessa inflexão para as relações de trabalho foi a flexibilização dos mercados de trabalho.
A questão social, enquanto campo de trabalho do Serviço Social, é resultante da divisão da sociedade em classes e da disputa pela riqueza socialmente gerada, cuja apropriação é extremamente desigual. Supõe, então, por parte dos que vivem do trabalho, a
adesão à regulação das relações econômicas e sociais.
insistência no estabelecimento de mínimos sociais, salvaguardada a responsabilidade governamental.
defesa na erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais.
indefinição de sua própria identidade de classe.
consciência da desigualdade entre as classes sociais e a resistência à opressão.
O traço marcante na evolução das políticas de pleno emprego no Brasil é sua implementação tardia. Nos principais países desenvolvidos, essas políticas foram adotadas no início do século XX e se desenvolveram após 1945. Aqui, elas só surgem nos anos 90, a partir da implantação do Fundo de Amparo ao Trabalhador que passou a financiar políticas de intermediação da mão de obra, qualificação profissional, seguro-desemprego e geração de emprego e renda.
O Serviço Social tem na "questão social" a sua base de requisição profissional. A entrada do neoliberalismo, no cenário mundial, provocou, segundo Iamamoto (2001),
a radicalização da "questão social".
a erradicação da "questão social".
o surgimento de uma nova "questão social".
a minimização da "questão social".
uma relativização da "questão social".
Considerando a questão social como o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura, é correto afirmar que:
O Serviço Social tem na questão social a base de sua fundação como especialização do trabalho.
A questão social se desdobra em várias questões sociais na contemporaneidade.
As bases de produção da questão social não sofrem transformações na atualidade.
Apreender a questão social é captar a forma única e exclusiva de pressão social presente no cotidiano.
A questão social não se manifesta nas contradições da sociedade.
Segundo Maracci, a gênese e o desenvolvimento de políticas de emprego são fenômenos historicamente determinados que devem ser compreendidos como uma manifestação política das sociedades contemporâneas em fazer frente às mazelas promovidas pela dinâmica da acumulação capitalista, particularmente em face da geral da existência de um contingente excedente de força de trabalho no capitalismo. As décadas de entre guerras marcam um momento muito significativo nesse sentido, a partir de concepções avessas às teses do laissez-faire e da conformação das políticas de emprego que refletem o florescimento de um novo padrão de tratamento das questões sociais e do mundo do trabalho. Sob diferentes contornos ideológicos e um profundo sentimento antiliberal, as experiências social-democratas suecas, do new deal americano, do nacional socialismo alemão, são representativas do período. O avanço de tal processo nos anos 30 mostrou-se precursor das perspectivas posteriores de condução da vida econômica e social e das políticas de pleno emprego a partir de 1945.
No que se refere às Políticas Públicas Sociais, assinale a opção INCORRETA.
Políticas Públicas Sociais compreendem as decisões de governo em diversas áreas que influenciam a vida de um conjunto de cidadãos.
Política Pública Social é o mesmo que Decisão Política.
Políticas públicas sociais são estabelecidas, em suas linhas mais gerais, pela política, mas só a política não é capaz de transformá-las em ações governamentais específicas. Elas dependem, além disto, dos fatos, e da maneira pela qual os fatos são vistos e interpretados.
Políticas Públicas Sociais são os atos que o governo faz ou deixa de fazer e os efeitos que tais ações ou a ausência destas provocam na sociedade.
A utilização de conceitos intermediários, como o de regimes de welfare state, permite que se façam estudos comparativos sem se cair na generalização excessiva ou na particularidade da especificidade histórica.
A questão social associa-se aos problemas vinculados às condições de trabalho urbano-industrial e aos direitos sociais, entre os quais destaca-se o pauperismo da classe operária.
Behring (2003), analisando a formação social brasileira, em especial o processo de desenvolvimento do capitalismo no Brasil, a partir de alguns autores do pensamento social brasileiro, como Florestan Fernandes, afirma que a consolidação do capitalismo brasileiro se faz a partir da articulação entre traços arcaicos e modernos, como a
escravidão e a incorporação do capital industrial em solo brasileiro.
manutenção da atividade agrícola e a criação de um mercado de trabalho assalariado.
associação dependente às economias capitalistas centrais e a permanência do arcaísmo do setor agrário.
ampliação da dívida externa e o fortalecimento da indústria.
expansão da imigração de colonos europeus e a entrada de capital estrangeiro.
Em relação ao serviço social e a intervenção em instituições é recorrente e necessária uma análise das condições do Estado capitalista, maior empregador de assistentes sociais. Sobre o Estado capitalista, pode-se fazer as seguintes afirmações, EXCETO:
Inicialmente, o Estado capitalista se define como Estado repressor.
O Estado capitalista tem uma função econômica no sentido que controla a força de trabalho e, controlando-a, assegura a acumulação capitalista.
Numa segunda fase, o Estado capitalista passa a ser também regulador enquanto criador de mecanismos de controle para evitar crises econômicas.
O Estado realiza por inteiro a aproximação e coesão entre as classes.
Numa terceira fase, o Estado capitalista é não somente repressor e regulador, mas também produtor.
A matéria prima do trabalho do assistente social encontra-se no âmbito da:
Alienação.
Questão social.
Manipulação.
Ideologização.
Mercantilização.
O sistema descentralizado e participativo, no âmbito da política de saúde, tem contribuído para a homogeneidade das redes locais e regionais, devido ao efetivo envolvimento dos governos municipais e estaduais no cumprimento dos planos, objetivos e metas definidos pela União.
A reestruturação das formas de gestão tem requisitado do assistente social a atuação no âmbito do planejamento e da avaliação de políticas, deixando de ser sua atribuição a execução dessas políticas.
A flexibilização do processo produtivo vai gerar um novo tipo de trabalhador que se enquadre nos objetivos empresariais de gestão da força de trabalho, aumentando sua produtividade. Este trabalhador deve estar capacitado para
o espírito de equipe, os processos de trabalhos flexíveis e a crítica da exploração capitalista.
a compreensão política dos interesses patronais, as atividades empreendedoras e a superespecialização.
a polivalência, a multifuncionalidade e o compromisso com a empresa.
a organização política sindical, a empregabilidade e o desempenho das funções específicas.
a liberdade criativa, as funções fragmentadas e a transdisciplinariedade.
A ampliação e a diversidade dos espaços ocupacionais têm garantido vínculos formais de trabalho em instituições do terceiro setor cuja atuação é fundamental para a garantia de direitos.
No Brasil a ampliação da noção de direitos humanos vincula-se à multiplicação das reivindicações da população relativas aos direitos à saúde, à moradia, ao transporte, à habitação, à iluminação pública, ao uso de creches, ao controle sobre o corpo e a sexualidade, à diferença étnica.
Sendo a questão social uma decorrência do processo de industrialização do que decorreu o processo de empobrecimento e marginalidade social dos trabalhadores, com reflexos em todo o mundo, têm-se como ações de enfrentamento desta situação no Brasil:
A atuação do CNSS como substituto do papel do Estado em subsidiar ações de instituições privadas;
A atuação da igreja católica através de programas assistenciais;
O processo organizativo da classe trabalhadora;
A assistência desenvolvida por instituições privadas.
Para o referido programa, família é aquela cujos integrantes possuem laços de parentesco por consangüinidade.
O trabalho é uma atividade fundamental do homem, pois mediatiza a satisfação de suas necessidades diante da natureza e dos outros homens. Acerca de elementos presentes na análise do processo de trabalho do assistente social, julgue os itens a seguir.
I O objeto de trabalho do Serviço Social é a questão social em suas múltiplas expressões, que provoca a necessidade de uma ação profissional.
II Os instrumentos de trabalho do profissional do Serviço Social resumem-se a um arsenal de técnicas, como, por exemplo, entrevistas, visitas, reuniões, levantamentos, relatórios, encaminhamentos.
III Para a realização do trabalho do assistente social, o conhecimento da realidade não é mero pano de fundo, mas é condição essencial.
IV De acordo com a regulamentação da área, o assistente social é um profissional liberal e dispõe de todos os meios necessários para exercer a sua profissão.
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