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Segundo o paradigma sociológico do consenso, a escola é um lugar no qual a sociedade transmite valores e prepara seus membros para a vida adulta. Conforme a sociologia durkheimiana, o papel da escola na educação moral é o de desenvolver nos alunos regularidade e autodomínio. Assim, é correto afirmar que o paradigma sociológico do consenso
está em franco desacordo com as ideias de Durkheim.
afina-se completamente com as ideias de Durkheim.
apresenta dois pontos de discordância quanto às ideias de Durkheim.
nada tem de comum com as ideias de Durkheim, mas sim com os postulados teóricos de Marx.
aborda tema alheio às teorias de Durkheim.
A violência escolar
é caracterizada por ser um fenômeno resultante, exclusivamente, do tráfico de drogas do entorno das escolas, que assume a liderança dentro do ambiente escolar.
resulta da informalidade das relações entre alunos e professores, o que caracteriza desrespeito às autoridades por parte dos alunos, mal educados pela família.
pode estar relacionada a um fenômeno de fundo do sentido da escola, do currículo e da dinâmica da sala de aula e para a comunidade escolar.
deve ser entendida como um fenômeno banal, que não é digno de interesse.
assume como forma única a briga de gangues dentro da escola.
Leia o texto abaixo.
Dificilmente nos perguntamos sobre o significado das coisas que compõem o mundo no qual vivemos. Elas nos parecem tão “naturais” que não instigam nossa curiosidade nem suscitam explicações mais elaboradas. Não vemos o processo de produção dos objetos que usamos na nossa vida. Muitas vezes também não sabemos a origem das ideias que temos sobre moral, religião, política, casamento etc. Ou seja, se nem sempre conhecemos detalhadamente ou sabemos explicar as razões que nos levam a pensar sobre o mundo e as pessoas tudo pode adquirir “naturalidade” aos nossos olhos, como se a realidade estivesse pronta, acabada desde sempre – e a ela devêssemos nos adaptar. Por não vê-la além da sua aparência, a realidade adquire poder diante de nós. Por isso, é importante enxergar cada vez mais o mundo. Frente à questão elucidada no texto acima, o ensino da sociologia conforme a Proposta Pedagógica Curricular do Estado de São Paulo deve
I. seguir uma conduta positivista, compreendendo a sociedade pelas leis naturais.
II. aprofundar as questões sociais, superando o senso comum.
III. não apreender conceitos e sim ampliar a percepção da realidade social.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
II e III, apenas.
O currículo do Estado de São Paulo para o ensino de Sociologia (2009) identifica como fundamental
a pesquisa, uma vez que se pretende promover a iniciação dos alunos à produção do conhecimento científico.
a aula expositiva, que garante a correta interpretação dos textos clássicos.
a aula expositiva, que impede a perda da objetividade no processo de conhecimento dos fenômenos sociais.
a pesquisa, uma vez que se pretende desenvolver uma postura de investigação ou uma atitude de curiosidade que leve o aluno a refletir sobre a realidade social que o cerca.
os seminários como forma de treinamento da oratória.
O ensino da Sociologia, conforme o currículo do Estado de São Paulo para o Ensino Médio (2009), pressupõe a compreensão da educação como
caminho para desenvolver a capacidade crítica e superar os preconceitos, as ideologias e o senso comum.
caminho para formação de cidadãos respeitadores da ordem pública.
preparação do jovem para as novas exigências do mercado de trabalho quanto à formação profissional.
democratização do conhecimento e, portanto, de garantia de meritocracia.
meio de divulgação da produção científica.
No texto X, a metáfora da “arena”, no espaço social e escolar vivido pelos estudantes, revela que
os processos de socialização na escola devem considerar a pluralidade cultural e o conflito, já que uma visão e uma prática que concebam o espaço escolar como homogêneo e consensual desconhecem a realidade social.
os processos de socialização na escola devem considerar uma visão e uma prática que concebam o espaço escolar como homogêneo e consensual.
há processos de socialização harmônicos e convergentes entre os diferentes sujeitos.
a anomia social é fruto da ausência da autoridade docente, propiciando o conflito entre os discentes.
os conflitos criados pelo professor na instituição escolar resultam de posturas tradicionais pautadas no autoritarismo da nova escola.
Ao construir o quadro teórico de sua obra Escola, Estado e Sociedade, Barbara Freitag afirma existir concordância entre quase todos os autores no que diz respeito aos pontos fundamentais do conceito de educação. Acerca dos pontos de concordância arrolados por essa autora, julgue os itens que se seguem.
I A educação sempre expressa uma doutrina pedagógica, que, implícita ou explicitamente, se baseia em uma filosofia de vida, concepção de homem e sociedade.
II A educação é um processo de desenvolvimento de aptidões, de atitudes e de outras formas de conduta exigidas pela sociedade, um processo globalizado que visa à formação integral da pessoa, para o atendimento às necessidades e às aspirações de natureza pessoal e social.
III Em uma realidade educacional concreta, o processo educacional se dá por meio de instituições específicas — família, igreja, escola, comunidade — que se tornam portavozes de determinada doutrina pedagógica.
Assinale a opção correta.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Não foi sancionada a lei que torna obrigatório o ensino das disciplinas de sociologia e filosofia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas.
Da perspectiva do neoliberalismo, a educação e a formação humana terão, como sujeito definidor, as necessidades e as demandas do processo de acumulação de capital, sob as diferentes formas históricas de sociabilidade que esse processo assume.
O professor age socialmente na medida em que o ritmo lento de sua alocução se relaciona com a conduta de seus estudantes, que devem fazer um esforço para tomar nota da matéria escrita no quadro.
Para Barbara Freitag, os sociólogos franceses Passeron e Bourdieu divergem fundamentalmente da abordagem de Durkheim, Dewey e outros. Acerca da concepção de educação de Bourdieu e Passeron, assinale a opção correta.
Bourdieu e Passeron partem da análise crítica da sociedade capitalista francesa do século XIX e a vêem baseada na luta de classes e na justa apropriação dos meios de produção pelos trabalhadores.
O sistema educacional é a instituição que reproduz a cultura e a estrutura de classes do capitalismo.
As funções reprodutoras do sistema educacional são desvinculadas entre si, pois, de um lado, se reproduz a cultura hegemônica, mecanismo de libertação, e, de outro, se reproduz a estrutura de classes, mecanismo de dominação social.
Assim como Durkheim e Dewey, também Bourdieu e Passeron reduzem o papel da escola a mera reprodutora da cultura capitalista.
Entre os autores discutidos por Barbara Freitag, está o norteamericano John Dewey, que exige que não se separe a educação da vida. Segundo Dewey, "educação não é preparação, nem conformidade. Educação é vida, é viver, é desenvolver-se, é crescer." Acerca da concepção de Dewey sobre a escola e a educação, assinale a opção correta.
O ato educacional consiste em oferecer aos indivíduos subsídios para reorganização de suas experiências sociais, de maneira informal e assistemática.
O meio em que se dá o processo educacional deve ser organizado e estruturado para oferecer aos indivíduos uma seqüência adequada de experiências que possam ser avaliadas e alargadas de maneira assistemática.
Para Dewey a educação não é apenas mecanismo de perpetuação das estruturas sociais anteriores, mas um mecanismo de implantação das estruturas sociais democráticas, caracterizadas pela imperfeição.
O modelo de educação proposto por Dewey pressupõe que os indivíduos tenham chances iguais e as diferenças de situação sejam vistas como injustas, pois são frutos da democracia capitalista.
É incorreto afirmar, sobre o surgimento da Sociologia no Brasil, e sua relação com a educação:
Herbert de Souza, o Betinho, é também uma das principais referências da Sociologia crítica brasileira. Combateu ferozmente as injustiças sociais, de forma constante e provocadora. Foi um excelente analista da realidade brasileira, não apenas criticando, mas também propondo saídas.
A partir da década de 30, há um grande interesse dos intelectuais brasileiros em compreender a realidade nacional. Nessa década, a Sociologia atendia a três exigências; entre elas, seria a de estudar o Brasil sob uma nova ótica, uma perspectiva nacional que deixaria de lado a centralidade dos estudos europeus.
Com o início da industrialização do Brasil, a partir da década de 30, a Sociologia passa a se preocupar com as conseqüências e com os conflitos gerados por esse fenômeno, trazendo para a discussão científica problemas como a desigualdade social e política.
Com o avanço da industrialização, no Brasil, a partir de década de 30, a escola passou a ter como função a qualificação dos trabalhadores, com o objetivo de torná-los mais conscientes de seus direitos políticos e da construção da cidadania.
Um dos principais representantes da Sociologia brasileira, por sua capacidade de produção teórica e crítica sobre a realidade brasileira, foi Florestan Fernandes; ele entendeu a Sociologia brasileira influenciado pelo pensamento marxista.
Do ponto de vista da classe trabalhadora, é necessário subordinar a função social da educação aos interesses da economia, para responder às demandas do capital.
O complexo sistema educacional da sociedade é responsável tanto pela reprodução, em uma escala ampliada, das múltiplas habilidades produtivas, como pela produção e reprodução da estrutura de valores, dentro da qual os indivíduos definem seus próprios objetivos e fins específicos.
Ao estimular a elaboração do pensamento abstrato, a Sociologia ajuda a promover a passagem do mundo infantil, marcado pelo egocentrismo, ao mundo adulto, que reconhece, na sociedade, a presença de outras consciências.
O aprendizado da Sociologia oferece as condições teóricopráticas necessárias ao desenvolvimento da consciência social crítica, por meio da qual a experiência vivida socialmente é transformada em experiência compreendida.
Atualmente, uma das principais exigências do processo ensino-aprendizagem da Sociologia é promover uma revisão de conceitos e interpretações acerca dos mecanismos de funcionamento das sociedades capitalistas do século XXI.
A inteligência animal pode ser caracterizada como concreta por estar baseada na experiência de vida momentânea.
Um dos desafios centrais do ensino da Sociologia é a necessidade de levar o aluno à compreensão de que só é possível uma abordagem teórica da sociedade, ou seja, uma Sociologia desinteressada, deixando a prática sociológica, que permite a intervenção social e a utilização de informações como ferramentas de ação social, a cargo de agentes especializados, como educadores e políticos.