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No texto Leitura e releitura, Analice Dutra Pillar (In: Pillar, 1999) faz uma reflexão sobre o ensino de arte e as relações com a imagem. Uma leitura se torna significativa quando estabelecemos relações entre o objeto de leitura e nossas experiências de leitor. No contexto da sala de aula, a leitura se transforma em produção. Segundo a autora,

I. a cópia diz respeito ao aprimoramento técnico.

II. na releitura há transformação, interpretação e criação com base num referencial.

III. as citações são jogos intertextuais.

IV. a releitura pressupõe a seleção de uma obra consagrada para ensinar o modo como o artista organiza a composição.

V. a cópia garante o encantamento dos alunos tanto pela obra quanto ao artista.

Está correto o que se afirma APENAS em


A

I, II e III.


B

I e II.


C

IV e V.


D

III e V.


E

II, III, IV e V.

As imagens cinematográficas congregam de alguma forma, aspectos sociais, religiosos ou políticos de uma época. Portanto, a escolha do filme a ser passado nas escolas nunca é neutra. Viabilizar a circulação do conhecimento, ampliar e qualificar o repertório cinematográfico favorecendo a formação de cidadãos críticos e sensíveis, é uma postura:


A

político-religiosa.


B

político-ideológica.


C

político-militante.


D

político-antropológica.


E

político-sociológica.

No livro De tramas e fios – um ensaio sobre música e educação (2005), Marisa Fonterrada trata de duas gerações de educadores do século XX. Na primeira, inclui Émile-Jacques Dalcroze, Edgar Willems, Zoltán Kodály, Carl Orff e Shinichi Suzuki. Na segunda geração, a autora cita George Self, John Paynter, Boris Porema e Murray Schafer. Acerca das abordagens desses educadores, assinale a alternativa correta.


A

De todos os educadores da primeira geração, Willems é o que mais enfatiza o movimento corporal e rítmico.


B

De todos os educadores da primeira geração, Dalcroze utiliza a voz cantada e é o que mais se ocupa com a questão auditiva – sensorial, afetiva e a inteligente.


C

Dos educadores da segunda geração, Porema e Schafer assemelham-se na defesa da música contemporânea vista como objeto de estudo no processo de desenvolvimento de programas de educação musical nas escolas.


D

Paynter, em seu livro Limpeza de ouvidos, trata da qualidade da audição e da relação equilibrada entre homem e ambiente.


E

Todos os educadores da segunda geração trabalham com escrita musical e símbolos não-convencionais, alinhados às tendências dos compositores da vanguarda da época.

A arte constitui uma forma ancestral de manifestação, e sua apreciação pode ser cultivada por intermédio de oportunidades educativas. Quem conhece arte amplia sua participação como cidadão, pois pode:


A

desvelar o cotidiano diante das técnicas de execução.


B

trilhar novos caminhos em perfeita harmonia social.


C

compartilhar de um modo interativo do meio cultural.


D

recriar o seu processo emocional de acordo com seus sonhos.


E

percorrer sem percalços a via da humildade dos sentimentos.

Por meio de rupturas e descontinuidades, os conceitos de cultura e visualidade continuam sendo expandidos e transformados. No ensino da arte contemporânea, a cultura visual é um campo de conhecimento que


A

exemplifica a insuficiência interpretativa da leitura de imagem.


B

discute e trata a imagem pelo seu valor estético, buscando compreender o papel social da imagem na vida da cultura.


C

estuda a experiência visual através da noção da arte como sistema de discurso único.


D

considera como campo de estudo apenas os objetos classificados como arte.


E

aborda a desconstrução dos objetos artísticos sob o enfoque histórico.

Berenice Almeida e Magda Pucci apontam a dificuldade de definir, numa só palavra, a grande variedade de gêneros e estilos da música brasileira. Por esse mesmo motivo, criticam a visão distorcida do folclore que predominou no Brasil em outras épocas, quando sua prática se tornou obrigatória nas escolas. Essa crítica é justificada pelo fato de que


A

os alunos eram obrigados a cantar e dançar vestindo roupas típicas, o que não os motivava muito, em especial no caso dos meninos.


B

as canções folclóricas são muito difíceis de serem ensinadas nas escolas, tanto pelo texto elaborado, quanto pelo ritmo complexo.


C

o folclore era ensinado como disciplina teórica ligada à História e, por esse motivo, não despertava o interesse dos alunos.


D

o foco intenso na música folclórica impedia que se dedicasse tempo a outras atividades importantes, como, por exemplo, o ensino de hinos pátrios.


E

as canções folclóricas eram apresentadas de forma descontextualizada, vestidas em roupagem erudita, de forma que seu sabor original se perdia nessa elaboração.

Olhar a docência esteticamente, como uma obra de arte é, de alguma forma, assumir que a cena docente é feita de dificuldades, dissonâncias, resistências, frustrações, erros, acertos, mudanças de rumo, dúvidas, incertezas, conquistas, sucessos.


Para colocar-se em cena nesse processo da arte da docência, Luciana Gruppelli Loponte aponta dois modos estéticos do professor inventar-se a si mesmo como docente. São eles a escrita de si docente em


A

textos, cartas, portfólios e as relações de amizade dos grupos de formação docente.


B

planos de aula organizados por dia e as relações de amizade no encontro com a coordenação pedagógica.


C

diários pessoais e as relações de camaradagem com os alunos.


D

textos visuais estéticos e as relações de amizade com os teóricos que fundamentam o seu pensar pedagógico.


E

em aulas tecnicamente planejadas e as relações de amizade dos grupos de formação docente.

O acesso aos bens culturais é meio de sensibilização pessoal, que possibilita ao sujeito apropriar-se de múltiplas linguagens, tornando-o mais aberto para a relação com o outro, favorecendo a percepção de identidade e de alteridade, portanto, é possível encontrar exemplos representativos de arte, mesmo nos mais simples dos museus, o que contribui para que os alunos participem:


A

da mobilização e necessidade de maiores estudos e aprofundamentos relativos ao potencial dos saberes isolados.


B

da criação infantil para a compreensão das especificidades que conscientizem as relações com as instituições culturais.


C
do ato de criticar e descobrir conexões individuais entre o seu modo pessoal de pensar e os valores estéticos da humanidade.

D

da relação prática-teoria-prática no trabalho profissional do professor de arte, estudando e discutindo textos diversos.


E

da organização de atividades expressivas e aperfeiçoamento de conhecimentos sobre os instrumentos pouco usados como materiais técnicos.

Ao trabalhar com a ampliação de repertório do grupo coral que rege, Vertamatti (2008) justificou a escolha de duas obras do compositor francês Jean-Yves Bousseur - O bicho alfabeto e Eu, ambas escritas para poemas de Paulo Leminski, dizendo que


A

ambas as peças representavam um desafio porque exigiam o acompanhamento de flautas.


B

as duas obras são em forma de jogo e, portanto, exigem dos cantores participação ativa e criativa para que o resultado sonoro seja interessante.


C

as duas obras são em forma de jogo, o que se torna uma competição interessante no coral.


D

as obras eram em francês e o coro ainda não tinha cantado nesse idioma.


E

os procedimentos musicais pedidos pelo autor ainda não tinham sido explorados pelo grupo e a temática era interessante para o coral infantil.

A formação do professor de arte deve ser ampla, pois envolve não só conhecer a criança e seu desenvolvimento, como também:


A

registros fotográficos de trabalhos em educação infantil com ênfase nas qualidades técnicas das atividades artísticas praticadas pelas crianças.


B

metodologias que conscientizem o valor da arte acadêmica e componentes técnicos que possam contribuir para o trabalho artístico dos alunos


C

roteiros flexíveis de curso e de aulas de arte junto aos alunos e programas que apareçam de forma dosada os conceitos estéticos e culturais.


D

teorias que dão suporte à prática de ensino e aprendizagem e de didáticas específicas, conexões entre si e conexões com uma didática geral.


E

a articulação de tópicos de conteúdos em arte com atividades lúdicas e instigantes que favoreçam a capacidade de cópia de obras consagradas.

Entendendo a arte como uma maneira de organizar variadas experiências, é fundamental integrá-la ao processo educativo, principalmente ao definir sua contribuição para:


A

a evolução das condições de vida do aluno.


B

a técnica de ensinar e aprender conteúdos.


C

o desenvolvimento de processos mentais.


D

o conceito das variações da subjetividade.


E

a experiência com contextos comunitários.

A arte, por si só, não opera transformações na educação, mas a experiência com os processos de criação pode reorientar:


A

a aliança com as instituições, a sensibilidade e o esforço para mudar.


B

o espaço de lazer, o processo pedagógico e o programa escolar.


C

a análise das diferentes situações, das peculiaridades e deformações.


D

o sentido de ensinar, o papel do professor e a imagem da escola.


E

o elemento estético, os vínculos de criação e a subjetividade.

A leitura visual é hoje atividade fundamental à formação de crianças e jovens. Historicamente, a leitura de imagem no ensino da Arte, difundida e pesquisada no País desde os anos 1980, se contrapõe à visão modernista de ensino. Assinale a alternativa que NÃO corresponde à nova configuração do ensino de arte.


A

A arte na escola não pretende formar artistas.


B

O ensino de arte busca ampliar o repertório cultural dos alunos.


C

A função da escola não é só transmitir conteúdos, mas também facilitar a construção de subjetividades para a interpretação do mundo.


D

Além do fazer artístico, é imprescindível o contato com artefatos, manifestações e eventos culturais.


E

A apreciação de obra de arte pode inibir a criatividade das crianças ou levá-las à cópia.

Sendo o fazer artístico da criança repleto de possibilidades de expressão, de fruição, de jogo e de prazer, podemos afirmar que, como linguagem, faz parte:


A

do processo de constituição da identidade.


B

da evolução emocional que cabe a cada um.


C

dos sentimentos que envolvem a aura do fazer.


D

do esforço diante do enigma da arte.


E

das diferenças impostas na vida social e pessoal.

Amediação entre o aluno e a obra é como um trabalho de arte, no qual as experiências anteriores e o saber do educador são o plano de fundo, e a cena real, a visita, para estar em consonância com os conceitos da arte contemporânea, na qual figura e fundo, quando existem, constituem:


A

partes em plena integração.


B

discussões sobre imagens.


C

intervenção do expectador.


D

reflexões sobre o trabalho.


E

normas aceitas pelo público.

Aformação cultural da criança é imprescindível, porque a aprendizagem ocorre a partir da assimilação ativa do aprendiz sobre os objetos de conhecimento, cuja fonte principal é:


A

a produção sócio-histórica de conhecimento nas distintas culturas.


B

a nuance sensível e cognitiva capaz de selecionar as formas.


C

o domínio do planejamento e articulação dos componentes da arte.


D

o interesse relativo ao potencial criador artístico diversificado.


E

o projeto das ações formadoras de opinião que já são atuantes.

A educação é comunicação e significação, e não simples transmissão de informações ou estímulos. È um processo em que ações com intenções educativas podem ser:


A

decoradas, apreendidas e verificadas pelo educando na escola.


B

expandidas, pesquisadas e analisadas pelo indivíduo durante a inspiração.


C

adquiridas, representadas e relacionadas com a racionalização.


D

decodificadas, recriadas e assimiladas pelo sujeito da aprendizagem.


E

aplicadas, movimentadas e contestadas diante da expectativa do novo.

O aprendizado mediado pela tecnologia digital, suporte da multimídia, é caracterizado pela integração de todos os sentidos e pelo rompimento de barreiras como a distância física e o tempo despendido entre um lugar e outro e entre uma ação e outra.


C
Certo

E
Errado

A holopoesia é caracterizada pelo uso da web como suporte para desenvolvimento e divulgação de poesias visuais que podem ser manipuladas e recriadas pelo público.


C
Certo

E
Errado

A prática da sala de aula é resultado de diferentes papéis desempenhados pelo professor antes, durante e depois de cada aula. Antes da aula, o professor comprometido com a aprendizagem de seus alunos deve ser um:


A

profissional experiente que já conheça a seqüência dos conteúdos de sua disciplina


B

incentivador dos alunos com mais dificuldades de aprendizagem


C

educador que trabalha independentemente da equipe da escola


D

imaginador do que está para acontecer na continuidade do trabalho


E

pesquisador de fontes de informação, materiais e técnicas

   
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