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A performance é uma modalidade artística híbrida onde o artista pode fazer uso de diversas linguagens como o teatro, a música e artes visuais. Ela está relacionada ao happening e a este se diferencia, segundo alguns estudiosos, no seguinte aspecto:
Quanto ao espaço em que ocorre a ação
Quanto aos materiais utilizados
Quanto à duração
Quanto às linguagens envolvidas
Quanto à interação do público com a obra
No ensino de Teatro, a metodologia criada por Olga Garcia Reverbel no Laboratório de Expressão tem diferentes características.
Analise o texto abaixo:
Todas as atividades de expressão propostas demandam a solução de problemas que estimulam o aluno a sua descoberta por meio da ação. Atuando, o aluno desenvolve suas capacidades de relacionamento social, espontaneidade, imaginação, observação e percepção.
Esse texto está coerente com a descrição da característica denominada:
O TEN (Teatro Experimental do Negro) foi fundado no Rio de Janeiro, em 1944.
Sobre o TEN, é correto afirmar que:
Surgiu por influência de Paulo Paim, depois da publicação do Estatuto da Igualdade Racial.
Sua proposta era apresentar atores e temáticas negras no Teatro e seu idealizador foi Abdias do Nascimento.
Foi criado pelo poeta Solano Trindade para a divulgação dos escritos dramatúrgicos de um grupo de intelectuais negros.
Após dois anos de intensa atividade, o grupo passou por transformações no elenco e seu nome mudou para Teatro Popular Brasileiro.
Teve como principal representante o ator Grande Otelo, que atuava preferencialmente com o elenco do grupo.
Na história da Arte, o termo comum à Música e ao Teatro, que desde o Teatro na antiga Grécia designa um grupo homogêneo de artistas que dançam, cantam e narram tomando a palavra coletivamente para comentar a ação, à qual são diversamente integrados, recebe o nome de:
Considerando a história do Teatro, nas encenações do Living Theatre a participação dos espectadores acontecia de diferentes formas:
improvisação sonora e limitação do espaço.
manipulação de bonecos e apoio cenográfico.
composição cenográfica, improvisação, direção de cena.
intervenção direta, figuração, controle total do espectador.
leitura textual fragmentada, organização de objetos.
Nas Artes, a criação contemporânea que abrange as diferentes áreas desta linguagem, combinando elementos e possibilitando que o artista, usando o seu corpo, possa se comunicar de diferentes formas, através da representação cênica, dançando, pintando, produzindo sonoridades ou construindo um objeto artístico diante do público é reconhecida como:
Assemblage.
Intervenção.
Performance.
Espetáculo Vivo.
Contato Improvisação.
No recurso cênico da quarta parede, os atores devem:
ficar, em determinados momentos, de costas para a plateia
formar coros que representem a sociedade em determinados momentos da peça
ignorar completamente o público como se houvesse uma parede à frente do palco, separando-os da plateia
se dirigir diretamente à plateia, fazendo comentários críticos e não a deixando cair nos efeitos ilusórios da cena
No fazer teatral existem diferentes tipos de encenação que são identificados com nomenclaturas diferenciadas.
A encenação que visa produzir imagens cênicas, objetivando a beleza formal imagética, em vez de dar a ouvir um texto ou de apresentar ações físicas em relevo, é coerente com a definição de:
O Método Matricial, utilizado na Pedagogia do Teatro como metodologia de pesquisa, visa desvendar a matriz criativa do artista e tem como objetivo o esclarecimento de seu processo de criação.
Neste método, a Matriz é definida como:
A ação do artista no uso de elementos eleitos.
O estudo das combinações que o artista faz ao usar os elementos e procedimentos.
Uma das bases sobre a qual se erige a produção do artista criador.
O estudo das operações que revelam os signos de uma linguagem artística.
Um quadro formado pelos elementos de criação que o artista escolhe para gerar sua obra.
O ator, diretor de companhia e pedagogo, Constantin Stanislavski, em sua trajetória de criação teatral, planejou uma trilogia literária sobre:
Uma peça teatral não é feita apenas por atores/atrizes que aparecem no palco. Vários são os/as profissionais e os elementos que compõem o espetáculo como um todo. O Espetáculo “Fogo”, representado na imagem, baseou-se no conto de nome homólogo, de Vítor Gonçalves Neto. Essa é uma produção teatral realizada pelo/a

Foto: Ana Candida http://piauiestudio.blogspot.com/p/galeria-de-fotos.html
Coletivo Piauhy Estúdio das Artes.
Escola Técnica Estadual de Teatro Gomes Campos.
Festival de Teatro Lusófono – FestLuso.
Grupo Harém de Teatro.
VR Produções.
Segundo os PCN-Arte (1998), a necessidade de narrar fatos e representar por meio da ação dramática está presente em rituais de diversas culturas e tempos, e provavelmente diz respeito à necessidade humana de recriar a realidade em que vive e de transcender seus limites. Pode-se relacionar a base desse processo de investigação próprio ao teatro com os processos infantis de
imitação, simbolização e jogo.
questionamento, espelhamento e ação.
imaginação, conversação e racionalização.
sensório-motor, pré-operatório e concreto.
comportamento formal, concreto e operatório.
A dramaturgia do teatro de animação coloca em cena objetos, imagens, sombras que contracenam com atores e manipuladores visíveis ou ocultos, utilizando-se também de música, efeitos sonoros e iluminação.
Conceito chave da dramaturgia de Augusto Boal, o espect-ator retira os espectadores da condição de meros observadores e os tornam também protagonistas da cena teatral.
Eleonora Fabião, ao discorrer sobre “Corpo Cênico, Estado Cênico” (2010), escreve:
Imagino a praia às nove da manhã. Maresia, azul e luz. Lembro da sensação da correnteza repuxando as pernas e os passos, do impacto firme da primeira onda e chuá. Mergulho: água fria no couro cabeludo quente. Submersa: que passem por mim ondas de ondas, fluxos e refluxos do tempo. Olho em volta: a firmeza da paisagem apesar do mar, do vento e do pássaro: a vertigem do fixo-móvel. Já fora d’água: o corpo distendido no espaço. A praia se foi com uma onda e eu fiquei na sala – salgada. Imaginar transforma a matéria. Rememorar transforma a matéria.
Revista Contrapontos - Eletrônica, Vol. 10 - n. 3 - p. 321-326 / set-dez 2010.
Nesse contexto, o pensamento de Fabião versa sobre
o corpo cênico que potencializa um devir mulher água.
o corpo da cena que inventa uma dimensão irreal.
a fluidez e a temporalidade contínua como uma onda.
a temporalidade e a espacialidade do corpo cênico.
o corpo da cena, que é a matriz fluxo-espacial do texto.
Na linguagem específica do Teatro, a técnica que revela ao espectador a alma ou o inconsciente da personagem, numa dimensão épica e lírica, tendo a tendência de se tornar um trecho destacável da peça com valor autônomo, recebe o nome de:
Na linguagem específica do Teatro, existe uma diferenciação de nomenclatura que identifica a apropriação do espaço.
O Espaço concretamente perceptível pelo público e que consiste em cada uma das unidades de ação de uma peça, ou ainda o lugar onde as personagens se movimentam, é reconhecido como espaço:
Observe as imagens (planta e perspectiva), da Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) de Salvador, cuja reforma começou em 2009.
A partir das imagens, assinale a afirmativa que identifica corretamente um princípio de organização do espaço cênico do TCA, em sintonia com as inovações inauguradas por Wagner no Teatro Bayreuth.
Presença do fosso da orquestra afundado, fora do alcance de visão do público, para fazer emergir a música de forma orgânica com a peça em cena.
Reorganização dos camarotes e frisas, para diminuir a estrutura hierárquica e permitir uma fruição acústica e visual mais igualitária.
Abertura de corredores entre os assentos, de modo a favorecer a circulação dos espectadores durante apresentações, desmistificando a cena teatral.
Concepção do teatro como complexo cultural, de caráter multifuncional, com concha acústica, museu e biblioteca acoplados à Sala Principa
Fim da divisão física entre espectador e ator representada pela boca de cena, retomando os modelos do teatro grego e elisabetano, que possuíam arco cênico.
Leia o texto a seguir.
Enquanto o primeiro período de elaboração do papel foi apenas preparatório, o segundo é de criação. Para produzir uma planta, temos de plantar no solo a semente. Essa semente deverá decompor-se, e dela sairão as raízes da futura planta. Da mesma forma, a semente da criação do autor deve ser plantada na alma do ator, deve passar pela fase de decomposição, e depois lançar suas raízes, das quais surgirá uma nova criação. Essa pertencerá ao ator. Se o período preparatório produziu as circunstâncias determinantes, esse segundo período criará a sinceridade das emoções, o coração do papel, sua imagem interior, sua vida espiritual. Essa experiência emocional do papel é a fase fundamental, a fase mais importante de nossa criatividade.
O texto acima fornece diretrizes teóricas e técnicas para o processo de formação do ator, segundo o método de
Stanislavski escreveu que “não há nada mais tedioso do que a biografia de um ator” e que “os atores devem ser proibidos de falar sobre si mesmos”. De acordo com Stanislavski, é correto afirmar que:
Criou o distanciamento, não centrou seu trabalho na problemática do ator.
O objetivo do ator é chegar ao desnudamento, mostrando ao público o que lhe é mais íntimo.
É na memória emotiva que o ator usa duas experiências pessoais para viver determinada circunstância em cena.
O ator não busca determinada emoção, para um determinado personagem de literatura ficcional.