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Os bens públicos integram o patrimônio da administração, sendo classificados em: de uso comum do povo; de uso especial e os dominicais, cada qual com suas particularidades. Os bens públicos podem ser utilizados por um particular de forma privativa, desde que obedecidos os trâmites legais para isso. As 3 (três) formas que possibilitam esse uso pelo particular são, respectivamente:
Autorização de uso, permissão de uso e concessão de uso.
Descentralização de uso, usurpação de uso e autorização de uso.
Autorização de uso, delegação de competência e descentralização de uso.
Liberação de uso, descentralização de uso e concessão de uso.
Permissão de uso, liberação de uso e usurpação de uso.
Um Bem Público pode ser utilizado de maneira “normal” ou “anormal”.
O uso normal do bem, segundo Di Pietro (2018, p. 863), “é o que se exerce de conformidade com a destinação principal do bem”, ao passo que o de uso anormal “é o que atende a finalidades diversas ou acessórias, às vezes em contradição com aquela destinação.”.
Em relação à utilização anormal dos Bens Públicos, determinados instrumentos legais são postos ao Poder Público, a fim de viabilizar a referida utilização anormal.
Assim, o ato administrativo discricionário e precário, independente de licitação prévia, por meio do qual a Administração Pública autoriza a utilização anormal ou privativa de um bem público pelo particular, permitindo que o particular usufrua e utilize de bem público com exclusividade, objetivando satisfazer eminentemente o interesse deste, como por exemplo: fechamentos de ruas para festas comunitárias, refere-se a:
Autorização de Uso
Permissão de Uso
Concessão de Uso
Concessão de Direito Real de Uso
Pedro, servidor público que atua em órgão da Administração, se deu conta de que havia emitido autorização de uso de um bem público, quando, pela normatização vigente, a competência para a prática do ato seria de seu superior, embora, no passado, já tenha recebido delegação para a prática de atos de tal natureza. Ciente da situação, o particular interessado solicitou a regularização do referido ato administrativo, o que
é mandatório com base na teoria da aparência, desde que o particular comprove que não houve erro grosseiro no endereçamento do pedido.
é juridicamente possível, porém demanda um juízo de conveniência e oportunidade do detentor da competência, eis que se trata de ato discricionário.
constitui direito do particular, com base no princípio da confiança legitima, salvo se comprovado dolo ou má-fé.
assegura a convalidação do ato, mediante ratificação, não sendo possível, contudo, a manutenção dos efeitos do ato praticado pela autoridade incompetente.
afigura-se juridicamente inviável, eis que vícios de competência não são passíveis de saneamento, devendo o particular iniciar novo procedimento, autônomo, perante a autoridade competente.
Analise a seguinte conceituação de Maria Sylvia Zanella Di Pietro:
“Ato administrativo unilateral, discricionário e precário, gratuito ou oneroso, pelo qual a Administração Pública faculta a utilização privativa de bem público, para fins de interesse público”.
Esse conceito refere-se à
autorização de uso.
concessão de uso.
concessão de direito real de uso.
permissão de uso.
Os bens públicos, como regra, são usufruídos por toda a coletividade, em atenção ao princípio republicano. Trata-se do uso comum da propriedade, que pode ser gratuito ou remunerado. Excepcionalmente os bens públicos podem ser passíveis de uso anormal ou privativo, quando houver consentimento estatal.
Nesse contexto, considere como exemplos concretos o fechamento de uma rua para eventos festivos, a utilização de uma praia para realização de casamento, a instalação de bancas de jornais em calçadas e a instalação de restaurante em universidade pública.
Considerando os casos supramencionados, os instrumentos de utilização especial da propriedade utilizados são, respectivamente:
autorização de uso, autorização de uso, permissão de uso, concessão de uso.
Autorização de uso, permissão de uso, concessão de uso, permissão de uso.
Concessão de uso, autorização de uso, permissão de uso, concessão de uso.
Concessão de direito real de uso, autorização de uso, permissão de uso, concessão de uso.
Concessão de uso especial para fins de moradia, concessão de direito real de uso, autorização de uso, autorização de uso.
O aludido ato administrativo de autorização de uso de bem público terá de ser desfeito por cassação.
Certo
Errado
A Prefeitura Municipal procederá à construção de um novo mercado público, com quiosques para a comercialização de produtos por particulares. Nesse caso, o instrumento mais adequado para permitir que um particular possa explorar atividade econômica naquele espaço é a:
Permissão.
Autorização.
Concessão.
Delegação.
Doação.
Determinada empresa pública foi criada para administrar terrenos vagos da municipalidade. Entretanto, não exercendo corretamente o dever de vigilância, permitiu que um destes terrenos fosse ocupado por algumas famílias que lá se encontram por mais de cinco anos, sem nunca terem sido molestadas. Neste caso considerando a situação hipotética, o terreno ocupado:
É bem público, não podendo ser adquirido por usucapião.
Perdeu sua qualidade de bem público, eis que sem função social.
É bem dominical e, portanto, rege-se pelo regime jurídico privado.
É terra devoluta e pode ser usucapido, provada a posse e o tempo.
Com relação aos bens públicos, assinale a opção correta.
Os bens públicos, salvo os dominicais, não estão sujeitos à usucapião.
A ocupação indevida de bem público é suscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
Independentemente de desafetação, os bens públicos de uso especial podem ser alienados.
Permissão de uso de bem público é o contrato administrativo bilateral pelo qual o poder público outorga, mediante prévia licitação, o uso privativo e obrigatório de bem público a particular.
O ente público detém legitimidade e interesse para intervir incidentalmente na ação possessória entre particulares, podendo deduzir qualquer matéria defensiva, inclusive o domínio, se for o caso.
Assinale a opção que apresenta o nome do ato administrativo pelo qual a administração pública consente que o particular utilize bem público de modo privativo, atendendo exclusivamente ao interesse do particular.
concessão de uso
permissão de uso
autorização de uso
permissão de uso especial
concessão de direito real
O Estado desapropriou uma extensa área lindeira a uma rodovia federal, na qual instalou uma unidade de saúde e uma escola técnica, que ocuparam aproximadamente sessenta por cento do imóvel. Passados mais de vinte anos, a Administração pública realizou um chamamento público para recebimento de estudos técnicos sobre o potencial de aproveitamento econômico da área remanescente. Apurou-se, então, que com o crescimento do Município, a região onde se localiza o imóvel público passou a apresentar demanda por comércio e serviços. Com base nessas informações, pretende a Administração pública explorar economicamente a área remanescente do imóvel, destinando as receitas auferidas à política pública de saúde. Nesse caso, afigura-se viável
celebrar contrato de autorização de uso, considerando que a destinação do imóvel terá finalidade precípua de interesse privado.
licitar a contratação de uma concessão de uso, precedida de oferta da área ao expropriado ou seus herdeiros, em razão do direito de preferência para aquisição da área.
contratar uma concessão de uso, mediante prévia licitação, ficando o concessionário responsável pelos investimentos necessários para a instalação de serviços e comércio na área.
alienar o imóvel, independentemente de licitação, desde que o adquirente se comprometa a destinar o imóvel para comércio e serviços, sob pena de reversão do bem.
a contratação de uma permissão de uso, mediante prévia licitação, ficando o permissionário responsável pelos investimentos obrigatórios e autorizado a explorar economicamente o imóvel.
Tratando-se do uso do bem público por particular, no caso de ruas fechadas ao acesso veicular, para montagem de barracas e passagem de desfiles em determinada data festiva, tem-se a modalidade de
uso comum anormal do bem.
concessão de uso privativo do bem.
concessão dominical do bem.
uso privativo normal do bem.
uso comum normal do bem.
No que se refere à utilização de bem público, assinale a alternativa que apresenta corretamente a definição de autorização de uso de bem público.
É o ato administrativo unilateral, discricionário e precário, gratuito ou oneroso, pelo qual a Administração Pública faculta a utilização privativa de bem público, para fins de interesse público
É a delegação, a título precário, mediante licitação, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco
É o contrato administrativo pelo qual a Administração Pública faculta ao particular a utilização privativa de bem público, para que a exerça conforme a sua destinação
É o ato administrativo unilateral e discricionário, pelo qual a Administração consente, a título precário, que o particular se utilize de bem público com exclusividade, havendo interesse predominantemente privado
A sociedade empresária Alfa, após processo licitatório, celebrou contrato administrativo com a União recebendo consentimento estatal para utilização especial de bem público consistente em uma lanchonete no presídio federal Gama, por prazo determinado, realizando investimento financeiro para instalação da lanchonete.
No caso em tela, de acordo com a doutrina de Direito Administrativo, a modalidade de uso de bem público por particular adotada foi
concessão de uso.
autorização de uso.
permissão de uso.
concessão de direito real de uso.
cessão de uso.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o nome do ato administrativo unilateral, discricionário e precário, gratuito ou oneroso, pelo qual a administração pública faculta a utilização privativa de bem público, para fins de interesse público; adequado nos usos anormais; pode ser simples (sem prazo), qualificado ou condicionado (com prazo, hipótese em que a revogação antes do prazo cria para O permissionário o direito à compensação pecuniária).
Concessão de uso.
Concessão de uso privativo.
Autorização de uso.
Autorização de uso privativo.
Permissão de uso.
Marque a assertiva correta acerca de bens públicos:
As terras devolutas pertencem, em regra, à União.
Bens públicos podem ser classificados, conforme o Código Civil, como comuns, especiais, prioritários e dominicais.
O prédio destinado para uso exclusivo de uma Escola de Educação Básica é considerado um bem público comum.
Todas as ilhas oceânicas e costeiras são bens da União.
A ocupação indevida de bem público configura mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
No interior das dependências do presídio estadual Gama, funciona uma lanchonete, administrada por Maria, que realizou diversas obras no local para instalar seu comércio. Durante inspeção do Ministério Público Estadual, o Promotor de Justiça verificou que Maria possuía um contrato administrativo assinado com o Estado, representado pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, por prazo determinado, sem que, contudo, tenha sido precedido de procedimento licitatório.
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Após instaurar inquérito civil para apurar a legalidade do consentimento estatal para utilização do bem público por Maria, o Ministério Público Estadual concluiu que o contrato:
não está viciado, por se tratar de autorização de uso, que prescinde de licitação prévia;
não está viciado, por se tratar de permissão de uso, que prescinde de licitação prévia;
está viciado, por se tratar de concessão de direito real de uso, que depende de licitação prévia;
está viciado, por se tratar de concessão de uso, que depende de licitação prévia;
está viciado, por se tratar de permissão de uso, que prescinde de licitação prévia.
Entre os instrumentos adequados para a utilização do bem público por pessoa diversa do titular estão: a autorização de uso, a permissão de uso, a concessão de uso e a concessão de direito real de uso.
Assinale a alternativa correta acerca dos referidos instrumentos.
A autorização de uso e a permissão de uso não conferem direitos aos outorgados contra terceiros.
A permissão de uso não pode ser revogada a qualquer tempo, a contrário senso estaria caracterizada violação à esfera de direitos dos particulares.
Concessão de uso é o contrato administrativo pelo qual o Poder Público atribui a utilização não exclusiva de um bem de seu domínio a particular, para que o explore.
Concessão de direito real de uso é ato unilateral pelo qual a Administração transfere o uso necessariamente remunerado de terreno público a particular, como direito real resolúvel.
Autorização de uso é o ato unilateral, discricionário e precário pelo qual a Administração consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público.
É o contrato administrativo pelo qual o Poder Público atribui a utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular, para que o explore segundo sua destinação específica. O que o caracteriza é o caráter contratual e estável da outorga do uso do bem público ao particular, para que o utilize com exclusividade e nas condições convencionadas com a Administração. Assinale a alternativa que corresponde à forma administrativa para o uso especial de um bem público descrita.
Cessão de uso.
Autorização de uso.
Permissão de uso.
Concessão de uso.
BBB e JJJ possuíam o sonho de se casar em uma praia na cidade de Ilhéus/BA. Para realização da cerimônia, procuraram o órgão competente para saber o procedimento de utilização da área pública.
Analisando o caso hipotético, e de acordo com a doutrina, a utilização de bem público deve ser instrumentalizada por meio da:
Concessão de uso, que é ato discricionário, precário e independe de licitação prévia.
Permissão de uso, que é ato vinculado, oneroso, e depende de licitação prévia.
Autorização de uso, que é ato vinculado, oneroso, e independe de licitação.
Autorização de uso, que é ato discricionário, precário e independe de licitação prévia.
Permissão de uso, que é ato discricionário, precário e depende de licitação prévia.