Questões de Concurso sobre Analogia

 
 
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Acerca da Teoria da Norma Penal, assinale a alternativa correta:


A

A interpretação sistemática pressupõe a hermenêutica da norma à luz do contexto histórico no qual ela foi criada.


B

A interpretação teleológica busca extrair o sentido literal da norma penal.


C

O emprego da analogia é proibido no Direito Penal, exceto quando utilizada in malam partem.


D

A interpretação analógica é admitida o Direito Penal, mesmo em desfavor do réu.


E

A Lei e os Costumes constituem fonte imediata de conhecimento da norma penal.

Dentre os princípios basilares do Direito Penal, está o da legalidade.


Acerca dele, é correto afirmar, à luz da Constituição da República e da jurisprudência dos Tribunais Superiores, que:


A

o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ADO nº 26, expressamente excepcionou o princípio da legalidade e admitiu o emprego da analogia in malam partem, para equiparar as condutas homotransfóbicas aos crimes de racismo;


B

se admite que medidas provisórias tipifiquem penalmente comportamentos;


C

não se admite combinação de leis, salvo para beneficiar o réu;


D

tratados e convenções internacionais, ainda que ratificados, não têm o condão de, no direito interno, tipificar crimes e cominar penas, por conta do princípio da reserva legal;


E

leis complementares não podem tipificar penalmente comportamentos.

Suponha que um juiz de direito tenha recebido uma demanda para a qual não existe uma lei com conteúdo normativo aplicável, ou seja, não há previsão legal do perdão judicial para certo tipo penal, e há, portanto, uma lacuna na lei. Ciente do postulado da plenitude da ordem jurídica, ao identificar um caso semelhante que possui uma norma aplicável que trata do perdão judicial referente a outro tipo penal, no qual se comprova semelhança essencial entre os fatos, bem como identidade de motivos entre a hipótese prevista e a não prevista, o decisor aplicou o perdão judicial a despeito da lacuna existente na lei. Nessa hipótese, o juiz utilizou a (0)


A

interpretação restritiva.


B

costume jurídico.


C

lei em sentido estrito.


D

princípio geral do direito.


E

analogia in bonam partem.

O emprego da analogia in bonam partem não é admitido no direito penal, devido ao princípio da legalidade.


C

Certo


E

Errado

A incompletude da ordem jurídica torna indispensável a aplicação analógica, pela qual o sistema jurídico estende toda sua força reguladora a situações não previstas, buscando uma solução que lhe seja imanente.


Sobre o tema, é correto afirmar que:


A

normas penais não incriminadoras gerais podem ser alvo do emprego do argumento analógico;


B

normas penais não incriminadoras podem ser interpretadas em prejuízo do réu;


C

normas penais que definem o injusto culpável são passíveis de aplicação analógica;


D

normas penais que estabelecem as consequências jurídicas do injusto culpável são passíveis de aplicação analógica;


E

normas penais não incriminadoras excepcionais podem ser alvo do emprego do argumento analógico.

Quanto à interpretação da norma penal incriminadora, fica vedada a realização de:


A

interpretação declarativa;


B

interpretação restritiva;


C

interpretação analógica;


D

interpretação extensiva;


E

analogia in malam partem.

Sobre a teoria da lei penal, assinale a alternativa correta:


A

A majoração de pena do crime de concussão (CP, art. 316), inserida pela Lei 13.964/19 (Pacote Anticrime), não se aplica a fatos anteriores à sua vigência, em face da proibição de retroatividade da lei penal para sanções penais mais graves, assim como os critérios mais severos para progressão de regime do art. 112 da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal), introduzidos pela mesma Lei 13.964/19, não se aplicam a fatos anteriores à sua vigência, por força da proibição de retroatividade da lei penal para execuções de pena mais rigorosas.


B

Normas penais em branco são criadas para vigência durante acontecimento determinado, como aquelas editadas em razão do período excepcional da pandemia de Covid-19, e assim não comportam a exceção da retroatividade da lei penal mais benéfica, possuindo, portanto, ultra-atividade.


C

O legislador penal brasileiro adotou a teoria do resultado para definição de lugar do crime, que assim é estabelecido onde se concretiza o resultado típico do crime, não sendo determinante, pois, o local onde a ação ou omissão de ação foi praticada.


D

A Lei 13.964/19 (Pacote Anticrime) contemplou alteração da modalidade de ação penal no crime de estelionato (CP, art. 171), de pública incondicionada para pública condicionada à representação, quando, por exemplo, a vítima do fato punível for pessoa capaz com 30 anos de idade: tal alteração não se aplica a fatos anteriores à vigência da lei nova, em razão do princípio da irretroatividade da lei penal.


E

Em matéria penal, admite-se excepcionalmente o método da analogia para aplicação da lei penal a fatos não previstos, mas semelhantes a fatos previstos, como pode ocorrer, por exemplo, na aplicação, a fato não previsto, de lei penal que contemple forma qualificada de determinado crime.

A respeito da analogia, assinale a opção correta.


A

No direito penal aplica-se a analogia tanto para as normas penais incriminadoras como para as normas não incriminadoras.


B

O direito penal admite a aplicação da analogia apenas para as normas incriminadoras.


C

Em razão do princípio da legalidade, o direito penal não admite a aplicação da analogia.


D

O direito penal admite a aplicação da analogia, desde que seja para beneficiar o réu.


E

O direito penal admite a aplicação da analogia, desde que a vítima do crime concorde com a aplicação do instituto.

O art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, que define o crime de tráfico, é um tipo de conteúdo variado porque contém vários verbos (núcleos), e por isso sua aplicação permite interpretação analógica.


C
Certo

E
Errado

A analogia constitui meio para suprir lacuna do direito positivado, mas, em direito penal, só é possível a aplicação analógica da lei penal in bonam partem, em atenção ao princípio da reserva legal, expresso no artigo primeiro do Código Penal.


C

Certo


E

Errado

No direito penal, a analogia

A
é uma forma de autointegração da norma penal para suprir as lacunas porventura existentes.

B
é uma fonte formal imediata do direito penal.

C
utiliza, na modalidade jurídica, preceitos legais existentes para solucionar hipóteses não previstas em lei.

D
corresponde a uma interpretação extensiva da norma penal.

E
é uma fonte formal mediata, tal como o costume e os princípios gerais do direito.

Sobre a analogia e a interpretação da lei penal, analise as assertivas e indique a alternativa correta:


I – A analogia consiste em aplicar-se a uma hipótese já regulada por lei uma disposição mais benéfica relativa a um caso semelhante.

II – Entende-se por analogia o processo de averiguação do sentido da norma jurídica, valendo-se de elementos fornecidos pela própria lei, através de método de semelhança.

III – Na interpretação analógica, existe uma norma regulando a hipótese expressamente, mas de forma genérica, o que torna necessário o recurso à via interpretativa.

IV – Não se admite o emprego de analogia para normas incriminadoras, uma vez que não se pode violar o princípio da reserva legal.


A

apenas as assertivas I e II são verdadeiras.


B

apenas as assertivas I e III são verdadeiras.


C

apenas as assertivas II e III são verdadeiras.


D

apenas as assertivas II e IV são verdadeiras.


E

apenas as assertivas III e IV são verdadeiras.

A respeito da analogia, considere:

I. A analogia é uma forma de auto-integração da lei.

II. Pela analogia, aplica-se a um fato não regulado expressamente pela norma jurídica um dispositivo que disciplina hipótese semelhante.

III. O emprego da analogia para estabelecer sanções criminais é admissível no Direito Penal.

IV. A analogia não pode ser aplicada contra texto expresso de lei.

Está correto o que se afirma APENAS em


A

I, II e IV.


B

I e II.


C

III e IV.


D

I e III.


E

II, III e IV

Ano: 2015
Prova: CESPE/CEBRASPE - TJDFT - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2015

Em se tratando de direito penal, admite-se a analogia quando existir efetiva lacuna a ser preenchida e sua aplicação for favorável ao réu. Constitui exemplo de analogia a aplicação ao companheiro em união estável da regra que isenta de pena o cônjuge que subtrai bem pertencente ao outro cônjuge, na constância da sociedade conjugal.


C

Certo


E

Errado

Acerca do emprego da analogia no âmbito do Direito Penal brasileiro, assinale a alternativa correta.


A

A regra é a proibição do emprego da analogia no âmbito penal, por força do princípio da reserva legal, todavia a doutrina é remansosa em admitir esse recurso quando se apresentar in bonam partem.


B

A analogia in malam partem ocorre quando se aplica, ao caso omisso, uma lei considerada prejudicial ao réu que, segundo o Código Penal, excepcionalmente, poderá ser admitida, uma vez que deverá ser salvaguardado o direito da coletividade em face do direito do agressor.


C

O Direito Penal brasileiro não admite aplicação da analogia.


D

Segundo a doutrina, analogia legal, ou legis, é aquela em que se aplica ao caso omisso um princípio geral do Direito.


E

Estabelece o Código Penal que a analogia somente poderá ser aplicada aos réus que não sejam reincidentes.

O uso da analogia para punir alguém por ato não previsto expressamente em lei, mas semelhante a outro por ela definido,


A

é permitido, se o fato for contrário ao sentimento do povo na época em que o ato foi praticado.


B

é vedado, por importar em violação do princípio da legalidade.


C

é vedado, por contrariar o princípio da proporcionalidade da lei penal.


D

é permitido, se o fato for contrário aos princípios fundamentais do Direito Penal.


E

só é permitido se estiver fundado no direito consuetudinário.

Tendo em conta o Princípio da Reserva Legal, é correto afirmar que


A

é lícita a aplicação de pena não prevista em lei se o fato praticado pelo agente for definido como crime no tipo penal.


B

o juiz pode fixar a pena a ser aplicada ao autor do delito acima do máximo previsto em lei, aplicando os costumes vigentes na localidade em que ocorreu.


C

é vedado o uso da analogia para punir o autor de um fato não previsto em lei como crime, mesmo sendo semelhante a outro por ela definido.


D

fica ao arbítrio do juiz determinar a abrangência do preceito primário da norma incriminadora se a descrição do fato delituoso na norma penal for vaga e indeterminada.


E

o juiz tem o poder de impor sanção penal ao autor de um fato não descrito como crime na lei penal, se esse fato for imoral, anti-social ou danoso à sociedade.

É vedada a aplicação analógica em normas penais incriminadoras. Nas normas penais não-incriminadoras gerais, admite-se o emprego da analogia in bonam partem.

C
Certo

E
Errado
 
 
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