Questões de Concurso sobre Autoria e Participação

 
 
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Segundo o conceito restritivo, é autor aquele que

A
tem o domínio do fato.

B
realiza a conduta típica descrita na lei.

C
contribui com alguma causa para o resultado.

D
age dolosamente na prática do crime.

E
pratica o fato por interposta pessoa que atua sem culpabilidade.

De acordo com a doutrina brasileira majoritária, em matéria de concurso de pessoas, é correto afirmar que



A

a punição do partícipe se orienta pela acessoriedade mínima.



B

a punição do partícipe se orienta pela acessoriedade limitada.



C

a punição do partícipe se orienta pela acessoriedade máxima.



D

a punição do partícipe se orienta pela hiperacessoriedade.



E

a punição do partícipe se orienta pela ultra-acessariedade.


Consta de voto do eminente Ministro Ayres Britto proferido em uma das fases do julgamento da Ação Penal 470/MG:


“O núcleo político tachado pelo Ministério Público como intelectual ou mentor da empreitada criminosa, claro que, dentro dele, com gradações de protagonizações, a legitimar a aplicação da teoria do domínio do fato para responsabilizar, de modo pessoal, porém graduado, os respectivos agentes.

E dois núcleos operacionais a serviço do núcleo político: um núcleo operacional financeiro em torno dos bancos já nominados e um núcleo publicitário operacional serviente do núcleo político…”


Sobre a acima referida Teoria do Domínio do Fato, é CORRETO afirmar:



A

que ela trata de autoria e coautoria do crime e, aplicada ao Direito pátrio, define que o autor mediato deve ser tido como partícipe porque sua conduta realística não executa o verbo núcleo do tipo.


B

que é aplicável ao Direito pátrio, em que foi adotada a chamada teoria restritiva, e define o autor como aquele que detém o controle total da empreitada criminosa, com poderes sobre as ações de todos os partícipes e com o próprio controle funcional do fato.


C

como o Código Penal adotou a teoria restritiva (“na medida de sua culpabilidade”), a adoção da teoria do domínio do fato importa em responsabilização objetiva.


D

que ela foi adotada de forma explícita na reforma da parte geral do Código Penal (1984) e desde então tem sido aplicada, até de forma exagerada, pela Suprema Corte.


E

que o mencionado julgamento da Suprema Corte ficou famoso por ter, pela primeira vez, aplicado no Direito pátrio (em que predominava o finalismo) a teoria do domínio do fato.

No Direito Penal brasileiro no que se refere ao concurso de pessoas, se a participação for de menor importância pode-se afirmar que

A
o conceito de menor importância é dado pela natureza do delito, assim, limita-se aos casos de infração de menor potencial ofensivo.

B
somente tem aplicabilidade aos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.

C
nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade não pode ser diminuída.

D
o partícipe pode ter a pena diminuída de um sexto a um terço.

E
tem efeito de mera circunstância atenuante na aplicação da pena, não servindo para redução da pena em margens preestabelecidas.

Sobre as nuances que circundam o tema "concurso de pessoas", analise as proposições abaixo e indique a alternativa correta:


A

o funcionalismo penal moderado não se compraz com a teoria do domínio do fato.


B

o conceito extensivo de autor encontra o seu complemento na teoria subjetiva da participação.


C

o domínio do fato que se operacionaliza por meio dos chamados "aparatos organizados de poder" é identificado por Roxin como uma espécie de autoria imediata. Em tal hipóstese, tanto o agente (hierarquicamente superior dentro do aparato) que ordena o cometimento de determinada conduta delituosa como quem a executa diretamente hão de ser responsabilizados.


D

a participação de menor importância e a cooperação dolosamente distinta são institutos adstritos aos casos de participação, não tendo incidência em se tratanto de coautoria.

Sofia decide matar sua mãe. Para tanto, pede ajuda a Lara, amiga de longa data, com quem debate a melhor maneira de executar o crime, o melhor horário, local etc. Após longas discussões de como poderia executar seu intento da forma mais eficiente possível, a fim de não deixar nenhuma pista, Sofia pede emprestado a Lara um facão. A amiga prontamente atende ao pedido. Sofia despede-se agradecendo a ajuda e diz que, se tudo correr conforme o planejado, executará o homicídio naquele mesmo dia e assim o faz. No entanto, apesar dos cuidados, tudo é descoberto pela polícia.


A respeito do caso narrado e de acordo com a teoria restritiva da autoria, assinale a afirmativa correta.


A

Sofia é a autora do delito e deve responder por homicídio com a agravante de o crime ter sido praticado contra ascendente. Lara, por sua vez, é apenas partícipe do crime e deve responder por homicídio, sem a presença da circunstância agravante.


B

Sofia e Lara devem ser consideradas coautoras do crime de homicídio, incidindo, para ambas, a circunstância agravante de ter sido, o crime, praticado contra ascendente.


C

Sofia e Lara devem ser consideradas coautoras do crime de homicídio. Todavia, a agravante de ter sido, o crime, praticado contra ascendente somente incide em relação à Sofia.


D

Sofia é a autora do delito e deve responder por homicídio com a agravante de ter sido, o crime, praticado contra ascendente. Lara, por sua vez, é apenas partícipe do crime, mas a agravante também lhe será aplicada.

Necessariamente, autores e partícipes recebem


A

penas idênticas.


B

penas, respectivamente, mais e menos graves.


C

penas, respectivamente, menos e mais graves.


D

penas igualmente graves, mas de espécies distintas.


E

penas igualmente graves, salvo se diversa for sua culpabilidade.

Consoante proclama a doutrina, a participação é conduta acessória à do autor, considerada principal, elencando algumas espécies de acessoriedade. Aquela que afirma que o partícipe somente é responsabilizado quando diante de um fato típico, ilícito e culpável, é a denominada acessoriedade


A

limitada


B

extremada


C

hiperacessoriedade


D

mínima

Configura autoria por convicção o fato de uma mãe, por convicção religiosa, não permitir a realização de transfusão de sangue indicada por equipe médica para salvar a vida de sua filha, mesmo ciente da imprescindibilidade desse procedimento.

C
Certo

E
Errado

Para que o partícipe venha a ser punido por uma infração penal, é preciso que, além da presença dos requisitos do concurso de pessoas, o autor tenha iniciado a execução do delito, nos termos do artigo 31 do Código Penal. Em que momento poderá ter ocorrido a contribuição do partícipe para que este seja punido pela mesma infração do autor?


A

Após a consumação delitiva.


B

Desde a ideação até a consumação.


C

Em qualquer momento, até o exaurimento do delito.


D

Nos crimes permanentes, em qualquer momento da execução, ainda que irrelevante tenha sido a conduta.

Com relação ao concurso de pessoas, assinale a afirmativa incorreta.


A

Para a teoria da acessoriedade mínima para que haja participação punível basta que o autor tenha praticado uma conduta típica; para a da acessoriedade temperada, adotada pela maioria da doutrina, basta que a conduta do autor seja típica e ilícita; para a da acessoriedade máxima se exige que a conduta do autor seja típica, ilícita e culpável.


B

Para a doutrina majoritária, se o executor desiste voluntariamente da consumação do crime ou impede que o resultado se produza, responderá apenas pelos atos já praticados, beneficiando-se dessa circunstância os vários partícipes, nos termos dos artigos 15 e 29 do Código Penal.


C

São requisitos para o concurso de pessoas: pluralidade de agentes e de condutas; relevância causal de cada conduta; liame subjetivo entre os agentes e identidade de infração penal.


D

É possível a participação em delitos de mão própria.


E

Demonstrado que um dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste com o aumento de metade, se previsível o resultado mais grave.

É certo afirmar:


I. A classificação dos crimes pode ser considerada como a organização dos delitos em diversas categorias, com a finalidade de proporcionar melhor estudo e aplicação de cada um dos tipos penais incriminadores, ora levando em consideração o momento consumativo, ora o sujeito ativo capaz de cometer a infração penal, dentre outros fatores.

II. Partícipe é a pessoa que, juntamente com outra ou outras, ingressa no tipo penal, em qualquer dos seus aspectos.

III. Chama-se de “autoria colateral” quando duas ou mais pessoas contribuem para a materialização do delito, sem que uma saiba da colaboração da outra.

IV. Direito penal máximo é um método de aplicação do Direito Penal, cuja finalidade é punir a infração máxima a fim de não se tornar algo mais grave, sem que haja maiores freios ou limites para a aplicação de penas.


Analisando as proposições, pode-se afirmar:


A

Somente as proposições II e III estão corretas.


B

Somente as proposições I e III estão corretas.


C

Somente as proposições I e IV estão corretas.


D

Somente as proposições II e IV estão corretas.

À luz do entendimento dos tribunais superiores acerca do concurso de pessoas, assinale a opção correta.


A

Admite-se a participação nos tipos culposos ante a existência de vínculo psicológico na cooperação consciente de alguém na conduta culposa de outrem.


B

De acordo com a teoria monista, havendo pluralidade de agentes e convergência de vontades para a prática da mesma infração penal, é possível o reconhecimento de que um agente teria praticado o delito na forma tentada e o outro, na forma consumada.


C

O agente que, previamente, na divisão de trabalho de intento criminoso, tenha o domínio funcional do fato e fuja do local do crime é considerado partícipe.


D

A participação de somenos corresponde à mera participação menos importante, uma vez que, embora dentro da relação de causalidade, é praticamente dispensável.


E

Não há obrigatoriedade de redução de pena para o partícipe, em relação à pena do autor, considerada a participação em si mesma, como forma de concorrência diferente da autoria.

Aplica-se a teoria do domínio do fato para a delimitação entre coautoria e participação, sendo coautor aquele que presta contribuição independente, essencial à prática do delito, não obrigatoriamente em sua execução.


C
Certo

E
Errado

Admite-se a participação em crime culposo?


A

O crime culposo admite a participação, desde que comprovada a colaboração.


B

O crime culposo admite a participação em caso de negligência.


C

O crime culposo admite a participação em caso de imprudência.


D

O crime culposo admite a participação em caso de imperícia.


E

O crime culposo não admite a participação.

Pode-se afirmar, em relação ao concurso de pessoas no crime de homicídio, que:


A

a autoria colateral ocorre quando, mediante prévio ajuste entre si, dois ou mais agentes esfaqueiam simultaneamente a vítima, causando-lhe a morte.


B

é coautor aquele que, sem realizar o núcleo do tipo, concorre de alguma forma para a produção do resultado.


C

é autor mediato aquele que se serve de outra pessoa, com discernimento, para realizar, em seu lugar, a conduta típica.


D

é um crime plurissubjetivo ou de concurso necessário.


E

é inadmissível a coautoria e a participação posteriores à consumação do crime, salvo em caso de ajuste prévio entre os agentes.

Armando informa ao amigo Cássio do seu firme propósito de eliminar Deoclécio, pedindo-lhe emprestado um revólver. Cássio atende ao pedido. Porém, para executar o crime, Armando não usou o revólver fornecido de Cássio, mas sim um velho rifle de caça de sua propriedade, com o qual desferiu um certeiro tiro em Deoclécio, matando-o. Na hipótese, pode-se afirmar que Cássio:


A

pode ser responsabilizado penalmente como partícipe material do homicídio.


B

não pode ser responsabilizado penalmente como partícipe material do homicídio cometido por Armando.


C

pode ser responsabilizado penalmente como autor executor do homicídio.


D

não pode ser responsabilizado penalmente nem como co-autor nem como partícipe do homicídio cometido por Armando, pois nas circunstâncias descritas está acobertado por escusa absolutória (imunidade penal absoluta).


E

pode ser responsabilizado penalmente como co-autor do homicídio.

João instigou Leo a quebrar o braço de Rui, para que este não participasse de competição de luta. Leo começou a bater em Rui e resolveu espancá-lo até a morte.

A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta


A

João e Leo responderão pelo crime de homicídio doloso, porque este foi o resultado final da conduta instigada por João


B

João não responderá pela prática de crime, pois a instigação não é punível no ordenamento jurídico brasileiro, exceto quando expressamente prevista no tipo legal.


C

Leo responderá como autor de homicídio culposo e João, como mandante.


D

João responderá pelo crime de lesão corporal, porque quis participar de crime menos grave do que o cometido por Leo


E

João e Leo responderão pelo crime de lesão corporal seguida de morte, porque assumiram o risco de produzir o resultado morte.

Para solucionar os vários problemas referentes ao concurso de pessoas, Roxin, jurista alemão, idealizou a teoria do domínio do fato, que


A

entende como autor quem domina a realização do fato, quem tem poder sobre ele, bem como quem tem poder sobre a vontade alheia; partícipe é quem não domina a realização do fato, mas contribui de qualquer modo para ele.


B

entende como autores todos aqueles que intervenham no processo causal de realização do tipo, independentemente da importância que a sua colaboração possua dentro da totalidade do fato, questão que só tem interesse no momento da fixação da pena.


C

distingue a autoria da participação em função da prática dos atos executórios do delito.


D

é aceita pelos doutrinadores nacionais embora não seja aceita pela jurisprudência.


E

não tem aplicação prática no direito penal brasileiro.

Acerca do concurso de pessoas, assinale a opção correta.


A

Considere que Lia e Lena estivessem discutindo dentro do carro quando, acidentalmente, Lia atropelou um pedestre que atravessava na faixa de segurança. Nessa situação hipotética, Lia e Lena deverão responder pela prática de homicídio culposo


B

O crime de falso testemunho admite coautoria e participação


C

Considere que Mévio e Leo tenham resolvido furtar uma casa supostamente abandonada. Nesse furto, considere que Leo tenha ficado vigiando a entrada, enquanto Mévio entrou para subtrair os bens; dentro da residência, Mévio descobriu que a mesma estava habitada e acabou agredindo o morador; após levarem os objetos para um local seguro, Mévio narrou o fato para Leo. Considerando essa situação hipotética, Mévio deverá responder pelo crime de roubo e Leo, por furto.


D

No crime de induzimento ou instigação ao suicídio, o agente que instiga age como partícipe e o suicida é, ao mesmo tempo, sujeito ativo e passivo.


E

As circunstâncias e as condições de caráter pessoal se comunicam entre os coautores e partícipes do crime

   
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