Questões de Concurso sobre Calúnia

 
 
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O autor ofereceu queixa contra o réu pelos crimes de calúnia qualificada, injúria e difamação. O juiz, cumprindo os ditames legais e antes de receber a queixa, marcou audiência de conciliação. Na data e hora designadas, ordenou que os advogados das partes se retirassem. O advogado do réu protestou, ao argumento de que a Constituição de 1988 garante a ampla publicidade e a participação dos advogados. A atitude do juiz foi:


A

incorreta, pois, a atuação do advogado não pode ser obstaculizada


B

correta, pois a atuação do advogado pode ser obstaculizada, a critério do julgador


C

correta, pois a atuação do advogado pode ser obstaculizada em crimes contra a honra


D

incorreta, pois a atuação do advogado pode ser obstaculizada, se houver fundamentação para isso

O crime de calúnia é de ação penal privada, de modo que o empresário deve oferecer queixa-crime para iniciar a persecução penal, tendo sido impróprio o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.


C

Certo


E

Errado

Durante uma festa, Carlos agrediu verbalmente José, seu vizinho, imputando-lhe falsamente a prática de conduta criminosa. Após as ofensas perpetradas publicamente, José não quis noticiar o fato às autoridades de persecução penal. Contudo, indignados com a postura de Carlos e compadecidos com a situação de José, os vizinhos presentes na festa foram à Delegacia de Polícia para formalizar notícia-crime.


Diante de tal situação hipotética, é correto afirmar que a ação penal:


A

é pública incondicionada, e o Ministério Público pode ajuizá-la independentemente da vontade da vítima.


B

é privada condicionada, sendo necessária a manifestação do Ministério Público para o seu ajuizamento.


C

é privada, cabendo tão somente à vítima o direito de ajuizá-la mediante queixa.


D

pode ser proposta pelos vizinhos, desde que a vítima queira representar.


E

será privada subsidiária da pública, podendo a vítima ajuizá-la caso o Ministério Público se mantenha inerte.

Durante determinada reunião condominial, Nino afirmou que Lucas, seu vizinho, teria, dois dias antes, agredido fisicamente a sua esposa. Nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução, Nino aduziu que a síndica do prédio, no mês anterior, teria desviado R$ 20.000,00, utilizando os recursos para adquirir um novo veículo automotor. Registre-se, por fim, que Nino agiu de forma dolosa, sabedor de que as alegações não dispunham de embasamento fático.

Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Nino responderá, duas vezes, pelo crime de:


A

difamação, em continuidade delitiva;


B

difamação, em concurso material;


C

calúnia, em continuidade delitiva;


D

calúnia, em concurso material;


E

injúria, em concurso material.

Sobre os crimes contra a honra, é correto afirmar que:


A

Não se pune a calúnia contra os mortos.


B

Aquele que sabe falsa a imputação, propala ou divulga a calúnia também incorre na pena.


C

A injúria e a difamação admitem a exceção da verdade.


D

A exceção da verdade na difamação somente se admite se o ofendido for funcionário público, mesmo que a ofensa não seja relativa ao exercício de suas funções.


E

A difamação consiste em imputar falsamente fato definido como crime.

Caio, agindo com dolo, caluniou, difamou e injuriou João, seu desafeto de longa data. Contudo, no curso da ação penal, Caio, antes da sentença, se retratou cabalmente de todas as suas falas.

Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que a retratação extingue a punibilidade de Caio em relação ao(s) crime(s) de:


A

difamação, não englobando os delitos de calúnia e injúria;


B

calúnia, não englobando os delitos de difamação e injúria;


C

calúnia e difamação, não englobando o delito de injúria;


D

difamação e injúria, não englobando o delito de calúnia;


E

calúnia, difamação e injúria.

Considere as assertivas a seguir.


I - Em relação ao tempo do crime, o Código Penal adotou a teoria da atividade, uma vez que se reputa praticado o delito tanto no momento da conduta quanto no momento do resultado.

II - Ficam sujeitos à Lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes praticados por brasileiros, bastando as seguintes condições: o fato ser punível também no país que foi praticado e o agente entrar no território nacional.

III - Na desistência voluntária, assim como na tentativa imperfeita, não há o esgotamento dos meios de execução que o autor tinha ao seu alcance.

IV - Quem reage contra a pessoa a quem estava lesionando dolosamente, pois esta excede-se nos limites da defesa da agressão original, pode alegar em seu favor a legítima defesa sucessiva.

V - Somente é punível a calúnia contra mortos, não sendo possível a punição da injúria e da difamação cometidas em desfavor de pessoa já falecida.


Desta forma, marque a alternativa correta.


A

Apenas as assertivas I e II são verdadeiras.


B

Apenas as assertivas II e V são verdadeiras.


C

Apenas as assertivas III e IV são verdadeiras.


D

Todas as assertivas são verdadeiras.


E

Nenhuma das alternativas anteriores está correta.

Imagine que determinado indivíduo fora vítima do crime de calúnia. O ofendido, contudo, decide fazer as pazes com o ofensor e até o convida para apadrinhar um filho seu. Depois da confraternização, todavia, ambos se desentendem por novo motivo – sem que nessa nova contenda haja fato que configure crime. Diante do cenário, o indivíduo que fora vítima da calúnia propõe ação penal privada contra o ofensor por aquele fato inicial. O ofensor prova ao juiz a relação de compadrio.


Diante desse cenário, é correto afirmar que


A

houve renúncia tácita, e o direito de ação penal privada não pode ser exercido.


B

a renúncia pode ser retratada no prazo do oferecimento da ação penal privada.


C

o direito de ação privada é exclusivo do ofendido, não importando a relação de compadrio.


D

apesar da relação de compadrio, a ausência de renúncia expressa não obsta o seguimento da ação.


E

o perdão apenas terá reflexos patrimoniais, não afastando o direto de ação penal privada do ofendido.

Na presença de dezenas de pessoas, Minerva afirmou que Afrodite, que é funcionária pública e sua vizinha, costuma trair o marido e manter relações sexuais com os homens casados do condomínio onde moram.


Diante de tal situação hipotética, é correto afirmar que Minerva praticou o crime de


A

injúria, sendo cabível a exceção da verdade.


B

calúnia, não sendo cabível a exceção da verdade.


C

difamação, sendo cabível a exceção da verdade.


D

difamação, não sendo cabível a exceção da verdade.


E

injúria, não sendo cabível a exceção da verdade.

A respeito dos crimes contra a honra, indique a opção CORRETA:


A

Aquele que propala ou divulga imputação falsa de fato definido como crime, incorrerá na metade da pena definida para o crime de calúnia.


B

Não é punível a calúnia contra os mortos.


C

No crime de difamação, é admitida a exceção da verdade para qualquer ofendido.


D

No crime de injúria, o juiz não poderá deixar de aplicar a pena, mesmo se comprovado que o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria.


E

Não constituem injúria ou difamação punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador.

João, em uma conversa com dois amigos, afirmou que Lucas teria, no dia anterior, roubado uma motocicleta em um posto de gasolina, mediante o emprego de arma de fogo. Muito embora soubesse ser o agente inocente, João assim agiu, dolosamente, em razão de uma promessa de recompensa que recebera de Tício, inimigo de longa data de Lucas.

Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, João responderá pelo crime de:


A

calúnia, com a aplicação da pena em dobro, em razão da promessa de recompensa;


B

calúnia, com a aplicação do triplo da pena, em razão da promessa de recompensa;


C

difamação, com a aplicação da pena em dobro, em razão da promessa de recompensa;


D

calúnia, com a incidência da circunstância agravante da promessa de recompensa;


E

difamação, com a incidência da circunstância agravante da promessa de recompensa.

O Código Penal estabelece como conduta típica do crime de Calúnia “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”. Se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível:


A

será admitida a prova da verdade.


B

será obrigatória a prova da verdade.


C

não será admitida a prova da verdade.


D

será limitada a prova da verdade.


E

não será livre a prova da verdade.

Após ser exonerado do cargo em comissão até então ocupado, João, agindo com dolo e com o objetivo de se vingar, afirmou para um colega que o juiz federal com quem trabalhava teria, na semana anterior, solicitado dez mil reais para proferir sentença em favor do jurisdicionado Caio, muito embora soubesse ser falsa a acusação.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, João responderá pelo crime de:


A

difamação simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, por ter sido praticado contra funcionário público, em razão de suas funções;


B

calúnia simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, por ter sido praticado contra funcionário público, em razão de suas funções;


C

injúria simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena, por ter sido praticado contra funcionário público, em razão de suas funções;


D

injúria qualificada, por ter sido praticado contra funcionário público, em razão de suas funções, sem causas de aumento de pena;


E

calúnia qualificada, por ter sido praticado contra funcionário público, em razão de suas funções, sem causas de aumento de pena.

Assinale a alternativa correta, em consonância com o Código Penal, referente aos crimes contra a honra.


A

Constitui o crime de calúnia imputar fato ofensivo à reputação de alguém;


B

Constitui o crime de difamação imputar a alguém, falsamente, fato definido como crime;


C

Constitui o crime de injúria ofender a dignidade ou o decoro de alguém;


D

Nos casos do crime de injúria mesmo quando o ofendido, de forma reprovável, tiver provocado diretamente a injúria o juiz não poderá deixar de aplicar a pena;


E

Nenhuma das assertivas anteriores está correta.

A retratação da calúnia feita antes da sentença acarreta a extinção da punibilidade do agente, independentemente de aceitação do ofendido.


C

Certo


E

Errado

Nos crimes contra a honra, é CORRETO afirmar:


A

Somente se admite o pedido de explicações nos crimes de calúnia e difamação.


B

A retratação é admitida na calúnia, na difamação e na injúria.


C

As excludentes especiais são admitidas na difamação e na injúria.


D

Nas excludentes especiais, quem dá publicidade aos fatos responderá pela ofensa em qualquer hipótese.

Ano: 2023
Prova: FGV - TRF 1 - Juiz Federal Substituto - 2023

Mateus oferece queixa-crime contra João, alegando, supostamente, que o querelado, juntamente com Tiago, teria feito postagens nas redes sociais, afirmando ser o querelante corrupto e fraudador de licitações.


Diante da hipótese narrada, é correto afirmar que o crime praticado é o de:


A

injúria, e a queixa-crime deverá ser rejeitada ante o princípio da indivisibilidade, embora sem que haja a extinção da punibilidade de João;


B

calúnia, e a queixa-crime deverá ser rejeitada ante o princípio da indivisibilidade, embora sem que haja a extinção da punibilidade de João;


C

injúria, e João deverá ter extinta a sua punibilidade, ante a aplicação do princípio da indivisibilidade;


D

calúnia, e João deverá ter extinta a sua punibilidade, ante a aplicação do princípio da indivisibilidade;


E

injúria, e a queixa-crime deverá ser rejeitada, com possibilidade de futuro ajuizamento contra Tiago.

João, em um churrasco com amigos, na presença de aproximadamente quinze pessoas, afirmou que Matheus, auditor da Receita Federal, recebeu, na semana anterior, R$ 10.000,00 para não autuar a sociedade empresária XYZ por sonegação fiscal, muito embora soubesse que tal fato não era verdadeiro.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, João incorrerá no crime de:


A

difamação, qualificado por ter sido praticado contra funcionário público, em razão das funções, e majorado por ter sido cometido na presença de várias pessoas;


B

calúnia, qualificado por ter sido praticado contra funcionário público, em razão das funções, e majorado por ter sido cometido na presença de várias pessoas;


C

injúria, qualificado por ter sido praticado contra funcionário público, em razão das funções, e majorado por ter sido cometido na presença de várias pessoas;


D

difamação, duplamente majorado por ter sido praticado contra funcionário público, em razão das funções e na presença de várias pessoas;


E

calúnia, duplamente majorado por ter sido praticado contra funcionário público, em razão das funções e na presença de várias pessoas.

Ana e Rafael trabalham juntos no Município de Atenas, como Guardas Civis Municipais. Eles sempre tiveram uma relação profissional cordial, mas nos últimos meses, Ana percebeu que Rafael estava tendo um desempenho abaixo do esperado em suas tarefas. Certo dia, durante uma reunião com a equipe, Ana não conseguiu se conter e, diante de todos os colegas, afirmou que havia ouvido rumores de que Rafael estava desviando recursos do órgão para benefício próprio. Ana fez essa afirmação de forma categórica, sem apresentar nenhuma prova concreta para respaldar suas palavras. Rafael ficou extremamente constrangido e sentiu sua reputação abalada diante de seus colegas e superiores. Além disso, a informação não era verdadeira; Rafael nunca havia se envolvido em qualquer atividade ilícita ou desvio de recursos. Após a reunião, alguns colegas comentaram sobre o que Ana havia dito e a notícia rapidamente se espalhou. Rafael se sentiu humilhado e prejudicado em sua imagem profissional. Ele procurou um advogado e decidiu tomar medidas legais contra Ana, alegando que ela havia cometido crime ao acusá-lo falsamente perante seus colegas e superiores. No processo criminal, Rafael apresentou testemunhas que atestaram sua conduta profissional íntegra e que confirmaram que a acusação de desvio de recursos era completamente infundada. Ana, por sua vez, tentou justificar suas palavras dizendo que estava apenas compartilhando os “rumores” que havia ouvido, sem intenção de prejudicar Rafael. O juiz considerou que Ana agiu com dolo, ou seja, com a intenção de imputar a Rafael uma conduta criminosa que ela sabia ser falsa. A falta de provas e a divulgação pública da acusação prejudicaram a reputação de Rafael, afetando negativamente sua carreira profissional e sua imagem. Ana foi condenada, além de ser obrigada a retratar-se publicamente, restaurando a reputação de Rafael. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que descreve CORRETAMENTE o crime praticado por Ana:


A

Calúnia.


B

Difamação.


C

Injúria.


D

Constrangimento ilegal.


E

Perseguição.

 
 
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