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Francisco, brasileiro, é funcionário do Banco do Brasil, sociedade de economia mista, e trabalha na agência de Lisboa, em Portugal. Passando por dificuldades financeiras, acaba desviando dinheiro do banco para uma conta particular, sendo o fato descoberto e julgado em Portugal. Francisco é condenado pela infração praticada. Extinta a pena, ele retorna ao seu país de origem e é surpreendido ao ser citado, em processo no Brasil, para responder pelo mesmo fato, razão pela qual procura seu advogado.
Considerando as informações narradas, o advogado de Francisco deverá informar que, de acordo com o previsto no Código Penal,
ele não poderá responder no Brasil pelo mesmo fato, por já ter sido julgado e condenado em Portugal.
ele somente poderia ser julgado no Brasil por aquele mesmo fato, caso tivesse sido absolvido em Portugal.
ele pode ser julgado também no Brasil por aquele fato, sendo totalmente indiferente a condenação sofrida em Portugal.
ele poderá ser julgado também no Brasil por aquele fato, mas a pena cumprida em Portugal atenua ou será computada naquela imposta no Brasil, em caso de nova condenação.
Com relação à aplicação da lei penal, analise as afirmativas a seguir.
I. A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil, notadamente por deliberação do Supremo Tribunal Federal.
II. De acordo com o Código Penal, desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direito, as frações de dia. Logo, ninguém pode ser condenado, por exemplo, ao cumprimento de uma pena que tenha duração de um mês e seis horas.
III. As regras gerais do Código Penal não se aplicam aos fatos incriminados por lei especial, mesmo nos casos de omissão legislativa.
Está correto o que se afirma em:
I e II, somente.
I e III, somente.
II, somente.
III, somente.
nenhuma.
As regras gerais do Código Penal aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial?
Sim, sempre.
Sim, mas apenas se a lei especial não dispuser de modo diverso.
Sim, mas desde que a lei especial seja anterior ao Código Penal.
Sim, mas apenas se a lei especial previr expressamente a aplicação subsidiária do Código Penal.
Não, nunca.
“Tício foi preso, em razão de mandado de prisão, proveniente de sentença condenatória transitada em julgado, no feriado de 01 de maio de 2015, sexta-feira, às 23 horas e 33 minutos.” A contagem do prazo de cumprimento da pena teve início
na terça-feira, dia 05 de maio de 2015.
na segunda-feira, dia 04 de maio de 2015.
no sábado, dia 02 de maio de 2015.
na sexta-feira, dia 01 de maio de 2015.
A respeito da contagem de prazo no Código Penal, é correto afirmar que
os dias, os meses e os anos não são contados pelo calendário comum.
o ano penal é composto de apenas trezentos e sessenta dias.
os sábados e domingos são desprezados no cômputo do prazo.
o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo.
o dia do fim não se inclui no cômputo do prazo.
É correto afirmar que a pena cumprida no estrangeiro
não produz qualquer efeito, para os fins de atenuação ou de agravação de penas no Brasil pelo mesmo crime.
é nela computada, quando de natureza diversa.
atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando de natureza diversa.
agrava a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando de natureza idêntica.
não é nela computada, quando de natureza idêntica.
Assinale a alternativa correta acerca do cumprimento de pena no estrangeiro.
Será convertida em pena restritiva de direitos.
Deverá ser atenuada a pena imposta no Brasil, quando for pelo mesmo crime.
Não poderá ser computada no Brasil, em função da sua soberania.
O Direito Penal é internacional, considerando- -se, sempre, automaticamente, atenuado o seu cumprimento no Brasil.
Deverá submeter o agente a novo julgamento, quando verificada a ocorrência do mesmo crime.
No que concerne à aplicação da lei penal, é correto afirmar:
A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo delito, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.
Considera-se praticado o crime no momento em que ocorreu o resultado.
Ao crime cometido no Brasil por estrangeiro aplica-se sempre a lei do país de sua nacionalidade.
No cálculo do cumprimento de pena privativa de liberdade, não se inclui o dia do começo, computando-se o do vencimento.
A lei posterior que reduzir a pena imposta a determinado delito, não se aplica aos fatos anteriores já decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
Acerca dos princípios da legalidade e da anterioridade, da lei penal no tempo e no espaço e da contagem de prazo, assinale a opção correta.
Conforme previsão do Código Penal, o tempo do crime é o momento da ação ou omissão que coincida com o momento do resultado.
Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, sendo irrelevante o lugar onde ocorreu o resultado.
Se determinada pessoa tiver sido vítima de homicídio no dia 1.º/8/2012, a contagem dos prazos penais, nesse caso, terá iniciado em 1.º/8/2012.
Segundo o princípio da legalidade, no ordenamento jurídico brasileiro determinada conduta só será considerada crime caso seja publicada lei posterior definindo-a como tal.
Exceto se já decididos por sentença transitada em julgado, a lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente aplica-se aos fatos anteriores.
O dia do começo inclui-se na contagem do prazo penal e tem relevância para as hipóteses de cálculo de duração da pena, do livramento condicional e da prescrição. Em todos esses casos, a contagem dos dias, meses e anos é feita pelo calendário gregoriano.
Com relação à aplicação da lei penal, considere as assertivas a seguir.
I. No cômputo do prazo de cumprimento da pena privativa de liberdade, não se inclui o dia do começo, incluindo-se, porém, o do vencimento.
II. Não se desprezam nas penas restritivas de direito as frações de dia.
III. Desprezam-se na penas privativas de liberdade as frações de dia.
Está correto o que se afirma APENAS em
Na contagem dos prazos penais,