Questões de Concurso sobre Recursos

 
 
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Luigi foi condenado pelo Tribunal do Júri, pela prática do crime de homicídio tentado contra Filippo, a uma pena de 10 anos de reclusão, tendo o juízo na sentença revogado a prisão preventiva de Luigi. O Ministério Público interpôs recurso parcial em face da sentença condenatória, apenas para que fosse restabelecida a prisão de Luigi. Filippo, por sua vez, que tinha se habilitado como assistente de acusação durante o processo, interpôs recurso de apelação 10 dias após decorrido o prazo do Ministério Público, com vistas a agravar a pena estabelecida na sentença.


Diante desse contexto, é correto afirmar que o recurso interposto por Filippo:


A

deverá ser conhecido, pois há legitimidade e o recurso é tempestivo;


B

deverá ser conhecido, pois há interesse recursal e o recurso é tempestivo;


C

não deverá ser conhecido, pois o Ministério Público também recorreu;


D

não deverá ser conhecido, pois, apesar da legitimidade, o recurso é intempestivo;


E

deverá ser conhecido, pois tempestivo, e o Ministério Público interpôs recurso parcial.

Raul, de 25 anos de idade e já reincidente, foi denunciado pela suposta prática do delito de embriaguez ao volante (306 CTB). Seguindo os trâmites normais, com a denúncia já recebida, foi marcada audiência de instrução e julgamento, Intimadas as partes. Todavia, sem justificativa pertinente, o Promotor de Justiça competente não compareceu ao ato, nem a Instituição designou profissional substituto. Ato contínuo, o juiz manteve a audiência já designada, colheu os depoimentos das testemunhas presentes e, por entender ausentes provas suficientes de autoria e materialidade, absolveu Raul (art 386, VII, CPP). Indignado, o Promotor de Justiça interpôs apelação unicamente para requerer a nulidade do processo e retorno dos autos para nova audiência de instrução e julgamento. Nesse caso, segundo jurisprudência dos Tribunais Superiores, deve o Tribunal de Justiça


A

declarar a nulidade do processo por violação ao sistema acusatório diante de atuação probatória judicial incompativel com tal modelo de Processo Penal.


B

negar o apelo ministerial e manter a absolvição do réu, uma vez ser inviável reconhecer a nulidade arguida por quem deu causa.


C

negar o apelo ministerial no tocante à nulidade no processo, mas, caso se convença da autora e materialidade do delito, condenar Raul.


D

converter o julgamento em diligências para que nova audiência seja designada, dessa vez em segunda instância e com participação do Procurador de Justiça atuante.


E

converter o julgamento em diligências para que nova audiência seja designada, dessa vez em segunda instância e com participação do Promotor de Justiça que faltou ao ato.

Sobre recursos no processo penal, analise as assertivas a seguir.


I No agravo em execução, não é cabível o efeito interativo.

II O recurso ordinário constitucional será recebido apenas no efeito devolutivo.

III É desnecessária a interposição de embargos de declaração para a retificação de mero erro material.

IV Contra a decisão que concede ou indefere o pedido de prisão preventiva, cabe recurso em sentido estrito.

V Os embargos infringentes e de nulidade são interpostos por petição, a qual deverá estar acompanhada de razões, no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da publicação do acórdão.


Estão corretas as assertivas:


A

I e II


B

I e III


C

lI e IV


D

II, III e V


E

I, IV e V

Rinaldo está sendo processado por crime de menor potencial ofensivo em trâmite pelo Juizado Especial Criminal Federal. О processo tramitou regularmente pelo rito sumaríssimo e, ao final, Rinaldo foi condenado. Inconformado, Rinaldo poderá interpor, neste caso, recurso


A

inominado, no prazo de 05 dias, que será julgado por uma das turmas do E. Tribunal Regional Federal competente.


B

inominado, no prazo de 15 dias, que poderá ser julgado por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.


C

de apelação, no prazo de 05 dias, que será julgado por uma das turmas do E. Tribunal Regional Federal competente.


D

inominado, no prazo de 10 dias, que poderá ser julgado por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.


E

de apelação, no prazo de 10 dias, que poderá ser julgado por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.

Referente aos recursos em geral, assinale a alternativa correta de acordo com o previsto no Código de Processo Penal.


A

O Ministério Público poderá desistir de recurso que haja interposto.


B

Caberá apelação da decisão que não receber a denúncia ou a queixa.


C

Se o juiz, desde logo, reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte, mandará processá-lo de acordo com o rito do recurso cabível.


D

Caberá apelação no prazo de 10 dias das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular.


E

Caberá apelação no prazo de 05 dias da decisão que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte.

Suelen ajuizou queixa-crime contra Bolívar, pela prática do crime de exercício arbitrário das próprias razões praticado sem violência ou grave ameaça, previsto no Art. 345, caput e parágrafo único, do CP, cuja pena cominada é de detenção de quinze dias a um mês, ou multa.

A queixa-crime foi ajuizada perante o Juízo competente, que, após todo o trâmite preliminar, sendo infrutífero qualquer tipo de solução negociada, já na audiência de instrução e julgamento, rejeitou a queixa.


Diante do caso narrado, como advogado(a) de Suelen, assinale a opção que indica o recurso que deve ser interposto.


A

Recurso em Sentido Estrito, interposto na Vara Criminal. As razões podem ser apresentadas diretamente no Tribunal.


B

Apelação, a ser interposta no Juizado Especial Criminal, já acompanhada de razões recursais dirigidas à Turma Recursal.


C

Apelação, a ser interposta na Vara Criminal. As razões podem ser apresentadas diretamente na Turma Recursal.


D

Recurso em Sentido Estrito, interposto no Juizado Especial Criminal, acompanhado de razões recursais dirigidas à Turma Recursal.

Tendo em conta as seguintes situações hipotéticas, bem como as disposições referentes aos recursos e às ações de impugnação, assinale a alternativa correta.


A

Mévia, a fim de sanar omissão em Acórdão proferido em sede do recurso de apelação por ela interposto, poderá opor embargos de declaração, no prazo de três dias.


B

Tícia, se condenada definitivamente com base em documentos que posteriormente se comprovem falsos, poderá ingressar com revisão, desde que a pena não tenha sido extinta.


C

Mévio, tendo a homologação do acordo de não persecução penal recusada, poderá interpor recurso de apelação.


D

Caio, representante do órgão de acusação, caso queira recorrer da decisão que reconheceu a prescrição, extinguindo a punibilidade do réu, deverá interpor recurso em sentido estrito.


E

Tício, pronunciado por crime doloso contra a vida, caso queira recorrer, deverá interpor recurso de apelação.

Matheus, após a observância do contraditório e da ampla defesa, foi pronunciado pelo juízo competente pela suposta prática do crime de homicídio qualificado. O recurso interposto pela defesa, para questionar a decisão judicial prolatada, foi conhecido, mas desprovido pelo Tribunal de Justiça. Nesse contexto, deflagrada a segunda fase do procedimento bifásico, a defesa técnica requereu a revogação da prisão preventiva do réu, sendo atendida pelo juízo. Irresignada, a acusação ingressou com o recurso cabível na espécie.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal, é (são) manejável(is) o(s)(a):


A

recurso em sentido estrito em detrimento da pronúncia. Por outro lado, é cabível o recurso de apelação em face de decisão judicial que revogar a prisão preventiva;


B

apelação em detrimento da pronúncia. Por outro lado, é cabível o recurso em sentido estrito em face de decisão judicial que revogar a prisão preventiva;


C

embargos infringentes e de nulidade em face da pronúncia e da decisão judicial que revogar a prisão preventiva;


D

recurso em sentido estrito em face da pronúncia e da decisão judicial que revogar a prisão preventiva;


E

apelação em face da pronúncia e da decisão judicial que revogar a prisão preventiva.

Sobre o sistema recursal do Código de Processo Penal, colocam-se como figuras centrais, e inclusive sendo os mais manejados no dia a dia forense, a apelação e o recurso em sentido estrito – RESE. Analisando esses institutos, assinale a alternativa correta.


A

A apelação possui efeito suspensivo como regra, enquanto o recurso em sentido estrito nunca o possui


B

A apelação e o recurso em sentido estrito possuem mesmo prazo de interposição e arrazoamento


C

A apelação e recurso em sentido estrito podem ser usados para reformar provimento jurisdicional sobre a pretensão punitiva, cada qual em suas hipóteses legais


D

Havendo, em decisão judicial, capítulo atacável por apelação e capítulo atacável por recurso em sentido estrito, devem ser interpostos os dois recursos simultaneamente

Pedro é condenado por tráfico de drogas a 5 anos em regime semiaberto. O juiz, na sentença, indica que a autoria resta clara diante da prisão em flagrante de Pedro, que foi flagrado com drogas, dinheiro e caderno com anotações sobre as vendas dos entorpecentes. A materialidade, segundo o magistrado, também estava comprovada, diante do laudo de constatação provisória da droga, que, apesar de não elaborado por perito oficial, atestava que, pelo cheiro, coloração e consistência do material, tratava-se de substância entorpecente. No papel de defensor público, assinale a alternativa que indica o recurso e a fundamentação recursal convergente com o entendimento do STJ.


A

Apelação – ausência de materialidade diante da falta de laudo definitivo da droga.


B

Recurso em sentido estrito – ausência de materialidade diante da falta de laudo definitivo da droga.


C

Apelação – ausência de provas de autoria, pois Pedro não confessou o crime.


D

Correição parcial – ausência de provas de autoria, pois Pedro não confessou o crime.


E

Agravo – ausência de materialidade diante da falta de laudo provisório da droga.

O juízo criminal de primeiro grau condenou Alejandro e Timon pelo delito de latrocínio praticado em concurso de agentes à pena de vinte anos de reclusão. Timon interpôs tempestivamente recurso de apelação em face da sentença condenatória, alegando nulidade do processo por inépcia da denúncia na descrição das condutas praticadas em concurso e, alternativamente, o reconhecimento da circunstância atenuante da sua menoridade relativa. Alejandro, por sua vez, não recorreu.


Nesse contexto, a decisão do recurso interposto por Timon:


A

não aproveitará a Alejandro, se o tribunal reconhecer a nulidade do processo;


B

aproveitará a Alejandro, se o tribunal reconhecer a circunstância atenuante da menoridade relativa;


C

não aproveitará a Alejandro em qualquer hipótese, pois este não interpôs recurso de apelação;


D

aproveitará a Alejandro, caso este interponha recurso adesivo ao recurso de Timon;


E

aproveitará a Alejandro, se o tribunal reconhecer a nulidade do processo.

No processo penal brasileiro da decisão que conceda ou negue a fiança caberá:


A

Apelação.


B

Habeas corpus.


C

Agravo de instrumento.


D

Recurso em sentido estrito.

Robson foi condenado a uma pena de cinco anos em regime aberto pelo crime de roubo impróprio. O Ministério Público, na petição de interposição do recurso, limitou sua impugnação recursal ao regime de cumprimento de pena. Contudo, nas razões recursais, postulou também o aumento da pena. Robson e sua defesa técnica não recorreram da sentença condenatória.

Diante desse cenário, conhecido o recurso ministerial, é correto afirmar que o tribunal, no julgamento do recurso:


A

não poderá reduzir a pena de Robson, pois este não recorreu da sentença;


B

poderá aumentar a pena de Robson, dando provimento ao recurso ministerial;


C

não poderá modificar o regime de cumprimento da pena de Robson;


D

poderá reduzir a pena de Robson apesar de este não ter recorrido;


E

poderá aumentar a pena de Robson e fixar regime de cumprimento de pena mais gravoso.

João responde, em juízo, pela suposta prática de crime patrimonial, sem violência ou grave ameaça à pessoa. No curso da audiência de instrução e julgamento, em observância ao procedimento comum ordinário, a defesa técnica peticionou nos autos, requerendo a extinção de punibilidade do acusado, sob o fundamento de que a conduta por ele praticada teria sido descriminalizada (abolitio criminis). Contudo, o magistrado, após ouvir o Ministério Público, indeferiu o pedido, por entender que não haveria base legal para tanto. A defesa, irresignada, pretende recorrer da decisão judicial.


Segundo as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que o provimento jurisdicional prolatado poderá ser impugnado por meio de:


A

recurso em sentido estrito, que, na espécie, não faz jus ao efeito suspensivo por força de lei;


B

recurso de apelação, que, na espécie, não faz jus ao efeito suspensivo por força de lei;


C

carta testemunhável, que, na espécie, não faz jus ao efeito suspensivo por força de lei;


D

recurso de apelação, que, na espécie, faz jus ao efeito suspensivo por força de lei;


E

recurso inominado, que, na espécie, faz jus ao efeito suspensivo por força de lei.

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, os prazos da Defensoria Pública para interposição de apelação e apresentação de razões recursais de apelação.


A

5 dias corridos e 8 dias corridos.


B

5 dias úteis e 8 dias úteis.


C

10 dias corridos e 8 dias corridos.


D

10 dias úteis e 16 dias úteis.


E

10 dias corridos e 16 dias corridos.

Acerca dos recursos em matéria penal, julgue os itens a seguir.


I O pedido de reconsideração suspende o prazo para interposição do recurso.

II Em se tratando de crime sujeito a pena privativa de liberdade e multa, caso haja recurso exclusivo da defesa solicitando a redução da pena privativa de liberdade, poderá o juízo atender a tal recurso e, em contrapartida, aumentar a pena de multa, por ser a medida mais benéfica ao réu.

III É incabível pedido de reconsideração em face de decisão colegiada, bem como o seu recebimento como embargos de declaração.

IV Cabe recurso em sentido estrito contra a decisão que pronuncia o réu ou que desclassifica o crime na primeira fase do procedimento do júri.


Estão certos apenas os itens


A

I e II.


B

I e III.


C

III e IV.


D

I, II e IV.


E

II, III e IV.

Ana Rosa foi denunciada perante o Tribunal do Júri pela prática de homicídio duplamente qualificado, por ter sido praticado mediante tortura e em razão da idade da vítima, Inocêncio, criança de 8 anos de idade, ambas as qualificadoras devidamente sustentadas no plenário pela acusação.

O Conselho de Sentença respondeu afirmativamente aos quesitos de autoria e materialidade, e negativamente ao quesito de clemência, reconhecendo, ainda, as duas qualificadoras.

Na sentença, o Juiz Presidente utilizou a qualificadora sobejante como agravante genérica. Foi interposta apelação defensiva, com base na alegação de decisão contrária à decisão dos jurados e injustiça na aplicação da pena. Ao final da fundamentação, formulou os seguintes requerimentos: o afastamento da qualificadora da tortura, a inadmissibilidade de reconhecimento de agravantes, de ofício, pelo Juiz Presidente, e a absolvição da ré por ausência de provas.


Como advogado(a) de Geminiana, mãe da vítima, prévia e regularmente admitida como assistente de acusação, intimada a se manifestar em contrarrazões, é pertinente alegar


A

o não cabimento de apelação em face da sentença proferida pelo Juiz Presidente do Tribunal do Júri.


B

a existência de prova suficiente de autoria.


C

a inviabilidade de o Tribunal afastar a qualificadora quesitada ao Conselho de Sentença.


D

a admissibilidade do reconhecimento de agravantes pelo Juiz Presidente, ainda que nenhuma delas tenha sido alegada em plenário.

Rodrigo está sendo processado por ter sido acusado de ter praticado o crime de falso testemunho. No curso do processo, O Ministério Público argui, por escrito, a falsidade de determinado documento constante dos autos. Diante disso, o juízo determina a autuação em apartado da impugnação, observando, na sequência, todas as formalidades legais do incidente de falsidade e, ao final, reconhece a veracidade do documento apontado como falso. À luz do que dispõe o Código de Processo Penal, o Ministério Público poderá, contra essa decisão, interpor


A

mandado de segurança.


B

recurso de apelação.


C

recurso em sentido estrito.


D

agravo de Instrumento.


E

carta testemunhável.

João foi condenado, definitivamente, pela prática de um determinado crime patrimonial. No curso da execução da pena, o seu advogado requereu, ao juízo responsável pela execução penal, a saída temporária de João para frequentar curso supletivo profissionalizante, sendo certo que o pedido foi indeferido. Irresignada, a defesa do apenado pretende recorrer da decisão prolatada.


Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal e da Lei no 7.210/1984, é cabível a interposição


A

do recurso em sentido estrito.


B

da carta testemunhável.


C

do agravo em execução.


D

do recurso inominado.


E

da apelação.

Determinado acusado em processo penal, portador de péssimos antecedentes e plurirreincidente, foi condenado por roubo à pena mínima cominada em abstrato e absolvido do crime conexo de tráfico. O promotor de Justiça interpôs apelação de forma genérica, em termos amplos, insurgindo-se contra a sentença. Posteriormente, nas razões recursais, limitou seu apelo, impugnando apenas a parte da sentença que versava sobre a absolvição. Diante desse quadro, é lícito afirmar que


A

o Ministério Público agiu corretamente de acordo com o seu livre convencimento.


B

o Tribunal, ao apreciar o recurso, está restrito aos argumentos apresentados nas razões recursais, em obediência ao princípio do tantum devolutum quantum appelatum.


C

o Promotor de Justiça não agiu corretamente, pois a limitação nas razões recursais equivale à desistência parcial do recurso, o que é vedado pela Lei Processual Penal. Nesse caso, o Tribunal poderá, inclusive, incrementar a pena em relação ao delito de roubo.


D

o Tribunal, ao julgar o recurso, só poderá apreciar questões não discutidas nas razões recursais se contiverem erro material ou causa de nulidade absoluta.

 
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