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Leia as afirmativas abaixo e marque V para verdadeiro e F para falso em relação ao planejamento em saúde:
( )O planejamento em saúde é um processo contínuo que visa otimizar os recursos disponíveis e melhorar a assistência.
( )Um dos objetivos do planejamento em saúde é promover a equidade, proporcionando cuidados conforme as necessidades individuais.
( )O planejamento em saúde é feito exclusivamente pelos gestores de saúde, sem a participação da comunidade.
( )As metas de saúde pública definidas em um planejamento devem ser mensuráveis e de acordo com a realidade epidemiológica.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta:
V, V, V, V.
V, V, F, V.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
F, F, V, F.
Considerando a diferença entre o planejamento estratégico e o normativo, é correto afirmar que o planejamento
estratégico se concentra na compra de equipamentos médicos.
normativo é baseado em uma visão de futuro.
estratégico define normas e regras a serem seguidas.
estratégico é baseado em uma visão de futuro.
No Planejamento Estratégico Institucional do Ministério da Saúde a descrição “Sistema de Saúde Público efetivo e reconhecido por todos” é a definição de:
Missão.
Valores Institucionais.
Visão.
Mapa estratégico.
Objetivo.
Pode-se afirmar que planejar é reduzir incertezas. Logo, implica em algum grau de intervenção na economia, associa-se a práticas regulatórias, orienta investimentos e está diretamente vinculado à alocação eficiente de recursos. Sobre a técnica do Planejamento Estratégico Situacional (PES), assinale a afirmativa INCORRETA.
O PES é dividido em quatro momentos.
O primeiro momento do planejamento constitui a definição de objetivos e construção do plano de ação.
É caracterizado por tentar conciliar a ação sobre uma realidade complexa, com um olhar estratégico e situacional.
O último momento do planejamento inclui a avaliação das alterações da situação-problema por meio de descritores predefinidos.
O processo de planejamento em saúde é de responsabilidade de cada ente federado e permite dotar os gestores de informações que possibilitem uma ação mais efetiva sobre a realidade sanitária e redirecionar as ações com vistas a melhorar as condições de saúde da população. De acordo com as diretrizes estabelecidas para o processo de planejamento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), este deve ser desenvolvido, entre as três esferas de governo, de forma contínua, articulada, solidária,
ascendente e integrada.
ascendente e autônoma.
descendente e integrada.
descendente e autônoma.
O planejamento estratégico situacional, proposto por Carlos Matus, é bastante difundido na área da saúde. A metodologia enfatiza a adaptação contínua, antecipação de cenários futuros e identificação de atores-chave, sendo composta por quatro momentos, dentre eles o normativo, no qual
é analisada a realidade, identificando e selecionando os problemas, explicando com profundidade as causas de cada um, devendo envolver o maior número de atores.
são analisadas as restrições e facilidades que interferem no cumprimento da intervenção proposta.
são estabelecidas as operações necessárias para a efetivação dos objetivos, promovendo discussão cuidadosa da eficácia das ações, relacionando-os aos resultados e recursos.
são executadas as operações propostas nos momentos anteriores, bem como o monitoramento das ações com proposição de mudanças ou ajustes nos processos.
Acerca da territorialização, da técnica de planejamento e da gestão de serviços para atuação da equipe de saúde, assinale a alternativa correta.
Investiga apenas o perfil ambiental.
Cria territórios fragmentados dificultando o reconhecimento de recursos sociais.
Permite avaliar os impactos de ações em saúde.
Possui como principal limitação o fato de não identificar vulnerabilidades e populações expostas.
Ao considerar os instrumentos para o planejamento em saúde e orientações para a sua elaboração, o que significa a análise situacional pelo mapa da saúde?
Avaliação da alocação de recursos financeiros necessários para a execução das políticas de saúde pública.
Identificação das metas e indicadores de desempenho definidos pelos gestores de saúde para o monitoramento das ações.
Definição de metas de atendimento e quantitativo de pessoal necessário para garantir a cobertura total da população na rede de saúde.
Levantamento e interpretação de dados sobre a distribuição dos serviços de saúde, perfil epidemiológico da população e oferta de recursos no território.
O Planejamento e a Programação Local em Saúde (PPLS) se constitui num instrumento que contribui para organizar as ações da Vigilância em Saúde no nível local do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma proposta metodológica que ocorre em diferentes momentos e que deve considerar a dinamicidade das situações abordadas e do planejamento em si (Vilasbôas, 2004).
Em relação ao PPLS, é correto afirmar que
a proposta do PPLS dispensa o uso de indicadores para realizar a avaliação e o acompanhamento contínuo das ações implementadas.
os momentos do PPLS representam as etapas de um processo que ocorre em sequência e que, uma vez concluídas, não precisam ser revisitadas.
o momento de definição dos objetivos do PPLS deve preceder a explicação da situação-problema, que ocorre durante a análise da situação de saúde.
o PPLS utiliza técnicas de identificação, formulação, priorização e explicação dos problemas, considerando a visão de distintos atores sociais.
a análise da situação de saúde no PPLS deve ser precedida pela verificação prévia da viabilidade das ações a serem implementadas para solucionar os problemas.
O desenvolvimento técnico-científico em torno dos modos de organizar o trabalho em saúde vem evoluindo ao longo dos anos, com destaque para as últimas duas décadas, e reflete o “reconhecimento de que o trabalho em equipe e a prática colaborativa interprofissional contribuem para melhorar o acesso e a qualidade da atenção à saúde” (Peduzzi et al., 2020. p.2). A modalidade de trabalho caracterizada por menores níveis de compartilhamento, de clareza de papéis e de interdependência das ações, e por necessidade de lidar com situações de atendimento com menor grau de imprevisibilidade, urgência e complexidade, é denominada de:
Colaboração.
Prática Colaborativa Interprofissional.
Trabalho em Equipe.
Trabalho em Rede.
Trabalho Multiprofissional.
Um hospital decidiu investir em programas de capacitação para melhorar a qualificação dos seus profissionais de saúde, mas quer garantir que essas estratégias também tenham impacto na satisfação dos pacientes e na eficiência dos serviços. Qual é uma estratégia eficaz para a capacitação e o desenvolvimento da equipe de saúde?
Capacitar apenas os gestores de alto escalão.
Implementar treinamentos contínuos e alinhados às necessidades da equipe.
Realizar treinamentos esporádicos sem um planejamento claro.
Focar exclusivamente no desenvolvimento de habilidades técnicas.
Evitar treinamentos que exijam investimento financeiro.
Planejar significa definir prioridades, mobilizar recursos e esforços em prol de objetivos conjuntamente estabelecidos em uma lógica transparente e dinâmica, a fim de orientar os processos do Sistema de Saúde em seus vários espaços. Nesse sentido, considerando os aspectos acerca do planejamento em saúde dispostos no Decreto nº 7.508/2011, é correto afirmar que:
Compete à Comissão Intergestores Tripartiade (CIT) pactuar as etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em consonância com os planejamentos estadual e nacional.
No planejamento, devem ser considerados os serviços e as ações prestados pela iniciativa privada, porém não é necessário que tais estabelecimentos componham os Mapas da Saúde regional, estadual e nacional.
O Ministério da Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos de saúde, de acordo com as características epidemiológicas e da organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde.
O planejamento da saúde é facultativo para os entes públicos e será indutor de políticas para a iniciativa privada.
O Mapa da Saúde será utilizado na identificação das necessidades de saúde e orientará o planejamento integrado dos entes federativos, contribuindo para o estabelecimento de metas de saúde.
O enfrentamento da excessiva fragmentação do processo de trabalho em saúde requer a produção de novas formas de gerir e organizar instituições de saúde. A proposta organizativa e gerencial para os serviços de diferentes densidades tecnológicas que considere a criação de vínculo entre trabalhadores e usuários, a constituição de espaços de cogestão, além do estímulo ao trabalho em equipe, é denominada de:
Acolhimento e Escuta.
Apoio Matricial.
Clínica Ampliada.
Equipe de Referência.
Projeto Terapêutico Singular.
Os canais de participação dos gestores públicos e da sociedade nas definições das políticas e da ação governamental setorial foram ampliados. Entre os grandes desafios que o debate político no campo da saúde vem delineando para a sociedade brasileira nos próximos anos, analisar os itens abaixo:
I. O desafio de garantir a coexistência de diferentes soluções institucionais na organização descentralizada do SUS que possam contemplar a heterogeneidade de problemas regionais e a diversidade cultural do país.
II. O desafio de não estabilizar o financiamento setorial e não interferir no processo de alocação de recursos dos orçamentos públicos para a saúde, com vistas à equidade.
III. O desafio de construir novas formas de responsabilização dos governantes e cidadãos, dos gestores e dos usuários, no acompanhamento e avaliação do desempenho e dos resultados das políticas setoriais.
IV. O desafio de encontrar o equilíbrio ótimo de regulação, responsabilidade e autonomia na gestão compartilhada do sistema pelas três esferas político-administrativas do Estado brasileiro (União, estados e municípios).
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens II e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II, III e IV.
O planejamento em saúde tem lugar de destaque na agenda da gestão do sistema de saúde de forma ascensionária, contínua e articulada, dentre todas as esferas de governo – Federal, Estadual e Municipal. Dentre os 17 Objetivos de Desenvolvimento, o ODS 3 – Saúde e bem-estar visam assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Dessa forma, é possível ter como ferramenta para auxiliar o perfil epidemiológico que estuda o quantitativo dos casos e às causas das doenças. Considerando os sistemas operacionais, assinale a afirmativa INCORRETA.
Planejamento Operacional de Produtos (POP): estabelece a programação anual de produtos, atividades e tarefas da Rede, com as correspondentes responsabilidades institucionais pelo seu desenvolvimento. É o instrumento principal de trabalho conjunto da Secretaria Técnica da Ripsa.
Base comum de dados e indicadores: sediada no Departamento de Informática do SUS (Datasus), órgão incumbido de sistematizar, consolidar e veicular a informação produzida coletivamente na Rede, mediante a transferência eletrônica de dados. O caráter oficial dessa base assegura a sua legitimidade perante as instituições produtoras.
Comitês de Gestão de Indicadores (CGI): fórum colegiado incumbido do planejamento participativo e da condução técnica do processo. É coordenado pelo Ministério da Saúde e integrado por representantes das instituições que compõem a Rede, em função de sua responsabilidade nacional na produção, análise e disseminação de dados e informações de interesse para a saúde.
Matriz de Indicadores: organiza o conjunto de indicadores e define as suas características essenciais. Esse instrumento constitui a base comum de trabalho das instituições integradas na Rede, nele se expressando a contribuição específica de cada instituição representada. Pressupõe revisão periódica e aperfeiçoamento continuado, mediante esforços institucionalmente articulados.
No contexto do planejamento e programação local de saúde, o diagnóstico situacional é uma das principais ferramentas utilizadas pelos gestores para identificar os problemas de saúde da população e definir ações prioritárias. Nesse processo, a etapa primária do planejamento em saúde é:
Definição de metas e indicadores de desempenho.
Levantamento dos problemas e demandas de saúde.
Alocação de recursos financeiros para execução das ações.
Avaliação dos resultados alcançados pelas ações implementadas.
Constitui-se no método de eleição para planejamento no nível local, particularmente naqueles altamente descentralizados. É simples e criativo, elaborado com o objetivo de viabilizar a planificação a partir de uma base popular. Favorece o comprometimento da comunidade e de suas lideranças em contraposição à atitude de geradores de demandas e de soluções.
Porém, deve ser encarado como um método limitado à natureza e complexidade dos problemas.
Método CENDES/OPAS
Planejamento Normativo
Método Altadir de Planificação Popular (MAPP)
Planejamento Estratégico Situacional (PES)
Planejamento Tático Operacional
O que é o Planejamento Estratégico Situacional (PES) de acordo com contexto atual:
Um modelo linear de planejamento em saúde
Um processo que requer uma ordem específica de etapas
Um método que exclui a perspectiva intersetorial
Um conjunto de momentos operacionais flexíveis
O processo de planejamento da saúde será ascendente e integrado, do nível local até o federal, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde, compatibilizando-se as necessidades das políticas de saúde com a disponibilidade de recursos financeiros. Pactuar as etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em consonância com os planejamentos estadual e nacional é de competência da
Comissão Intergestores Tripartite - CIT
Comissão Intergestores Bipartite – CIB
Comissão Intergestores Municipal – CIM
Comissão Intergestores Regional – CIR
Nenhuma das alternativas.