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Ana, primigesta em trabalho de parto ativo, está internada na maternidade, e a enfermeira obstetra a encoraja a caminhar, usar a bola suíça e adotar posições verticais, em vez de permanecer deitada. Ana demonstra hesitação, questionando a utilidade de se movimentar, pois sente dor. Sobre os benefícios da livre movimentação durante o trabalho de parto, assinale a alternativa que apresenta o principal benefício biomecânico e físico que a enfermeira deve citar para encorajar Ana a mudar de posição e se mobilizar.
Melhoria do senso de controle materno, o que garante a vivência de uma experiência de parto positiva.
Melhora do bem-estar fetal por evitar a compressão da veia cava inferior e diminuir o padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizadora.
Maior equilíbrio ácido-básico materno e fetal devido à descompressão do diafragma materno em posições não supinas.
Diminuição da dor nas contrações, atuando como uma intervenção primária de analgesia não farmacológica.
Aumento da mobilidade do sacro, proporcionando mais espaço para o feto no estreito inferior da pelve, e favorecimento da descida fetal por ação da gravidade.
A assistência de enfermagem ao recém-nascido deve estar alinhada aos modelos de atenção preconizados pelo Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, garantindo continuidade do cuidado e promoção da saúde neonatal. Marque a opção que reflete corretamente uma conduta compatível com esse modelo.
Retardar o início do aleitamento até a estabilização térmica do recém-nascido, sendo este promovido apenas após avaliação médica formal.
Retirar o recém-nascido do contato pele a pele nos primeiros 10 minutos após o parto, para realizar o primeiro banho e garantir sua termorregulação.
Estimular o clampeamento imediato do cordão umbilical em todos os casos, para permitir rápida transição circulatória e prevenir icterícia neonatal.
Encaminhar todo recém-nascido a termo e com boas condições clínicas para observação em berçário aquecido nas duas primeiras horas de vida.
Priorizar o contato pele a pele contínuo na primeira hora de vida, mesmo após parto cesáreo, e promover a amamentação na primeira hora, salvo contraindicações clínicas.
Referente à abordagem não farmacológica da dor no manejo da dor no trabalho de parto, assinale a alternativa correta.
Profissionais de saúde devem discutir com a mulher as opções disponíveis para alívio da dor, considerando suas convicções e a segurança materno-fetal.
O uso da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é fortemente recomendado para todas as gestantes em trabalho de parto.
A parturiente deve permanecer deitada durante todo o trabalho de parto para facilitar o monitoramento da dor e da progressão da dilatação.
As práticas de alívio não farmacológico devem ser padronizadas nas instituições públicas e aplicadas a todas as mulheres, independentemente de sua vontade.
Apesar de não apresentar nenhum benefício no alívio da dor, a imersão em água ou banho de chuveiro associada à música deve ser estimulada, pois não traz riscos à mãe e ao bebê durante o trabalho de parto.
A identificação precoce dos fatores de risco associados ao tocotrauma é essencial para a implementação de estratégias preventivas e para a escolha do melhor método de parto, reduzindo a ocorrência de morbidades neonatais. São fatores de risco associados ao tocotrauma, EXCETO:
Macrossomia fetal.
Trabalho de parto precipitado.
Parto instrumentalizado com fórceps ou vácuo extrator.
Distócia de ombro.
Prematuridade extrema.
São os principais cuidados de enfermagem com a mulher no pós-parto vaginal imediato:
Monitorar os sinais vitais e o sangramento vaginal.
Auxiliar à puérpera no banho.
Administrar analgésicos para aliviar a dor.
Orientar sobre a amamentação e os cuidados com o recémnascido.
Promover um ambiente acolhedor e escuta ativa.
Sobre a atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar à parturiente em trabalho de parto normal, é correto afirmar que
a administração profilática de ocitocina deve ser realizada imediatamente após o nascimento, independentemente do protocolo local ou da presença de complicações.
a clampeagem do cordão umbilical deve ocorrer sempre antes do primeiro minuto de vida, a fim de evitar hiperbilirrubinemia no recém-nascido.
o contato pele a pele imediato e contínuo entre mãe e recém-nascido deve ser priorizado, sempre que ambos apresentarem boas condições clínicas.
a amamentação deve ser incentivada logo após o nascimento, como forma de prevenção primária da hemorragia pós-parto, mesmo em partos assistidos em via pública.
a posição de litotomia deve ser sempre adotada durante o trabalho de parto, pois facilita a visualização do canal de parto pela equipe de atendimento móvel.
Um parto sem distocia refere-se a um trabalho de parto normal, sem complicações ou intercorrências que possam dificultar o processo. Assinale a alternativa CORRETA que corresponde às condutas que devem ser realizadas pela equipe de enfermagem durante o trabalho de parto sem distocia, em uma maternidade pública.
Induzir o parto com ocitocina, realizar episiotomia de rotina e ofertar analgesia sistêmica precoce.
Restringir líquidos, manter a gestante em decúbito dorsal contínuo e iniciar monitorização contínua.
Garantir a presença de acompanhante, evitar manobras desnecessárias e estimular a deambulação.
Oferecer jejum absoluto, aplicar enema retal e orientar silêncio no ambiente de parto.
Na contração uterina, a onda contrátil tem sua origem em dois marca-passos, direito e esquerdo. Dos marca-passos, a onda se propaga pelo útero na velocidade de 2cm/s, percorrendo todo o órgão em 15s. O mecanismo de propagação do impulso elétrico pelo útero é denominado triplo gradiente:
linear
rítmico
ascendente
descendente
Assinale a alternativa que aponta o número de partos com recém-nascido vivo realizados por uma mulher “nulípara”:
Zero.
Um.
Dois.
Três.
Mais que três.
Assinale a alternativa que apresenta a estratificação de baixo risco para Hemorragia Pós-Parto, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, 2018.
Pré-eclâmpsia leve
≤ 3 partos vaginais
Uso de anticoagulantes
Placenta de inserção baixa
O Enfermeiro atua diretamente na assistência à gestante durante o trabalho de parto, garantindo segurança materna e fetal, além de orientar sobre analgesia e tipos de parto.
Considerando a atuação do Enfermeiro na assistência à gestante, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
O parto cesáreo é a única opção segura para todas as gestantes, tornando desnecessária a avaliação do tipo de parto indicado individualmente.
Durante o trabalho de parto, o enfermeiro deve monitorar sinais vitais maternos, frequência cardíaca fetal, evolução da dilatação e condições de bem-estar da gestante, além de oferecer suporte emocional.
A analgesia é contraindicada em todos os tipos de parto, pois interfere no mecanismo fisiológico do trabalho de parto e aumenta o risco de complicações neonatais.
No parto normal, o enfermeiro não tem atribuição em orientar posições, técnicas de respiração ou cuidados imediatos com o recém-nascido, funções que são exclusivas do obstetra.
Durante o primeiro período do parto, alguns cuidados e monitoração são essenciais para acompanhamento da saúde materno-fetal, quais sejam:
I. As parturientes sem analgesia devem ser orientadas a permanecer deitadas durante o trabalho de parto.
II. A cardiotocografia contínua não é recomendada para gestantes de risco habitual em trabalho de parto espontâneo.
III. A temperatura materna deve ser aferida a cada 4 horas durante o primeiro estágio do parto em situação de membrana íntegra.
IV. A ausculta da frequência cardíaca fetal deve ser feita durante e após uma contração, ao menos durante 1 minuto, registrando um único valor.
Quais estão corretos?
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas II, III e IV.
Em relação aos cuidados imediatos ao nascimento, qual é a sequência correta das ações da equipe de enfermagem na sala de parto para um RN com boa vitalidade?
Cortar o cordão, aquecer, pesar e oferecer leite materno.
Aquecer, secar, avaliar respiração, clampear cordão e contato pele a pele.
Retirar mecônio da boca, clampear o cordão e aspirar nariz.
Colocar em incubadora, avaliar Apgar, medir glicemia capilar.
Segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (2017), caso ocorra falha de progresso do segundo período do parto, a conduta correta é:
oferecer possibilidade de realizar uma cesariana, se houver falha de progresso do segundo período do parto, ou se a mulher estiver excessivamente estressada
suspeitar de prolongamento do segundo período do trabalho de parto, se o nascimento não ocorrer após duas horas
considerar o uso de parto instrumental (vácuo-extrator ou fórceps), se houver segurança quanto ao bem-estar fetal
manter a revisão a cada 15-30 minutos, após a avaliação obstétrica inicial
Ao prestar assistência de enfermagem à mulher durante o trabalho de parto e o parto, o enfermeiro deve considerar as recomendações do Ministério da Saúde apresentadas na Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal (2022), que incluem, entre outros itens,
manter a parturiente com gestação de risco habitual em jejum de líquidos e alimentos a partir do momento que atingir 5 cm de dilatação do colo uterino.
realizar a limpeza vaginal de rotina com clorexidina 0,5% durante o trabalho de parto, com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas.
aferir a pressão arterial, a temperatura e a frequência cardíaca materna a cada 4 horas e monitorar a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas de 1 em 1 hora no primeiro período do parto.
restringir a deambulação e a livre movimentação materna no segundo período do trabalho de parto.
oferecer à mulher, sempre que possível, a imersão em água para alívio da dor no trabalho de parto.
Em 2018, a Organização Mundial de Saúde publicou um documento intitulado “Recomendaciones de la OMS para los cuidados durante el parto, para una experiencia de parto positiva”. Com base nesse documento, escolha a alternativa que melhor representa as recomendações para a atenção durante o trabalho de parto e o nascimento.
Atenção respeitosa à maternidade: recomenda-se proporcionar uma atenção que mantenha a dignidade, privacidade e confidencialidade da mulher, assegure a integridade física e o tratamento adequado, e permita a tomada de decisões informadas com apoio contínuo durante o trabalho de parto e o nascimento.
Comunicação eficaz: recomenda-se uma comunicação clara e culturalmente aceitável entre os prestadores de atenção e as mulheres em trabalho de parto.
Acompanhamento durante o trabalho de parto e o nascimento: recomenda-se que a mulher seja acompanhada por uma pessoa de sua escolha durante o trabalho de parto e o nascimento.
Todas as alternativas acima: todas as recomendações mencionadas são importantes para garantir uma atenção respeitosa e eficaz durante o trabalho de parto e o nascimento.
Leia o caso e responda o que se pede:
J.S., 30 anos, Gesta 3, chega ao serviço de saúde em pleno trabalho de parto. A paciente possui histórico de duas cesáreas anteriores, útero retrovertido e incompatibilidade Rh. Durante ultrassom realizado à beira do leito, foi constatado que o bebê está em apresentação córmica e com circular de cordão.
Qual das condições apresentadas no caso acima constitui uma indicação absoluta de cesárea?
Apresentação córmica.
Útero retrovertido.
Incompatibilidade Rh.
Histórico de duas cesáreas anteriores.
Circular de cordão.
Com base nas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal e das boas práticas recomendadas pelo Ministério da Saúde, é correto afirmar, segundo a assistência ao parto de baixo risco, que
a realização de manobras uterinas, como a pressão de fundo (manobra de Kristeller), é indicada rotineiramente para acelerar a saída do feto e prevenir hemorragias.
a episiotomia rotineira é recomendada para todas as parturientes como medida preventiva de lacerações perineais.
a ocitocina deve ser administrada na parturiente logo após o nascimento do bebê, por via intramuscular, para favorecer a contração uterina e reduzir o risco de hemorragia pós-parto.
entre as técnicas recomendadas para prevenir a demora no trabalho de parto estão a amniotomia precoce e o uso de agentes antiespasmódicos.
tricotomia e enema, antes do trabalho de parto são práticas recomendadas de rotina para reduzir infecções e facilitar o nascimento.
Acerca da prevenção de Hemorragia Pós-Parto (HPP), analise as afirmativas a seguir.
I. A profilaxia de HPP deve ser realizada durante o terceiro estágio do parto e é recomendada rotineiramente somente para os partos normais.
II. A ocitocina é a medicação de primeira escolha para prevenção de HPP.
III. A via de primeira escolha para a administração da profilaxia de HPP é a endovenosa, podendo ser usada de forma excepcional a via intramuscular.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
Durante atendimento a uma gestante em trabalho de parto avançado, com expulsão fetal iminente em ambiente extra-hospitalar, a equipe do SAMU é acionada. Após o nascimento, o recém-nascido apresenta coloração arroxeada, respiração irregular e tônus muscular diminuído.
Com base nos protocolos de assistência de enfermagem ao parto e ao recém-nascido no atendimento pré-hospitalar, assinale a alternativa que apresenta a conduta que deve ser priorizada.
Iniciar o clampeamento imediato do cordão umbilical, manter o recém-nascido em decúbito lateral e preparar o transporte com oxigenoterapia passiva.
Manter o recém-nascido aquecido, posicioná-lo em leve extensão cervical, iniciar estímulo tátil imediatamente e aspirar vias aéreas logo após.
Realizar clampeamento tardio do cordão e posicionar o recém-nascido em prona com leve inclinação cefálica, monitorando sinais de atividade espontânea.
Envolver o recém-nascido em campos estéreis secos e aguardar dois minutos antes de qualquer manobra, a fim de permitir adaptação fisiológica.
Posicionar o recém-nascido com elevação de membros inferiores, aplicar massagem torácica leve e aspirar secreções por, pelo menos, 60 segundos.