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Referente à assistência ao terceiro período do parto, assinale a alternativa INCORRETA.
A massagem uterina sustentada é recomendada para todas as mulheres após o parto como forma de prevenir a hemorragia pós-parto.
O terceiro período do parto é considerado prolongado quando a placenta não é expulsa após 30 minutos do nascimento, caracterizando retenção placentária.
A ocitocina é o uterotônico de escolha para prevenção de hemorragia pós-parto.
Recomenda-se adiar o clampeamento do cordão umbilical por, pelo menos, 60 segundos em recém-nascidos a termo (nascidos entre 37 e 41 semanas) que não precisem de ressuscitação imediata.
A placenta e as membranas devem ser sempre examinadas após a expulsão.
Um parto sem distocia é um parto normal e fisiológico, onde não ocorrem complicações significativas que possam perturbar o processo de nascimento, como problemas na posição do feto ou no canal de parto. Em um parto sem distócia, assinale a alternativa CORRETA que corresponde a qual conduta profilática imediata é recomendada para reduzir risco de hemorragia pós-parto.
Observação por duas horas sem medidas preventivas.
Administração de ocitocina imediatamente após parto.
Massagem uterina manual isoladamente como medida profilática.
Clampeamento imediato do cordão para prevenir hemorragia.
Segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, são definições do segundo período do trabalho de parto:
Fase de latência: contrações uterinas dolorosas sem modificação cervical.
Fase de latência: apagamento do colo do útero com ou sem contrações.
Fase inicial: dilatação de 4 cm do colo sem sensação de puxo.
Fase ativa: contrações uterinas dolorosas e dilatação de 4 cm do colo.
Fase passiva: dilatação total do colo uterino, sem sensação de puxo involuntário.
No sistema de alojamento conjunto, assinale a alternativa correta.
O recém-nascido deve permanecer isolado em berçário até completar 48 horas de vida.
O alojamento conjunto favorece a amamentação precoce e o vínculo mãe-bebê.
É restrito a recém-nascidos com peso inferior a 2.000 g.
É contraindicado em mães submetidas a parto cesáreo.
É prática opcional, sem recomendação do Ministério da Saúde.
Sobre a assistência ao parto normal, é correto afirmar que:
Com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas, é recomendada a limpeza vaginal de rotina com clorexidina durante o trabalho de parto.
Aromaterapia, acupuntura e hipnose fazem parte dos métodos não farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e no parto.
O bloqueio de nervo pudendo não é mais recomendado para aliviar a dor da distensão perineal, tampouco utilizado como complemento à analgesia peridural.
A fase latente do primeiro período do parto é caracterizada por contrações uterinas dolorosas e alterações variáveis do colo do útero, incluindo algum grau de apagamento e progressão mais lenta da dilatação de até 3 cm para nulíparas e multíparas.
O atendimento a um parto de emergência em ambiente pré-hospitalar exige conhecimentos específicos para garantir a segurança da mãe e do recém-nascido. Sobre o período expulsivo do parto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Durante o período expulsivo, a gestante sente uma forte vontade de empurrar (puxos), que são contrações involuntárias da musculatura abdominal, e ocorre a coroação da cabeça do bebê.
(__)A visualização da cabeça do bebê no canal de parto (coroamento) é um sinal de parto iminente, indicando que o nascimento ocorrerá em breve.
(__)O técnico de enfermagem deve orientar a parturiente a fazer força continuamente, sem pausas, para acelerar o nascimento e evitar o sofrimento fetal.
(__)Após a saída da cabeça do bebê, deve-se verificar a presença de circular de cordão umbilical no pescoço e, se presente, tentar deslizá-la suavemente por sobre a cabeça.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, F, V.
V, V, V, F.
V, F, V, F.
F, F, V, V.
V, V, F, V.
O SAMU é acionado para atender uma gestante em trabalho de parto em domicílio. Na inspeção perineal, é possível visualizar a alça de cordão umbilical exteriorizada pelo intróito da vagina. Após avaliação inicial, o enfermeiro da equipe realiza uma manobra, introduzindo dois dedos no canal vaginal para reduzir a compressão da cabeça do bebê sobre o cordão.
Considerando que a paciente será transferida imediatamente para o hospital de referência, ela deve ser transportada em
decúbito dorsal sem elevação, para que o diafragma e conteúdo abdominal não pressionem a pelve.
decúbito lateral esquerdo, para reduzir a compressão da veia cava e melhorar a circulação uteroplacentária.
posição genupeitoral, para que a distribuição postural ajude a reduzir a compressão do cordão umbilical.
posição semi-Fowler, para otimizar a ventilação materna e, consequentemente, a oxigenação do bebê.
posição ginecológica, para facilitar o acesso vaginal e contribuir com o retorno venoso.
Uma puérpera de 28 anos, com parto normal há 24 horas, apresenta-se assintomática, porém com discreta epistaxe nasal e sangramento vaginal moderado. O recém-nascido, fruto deste parto, encontra-se em bom estado geral, com Apgar 9/10, mamando adequadamente, porém com leve icterícia na região cefálica. Considerando as práticas de enfermagem baseadas em protocolos atuais, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
O enfermeiro deve avaliar o recém-nascido para icterícia, mas não é necessário considerar a história materna ou fatores de risco, pois a icterícia neonatal é sempre fisiológica.
É essencial que o enfermeiro realize monitoramento contínuo da puérpera, incluindo sinais vitais, avaliação do sangramento e prevenção de complicações, além de orientar a mãe sobre cuidados com o recém-nascido, aleitamento e sinais de alerta.
O acompanhamento da puérpera deve focar na observação do sangramento vaginal, não sendo necessário monitoramento de sinais vitais ou avaliação do estado geral nas primeiras 24 horas.
A vacinação do recém-nascido, incluindo a BCG e a primeira dose da hepatite B, pode ser adiada sem impacto significativo, mesmo nas primeiras 24 horas de vida.
Durante a assistência ao período expulsivo de um parto vaginal sem intercorrências ou distócias, muitas medidas de suporte podem ser realizadas. Dentre elas, está correto:
Auxiliar na mudança de posição, considerando o desejo da pessoa parturiente, e também no relaxamento entre as contrações.
Não limpar o períneo caso ocorra expulsão de conteúdo fecal, para evitar riscos de infecções.
Orientar que permaneça em posição ginecológica ou de litotomia, para facilitar o trabalho de quem prestará assistência no parto e receberá o bebê.
Auxiliar na compressão abdominal, facilitando a saída do bebê, a chamada manobra de Kristeller.
Atentar para a saída do tampão mucoso, verificando dilatação cervical com toque a cada 5 minutos.
Para auxiliar o profissional enfermeiro, obstetriz ou médico que está na assistência a um parto vaginal iminente, em período expulsivo, é recomendado utilizar as orientações e estratégias específicas, que são:
compressão com o peso do corpo no fundo uterino.
orientar que force a expiração com a boca fechada, a manobra de Valsalva.
preparar compressas e/ou campos e utilizar EPI adequado.
instruir puxos dirigidos, com respirações rápidas e curtas.
realizar manobra de posicionamento de Trendelenburg.
O manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto é reconhecido por protocolos internacionais (OMS, Ministério da Saúde) como medida central de prevenção da hemorragia pós-parto, principal causa de morbimortalidade materna. Considerando essas recomendações, qual conduta deve ser considerada prioritária nesse contexto?
Administração profilática de ocitocina imediatamente após o nascimento, com ou sem tração controlada do cordão umbilical, conforme protocolo clínico e recursos.
Tração controlada do cordão umbilical como intervenção isolada, independentemente da administração de uterotônicos, visando reduzir o tempo de dequitação placentária.
Massagem uterina bimanual contínua como procedimento rotineiro, mesmo na ausência de sinais de hemorragia ou atonia uterina.
Instituição de antibioticoterapia profilática imediata após o parto como estratégia primária para prevenir infecções e reduzir risco de hemorragia secundária.
Restrição hídrica rigorosa no período pós-parto, visando limitar a congestão uterina e favorecer a involução fisiológica do órgão.
Em uma emergência obstétrica, um técnico de enfermagem é chamado para auxiliar no parto de uma paciente com trabalho de parto prematuro. A principal medida inicial a se adotar é:
Garantir a posição de litotomia e preparar os instrumentos necessários.
Monitorar os sinais vitais da mãe e do feto continuamente.
Aplicar compressas quentes na região perineal para evitar lacerações.
Realizar massagem uterina para acelerar as contrações.
Em um parto emergencial com coroamento evidente e sem possibilidade de transporte imediato, qual a conduta inicial mais segura?
Orientar a parturiente a realizar força contínua, evitar qualquer contenção da cabeça fetal e posicionar o recém-nascido imediatamente sobre o abdome materno sem clampear o cordão umbilical.
Incentivar a respiração ofegante para retardar a expulsão fetal, aplicar compressão uterina para acelerar o parto e realizar manobra de Kristeller para facilitar a progressão.
Auxiliar a saída controlada da cabeça fetal, verificar presença de circular de cordão e remover secreções da via aérea antes do primeiro choro, priorizando contato pele a pele após a avaliação inicial.
Controlar a progressão do parto aplicando leve pressão sobre a cabeça fetal, realizar episiotomia para facilitar a saída e manter o recém-nascido em posição declive logo após o nascimento.
Durante o atendimento a uma parturiente com dilatação total e em período expulsivo, o técnico em enfermagem observa que a gestante apresenta taquicardia materna súbita, queda de pressão arterial e dispneia. A equipe de enfermagem inicia os primeiros cuidados até a chegada do médico. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA que representa a conduta mais adequada da equipe de enfermagem frente à suspeita de embolia amniótica.
Estimular a gestante a caminhar, caso esteja em trabalho de parto ativo, a fim de melhorar a circulação periférica.
Posicionar a paciente em Trendelemburg e aguardar retorno da pressão arterial, mantendo oxigenoterapia por cateter nasal.
Aplicar massagem uterina vigorosa para induzir a saída de coágulos e permitir alívio dos sintomas respiratórios.
Iniciar suporte ventilatório com máscara facial com O2 a 100%, colocar em posição lateral esquerda e acionar imediatamente equipe médica de emergência.
Ao nascimento, se o recém-nascido com idade gestacional ≥34 semanas não estiver respirando ou chorando, não iniciar movimentos respiratórios regulares e/ou apresentar tônus muscular flácido, ele deve ser considerado com vitalidade comprometida e conduzido imediatamente à mesa de reanimação, seguindo os passos de estabilização neonatal. Sobre esse tema, é correto afirmar que
recomenda-se a avaliação da frequência cardíaca, por meio de ausculta precordial , em recém-nascidos com idade gestacional ≥34 semanas que necessitem de reanimação ao nascer, pois tanto a palpação do cordão quanto o monitor cardíaco subestimam a FC em cerca de 15-25 bpm.
a aspiração de boca e narinas é recomendada de rotina para RN ≥34 semanas com vitalidade comprometida, independentemente do aspecto do líquido amniótico.
manobras que garantam a manutenção da normotermia e de vias aéreas pérvias que devem ser realizadas em, no máximo, 60 segundos, seguidas da avaliação da respiração e da frequência cardíaca do recém-nascido.
a ventilação pulmonar constitui o procedimento mais relevante e eficaz na reanimação do recém-nascido ao nascimento. A efetividade da reanimação depende da substituição do líquido presente nos sacos alveolares e/ou alvéolos por ar.
após a realização dos cuidados voltados à manutenção da temperatura e à desobstrução das vias aéreas, caso o recém-nascido apresente frequência cardíaca inferior a 120 bpm e/ou apneia ou respiração irregular, está indicada a ventilação com pressão positiva (VPP), que deve ser iniciada nos primeiros 60 segundos de vida, conhecidos como o “minuto de ouro”.
Os cuidados de enfermagem com o recém-nascido (RN) a termo incluem ações imediatas e mediatas. De acordo com os protocolos neonatais, qual é a primeira medida imediata ao nascimento de um RN a termo?
Administrar oxigênio suplementar.
Realizar a profilaxia com vitamina K.
Realizar a aspiração das vias aéreas.
Administrar antibiótico profilático.
Estimular a respiração e secar o recém-nascido para prevenir a hipotermia.
Gestante de 28 anos, primigesta, em trabalho de parto, apresenta-se em período expulsivo avançado. Após a cabeça fetal se exteriorizar, ela se retrai repetidamente entre as contrações, como a cabeça de uma tartaruga, e não há progressão da saída do corpo do bebê.
A partir deste contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O quadro descrito é sugestivo de distócia de ombro, uma emergência obstétrica na qual são necessárias manobras imediatas para solucioná-la.
PORQUE
II- O ombro fetal precisa ser desimpactado por meio de pressão no fundo do útero para que ocorra a expulsão completa do bebê.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
a asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
a asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
as asserções I e II são proposições falsas.
Considere as afirmações abaixo referentes às boas práticas de enfermagem na assistência ao trabalho de parto e parto:
I. A monitorização contínua da frequência cardíaca fetal é recomendada para todas as gestantes durante o trabalho de parto, pois reduz a incidência de complicações materno-fetais.
II. O uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, como imersão em água morna e movimentação ativa, é recomendado para promover conforto e redução da necessidade de analgesia farmacológica.
III. O uso de posição supina é o mais indicado para o período expulsivo, pois facilita a monitorização materno-fetal e reduz o risco de partos prolongados.
IV. O clampeamento tardio do cordão umbilical, realizado entre 1 e 3 minutos após o nascimento, está associado a melhores desfechos neonatais, incluindo aumento dos estoques de ferro.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
III e IV, apenas.
O Técnico em Enfermagem é o braço direito do enfermeiro. O pré-natal é classificado no Brasil em baixo e alto risco. A assistência de Enfermagem no pré-natal de baixo risco envolve a assistência do técnico e do enfermeiro. Embora saibamos que o enfermeiro é quem traça a Data Provável do Parto – (DPP), ter esse conhecimento é fundamental ao Técnico de Enfermagem, uma vez que esse assunto é abordado durante o período da sua formação. Sendo assim, para uma gestante que teve a Data da Última Menstruação (DUM) em 15/03/2024, a sua data provável de parto será:
22/12/2024.
21/11/2024.
20/01/2025.
19/01/2025.
22/11/2024.
No recém-nascido com boa vitalidade, recomenda-se clampear o cordão umbilical no mínimo
20 segundos após o nascimento.
30 segundos após o nascimento.
40 segundos após o nascimento.
50 segundos após o nascimento.
60 segundos após o nascimento.