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Segundo Almeida e Reis (2021), as contrações uterinas são as forças musculares vigorosas que provocam o nascimento do bebê. O profissional de saúde identifica seu início por meio da dinâmica uterina, quando coloca a sua mão sobre o fundo do útero e avalia:
apagamento, dilatação e duração.
intensidade, apagamento e dilatação.
intensidade, frequência e duração.
contratilidade, frequência e duração.
apagamento, dilatação e frequência.
A evolução do trabalho de parto pode sofrer alterações decorrentes de diferentes mecanismos, que interferem na progressão da dilatação cervical e na descida fetal. Entre as formas possíveis, a distócia funcional apresenta-se quando
ocorre atividade uterina intensificada que resulta em impedimento mecânico à descida fetal durante o trabalho de parto.
há desproporção materno-fetal ou alteração das estruturas pélvicas que dificulta a passagem do feto pelo canal de parto.
observa-se alteração no padrão de contrações que modifica o ritmo da dilatação cervical, sem comprometimento estrutural associado.
verifica-se a perda da coordenação entre os segmentos uterinos, interferindo na eficiência das contrações e na progressão do parto.
Considerando-se a possibilidade de mulheres darem à luz em uma unidade de pronto atendimento (UPA), o enfermeiro deve reconhecer que, no período pós-parto, a administração de ocitocina, constitui a principal medida de prevenção da hemorragia pós-parto (HPP). De acordo com o Ministério da Saúde, a dose (D) de ocitocina a ser administrada preventivamente, a via de administração (VA) e o melhor momento (M) para sua aplicação são, correta e respectivamente:
D = 1 UI; VA = intramuscular; M = logo após o nascimento, em todos os partos.
D = 3 UI; VA = endovenosa; M = logo após o nascimento, em mulheres classificadas com baixo risco para HPP.
D = 3 UI; VA = intramuscular/ M = após dequitação da placenta, em mulheres classificadas com risco médio para HPP
D = 10 UI; VA = endovenosa; M = após o clampeamento do cordão umbilical, em todos os partos.
D = 10 UI; VA = intramuscular; M = logo após o nascimento, em todos os partos.
A Enfermagem em ginecologia e obstetrícia compreende cuidados à saúde da mulher nos diferentes ciclos da vida, incluindo o acompanhamento do pré-natal, a assistência ao parto e os cuidados no puerpério, além de ações de prevenção, promoção da saúde e vigilância de sinais que indiquem possíveis intercorrências. A Enfermagem em ginecologia e obstetrícia envolve cuidados à saúde da mulher nos diferentes ciclos da vida, incluindo o período gestacional, o parto e o puerpério, bem como ações de prevenção e promoção da saúde. O Técnico em Enfermagem atua no apoio à assistência, seguindo protocolos e orientações da equipe de saúde. Considerando a Enfermagem em ginecologia e obstetrícia, analise as afirmativas abaixo.
(__) Os cuidados no acompanhamento do pré-natal incluem a observação de sinais e sintomas que indiquem possíveis intercorrências gestacionais.
(__) O Técnico em Enfermagem pode realizar procedimentos obstétricos invasivos de forma autônoma, sem supervisão profissional.
(__) A orientação à gestante sobre sinais de alerta durante a gravidez contribui para a prevenção de complicações.
(__) Os cuidados no puerpério incluem a observação de sangramentos, sinais de infecção e das condições gerais da puérpera.
Assinale a alternativa CORRETA, indicando as afirmativas VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), "de cima para baixo".
V, V, F, V.
F, V, V, F.
V, F, F, V.
V, F, V, V.
A Classificação de Robson é um sistema padronizado para monitorar e comparar taxas de cesáreas. Essa classificação
avalia mulheres em trabalho de parto ativo, excluindo cesárea eletiva.
agrupa gestantes de acordo com risco gestacional e presença de comorbidades clínicas maternas.
permite identificar quais grupos mais contribuem para as taxas de cesáreas em um serviço.
é utilizada para gestantes de alto risco, excluindo gestantes de risco habitual.
Mulher de 24 anos, primigesta, com 14 semanas de idade gestacional, comparece à segunda consulta de pré-natal na unidade básica de saúde. No primeiro trimestre (8a semana), seus exames de triagem apresentaram teste rápido para sífilis (TRS) não reagente. Na consulta atual, a paciente relata o surgimento de uma lesão ulcerada única, indolor, de bordas endurecidas na região vulvar há 10 dias, que desapareceu espontaneamente antes da consulta. Ela não apresenta outras queixas. Um novo TRS é realizado, resultando reagente. O marido da gestante é convocado, mas recusa a testagem imediata. Não há alergias a medicamentos. O médico solicita o teste não treponêmico (VDRL) para seguimento.
Com base nas diretrizes de vigilância em saúde da sífilis em gestantes, assinale a alternativa correta.
A ocorrência de um segundo caso de sífilis em uma gestação subsequente deve ser notificada no SINAN como recidiva e não como um novo caso.
O caso é classificado como sífilis em gestante devido ao Teste Rápido reagente, independentemente da presença ou ausência de sintomas no momento da consulta.
A gestante deve ser considerada adequadamente tratada se receber a última dose de penicilina pelo menos quinze dias antes da data provável do parto.
A realização do teste não treponêmico na hora do parto é opcional se a paciente tiver exames de monitoramento reagentes e estáveis durante o terceiro trimestre.
A ausência de queda dos títulos de VDRL após o esquema de dose única em sífilis primária exige o retratamento imediato, com três doses semanais.
Assinale a alternativa que apresenta o foco de avaliação da “dinâmica uterina”:
Peso.
Tamanho.
Rotações.
Contrações.
Sangramento.
No puerpério imediato, a presença de lóquios com aspecto sanguinolento (vermelho vivo), em quantidade moderada e sem odor fétido, é considerada um achado normal e esperado nos primeiros dias após o parto.
Certo
Errado
No contexto da atenção integral à saúde da mulher, a assistência ao pré-natal deve ser organizada de modo a atender às necessidades reais da população de gestantes. Quanto às condições básicas para a assistência pré-natal, analise as alternativas a seguir e assinale a alternativa INCORRETA:
Deve ser realizada a classificação e reclassificação do risco gestacional em todas as consultas de pré-natal, com encaminhamento oportuno ao pré-natal de alto risco ou aos serviços de urgência e emergência obstétrica, quando indicado.
Constitui condição básica da assistência pré-natal a identificação, durante as consultas, de fatores de risco para dificuldades no aleitamento materno, com orientação adequada e encaminhamento da gestante aos grupos de apoio e/ou ao Banco de Leite Humano (BLH) de referência, quando necessário.
Atendimento às intercorrências obstétricas e às condições maternas com repercussão fetal, bem como o controle de doenças crônicas e a profilaxia de doenças infecciosas.
Atenção à puérpera e ao recém-nascido restrita aos primeiros 15 dias após o parto e realização da consulta puerperal até o 52º dia pós-parto.
Vinculação aos sistemas de regulação obstétrica e neonatal, quando existentes, de modo a garantir o acesso oportuno à internação da parturiente e do recém-nascido nas situações que indiquem necessidade de assistência hospitalar.
O método Canguru é considerado a abordagem mais adequada para atenção ao recém-nascido (RN) pré-termo ou de baixo peso, especialmente para aqueles que necessitam de internação em Unidade Neonatal. Em relação ao método Canguru, assinale a alternativa correta.
O método preconiza apenas o envolvimento da mãe nos cuidados com o bebê.
O acolhimento ao bebê e a sua família e o estímulo ao contato pele a pele precoce são pilares do método.
O método aumenta o risco de infecção para o bebê.
O Método Canguru é um programa nacional de saúde que integra um conjunto de ações voltadas para a qualificação do cuidado ao recém-nascido e sua família.
A primeira etapa do método inicia-se na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru (UCINCa), onde a mãe, apoiada e orientada pela equipe de Saúde, assume a maior parte dos cuidados com seu filho.
Considerando a organização dos componentes da Rede Alyne, especialmente o sistema logístico, o cuidado na gestação e no puerpério de alto risco, é INCORRETO afirmar que:
a atenção à gestação e ao puerpério de alto risco deve ser organizada exclusivamente em nível hospitalar, sendo vedado o acompanhamento compartilhado com a Atenção Primária à Saúde.
a regra da ―Vaga Sempre‖ garante que toda gestante ou puérpera com critério de internação hospitalar e recém-nascido grave ou potencialmente grave tenha sua vaga assegurada, mesmo quando houver necessidade de transferência intra-hospitalar.
a operacionalização da Rede Alyne´ acontece pela execução das fases: fase 1: instituição de Grupos Condutores e análise de situação de saúde, incluindo perfil epidemiológico e capacidade instalada de ações e serviços de saúde; fase 2: contratualização dos pontos de atenção; e fase 3: monitoramento.
o ambulatório de gestação e puerpério de alto risco (AGPAR) deve garantir, no mínimo, doze consultas pré-natais por equipe multiprofissional especializada, distribuídas ao longo da gestação.
são atribuições do Ambulatório de Gestação e Puerpério de alto Risco: utilizar a Caderneta da Gestante e a ficha perinatal como instrumentos para o registro das informações de cuidado compartilhado; utilizar os serviços de telessaúde, teleinterconsulta e/ou teleorientação, quando disponíveis; realizar ações e serviços de vigilância e investigação de óbito materno, fetal e infantil.
De acordo com Almeida e Reis (2021), durante a gestação, o parto e o nascimento, a práxis da enfermagem obstétrica é construir um cuidado que estimule a autonomia da mulher ao mesmo tempo em que promova ações de conforto e estímulos para uma gestação saudável e um parto prazeroso. No que diz respeito às tecnologias não invasivas de cuidado da enfermagem obstétrica, correlacione os tipos de tecnologia às tecnologias do cuidado e assinale a opção correta.
TIPOS DE TECNOLOGIA
I- Leve
II- Leve-dura
III- Dura
TECNOLOGIAS DO CUIDADO
( ) Evidências científicas
( ) Saberes popuiares femininos
( ) Uso do cavalinho
( ) Promover conforto e relaxamento
( ) Uso de essências
(II) (I) (III) (II) (I)
(II) (I) (III) (I) (III)
(III) (I) (II) (I) (II)
(I) (I) (II) (II) (II)
(II) (II) (III) (I) (III)
Gestante internada por vômitos intensos na gravidez recebeu metoclopramida por via intravenosa, sob supervisão do Enfermeiro. Cerca de vinte minutos após, o Auxiliar de Enfermagem observa contração involuntária e sustentada dos músculos do pescoço, com a cabeça inclinada para um dos lados e os olhos desviados para cima. A gestante refere incapacidade de relaxar a região e mantém-se desperta e orientada.
Acerca do caso, o efeito adverso associado ao quadro, o qual deve ser comunicado ao Enfermeiro, é denominado como:
Acatisia.
Coreia.
Distonia.
Mioclonia.
Em um atendimento de emergência obstétrica em unidade hospitalar, uma gestante de 35 semanas apresentou dor abdominal intensa e contínua, hipertonia uterina, sangramento vaginal escurecido em pequena quantidade e sinais de instabilidade hemodinâmica materna. evidenciou sofrimento fetal agudo. Considerando as características clínicas do Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), assinale a alternativa CORRETA. A cardiotocografia
A intensidade do sangramento vaginal exteriorizado reflete obrigatoriamente a magnitude da perda sanguínea materna.
A ausência de hipertensão arterial no momento da admissão exclui etiologia hipertensiva para o quadro.
Sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e sem hipertonia uterina constitui manifestação clássica do DPP grave.
No DPP, pode ocorrer sangramento oculto com formação de coágulo retroplacentário instabilidade hemodinâmica desproporcional ao sangramento exteriorizado.
Paciente de 34 anos, G1P0, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de pré-natal com 12 semanas de gestação. Apresenta IMC 32 kg/m² e relata ter histórico de rins policísticos diagnosticado há 5 anos. Na anamnese, refere sedentarismo, alimentação pouco equilibrada e início tardio do pré-natal. Ao exame, PA = 120/80 mmHg e glicemia de jejum normal. Com base na estratificação de risco obstétrico no pré-natal do Ministério da Saúde e nos fatores identificados no caso, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação de risco para essa paciente e a conduta de acompanhamento recomendada.
Risco Habitual. O acompanhamento deve ser mantido exclusivamente na Atenção Primária à Saúde, com foco na correção dos hábitos de vida.
Risco Intermediário. A paciente deve ser acompanhada na Atenção Primária à Saúde (APS) com apoio de uma equipe multiprofissional, pois o IMC elevado é o único fator de risco real.
Risco Intermediário. Os principais fatores são a idade materna avançada e o IMC alto, devendo essa paciente ser encaminhada para avaliação em ambulatório de especialidades, mas mantendo a maior parte do acompanhamento na APS.
Alto Risco. A paciente deve ser encaminhada para acompanhamento em Ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco e/ou ambulatório especializado, devido ao histórico de rins policísticos.
Alto Risco. O risco é classificado como alto devido à presença de dois fatores de Médio Risco (IMC e Idade), mas o pré-natal pode ser integralmente realizado na Atenção Primária com reforço das consultas e exames.
A assistência ao puerpério imediato foca na detecção precoce de sinais clínicos que possam indicar hemorragia pós-parto ou infecção puerperal.
Considerando as condutas de monitoramento materno nesse período, assinale a alternativa correta.
A deambulação precoce no puerpério é contraindicada por aumentar o risco de trombose venosa profunda e causar a inversão uterina espontânea.
Avaliação sistemática do sangramento vaginal, da contração uterina, dos sinais vitais e da temperatura corporal, com o objetivo de identificar precocemente hemorragia pós-parto e sinais clínicos sugestivos de infecção.
O banho de imersão em banheiras públicas é a conduta recomendada imediatamente após a alta hospitalar para favorecer a cicatrização da episiotomia.
A realização de massagem uterina deve ser evitada em pacientes com atonia uterina para não deslocar fragmentos placentários em direção às trompas de Falópio.
Avaliação sistemática dos lóquios avermelhados, se houver odor fétido e presença de grandes coágulos são considerados achados normais e fisiológicos até o trigésimo dia do puerpério remoto.
Dentre os direitos voltados para a gestante e à prevenção da violência obstétrica encontra-se
o do consentimento informado que exige que a gestante seja comunicada sobre riscos, benefícios e alternativas, podendo concordar ou recusar procedimentos eletivos.
o da escolha pela gestante do acompanhante para a hora do parto, sendo vedada a sua permanência junto à parturiente no período do pós-parto.
o do plano de parto que deve ter caráter informativo, podendo ser desconsiderado a qualquer momento pela equipe na definição das condutas assistenciais.
o das práticas de restrição alimentar, negação de analgesia ou de imposição de procedimentos feitos pela equipe à parturiente, sem explicação prévia.
No atendimento obstétrico da UPA, uma gestante de 34 semanas apresenta sangramento vaginal vermelho vivo, ausência de dor e sinais vitais estáveis. Até a avaliação obstétrica, a atuação correta do técnico de enfermagem consiste em:
manter a gestante em repouso, monitorar os sinais maternos, observar e quantificar o sangramento externo, comunicar a equipe e evitar a realização de toque vaginal.
realizar o toque vaginal para verificar a dilatação, quantificar o sangramento da gestante, registrar o achado e comunicar o resultado antes da avaliação obstétrica.
orientar a gestante a caminhar até o banheiro, fornecer um absorvente interno para mensurar a perda sanguínea e aferir os sinais vitais no retorno.
introduzir uma compressa vaginal para conter o sangramento, manter a gestante em decúbito dorsal e preparar o acesso venoso após a avaliação obstétrica.
A “placenta prévia” ocorre quando:
A placenta se implanta na parte inferior do útero.
O útero se implanta na parte inferior da placenta.
O embrião se implanta fora do útero.
O embrião se implanta fora da placenta.
A placenta se implanta na parte inferior da próstata.
No período puerperal imediato, é prioridade na assistência de enfermagem:
incentivar deambulação precoce e avaliar estado emocional materno.
avaliar involução uterina e sangramento vaginal.
realizar exame citopatológico do colo do útero para avaliar sangramento vaginal.
suspender aleitamento nas primeiras 12 horas e verificar produção de leite materno.
manter repouso absoluto por 48 horas e orientar sobre método contraceptivo pós-parto.