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Sobre as condutas relacionadas ao binômio mãe/filho e a transmissão do HIV/AIDS, é essencial que o Enfermeiro reconheça que:
o parto da gestante HIV positiva deverá ser normal, considerando que a transmissão vertical é menos provável.
toda mãe soropositiva para HIV/AIDS deverá ser orientada para amamentar, pois não há transmissão via leite materno.
o teste anti-HIV só deverá ser realizado em gestantes no final da gestação, pois o perigo de transmissão só se dá no período intraparto.
todo recém-nascido de mulheres infectadas pelo HIV deve receber zidovudina (AZT), de preferência imediatamente após o nascimento (nas 4 primeiras horas de vida).
o Zidovudina (AZT) deve ser suspensa na gestante no período intraparto, pois esse medicamento afeta a dinâmica uterina e não tem efeito profilático.
Caracteriza-se por vômitos contínuos e intensos que impedem a alimentação da gestante, ocasionando desidratação, oligúria, perda de peso e transtornos metabólicos, com alcalose. Nos casos graves, pode ocasionar insuficiência renal e neurológica. Aspectos emocionais e adaptações hormonais sãos apontados como causadores do citado transtorno.
Assinale CORRETAMENTE a intercorrência obstétrica citada acima.
Gravidez ectópica.
Hiperêmese gravídica.
Desidratação gravídica.
Doença trofoblástica gestacional.
“O Método Canguru é uma tecnologia que vem mudando o paradigma da assistência neonatal no Brasil, porque amplia os cuidados prestados ao bebê e agrega a necessidade de uma atenção voltada para os pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social” (BRASIL, 2014, p.29).
Sobre o Método Canguru, é correto afirmar que
consiste em 4 (quatro) etapas, todas interligadas.
a posição Canguru é imprescindível na primeira etapa, não sendo tão importante nas demais.
a implantação do Método Canguru em uma maternidade depende mais de mudanças de atitudes do que estruturais.
sobre o tempo de permanência na posição Canguru, a recomendação é de 3 (três) vezes ao dia, durante 30 minutos.
apesar de muito difundido, não existem evidências de que o Método Canguru possa promover mudanças na história de vida de um bebê e sua família.
No que diz respeito ao rastreamento e diagnóstico da hiperglicemia na gestação, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde (2022), é correto afirmar que
na primeira consulta de pré-natal, a constatação de glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL confirma o diagnóstico de diabetes mellitus prévio, diagnosticado na gestação.
as metas para glicemia capilar durante a gestação de mulheres com diabetes mellitus são: glicemia jejum = < 95 mg/dL; 1 h pós-prandial < 140mg/dL; e, 2 h pós-prandial <120 mg/dL.
a dosagem de HbA1c é o melhor indicador para avaliação do controle glicêmico no diabetes mellitus gestacional (DMG).
gestantes com glicemia de jejum > 90 mg/dL no primeiro trimestre da gestação, devem realizar teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75 g, entre 24 e 28 semanas, com avaliação da glicemia de jejum e pós 1 e 2 horas após a ingestão da glicose.
ao realizar o TOTG, a obtenção de glicemia de 2 horas > 200 mg/dL confirma o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG).
A articulação da implantação do Acolhimento e Classificação de Risco em Obstetrícia passa pelos seguintes movimentos de mudanças:
ampliação do atendimento médico, do enfermeiro obstetra, ou de obstetriz em tempo oportuno.
otimização dos espaços para agilizar o atendimento, seguindo-se os referenciais da ambiência.
aperfeiçoamento no atendimento a mulher através da integração e complementariedade dos serviços.
utilização de métodos interativos de identificação de problemas na assistência e organização dos serviços e elaboração coletiva de propostas.
produção de movimento de discussão do processo de trabalho em todo o serviço, para que os efeitos esperados sejam alcançados, através da adesão das equipes de saúde.
Informações sobre as diferentes vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os profissionais de saúde. Esta possibilidade de intercâmbio de experiências e conhecimentos é considerada a melhor forma de promover a compreensão do processo de gestação (BRASIL, 2016). São temas que podem ser abordados nas atividades educativas:
O direito a acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto, garantido pela Lei nº 80,80, de 19 de setembro de 1990, regulamentada pela Portaria MS/GM nº 2.418, de 2 de dezembro de 2005;
O estabelecimento do vínculo entre pai e filho, fundamental para o desenvolvimento saudável da criança;
Orientar a abstinência sexual, para que não corra o risco e contrair as Infecções Sexualmente Transmissíveis.
Promoção da alimentação saudável (enfoque na prevenção dos distúrbios nutricionais e das doenças associadas à alimentação e nutrição sobrepeso, obesidade, hipertensão e diabetes) para isso as dietas devem ser restritivas e com redução calórica.
De acordo com os princípios fisiológicos e metodológicos específicos para gestantes, a realização de atividade física pode proporcionar benefícios, por meio do ajuste corporal à nova situação. Orientações sobre exercícios físicos básicos não devem ser fornecidas na assistência pré-natal apenas no período do puerpério.
Conforme solicitação do obstetra, gestante com 405/7 semanas de idade gestacional, realizou a avaliação do perfil biofísico fetal, obtendo escore = 8/10. Os componentes avaliados (C) e a interpretação (I) do escore obtido são
C = frequência cardíaca fetal, respiração fetal, tono muscular fetal, fluxo placentário e cardiotocografia basal; I = asfixia fetal provável.
C = respiração fetal, movimento fetal, tono muscular fetal, volume do líquido amniótico e cardiotocografia basal; I = asfixia fetal provável.
C = frequência cardíaca fetal, maturidade da placenta, fluxo placentário, volume do líquido amniótico e velocimetria da artéria umbilical; I = asfixia fetal possível.
C = respiração fetal, movimento fetal, tono muscular fetal, volume do líquido amniótico e cardiotocografia basal; I = normal, feto sem asfixia.
C = respiração fetal, movimento fetal, grau de maturidade da placenta, fluxo placentário, velocimetria da artéria umbilical; I = normal, feto sem asfixia.
O acretismo placentário é definido como a aderência anormal da placenta na parede uterina, com ausência total ou parcial da decídua basal e desenvolvimento imperfeito da camada fibrinoide. Nesse contexto, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma condição associada a essa condição gravídica.
Síndrome de Asherman.
Placenta prévia.
Reprodução assistida.
Dispositivo intrauterino.
Endometrite.
Todo recém-nascido <34 semanas que não respira ou se apresenta hipotônico deve ser conduzido à mesa de reanimação. Analise as afirmativas abaixo sobre as recomendações para assegurar vias aéreas pérvias e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Colocar o recém-nascido <34 semanas em decúbito dorsal, sem inclinação e sob calor radiante.
( ) Devido ao tônus muscular mais débil decorrente da imaturidade global, indica-se colocar um coxim sob os ombros para facilitar o posicionamento adequado da cabeça.
( ) A aspiração de boca e narinas não é recomendada de rotina para recém-nascido <34 semanas.
( ) A aspiração de oro e nasofaringe está reservada aos recém-nascidos em que há suspeita de obstrução de vias aéreas por excesso de secreções, com sonda número 6 ou 8, conectada a vácuo, sob pressão máxima de 200mmHg.
( ) A aspiração da hipofaringe deve ser evitada, pois pode causar atelectasia, trauma e prejudicar o estabelecimento da respiração efetiva.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V - V - V - V - V
V - F - V - V - V
F - F - F - V - V
V - V - V - F - V
F - V - V - F - V
Gestante, com idade gestacional de 386/7 semanas, procurou uma unidade de pronto atendimento (UPA) relatando perda de líquido por via vaginal há 30 minutos, sem contrações uterinas. Ao exame obstétrico, constatou-se feto único, vivo, dinâmica uterina = 1 contração em 10 minutos, de fraca intensidade. Ao toque vaginal constatou-se: feto com apresentação pélvica, 3 cm de dilatação, rotura de bolsa amniótica e presença de cordão umbilical na vagina. Entre outras ações, foi providenciada ambulância para a remoção imediata da paciente para a maternidade mais próxima.
Frente a essa situação, o enfermeiro deve observar que durante a remoção a gestante seja transportada, em
maca, na posição de semi-Fowler, com a cabeceira elevada a 30º.
maca, na posição de Sim’s, à esquerda.
maca, na posição de Sims, à direita.
maca, na posição de Fowler baixo, com a cabeceira elevada a 15º, com corpo alinhado à maca e os joelhos mais altos do que a cabeceira.
prancha, em decúbito lateral esquerdo, em Trendelenburg, com pés voltados para a cabeceira elevada da maca.
Por meio de ações que buscam a ampliação do acesso e melhoria da qualidade do pré-natal, da garantia de vinculação da gestante aos serviços de referência para atendimento integral entre outros, sobre as diretrizes que a Rede Cegonha tem para nortear a reorganização dos processos de trabalho nos serviços obstétrico-neonatais, analise as afirmativas abaixo.
I. Garantia das boas práticas e segurança na atenção ao parto e nascimento.
II. Garantia do acolhimento e classificação de risco, qualificação do acesso e assistência.
III. Garantia de vinculação da gestante desde o pré-natal até os serviços de referência que compõem a rede integral, não incluindo apenas a maternidade programada para a realização do parto.
IV. Garantia de acesso às ações do planejamento reprodutivo.
V. Gestão democrática e participativa. Gestão participativa e compartilhada na maternidade, buscando aumentar o grau de corresponsabilização entre usuários/acompanhantes, trabalhadores e gestores.
Assinale a alternativa correta.
I, II, III, IV e V
I, II, IV e V apenas
III, IV e V apenas
IV e V apenas
V apenas
O Descolamento Prematuro de Placenta Normalmente Inserida (DPPNI) representa uma das principais emergências obstétricas hemorrágicas, sendo mundialmente reconhecida como uma situação ameaçadora à vida e com capacidade de evolução rápida para situações de near miss, assim como para óbitos materno e fetal. Nesse contexto, NÃO é um fator de risco para gravidez em andamento:
Trauma.
Placenta prévia.
Distúrbio no líquido amniótico.
Síndromes hipertensivas.
Cesariana prévia.
Um dos sinais de certeza de gravidez é a presença de batimentos cardíacos fetais (BCF), detectados pelo sonar a partir da
9ª semana de gestação.
10ª semana de gestação.
12ª semana de gestação.
15ª semana de gestação.
20ª semana de gestação.
Sobre “Forma grave ou pré-eclâmpsia grave” – “Doença hipertensiva específica da gravidez”, julgue as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após julgamento, marque a alternativa correta.
I - A doença hipertensiva específica da gravidez pode, desde o início, apresentar-se sob forma grave.
II - Contudo, na maioria das vezes, o que se observa é o agravamento progressivo da sintomatologia da forma moderada.
III - Hipertensiva- A pressão arterial está acima de 160/100 mmHg, sendo a elevação sistólica maior que 30 mmHg e a diastólica superior a 15 mmHg.
IV - Proteinúria – Sempre presente e superior a 5g em 24 horas.
F; V; F; V.
V; V; V; F.
V; V; V; V.
V; F; V; F.
F; V; V; V.
Assinale a alternativa que completa a frase abaixo.
O _________ é responsável principalmente por estimular os ovários a secretar estrôgenio. O _________ é responsável principalmente por estimular a produção de progesterona.
Hormônio Luteizante (LH) - Hormônio Foliculoestimulante (FSH)
Hormônio Foliculoestimulante (FSH) - Hormônio Luteizante (LH)
Folículo de Graff - Hormônio Foliculoestimulante (FSH)
Hormônio Luteizante (LH) - Folículo de Graff
O exame físico pode fornecer uma forma de avaliar a idade gestacional quando a data da última menstruação é desconhecida. Sabe-se, por exemplo, que o útero é palpável na altura da cicatriz umbilical quando a gestação está em torno de:
12 semanas.
16 semanas.
20 semanas.
28 semanas.
32 semanas.
A hiperglicemia na gestação deve ser investigada no início e na metade dela. O diagnóstico na gravidez, e o consequente controle dos níveis glicêmicos, reduz as complicações para a mãe e seu filho. Faz parte da rotina de exames do segundo trimestre o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g. Neste exame, a gestante ingere via oral um líquido composto por 75g de glicose e é avaliado os valores de glicemia em jejum, glicemia após 1 hora de ingestão e glicemia após 2 horas de ingestão. São considerados valores limites de normalidades do TOTG respectivamente:
Para a diabetes mellitus gestacional, considerar os limites de 92 mg/dL, 180 mg/dL e 153 mg/dL.
Para a diabetes mellitus gestacional, considerar os limites de 92 mg/dL, 153 mg/dL e 140 mg/dL.
Para a diabetes mellitus gestacional, considerar os limites de 85 mg/dL, 180 mg/dL e 153 mg/dL.
Para a diabetes mellitus gestacional, considerar os limites de 85 mg/dL, 153 mg/dL e 140 mg/dL.
Para a diabetes mellitus gestacional, considerar os limites de 99 mg/dL, 160 mg/dL e 120 mg/dL.
O trabalho materno fora do lar pode ser um importante obstáculo à amamentação, em especial a exclusiva. Para as mães manterem a lactação após retornarem ao trabalho, é importante que o profissional de saúde estimule os familiares a dividir as tarefas domésticas com a nutriz e oriente a mãe trabalhadora quanto a algumas medidas que facilitam a manutenção do aleitamento materno. Durante as horas de trabalho, esvaziar as mamas por meio de ordenha e guardar o leite na geladeira e em congelador pode ser uma das técnicas para auxiliar a manter a lactação. O tempo de armazenamento do leite materno em geladeira e em congelador não deve ultrapassar a:
Leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por 05 horas e, no freezer ou congelador, por 10 dias.
Leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por 12 horas e, no freezer ou congelador, por 15 dias.
Leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por 10 horas e, no freezer ou congelador, por 20 dias.
Leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por 07 horas e, no freezer ou congelador, por 05 dias.
Leite cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira por 24 horas e, no freezer ou congelador, por 30 dias.
Ao realizar a consulta de enfermagem de pré-natal, o enfermeiro deve levar em conta que a estratificação de risco obstétrico deve ser iniciada na primeira consulta e ser revista a cada consulta subsequente. Assim sendo, de acordo com orientação do Ministério da Saúde (2022), deve considerar como condições que indicam maior risco de desenvolvimento de patologias com potencial de óbito materno-fetal que devem ser ponderadas nos critérios de encaminhamento da gestante à unidade de maior nível hierárquico de pré-natal, entre outros fatores:
índice de massa corporal (IMC) menor que 20 Kg/m2 ou maior que 30 Kg/m2 .
história de pré-eclâmpsia precoce (menor de 38 semanas) em gestação anterior e hipertensão arterial crônica.
fator D fraco (tipagem sanguínea) e presença de sinais e sintomas clínicos de infecção das vias aéreas superiores.
uso abusivo de tabaco, álcool ou drogas e suspeita de trombose venosa profunda.
transtorno mental e cirurgia bariátrica anterior.
Após o diagnóstico de Diabetes Mellitus na Gravidez (DMG), o passo seguinte é o tratamento adequado para diminuir a morbimortalidade perinatal e a morbidade materna e da prole, em curto e longo prazo. Para tanto, o adequado controle da glicemia materna aumenta a possibilidade de o desfecho gestacional ser um recém-nascido vivo, com idade gestacional a termo, crescimento proporcional e sem distúrbios respiratórios e metabólicos após o nascimento. No que diz respeito ao diagnóstico e etapas precedentes, assinale a opção correta.
Apenas o monitoramento regular da glicose não permite que as mulheres com DMG e os profissionais de saúde definam a modalidade terapêutica mais eficaz.
Após o diagnóstico inicial, não é necessário que em todas as consultas de pré-natal os marcadores de qualidade do controle glicêmico sejam reavaliados.
As metas para o controle glicêmico são definidas por níveis de glicose no jejum < 90 mg/dL, uma hora pós-prandial < 120 mg/dL e duas horas pós-prandial < 100 mg/dL.
As metas para o controle glicêmico são definidas por níveis de glicose no jejum < 95 mg/dL, uma hora pós-prandial < 140 mg/dL e duas horas pós-prandial < 120 mg/dL.