Questões de Concurso sobre Trauma cranioencefálico

 
 
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Criança de 1 ano e 8 meses internada na unidade de terapia intensiva com traumatismo cranioencefálico apresentou, diante de estímulo doloroso, gemidos, abertura ocular e flexão anormal dos membros.

De acordo com a escala de coma de Glasgow pediátrica, esses sinais indicam:


A

lesão cerebral leve.


B

ausência de lesão cerebral.


C

lesão cerebral moderada que requer monitorização.


D

lesão cerebral grave com necessidade de intubação.


E

lesão cerebral grave sem necessidade de intubação.

Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma lesão que atinge o crânio, geralmente ocasionada por um forte impacto, e que pode ocasionar danos graves ao cérebro, como contusão ou coágulos sanguíneos. Diante disso, é importante que o técnico de enfermagem tenha conhecimento dos seguintes cuidados básicos para o tratamento do TCE grave, EXCETO:


A

Evitar a hipertermia e manter a temperatura preferencialmente entre 36 e 37º.


B

Manter o fluxo sanguíneo cerebral e pressão de gás carbônico; não realizar hiperventilação profilática.


C

Manter o balanço hídrico neutro e fazer uso, preferencialmente, de solução isotônica como fluido de manutenção.


D

Manter o posicionamento neutro da cabeça, com decúbito a 0º.


E

Considerar eletroencefalograma contínuo, se disponível, especialmente nos casos de uso de bloqueador neuromuscular.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: < http://files.bvs.br >. Acesso em: 10 jan. 2021.


Os hematomas peridurais, conforme observado na imagem, são relativamente incomuns, presentes apenas em 1% dos casos de traumatismo cranioencefálico (TCE), e apenas 10% apresentam rebaixamento do nível de consciência. Quanto aos hematomas peridurais, assinale a alternativa correta.


A

Resultam, principalmente, da ruptura de uma artéria que faz a ligação entre o córtex cerebral e a drenagem para os seios. Em aproximadamente 80% dos casos de hematoma peridural, podem ser considerados de origem traumática. Ocorrem, com frequência, adjacentes a contusões do parênquima cerebral.


B

São localizados fora da dura-máter, mas dentro do crânio. São tipicamente em formato biconvexo ou lenticular. São geralmente localizados na região parietal ou occipitoparietal, onde frequentemente as fraturas cranianas causam laceração da artéria meníngea superior.


C

Resultam, principalmente, da ruptura de uma veia que faz a ligação entre o córtex cerebral e a drenagem venosa para os seios. Em aproximadamente 80% dos casos de hematoma peridural, podem ser considerados a base da lesão neurológica. Ocorrem, com frequência, adjacentes a contusões do parênquima cerebral.


D

São localizados fora da dura-máter, mas dentro do crânio. São tipicamente em formato biconvexo ou lenticular. São geralmente localizados na região temporal ou temporoparietal, onde frequentemente as fraturas cranianas causam laceração da artéria meníngea média.


E

Resultam, principalmente, da ruptura de uma artéria que faz a ligação entre o córtex cerebral e a drenagem para os seios. Em aproximadamente 80% dos casos de hematoma peridural, não podem ser considerados a base da lesão neurológica. Raramente são associados a contusões do parênquima cerebral.

O trauma cranioencefálico inclui fraturas, concussão cerebral, contusão/laceração cerebral e hemorragia. Com relação aos cuidados de enfermagem na fase aguda da reabilitação, é CORRETO afirmar:


A

Na monitoração neurológica, é necessário monitorar e registrar frequentemente o estado neurológico e comparar com os dados basais, durante as primeiras 24 horas, aplicando a escala de coma de Glasgow.


B

Na monitoração neurológica, é necessário monitorar os sinais vitais, observando o início ou a continuidade da hipotensão sistólica e amplitude da pressão de pulso; observar hipertensão em paciente com trauma múltiplo.


C

Na monitoração neurológica, é necessário monitorar e registrar frequentemente o estado neurológico e comparar com os dados basais, durante as primeiras 48 horas, aplicando a escala de coma de Glasgow.


D

Na monitoração neurológica, é necessário monitorar os sinais vitais, observando o início ou a continuidade da hipertensão sistólica e amplitude da pressão de pulso; observar hipotensão em paciente com trauma múltiplo.

O traumatismo cranioencefálico (TCE) continua como uma das principais causas de mortalidade e invalidez ao redor do mundo. Após a agressão inicial, o aumento da pressão intracraniana (PIC) decorrente de formações expansivas e do edema cerebral, se não controlado, pode levar a isquemia por redução do fluxo sanguíneo encefálico, hérnias cerebrais, compressão e torção vascular, que, por sua vez, pode gerar mais lesão ao tecido cerebral e, em consequência, piorar o prognóstico.


Nesse cenário, assinale a alternativa que apresente sinais e sintomas clássicos de elevação na PIC.


A

extensão dos membros com pronação lateral dos punhos e das mãos.


B

depressão do nível de consciência, alteração do reflexo pupilar, cefaleia, vômitos.


C

flexão dos membros superiores e rotação interna dos membros inferiores.


D

respiração apenas por movimentos diafragmáticos.

Após uma situação de acidente automobilístico, você está entre os membros da equipe de atendimento pré-hospitalar e recebe informações, com estratégias de comunicação em alça fechada, sobre um dos casos a que irá prestar atendimento e observa os seguintes sinais: coloração arroxeada periorbitária, sinais de perda liquórica e múltiplas fraturas. Os cuidados devem incluir a suspeita de


A

choque hipovolêmico.


B

trauma cranioencefálico.


C

obstrução de via aérea, inviabilizando o uso de colete KED.


D

hipoxia por choque séptico.


E

acidente vascular cerebral caracterizado por trauma.

Cefaleia que acomete todo o crânio, agitação, tonteiras, dormências, distúrbio da visão e da fala, vômitos em jato, não precedidos de náuseas, flutuação dos sinais vitais, devidos à compressão do centro bulbar do vômito, alteração pupilar, resposta diminuída aos estímulos em paciente com traumatismo crânio encefálico são sinais e sintomas que caracterizam:


A

hipervolemia.


B

hipovolemia.


C

edema cerebral.


D

covid-19.


E

hiperglicemia.

Ano: 2021
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Técnico de Enfermagem - Área: SAMU - 2021

No atendimento ao paciente com suspeita de trauma cranioencefálico grave, com sinais de aumento da pressão intracraniana (PIC), marque o item que indica como deve ser realizada a estabilização da coluna cervical corretamente.


A

Estabilização manual.


B

Imobilização com colar cervical rígido.


C

Imobilização com colar tipo Lubo.


D

Estabilização completa com colar e coxins laterais (head block).

Ano: 2021
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Enfermeiro - Área: SAMU - 2021

A lesão cerebral traumática (LCT) é considerada um problema de saúde pública mundial que afeta mais de 10 milhões de pessoas por ano. Por isso, o enfermeiro deve ter conhecimento sobre a sua fisiopatologia, com vistas a intervir corretamente no atendimento inicial. Assim sendo, avalie os itens e assinale o CORRETO.


A

A LCT pode ser dividida em primária, secundária e terciária.


B

A lesão primária ocorre nas primeiras horas após o trauma.


C

A lesão secundária se refere à lesão adicional de estruturas que originalmente não tinham sido prejudicadas no trauma inicial.


D

A lesão terciária resulta em lesão adicional ao encéfalo, a partir de quatro semanas após trauma inicial.

Paciente com Trauma Crânio encefálico - TCE, com os seguintes dados significativos: Acamado; fraturas múltiplas em membro inferior esquerdo (tíbia, fêmur e sínfise pubiana); edema em membro inferior esquerdo; agitação; contido no leito; Glasgow > 15. Considerando as etapas da sistematização da assistência de enfermagem, assinale a alternativa correta em relação ao diagnóstico de enfermagem, embasado nos dados significativos apresentados.


A

Débito cardíaco diminuído.


B

Risco para transmissão de infecção.


C

Hipertermia caracterizada por temperatura acima de 37,08ºC.


D

Mobilidade física prejudicada.

No que tange aos cuidados de enfermagem com a criança com trauma craniano, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – As pupilas isocóricas indicam alterações neurológicas relativas ao trauma craniano.

II – A criança deve ser mantida em repouso no leito com a cabeceira levemente elevada.

III – A verificação dos sinais vitais não é necessária em se tratando de casos de afecções neurológicas na criança.


A

Apenas o item I é verdadeiro.


B

Apenas o item II é verdadeiro


C

Apenas o item III é verdadeiro.


D

Apenas os itens I e III são verdadeiros.


E

Todos os itens são verdadeiros.

O traumatismo crânio encefálico (TCE) é qualquer lesão decorrente de um trauma externo, que geralmente tem como consequência alterações anatômicas do crânio, como fratura ou laceração do couro cabeludo, bem como o comprometimento funcional das meninges, encéfalo ou seus vasos, resultando em alterações cerebrais momentâneas ou permanentes, de natureza cognitiva ou funcional. A causa do TCE está relacionada a traumas decorrentes de causas externas, como por exemplo: acidentes automobilísticos, arma de fogo, armas brancas, violência doméstica, acidentes ocorridos durante a realização de esportes e quedas de própria altura. Hoje em dia é notável que este trauma está relacionado como uma problemática de saúde pública, incapacitando ou levando à morte muitas pessoas. Sobre o TCE, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A pressão intracraniana (PIC) elevada pode reduzir a perfusão cerebral e causar ou exacerbar a isquemia. A PIC normal no estado de repouso é aproximadamente 10mm Hg. Pressões maiores do que 20 mm Hg, especialmente se mantidas e refratárias ao tratamento, são associadas a pior resultado.


B

O trauma craniencefálico grave pode prejudicar a auto-regulação pressórica de tal modo que o cérebro fica incapaz de compensar adequadamente as mudanças na pressão de perfusão cerebral (PPC). Assim, se a pressão arterial média (PAM) for muito baixa pode ocorrer isquemia e infarto e se a PAM for muito alta pode ocorrer inchaço com aumento da PIC.


C

Os sinais clínicos como a equimose periorbital (olhos de guaxinim), a equimose retroauricular (sinal de Battle), rinorréia ou otorréia, devem aumentar o índice de suspeita e ajudar na identificação das fraturas da base do crânio.


D

Trauma craniencefálico leve é definido por uma história de desorientação, amnésia, ou perda transitória da consciência em um doente que está consciente e falando. Isso correlaciona com um escore de 11 a 15 na GCS.

Analise as afirmativas a seguir:

I. As ambulâncias são definidas como veículos que se destinam exclusivamente para o transporte de enfermos. A ambulância do tipo B (Ambulância de Suporte Básico) é destinada à transferência inter-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, classificado com potencial necessidade de intervenção médica no local e/ou durante o transporte até o serviço de destino. As ambulâncias não possuem equipamentos de intervenção médica e drogas e a sua tripulação é composta por motorista e um técnico de enfermagem.

II. O pneumotórax aberto decorre de uma abertura na parede torácica por um trauma penetrante, que possibilita a entrada de ar pelo orifício e não pelas vias aéreas, por ter menos resistência. Para isso, é necessário que essa abertura tenha no mínimo 2/3 do diâmetro da traqueia do paciente. A conduta imediata a ser realizada é a oclusão valvulada do orifício, denominado curativo de 3 pontas. Após o curativo, deverá ser realizada a drenagem torácica do paciente através de um orifício criado cirurgicamente, em condições assépticas.

III. Para a classificação de gravidade do traumatismo cranioencefálico (TCE), utiliza-se a Escala de Coma de Glasgow – ECG. Essa é uma escala mundialmente aceita, já que constitui um método fácil para avaliar não só a gravidade do TCE, mas também da deterioração do quadro neurológico, à medida que se deve repetir a aplicação da escala ao longo do atendimento clínico. Seguindo essa escala, o TCE pode ser classificado como leve (13 a 15 pontos), moderado (9 a 12 pontos) ou grave (3 a 8 pontos).

Marque a alternativa CORRETA:


A

Nenhuma afirmativa está correta.


B

Apenas uma afirmativa está correta.


C

Apenas duas afirmativas estão corretas.


D

Todas as afirmativas estão corretas.

Ao cuidar de uma criança que sofreu um traumatismo cranioencefálico grave, a enfermeira intensivista pediatra deve manter monitoração neurológica constante. Um dos parâmetros a ser avaliado é a pressão de perfusão cerebral que é o resultado da


A

subtração da pressão intracraniana da pressão arterial média (PAM-PIC).


B

subtração da pressão intracraniana do fluxo sanguíneo cerebral (FSC-PIC).


C

adição da pressão intracraniana ao fluxo sanguíneo cerebral (FSC+PIC).


D

adição do fluxo sanguíneo cerebral à pressão arterial média (FSC+PAM).


E

adição do fluxo sanguíneo cerebral à pressão arterial média menos a pressão intracraniana (FSC+PAM-PIC).

Quando o pescoço do paciente está flexionado (após ser excluído um traumatismo ou lesão cervical), efetua-se a flexão dos joelhos e dos quadris; quando o membro inferior de um lado é flexionado passivamente e se observa um movimento semelhante no membro oposto, pode-se dizer que é o sinal positivo de:


A

Trousseau


B

Brudzinski


C

Babinski


D

Kernig

Vítima de queda de telhado há 30 minutos, sexo masculino, 38 anos, foi admitido na sala de emergência com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE). Ao realizar a avaliação inicial do paciente, o enfermeiro aplicou a escala de coma de Glasgow atualizada, com resposta pupilar – ECG-P, obtendo os seguintes escores: O4,V2, M2. Constatou, ainda, que nenhuma das pupilas apresentava reação à luz. Frente a essa situação, a pontuação final (P) obtida e sua interpretação (I) quanto à gravidade do TCE são:


A

P = 10; I = leve.


B

P = 10; I = moderada.


C

P = 8; I = grave


D

P = 6; I = grave.


E

P = 6; I = morte cerebral.

Em uma paciente vítima de acidente automobilístico, no qual se evidencia traumatismo crânioencefálico moderado no atendimento primário, a ação inicial mais importante é


A

determinar a escala de coma de Glasgow.


B

assegurar permeabilidade das vias aéreas.


C

estabelecer suporte circulatório.


D

providenciar remoção da vítima.

O traumatismo cranioencefálico (TCE) está presente na maioria das crianças vítimas de trauma e é responsável por 75% das mortes na infância. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para evitar graves sequelas. A pressão intracraniana (PIC) é um fator importante no tratamento da criança com TCE, pois, quando não controlada adequadamente, pode provocar déficits graves que poderão levar o paciente ao óbito. Assinale a alternativa dos valores normais em crianças, da PIC:


A

20-30mmHg


B

< 10-15 mmHg


C

> 40 mmHg


D

8 a 10 mmHg


E

< 15 mmHg

Com relação às lesões focais, decorrentes do Traumatismo Craniano, analise os excertos:


I - resultam de trauma sobre os pequenos vasos ou sobre o parênquima cerebral, com hemorragia e edema, podendo haver necrose e isquemia secundárias.

II - coleção de sangue entre a dura-máter e a tábua óssea, sendo, frequentemente, associado a fraturas cranianas que provocam lacerações de vasos durais.


Os itens acima discorrem, respectivamente, sobre:


A

Concussão e Hematoma epidural.


B

Concussão e Hematoma subdural.


C

Contusão e Hematoma epidural.


D

Concussão e Hematoma subdural.


E

Hematoma intraparenquimatoso e Hematoma epidural.

A prescrição de manitol nesses casos é indicada, pois esse medicamento é um analgésico narcótico, que se liga aos receptores do cérebro, medula e musculatura, inibindo o trajeto nóxico.


C
Certo

E
Errado
 
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