Questões de Concurso sobre Trauma cranioencefálico

 
 
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O traumatismo que acomete o sistema nervoso central pode ser potencialmente fatal. Mesmo quando não comporta risco à vida, a lesão do encéfalo e da medula espinhal podem resultar em disfunção física e psicológica importante e alterar por completo a vida do cliente. Toda terapia é dirigida para a preservação da homeostasia cerebral e prevenção de lesão cerebral secundária. Os tratamentos que têm por objetivo a prevenção dessa lesão são:


A

Controle da hemorragia e hipervolemia.


B

Estabilizar as funções urinárias e respiratórias.


C

Aumentar sempre a perfusão cerebral.


D

Administrar imediatamente a transfusão de sangue.


E

Manter valores ótimos de gasometria.

Entende-se por Trauma Cranioencefálico (TCE) qualquer agressão de ordem traumática que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou seus vasos. No conjunto de lesões das causas externas, o TCE destaca-se em termos de magnitude e, sobretudo, como causa de morte e incapacidade. Dentre os TCE a fratura de base de crânio apresenta características clínicas especificas que auxiliam em seu diagnóstico. De acordo com esta afirmativa, assinale a alternativa CORRETA:


A

Equimose na região mastoidea (Sinal de Batlle) e equimose periorbitais (olhos de guaxinim), rinorreia e otorreia são achados clínicos característicos de fratura de base de crânio.


B

Escala de coma de Glasgow > 10, sem a presença de rinorréia e ou otorreia são achados clínicos que caracterizam fratura de base de crânio.


C

Vômitos em jato, liberação esficteriana, equimose na região mastoidea (Sinal de Batlle) e ECG>10 são achados clínicos que caracterizam fratura de base de crânio.


D

Equimose periorbitais (olhos de guaxinim), decorticação, hipotensão e vômitos em jato são achados clínicos que caracterizam fratura de base de crânio.

Alguns dos resultados esperados para os DE selecionados poderiam ser declarados, respectivamente, do seguinte modo: a paciente verbalizará ansiedade reduzida ou controlada; a paciente reconhecerá sentimentos acerca da imagem corporal; a paciente permanecerá livre de infecção do sítio cirúrgico; e a paciente será capaz de deambular sozinha.


C
Certo

E
Errado

As alterações fisiopatológicas após um trauma do Sistema Nervoso Central (SNC) iniciam-se dentro de minutos. A reanimação precoce e adequada é fundamental para o aumento da sobrevida de crianças com trauma no SNC (PHTLS, 8ª edição). É fundamental a documentação completa do estado neurológico basal, que deve incluir as seguintes etapas, EXCETO:


A

pontuação da Escala de Coma de Glasglow.


B

reação Pupilar.


C

resposta ao estímulo sensitivo.


D

presença de hemorragia.

Ano: 2018
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH

No atendimento pré-hospitalar do paciente com TCE, as ações prioritárias/primárias de assistência incluem:


A

prevenir hipotermia, efetuar curativo oclusivo e proceder a punção venosa ou intraóssea.


B

avaliar a segurança de cena, assegurar a estabilização da cabeça, a colocação do colar cervical e a imobilização da coluna.


C

monitorizar sinais vitais, controlar possível crise convulsiva, iniciar oxigenoterapia e aplicar a escala de coma de Glasgow.


D

verificar glicemia, aspirar vias aéreas, iniciar terapêutica farmacológica e monitorar a temperatura corporal.

O Trauma cranioencefálico (TCE) é um problema de saúde pública que envolve qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, do crânio, das meninges ou do encéfalo. O reconhecimento de lesões que ameaçam a vida e o estabelecimento rápido de prioridades deve estar claro para o socorrista, visando estabelecer rapidamente as prioridades de atendimento. Com base nisso, marque qual deverá ser o primeiro componente da avaliação primária nesta situação:


A

tratar da via aérea e estabilizar a coluna cervical.


B

avaliar circulação.


C

avaliar estado neurológico.


D

avaliar oxigenação.

O técnico de enfermagem está ajudando o Enfermeiro na sala de emergência do hospital, quando entra um operário, que sofreu um forte golpe na cabeça, trazido por colegas que viram quando um tijolo da obra caiu nele. Embora a vítima mostre-se bem, será importante lembrar que, em virtude do mecanismo traumático, há necessidade de providenciar rapidamente


A

um curativo.


B

um colar cervical.


C

a coleta de sangue.


D

a retirada das vestes.


E

a punção venosa.

T.A.J., 58 anos, paraplégico, internado na clínica médica, apresenta comprometimento na função urinária com dificuldade para eliminação do volume urinário, necessitando cateterismo vesical para eliminação do volume residual. Ao ser avaliado pelo enfermeiro, orientado pelos diagnósticos de enfermagem da NANDA (2013), qual diagnóstico foi descrito para esse cliente?


A

Disposição para eliminação urinária melhorada.


B

Risco de Incontinência urinária de esforço.


C

Incontinência urinária funcional.


D

Incontinência urinária reflexa.


E

Eliminação urinária prejudicada.

A estabilização da coluna cervical não é conduta indicada no caso de trauma craniencefálico, sendo necessária apenas em casos de suspeita de trauma raquiomedular.

C
Certo

E
Errado

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das causas mais frequentes de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com impacto importante na qualidade de vida.


Sobre as lesões cranioencefálicas, assinale a alternativa correta.


A

A anoxia cerebral é a causa mais comum de lesão cranioencefálica, por isso é indicada a administração de altos fluxos de oxigênio.


B

Quanto à avaliação dos sinais vitais, pode-se afirmar que a hipertensão e a taquicardia indicam o aumento de pressão intracraniana.


C

É importante a observação do nível de consciência, apesar de não ser o indicador mais sensível de mudança da condição clínica do paciente.


D

Em qualquer paciente que sofreu uma lesão cranioencefálica, deve-se admitir uma fratura de coluna cervical.

Os diagnósticos de enfermagem NANDA(2013) auxiliam o enfermeiro na aplicação de uma das etapas da sistematização da assistência da enfermagem. Para aplicar a NANDA na prática profissional é preciso compreender alguns conceitos utilizados. Sobre a terminologia empregada na NANDA, são descrições adequadas dos termos, EXCETUANDO-SE:


A

Fatores de risco - são fatores ambientais e elementos fisiológicos, psicológicos, genéticos ou químicos que aumentam a vulnerabilidade de um indivíduo, da família ou da comunidade em relação a um evento nem um pouco saudável.


B

Características definidoras – são indícios/inferências passíveis de observação, agrupadas como manifestações de um diagnóstico real ou de promoção da saúde.


C

Diagnóstico de enfermagem real – descreve um julgamento clínico da motivação e do desejo de um indivíduo, da família, do grupo ou da comunidade de aumentar o bem-estar e concretizar o potencial de saúde humana, conforme expresso na disposição para melhorar comportamentos de saúde específicos, que pode ser usado em qualquer estado de saúde.


D

Síndrome: um juízo clínico que descreve um grupo específico de diagnósticos de enfermagem que ocorrem em conjunto, sendo mais bem tratados como conjunto e com intervenções similares.


E

Diagnóstico de enfermagem de risco: um julgamento clínico sobre experiências/ respostas humanas a condições de saúde/processos de vida com elevada possibilidade de se desenvolver em um indivíduo, em família ou em comunidade vulnerável.

A Sra. S.A.M, 75 anos, calma, em ar ambiente, deambulando com dificuldade de marcha, diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva (ICC), interna na enfermaria de Clínica Médica para realizar exames diagnósticos para o controle da ICC. Refere dispneia aos pequenos esforços e apresenta lesão em braço direito ocasionada ao bater na porta do carro ao chegar. De acordo com essas informações, os diagnósticos de enfermagem a serem selecionados pela enfermeira que fizer a admissão da paciente na unidade são:


A

risco de queda; ansiedade; integridade tissular prejudicada.


B

risco de queda; padrão respiratório ineficaz; integridade da pele prejudicada.


C

dor aguda; padrão respiratório ineficaz; risco de integridade tissular prejudicada.


D

risco de queda; padrão respiratório ineficaz; risco de integridade da pele prejudicada.


E

dor aguda; perfusão tissular ineficaz cerebral; integridade da pele prejudicada.

De acordo com Tobase et al (2017), “O trauma cranioencefálico (TCE) é uma agressão que ocorre em curto espaço de tempo, às vezes segundos, mas que provoca consequências que podem estender-se por longos períodos ou mesmo por toda a vida, na pessoa acometida, em função do déficit – transitório ou permanente – das atividades físicas, cognitivas, emocionais, sociais ou profissionais e cujos efeitos reverberam também nos familiares e na sociedade”. Assim sendo, cabe ao enfermeiro considerar que:


A

na avaliação neurológica com base na escala de coma de Glasgow, o escore obtido entre 5 e 8 caracteriza quadro leve.


B

a presença de sangue na cavidade oral, nasal, auricular ou abdominal remete à suspeita de fratura da base do crânio.


C

a cinemática e a biomecânica do trauma não influenciam na gravidade do TCE, portanto não necessitam ser consideradas.


D

em crianças, a cabeça e o pescoço são as áreas mais atingidas por trauma, pois as quedas são frequentes nos primeiros anos de vida, em que há desproporção da cabeça com o corpo.

Um adulto jovem sofreu um acidente automobilístico com traumatismo crânioencefálico (TCE) e foi internado em uma unidade de terapia intensiva. Para prevenir o aumento da pressão intracraniana (PIC) e mantê-la em níveis adequados, a enfermeira prescreveu cuidados para otimizar a perfusão tecidual cerebral, que inclui:


A

administrar enemas e cartáticos, de acordo com a prescrição médica, a cada 24 horas, para ajudar na defecação diária e, assim, evitar a distensão abdominal que eleva a PIC.


B

realizar a rotação extrema e flexão do pescoço a cada 2 horas, para evitar o estiramento prolongado das veias jugulares que leva ao aumento da PIC.


C

instruir o paciente, quando consciente, a expirar para abrir a glote, quando for se movimentar ou estiver sendo virado no leito, para evitar a manobra de Valsalva.


D

orientar a pré-oxigenação e a hiperventilação (PaCO2=40mmHg) com oxigênio a 100% no ventilador, antes da aspiração do tubo orotraqueal, e aspirar por até 20 segundos.

Os hematomas subdurais são mais comuns do que os peridurais, ocorrendo em aproximadamente 30% dos casos de trauma craniano grave. Recebem esse nome, pois o sangramento ocorre:


A

Acima da meninge dura-máter.


B

Abaixo da meninge dura-máter.


C

Abaixo da meninge subaracnoide.


D

Abaixo da meninge pia-máter.


E

Acima da meninge pia-máter.

Aproximadamente 80% dos pacientes com Traumatismo Cranioencefálico (TCE) são classificados como trauma leve, e geralmente evoluem com recuperação sem intercorrências. O TCE leve é definido como um escore de 14 ou 15 na:


A

Escala de Coma de Ramsey.


B

Escala de Coma de Borg.


C

Escala de Coma de Braden.


D

Escala de Coma de Glasgow.


E

Escala de Coma de Katz.

São sinais de gravidade do traumatismo cranioencefálico, EXCETO:


A

Sinais de fratura na calota craniana.


B

Sinais de perda liquórica.


C

Presença de fraturas abertas.


D

Exposição de tecido cerebral.

Dentre os cuidados de enfermagem aos pacientes vítimas de Trauma Crânio Encefálico (TCE) com elevação da Pressão Intra Craniana (PIC) está à reposição volêmica criteriosa. Assinale a alternativa que contenha a solução mais adequada para o paciente vítima de TCE com elevação da PIC.


A

Cloreto de Sódio 0,9%;


B

Solução injetável de manitol 20%;


C

Glicose 5%;


D

Cloreto de Sódio 0,45%;


E

Solução de Ringer com Lactato.

O Trauma Crânio Encefálico (TCE) é uma situação comum no cotidiano da enfermagem, sendo responsável por altas taxas de mortalidade e morbidade em todo o mundo. Apresenta-se de formas variadas, que devem ser reconhecidas precocemente pelo enfermeiro ainda no atendimento primário com o exame clínico e neurológico, assim como deve ser precoce o início dos procedimentos avançados de suporte a vida e condutas específicas que tem como objetivo diminuir a incidência de lesões neuronais secundárias ao trauma. Desta forma, a principal ação de enfermagem no cuidado imediato ao paciente vítima de TCE deve ser:


A

Mensuração da PIC;


B

Manutenção da imobilização cervical;


C

Prevenção de lesão cerebral secundária;


D

Manutenção de via aérea pérvia e boa ventilação;


E

Avaliação neurológica.

Em decorrência de um trauma crânio encefálico, pode-se ter algumas complicações, como, por exemplo, a concussão cerebral, que tem como definição:


A

Lesão em que há formação de coágulos de sangue; ocorre entre os ossos do crânio e a dura-máter.


B

Lesão que ocorre depois do trauma, com presença de hemorragias na substância cerebral, independente do paciente ter ou não alteração de consciência.


C

Lesão causada por movimentos bruscos de aceleração ou desaceleração da cabeça; causam um estiramento e rompimento dos axônios.


D

Lesão na qual ocorre extravasamento de líquidos para o tecido cerebral, causando um inchaço, o que pode resultar em um aumento da PIC.


E

Lesão na qual ocorre disfunção cerebral, causando alteração transitória da função neurológica, cuja amnésia pós-traumática é sua principal característica.

 
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