Questões de Concurso sobre Distúrbios da Voz

 
 
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A disfonia refere-se a qualquer alteração da voz decorrente de um distúrbio funcional e/ou orgânico do trato vocal que impeça a produção natural da voz, podendo expressar-se por vários sintomas, como cansaço ou esforço ao falar, rouquidão, pigarro ou tosse persistente, falhas na voz, dentre outros. Sobre avaliação e tratamento das disfonias, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A relação s/z permite verificar a ocorrência do componente de hipercontração muscular e do componente de falta de coaptação das pregas vocais em pacientes com diagnóstico de disfonia funcional por uso incorreto da voz.

( ) Disfonias funcionais são alterações vocais que acompanham lesões benignas, decorrentes de comportamento vocal alterado ou inadequado, muitas vezes ocorrendo ou sendo agravadas pela presença de fatores orgânicos como os distúrbios alérgicos e ou digestivos.

( ) Os ataques vocais bruscos são caracterizados por adução glótica intensa ou precoce, com consequente aumento da pressão subglótica e ruído de impacto antes do início do som. Podem ser correlacionados com o esforço para se iniciar a emissão, dando indícios também sobre constrições do trato vocal e tipo de fechamento glótico.

( ) Há maior frequência de alteração vocal no sexo feminino. Há estudos que demonstram a ocorrência de mudanças significativas na configuração glótica das mulheres, durante a fonação prolongada com loudness elevada, possivelmente por diferenças constitucionais e anatômicas.

( ) O edema de Reinke é uma lesão difusa na camada profunda da prega vocal, caracterizada por escavações bilaterais, com imagem erosiva, de coloração esbranquiçada, com acúmulo de fluido, de modo regular, em alguma região da porção membranosa ou em toda ela. O edema inicial é avermelhado e consistente, aumentando de volume com o passar do tempo.


A sequência está correta em


A

F, V, F, F, V.


B

V, F, V, V, F.


C

F, F, V, V, F.


D

V, V, F, F, V.

Raquel Esperanto, 38 anos, chega até a clínica queixando-se de rouquidão persistente e cansaço vocal. Ela relata que há cerca de 2 meses começou a sentir dificuldade para falar e que, desde então, sua voz ficou rouca e fraca. Ela não apresenta dor ou desconforto na região da garganta, mas tem dificuldade para falar em ambientes barulhentos e por longos períodos. Lembra que esta dificuldade vocal “começou após uma gripe muito forte” (SIC). Ao realizar a avaliação fonoaudiológica, percebe-se que Raquel apresenta uma paralisia unilateral da prega vocal esquerda, com desvio em direção à linha média durante a fonação. A laringoscopia confirmou o diagnóstico de paralisia unilateral de prega vocal esquerda. O tratamento fonoaudiológico deverá priorizar as técnicas de reabilitação vocal, com o objetivo de:


A

Relaxar a musculatura laríngea e aumentar o esforço vocal. Podem ser utilizadas inicialmente: exercícios de sopro e de fala encadeada.


B

Melhorar a qualidade vocal, minimizar o esforço vocal. Podem ser utilizadas inicialmente as técnicas: empuxo e sons facilitadores.


C

Realizar exercícios de fortalecimento e relaxamento da musculatura laríngea. Podem ser utilizadas inicialmente: voz sussurrada e espaguete retido.


D

Incentivar técnicas de respiração e de produção vocal. Podem ser utilizadas inicialmente: massagens na região laríngea e escapular.


E

Promover técnicas de produção vocal e controle corporal. Podem ser utilizadas inicialmente: alongamento muscular laríngea e posturais corporais que favorecem a fonação.

Em casos de disfonia por presença de Alterações Estruturais Mínimas (AEM’s), o foco da terapia fonoaudiológica estará


A

na eliminação ou modificação da morfologia alterada.


B

na reabsorção da lesão, por meio de métodos e técnicas específicas.


C

na terapia indireta.


D

na higiene vocal.


E

nas inadaptações vocais advindas da condição estrutural e na identificação dos limites impostos por ela à adaptação vocal.

As disfonias são classificadas em três grandes categorias: disfonia orgânica, caracterizada por alteração vocal independente do uso da voz; disfonia funcional, que é a alteração vocal decorrente do próprio uso da voz; e disfonia organofuncional, caracterizada por alteração vocal decorrente de lesão benigna secundária ao comportamento vocal inadequado ou alterado.


C

Certo


E

Errado

A avaliação fonoaudiológica da deglutição e da fonoarticulação permite possíveis correlações entre uma determinada alteração e achados clínicos. Portanto, um paciente adulto com dificuldades para elevação e abaixamento da ponta da língua e de realizar estalos e sucção e com dificuldades de acoplamento da língua versus bolo versus palato duro poderá apresentar:


A

imprecisões articulatórias; voz pastosa e prejuízos na emissão de fonemas linguovelares como /k/ e /g/.


B

hipernasalidade; alterações na inteligibilidade de fala; nasalização de fonemas orais e loudness fraca.


C

impacto na projeção vocal; prejuízo na emissão de vogais arredondadas e de consoantes bilabiais e lábio dentais como /f/ e /v/.


D

escape de ar durante as emissões; sigmatismo lateral e prejuízo na emissão de fonemas linguopalatais como /ch/ e /j/.


E

voz pastosa; imprecisão articulatória e prejuízo na emissão de fonemas linguodentais como /t/, /d/, /n/ e linguopalatais como /ch/ e /j/.

Assinale a alternativa que se refere a uma disfonia organofuncional:


A

Sulco vocal


B

Edema de Reinke.


C

Fenda glótica.


D

Paralisia de pregas vocais.


E

Inadaptação funcional.

“O grupo das disfonias psicogênicas pode ser classificado em dois grandes subgrupos, a saber: disfonias psicogênicas com formas clínicas definidas e disfonias da muda vocal.” Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma disfonia da muda vocal:


A

Falsete de conversão.


B

Mutação incompleta.


C

Falsete mutacional.


D

Mutação prolongada.


E

Mutação retardada.

Em relação as alterações de voz, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) para as afirmativas a seguir.


( ) As disfonias são classificadas em disfonias funcionais, organofuncionais ou orgânicas.

( ) Fusão laríngea posterior incompleta é uma das causas da disfonia orgânica.

( ) Os nódulos vocais podem ser uma das causas das disfonias organofuncionais.

( ) A laringomalácia é um exemplo de disfonia orgânica.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.


A

V - V - V - F.


B

V - F - V - V.


C

F - F - V - V.


D

V - F - V - F.


E

V - V - F - F.

Pregas vocais que apresentam duas regiões de abertura glótica, mais frequentes nos casos de alteração estrutural mínima com lesão de massa secundária, são características das fendas


A

em ampulheta.


B

triangulares médio-posteriores.


C

fusiformes.


D

triangulares posteriores.


E

paralelas.

As causas de disfonias são variadas. Sobre isso, assinale a alternativa que apresenta as classificações decorrentes de lesões malignas de cabeça e pescoço.


A

Disfonias orgânicas


B

Disfonias funcionais


C

Disfonias organofuncionais


D

Disfonias adquiridas

Assinale a alternativa que apresenta uma característica que não diz respeito à disfonia psicogênica.


A

afonia de conversão


B

uso divergente de registros


C

falsete de conversão


D

espasmos de abdução intermitente


E

desativação da tratopatia de adaptação

O tipo de voz está relacionado à seleção de ajustes motores tanto em nível de pregas vocais e laringe quanto em nível do sistema de ressonância, especialmente em relação à dimensão biológica da voz. Considerando que além de informações anatômicas, o tipo de voz também inclui elementos das dimensões psicológica e socioeducacional, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

A voz tensa-estrangulada apresenta um som comprimido e entrecortado, com flutuações na qualidade. Observa-se incoordenação pneumofonoarticulatória associada e alteração na inteligibilidade da fala.


B

A voz bitonal representa uma condição de desnivelamento das pregas vocais no plano horizontal, diferença de tensão, massa ou tamanho, geralmente refletindo uma inadaptação fônica ou alteração na inervação laríngea.


C

A voz gutural apresenta uma emissão tensa, com abafamento dos harmônicos e acentuado predomínio da ressonância laringo-faríngea. As condições de projeção e volume vocais se encontram limitadas e sua origem normalmente é psicoemocional.


D

A voz áspera é típica das situações de rigidez de mucosa das pregas vocais. É comum a percepção de dois focos de ressonância simultâneos: uma ressonância laringofaríngica básica e intensa e uma ressonância nasal compensatória ao esforço laríngeo.


E

A voz soprosa geralmente é de alta intensidade e frequência aguda, caracterizada pela presença de constrições supraglóticas, rigidez de mucosa e ausência de vibração. Está associada, por exemplo, a quadros de afonia funcional por conversão psicossomática ou paralisias bilaterais das pregas vocais.

“O diagnóstico de transtorno da linguagem falada pode ser confundido com quadros de diagnóstico específico de linguagem (DEL), com a apraxia de fala infantil e quadros graves de transtorno fonológico.” Assinale a alternativa que caracteriza o transtorno fonológico:


A

É um distúrbio de origem neurológica em que a precisão e a consistência dos movimentos articulatórios da fala estão prejudicadas na ausência de déficits neuromusculares e tendem a persistir após o período de desenvolvimento.


B

É um distúrbio da linguagem falada de origem primária, ou seja, não acompanhado por deficiência intelectual, atraso global, deficiência auditiva, disfunção motora, transtorno mental.


C

É qualquer combinação de dificuldades com a percepção, a produção motora, e/ou a representação fonológica dos sons e segmentos da fala, impactando na inteligibilidade da fala.


D

É a dificuldade persistente na aquisição e no uso da linguagem devido a alterações na compreensão ou na produção, incluindo vocabulário reduzido; estrutura limitada de frases e; prejuízos no discurso.


E

É uma condição transitória, geralmente por falta de estímulo familiar, sem impacto na inteligibilidade de fala.

Paciente foi submetido a Laringectomia total e encaminhado ao ambulatório de fonoaudiologia, para treino vocal. Quais as opções de voz alaríngeas?


A

Laringe eletrônica, prótese traqueoesofágica e voz esofágica.


B

Voz traqueoesofágica, prótese faríngea, voz esofágica.


C

Voz sussurrada, voz vibração e prótese traqueoesofágica.


D

Sobrearticulação, fonação via traqueia e laringe eletrônica.

Na classificação de Boston, há oito síndromes de Afasia caracterizadas por um determinado grupo de sinais e sintomas de linguagem. As afasias cujas lesões estão localizadas nas porções anteriores do cérebro, que apresentam comprometimento na expressão da linguagem, também consideradas como afasias motoras, fazem parte das afasias não fluentes. São elas:


A

Wernicke, transcortical sensorial e anômica.


B

Broca, transcortical sensorial e anômica.


C

Broca, transcortical motora e global.


D

Wernicke, transcortical motora e global.


E

Broca, de condução, transcortical motora e anômica.

O tempo máximo de fonação é um dos parâmetros com que se obtém medidas respiratórias, podendo ser empregado tanto como meio diagnóstico como de acompanhamento e evolução da terapia em pacientes disfônicos. Quando se avalia o tempo máximo de fonação, é importante verificar duas características da emissão: o ataque vocal e a estabilidade da emissão. O ataque vocal está relacionado à configuração glótica no momento da emissão. Sobre o ataque vocal, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

O ataque vocal soproso demonstra uma insuficiência de coaptação das pregas vocais, fazendo com que a expiração do ar anteceda o início da vibração das pregas vocais, que não conseguem aduzir o suficiente e superar a força do fluxo do ar.


B

Observa-se frequentemente o ataque vocal brusco nos quadros de fonação com característica hipertônica. Nota-se forte adução das pregas vocais, desde a região anterior até as cartilagens aritenoideas, impedindo a expiração do ar, gerando um aumento na pressão infraglótica.


C

O ataque vocal pode ser classificado como isocrônico, brusco e soproso. Todos os tipos são fisiológicos, dependendo da situação de comunicação, da intenção do discurso e da frequência de seu uso à fonação. Espera-se que o falante utilize o ataque vocal isocrônico, no qual a fase expiratória da respiração coincide com o início da vibração da mucosa das pregas vocais.


D

A qualidade vocal da sustentação da emissão define a natureza do ataque vocal brusco como hipotônico ou hipertônico, podendo ser observado em situações em que o indivíduo esteja com medo, susto ou, ainda, em situações de afetividade e sensualidade. Uma estratégia alternativa na pesquisa do ataque vocal é a obtenção de um índice de frequência dos diferentes tipos de ataque a partir da leitura de um texto elaborado com esse propósito.

A qualidade vocal encontrada em secção unilateral do nervo laríngeo superior é:


A

rouca, bitonal, diplofônica, soprosa em grau leve, com dificuldade na modulação.


B

rouca, bitonal, diplofônica, soprosa em grau leve.


C

rouca, aguda, bitonal, diplofônica, soprosa em grau leve.


D

rouca, bitonal, afônica, diplofônica, soprosa em grau leve.


E

rouca, bitonal, diplofônica, soprosa em grau leve, com perda dos tons graves.

Sobre os principais achados fonoaudiológicos nos casos de disartria, analise as assertivas abaixo:

I. Precisão e estabilidade permanente na articulação da fala.

II. Incoordenação pneumofonoarticulatória.

III. Alteração do tipo de voz, decorrente de hipoadução ou de hiperadução glótica.

Quais estão corretos?


A

Apenas III.


B

penas I e II.


C

Apenas II e III.


D

I, II e III.

A disfonia é um sintoma presente em vários e diferentes distúrbios, que se apresentam como sintoma secundário ou principal. Enumere a coluna de acordo com o tipo de disfonia:


(1) Disfonia Funcional;

(2) Disfonias Psicogênicas;

(3) Disfonia Organofuncional;

(4) Disfonia Orgânica.


( ) Pode ser causada por diversos fatores que não dependem somente do uso vocal. Estas disfonias podem dividir-se em: disfonias por alterações com origem nos órgãos da comunicação, podendo ser congênitas ou por malformação laríngea, e disfonias por doenças com origem em outros órgãos e aparelhos, podendo ser de origem endócrina, sindrômica, neurológica, doenças renais ou por refluxo gastroesofágico;

( ) São formações benignas decorrentes de comportamento vocal alterado e inadequado, sendo as mais frequentes os nódulos, os pólipos vocais e o edema de Reinke;

( ) O próprio uso da voz é o principal causador da alteração vocal. As disfonias primárias, ou comportamentais puras, são causadas por uso incorreto da voz, devido à falta de conhecimento vocal e modelo vocal deficiente. A falta de conhecimento vocal pode abranger questões relacionadas à postura corporal e questões ambientais;

( ) As disfonias são comumente encontradas, tendo em vista que há grande influência das emoções na voz. O início da disfonia é caracteristicamente súbito e frequentemente, sendo que o paciente sabe descrever o exato momento da afonia. Toda doença orgânica é inicialmente descartada.


A

3,2,1,4;


B

4,3,1,2;


C

3,1,4,2;


D

1,4,3,2.

Disfonia é um transtorno vocal em que a produção vocal é realizada com esforço, sem harmonia e que limita o indivíduo na transmissão de sua mensagem verbal e emocional. Tem como seu exemplo mais típico a disfunção paradoxal de pregas vocais que se caracteriza por uma adução de pregas vocais durante a inspiração quando na verdade deveriam estar abduzidas, resultando em estridor. Muitas vezes pode ser diagnosticada erroneamente como asma de difícil controle. Alguns pacientes podem apresentar disfonia mas outros não. A laringoscopia mostra pregas vocais em adução durante a inspiração associado a estridor, porém sem nenhuma anormalidade estrutural da laringe.

Este quadro caracteriza a:


A

Disfonia Psicogênica.


B

Disfonia Funcional Primária.


C

Disfonia Funcional Idiopática.


D

Disfonia Orgânica Secundária.

   
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