Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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O desfile das Escolas de Samba de 2025 foi histórico, já que foi a primeira vez que o Grupo Especial do Rio de Janeiro se dividiu em três noites de desfiles. Até 1983, as apresentações eram realizadas apenas no domingo, e entre 1984 e 2024, o desfile também acontecia na segunda-feira. Esse ano, o Carnaval mais conhecido no Brasil e no Mundo trouxe em muitos de seus sambas enredos, através das escolas de samba, uma temática de um povo que, para ser estudado nas escolas, tiveram que “promulgar” uma lei, a lei nº 10.639/2003 que estabelece nas diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Assim, sobre as temáticas da História Nacional, do Carnaval, da Cultura Afro-Brasileira e suas relações com outros continentes analisemos os itens abaixo:


I. No Governo de Lula, em 09 de janeiro de 2003, este faz alterações na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e nela consta a inclusão da obrigatoriedade da temática da História e Cultura Afro-Brasileira, fora isso, no calendário escolar e brasileiro trouxe um dia que passou a ser emblemático para criarmos consciência sobre nossas origens históricas, esse dia é o 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.

II. “Transbordo a revolta dos mais oprimidos, Eu sou caboclo da mata do catucá, Eu sou pavor contra tirania, Das matas, o encantado, Cachimbo já foi facão amolado, Salve malungueiro, juremá” – Esse foi um trecho do samba enredo da escola de samba Unidos do Viradouro, que fora em 2024 a campeã do desfile de carnaval do Rio de Janeiro, buscou seu quarto título em 2025 com o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, que retrata a entidade afro-indígena em suas manifestações como Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro. Sob a assinatura de Tarcísio Zanon, o desfile retorna ao século XIX, em Pernambuco, para narrar a resistência do quilombo do Catucá e a luta de seu último líder, João Batista, o Malunguinho. Vimos que em 2025, mais de uma das escolas de samba apresentaram em seus sambas enredos uma característica expressiva sobre a história afro-indígena brasileira, destacando o seu valor na História do Brasil.

III. Os tais “limões de cheiro”, símbolo máximo do entrudo, era uma bola de cera ou bexiga animal recheada com uma mistura de água, perfume e, em muitos casos, líquidos menos inocentes, como urina. Apesar da violência, o entrudo fazia parte do calendário festivo anual e tinha muitos adeptos e simpatizantes, inclusive na Corte. Outra herança carnavalesca portuguesa, essa bem mais tranquila, foi o zé-pereira, em que tocadores de bumbos enormes acompanhavam as procissões na região do Minho, em Portugal, os chamados zé-pereiras se espalharam pelo Rio de Janeiro no século 20, assim como em Teresina, no Piauí, que em 2012 o Corso do Zé Pereira entrou para o Livro dos Recordes (Guinness World Records Book) como o maior Desfile de Carros Alegóricos.

IV. Com base nesses discursos podemos afirmar que a religião, a cultura e a raça estiveram presentes na temática Carnaval e a relação entre igreja e os folguedos foram de altos e baixos, visto que durante a Idade Média, “Ao criar a Quaresma, a Igreja Católica instituiu o carnaval” muitos papas foram inimigos da “festa da carne”, mas, no século 15, o papa Paulo II se mostrou mais tolerante ao autorizar a Via Lata, área diante do seu palácio em Roma, para a celebração do carnaval romano, com desfiles, corridas, danças, brincadeiras. “O carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça.” Logo no primeiro parágrafo de seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, um dos mais importantes textos da literatura brasileira, o escritor Oswald de Andrade exalta a importância da festa mais popular do país, que contagia grande parte da população com uma explosão de alegria e transporta a cultura brasileira a todas as partes do mundo.


Está correto o que se afirma apenas em:


A

I, II e III.


B

II e IV.


C

I, II, III e IV.


D

I e III.


E

III e IV.

O apartheid na África do Sul (1948-1994) estruturou-se como uma política de Estado voltada a manutenção e consolidação da supremacia branca. Mais do que simples segregação, o apartheid configurou-se como um projeto de engenharia social e territorial, que reorganizou espaços urbanos e rurais, relegando a população negra a "townships" (cidades-dormitório) e "bantoustans" (reservas étnicas), limitando seu acesso à propriedade de terras. Dessa forma, institui-se uma hierarquia social com base no fator racial na qual a minoria branca detinha o monopólio do poder político, econômico e simbólico.


Nesse sentido, o apartheid deve ser compreendido como:


A

Um regime de exceção transitório, que se restringiu a medidas políticas e econômicas locais, não alterando de modo estrutural o território ou os direitos de cidadania, uma vez que não negros na África do Sul já desfrutavam de domínio econômico, político e latifundiário.


B

Uma forma de segregação social semelhante à dos Estados Unidos, mas sem base legal sistematizada ou intervenção direta do Estado na demarcação de espaços e direitos.


C

Um sistema institucional de dominação racial e política, fundado em legislação com impactos nacionais, como o Group Areas Act e o Population Registration Act, que redefiniram acesso a terras e direitos civis com base em categorias raciais legalmente impostas.


D

Uma política de integração gradual das populações africanas à sociedade branca, por meio de educação e trabalho assalariado, em consonância com as reformas pós-coloniais africanas da década de 1960.

Assinale a alternativa correta sobre a História da África.


A

A História da África foi tristemente marcada pela escravização de milhares de seres humanos, levados para a Europa, onde se tornaram a base da produção agrícola nos séculos 11 a 16.


B

Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Japão, no período entre o final do século 19 e o início do século 20, dividiram entre si o continente africano em busca de matérias-primas e mercados consumidores.


C

A diversidade de povos, línguas e culturas é o elemento marcante da história do povo africano.


D

Os Estados Unidos da América começaram o processo de expansão econômica e dominação política ao final da Segunda Guerra Mundial, quando tomaram para si as colônias europeias estabelecidas na África.


E

A cultura africana da região conhecida como África subsaariana sofre forte influência do Islamismo. A da África saariana é influenciada pelo budismo, que chegou ao continente no século 15 e substituiu as religiões ancestrais e o cristianismo.

A Etiópia constitui um caso singular na história do continente africano durante o neocolonialismo. Sobre esse processo, assinale a alternativa correta.


A

A vitória etíope sobre a Itália na Batalha de Ádua (1896) consolidou a independência do país e se tornou símbolo do pan-africanismo e da resistência contra a dominação colonial.


B

A Etiópia foi completamente anexada pelo Império Britânico em 1885, sendo transformada em protetorado até a Segunda Guerra Mundial.


C

O Império Etíope manteve sua autonomia ao recusar qualquer contato diplomático com potências europeias, evitando tratados ou acordos comerciais.


D

A derrota etíope em Ádua marcou a incorporação definitiva do território pela Itália, tornando-se uma das primeiras colônias europeias na África Oriental.


E

A preservação da independência etíope se deveu exclusivamente ao isolamento geográfico, sem o emprego de estratégias militares modernas ou alianças diplomáticas.

Um professor de História propôs, como atividade em sala de aula, a análise das duas imagens a seguir, com o objetivo de trabalhar o tema: expressões culturais em longa duração.


I.

Imagem associada para resolução da questão

Pintura de Augustus Earle. Negros lutando capoeira. (1824). Fonte:https://en.wikipedia.org/wiki/Capoeira#/media/File:CapoeiraEarle.JPG


II.

Imagem associada para resolução da questão

Foto de roda de capoeira (2022), por ocasião da revalidação da roda de capoeira e do ofício dos mestres de capoeira como bens culturais.

Fonte: Acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


Sobre os objetivos conquistados com essa atividade, analise as afirmativas a seguir.


I. Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço.

II. Organizar repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado.

III. Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Diversos grupos de muçulmanos locais reunidos por um discurso nacionalista comum, em 1947, formaram um grupo revolucionário que contava com homens de escolaridade formal limitada, mas com experiência militar no exército francês. Eles aderiram à Organização Secreta, iniciando uma coleta de armas e dinheiro. Em 1954, contando também com membros das elites culturais e políticas, foi formada a Frente de Libertação Nacional (FLN), que iniciou a guerra de guerrilhas.

O movimento cresceu também como reação à repressão militar do governo francês, tornando-se um movimento nacional que contava com a simpatia da opinião pública de todo o mundo.


(Leila L. Hernandez. A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)


O excerto aborda contexto histórico relativo à


A

Etiópia.


B

Líbia.


C

Tanzânia.


D

Argélia.


E

Uganda.

A diáspora africana, marcada pelo tráfico transatlântico de escravizados, teve profundas consequências sociais, culturais e econômicas para a África e as Américas. Milhões de pessoas foram arrancadas de seus territórios, transportadas em condições desumanas e submetidas a regimes de trabalho forçado. Essa experiência deixou marcas estruturais duradouras.


Assinale a alternativa que melhor sintetiza a lógica e os impactos desse processo histórico.


A

O tráfico atlântico foi realizado de forma legal, com acordos diplomáticos entre as nações africanas e europeias.


B

A diáspora africana foi motivada por interesses dos próprios africanos, que buscavam melhores condições de vida nas Américas.


C

A escravidão no Brasil foi temporária, com baixa intensidade, e pouco influenciou a formação da cultura brasileira.


D

A escravidão africana no Brasil foi um sistema baseado na mobilidade social e integração cultural.


E

O tráfico atlântico sustentou a economia colonial e gerou consequências profundas, como o racismo estrutural e a perda de patrimônio cultural africano.

O estudo das sociedades africanas e afro-americanas, assim como dos povos ameríndios, permite reconhecer __________, enquanto as histórias de resistência evidenciam __________.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.


A

a diversidade cultural e social − a luta contra opressões e pela manutenção de identidades


B

a influência exclusiva europeia − a ausência de resistência significativa


C

homogeneidade cultural − a submissão permanente às potências coloniais


D

a economia agrícola − o desaparecimento das culturas originárias

Nas histórias da colonização, de modo geral, opõe-se o caso de Portugal, com suas feitorias comerciais, ao da Espanha, dotada de um verdadeiro império territorial. A oposição, sem dúvida, pode ter existido, mas falta a verdadeira explicação, pois no Brasil foi de fato um império territorial que os portugueses erigiram.


(Marc Ferro. História das colonizações: das conquistas às independências, século XIII a XX)


De acordo com o autor, a “verdadeira explicação”, para que Portugal não tivesse erigido o mesmo império territorial na África, reside no fato de que


A

os portugueses não possuíam o mesmo interesse comercial pela África, assim como o que tinham pelo Brasil ou pela Índia - a exemplo das especiarias.


B

os povos africanos tiveram capacidade de defesa para resistir ao avanço dos colonizadores - tema que a historiografia europeia se esforçou para suprimir.


C

a população portuguesa não era suficiente para possibilitar a colonização de outras regiões, além das Américas, e assegurar os interesses metropolitanos.


D

a inexistência de Estados organizados na África dificultou o estabelecimento de bases econômicas que favorecessem a política mercantilista portuguesa.


E

Portugal não conseguiu reagir ao avanço de outras potências europeias, tais como a Holanda e a Espanha, que dominaram o comércio com a África.

Novamente em referência ao autor e à obra analisados, devemos considerar de importante impacto na compreensão das questões raciais na sociedade brasileira o seguinte aspecto:


A

integração das políticas raciais na Constituição de 1937


B

crítica à ideia de existência da democracia racial no Brasil


C

defesa da inaptidão do ex-escravo à sociedade de classes


D

equiparação do direito à propriedade entre pretos e imigrantes

“É impossível datar exatamente o início da produção no centro-sul do país: as primeiras informações que possuímos se referem a uma precária produção no Rio de Janeiro, ainda na época colonial, nos fins do século XVIII. A lavoura cafeeira, entretanto, só se torna significativa pouco antes da independência, quando o plantio de café foi estimulado pela procura crescente do produto nos países europeus” (FALEIROS, 2001, p. 88).


Sobre a mão-de-obra utilizada no início da produção cafeeira no Brasil, assinale a alternativa correta.


A

Em fins do século XVIII e XIX, a Revolução Industrial esteve em curso na Inglaterra e, a partir de então, não haveria mais lugar para a escravidão moderna. Assim, a produção cafeeira no Brasil, foi marcada desde seu início pela mão-de-obra imigrante


B

A mão-de-obra utilizada na produção de café no Brasil foi diferente em cada período de sua História: indígena no período colonial, africana escravizada no período imperial e imigrante durante a República


C

Por ter origem na África, na região de Kaffa, na Etiópia, a mão-de-obra escravizada sempre foi usada desde o início da produção no Brasil, por conta da familiaridade que os africanos já possuíam com a planta


D

A monocultura do café, marcada por grandes latifúndios, acabou por consolidar a utilização da mão-de-obra do africano escravizado. Contudo, após a proibição do tráfico negreiro em 1850 e a posterior abolição da escravatura em 1888, a mão-de-obra foi substituída gradativamente pela mão-de-obra imigrante, que marcou a região Oeste de São Paulo. Posteriormente, eles passaram a ser qualificados e assalariados, recebendo até mesmo auxílio do Estado


E

O café tem sua origem em terras brasileiras, sendo utilizadas pelos indígenas antes mesmo da chegada dos portugueses e por isso, foi a mão-de-obra mais utilizada em sua produção desde o início

TEXTO I


Não há muitas informações a respeito das movimentações de africanos na fase que se estende entre o fim da rebelião de 25 de janeiro de 1835 e os anos de 1837 e 1838, quando os rebeldes livres, federalistas e republicanos, estiveram mais ativos na vida política provincial. Até mesmo os batuques, que tanto assustaram quanto ainda assustariam a “pacífica população” da Província, passaram por uma fase de relativa quietação no período. João José Reis afirma que “em 1835, qualquer batuque feito pelos escravos era confundido com mais um atentado contra a ordem”. Na descrição que faz dos batuques para o período pós-35, não indica a ocorrência de expressivas manifestações do gênero até, pelo menos, meados de 1838, momento em que, aparentemente, teriam reaparecido.


ARAÚJO, Dilton Oliveira do. “A hidra revolucionária não erguerá o seu hediondo colo: a elite e os caminhos da pacificação no pós-Sabinada”. In: O tutu da Bahia: transição conservadora e formação da nação, 1838- 1850. Salvador: EDUFBA, 2009.


TEXTO II


A primeira onda criminalizante direcionada contra o funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil está diretamente relacionada aos arrastões que ocorreram nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, mas não se limita a eles. Isso porque antes mesmo dos arrastões (especialmente no período que se estende entre 1991 e o mês de setembro de 1992) foi possível perceber a construção da imagem negativa sobre os funkeiros. Esta primeira onda criminalizante, portanto, foi o momento em que imagem do funkeiro como inimigo foi construída e consolidada. A construção desta imagem foi tão sólida que foi possível perceber suas consequências a longo prazo, tendo em vista que este estereótipo foi repetido diversas vezes ao longo de todo o período analisado.


BRAGNAÇA, Juliana Silva. Porque o funk está preso na gaiola (?): a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). (Dissertação de Mestrado) - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Seropédica: 2017.


Os textos apresentados tratam de diferentes momentos históricos em que manifestações culturais negras foram associadas à desordem e criminalizadas pelo poder público e pelos meios de comunicação. Considerando o conteúdo dos textos e seus contextos, é correto afirmar que ambos expressam


A

a tentativa de grupos dominantes de reconhecer nas manifestações culturais negras um espaço legítimo de diálogo social, ainda que marcadas por tensões entre centro e periferia.


B

o movimento de democratização cultural no Brasil, que permitiu às populações negras visibilidade e reconhecimento por meio de suas expressões artísticas.


C

a neutralidade das instituições na construção das imagens sobre as manifestações culturais, visto que as interpretações negativas resultam apenas de choques de valores entre grupos distintos.


D

a ruptura entre passado e presente, uma vez que o contexto contemporâneo não reproduz mais os mecanismos de criminalização observados nas práticas culturais do século XIX.


E

a persistência de um racismo estrutural que, sob diferentes justificativas históricas, transforma expressões culturais negras em símbolos de ameaça à ordem e legitima práticas de controle e exclusão social.

Analise o texto abaixo:


“A África propriamente dita é a parte característica deste continente. […]. Não tem interesse histórico próprio, senão o de que homens vivem ali na barbárie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento à civilização. Por mais que retrocedamos na história, acharemos que a África está sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um Eldorado recolhido em si mesmo, é o país criança, envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história consciente. […] Nesta parte principal da África, não pode haver história”.


Apud: Hernandez, Leila Leite. A África em sala de aula.


Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.


A

Segundo o autor, a África viveria um estado de selvageria, nela não se produzindo cultura nem história.


B

Na África vivem povos livres, separados do resto do mundo, em seu estado puro e natural, que não precisam da história.


C

Conforme o texto, a cultura dos africanos não foi contaminada pela primitiva cultura dos outros povos, pois deles o continente está apartado.


D

A cultura e a história dos africanos é conhecida do resto do mundo graças às navegações empreendidas pelos togoleses e egípcios que, antes dos portugueses, chegaram ao continente americano.


E

Segundo o texto, a África, embora uma criança no processo civilizatório, tem uma rica cultura, tradição e história.

Costuma ser veiculada, nos meios de comunicação de massa, a imagem de que o Sul do país representa um pedaço da Europa no Brasil. Essa associação, no entanto, nega as contribuições das populações de origem africana e indígena nos estados da região. Diante desse cenário, romper com a invisibilidade das memórias e das experiências das comunidades quilombolas e indígenas no estado de Santa Catarina também é tarefa que deve ser enfrentada dentro do campo de conhecimento da história. Sobre comunidades quilombolas e indígenas no estado de Santa Catarina, analise as assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que o estado de Santa Catarina tem uma população de 4.447 de pessoas que se autoidentificaram como quilombolas e que estão distribuídas em 28 municípios. Do total, 86,96% não moram em territórios oficialmente delimitados.

( ) O Quilombo de São Roque, localizado em Praia Grande, formado por 160 habitantes, já foi reconhecido pela Fundação Palmares, mas ainda não possui a titulação do território ocupado, como possui a grande maioria dos quilombolas.

( ) São comunidades remanescentes de quilombos certificadas pela Fundação Palmares no estado de Santa Catarina: Herdeiro da Invernada dos Negros (Campos Novos), Valongo (Porto Belo), São Roque (Praia Grande), Morro do Fortunato (Garopaba), Campos dos Poli (Monte Carlo), Santa Cruz (Paulo Lopes), Morro do Boi (Balneário Camboriú), Família Thomaz (Criciúma), Tabuleiro (Santo Amaro da Imperatriz) e Caldas do Cubatão (São Amaro da Imperatriz).

( ) No final do século XIX, com a intensificação da colonização, além das ações de extermínio, foi promovida uma política de confinamento que garantiu que os indígenas ficassem restritos à região oeste do estado.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – F – V.


B

F – F – V – F.


C

V – F – V – F.


D

F – V – V – F.


E

V – F – F – V.

Alguns aspectos relativos à história africana foram descritos a seguir. No entanto, há um aspecto incorreto em uma das alternativas, assinale-a:


A

Na África, existia toda uma gama de organizações sociais, abrangendo desde os impérios do Kongo e do Mali até aldeias reunidas por laços de descendência ou linhagem, bem como sociedades de agricultores e pastores nômades ou seminômades.


B

A escravidão existia como prática no continente africano antes da expansão e colonização europeia.


C

O escravismo e o tráfico de escravos realizados pelas metrópoles europeias eram bastante diferentes do praticado pelos africanos.


D

Na Africa, a escravização ocorria apenas em função de conflitos e guerras.


E

As práticas de escravidão foram pouco a pouco transformadas com a ocupação pelos árabes do Egito e do norte da África entre o fim do século VII e o século VIII

Em diversos países da África, o uso de máscaras em cerimônias e festividades é uma tradição ancestral. Confeccionadas com uma variedade de materiais, como madeira, marfim, metal e fibras vegetais, as máscaras africanas desempenham um papel fundamental na preservação e transmissão dos costumes e das identidades culturais de diferentes grupos étnicos.


Sobre as máscaras cerimoniais africanas, assinale a afirmativa correta.


A

Normalmente, a máscara é o único elemento utilizado nas cerimônias e rituais sociais, sem qualquer combinação com dança, música ou instrumentos musicais, que somente são incorporadas quando o aspecto ritual é religioso.


B

As máscaras apresentam-se como elementos de afirmação ultranacionalistas, expondo as características políticas de um país. Assim, existe um tipo de máscara específico para cada país, com formas e técnicas de confecção exclusivas.


C

As máscaras são empregadas, exclusivamente, em rituais religiosos e representam espíritos da natureza incorporados para o controle de forças espirituais das comunidades para uma finalidade, desde que sejam forças benéficas.


D

A utilização de máscaras em cerimoniais é prática comum há milhares de anos na África. As máscaras são de fundamental importância nos rituais, sejam de iniciação, de passagem, ou de evocação de entidades espirituais.

“Ao completar 20 anos (2023), a Lei 10.639 (sancionada em 2003) marca uma série de políticas públicas voltadas à valorização da África, das lutas de africanos e seus descendentes no Brasil, da cultura negra brasileira e da presença do negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro no país por meio da educação”.

Disponível em: https://lunetas.com.br/lei-10639-como-andao-ensino-de-historia-afro-brasileira-em-sala-de-aula/. Acesso em: 24 nov. 2024.


Segundo especialistas, no que se refere ao ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, um dos desafios enfrentados é a:


A

Falta de interesse dos alunos para abordar questões referentes à diversidade cultural do país.


B

Inexistência de legislação que obrigue a inclusão desses temas nos currículos escolares estaduais.


C

Insuficiência de materiais didáticos específicos e críticos sobre a história afro-brasileira.


D

Ausência de formação acadêmica sobre o tema nos cursos de licenciatura em História.


E

Proibição, em alguns estados, para a abordagem de questões raciais e culturais nas escolas.

O candomblé derivou do animismo africano trazido por escravizados, no qual se cultuavam os orixás que, no Brasil colonial, foram vinculados a santos católicos.


C

Certo


E

Errado

De acordo com notícia vinculada ao portal g1 em 24 de abril de 2024, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente português, disse que seu país tem responsabilidade sobre crimes da era colonial, como tráfico de pessoas na África, massacres a indígenas e bens saqueados. Essa é a primeira vez que um presidente de Portugal reconhece a culpa. Portugal foi o país que mais traficou africanos na era colonial e o Brasil foi o último país do continente americano a abolir o trabalho escravo e isso aconteceu por meio da Lei Áurea, que foi aprovada pelo Senado e assinada pela regente do Brasil, a princesa Isabel. O fim da escravidão no Brasil, no entanto, não foi um ato de benevolência da monarquia, mas sim resultado da pressão e do engajamento da população brasileira.


Assinale a alternativa CORRETA que indique a data da primeira publicação da Lei Áurea:


A

1888


B

1998


C

1908


D

1808


E

1658

"Lembrei-me da notável passagem onde diz Heródoto: 'E quanto a mim, julgo ser os colchianos uma colônia dos egípcios, porque, iguais a estes, são negros de cabelo lanudo'. Em outras palavras, os antigos egípcios eram verdadeiros negros, do mesmo tipo que todos os nativos africanos. (...) Pensem só, que esta raça de negros, hoje nossos escravos e objeto de nosso desprezo, é a própria raça a quem devemos nossas artes, ciências e até mesmo o uso da palavra!".


(Volney apud Nascimento, 1996, p. 43)


A contribuição da África para o desenvolvimento humano é vasta e multifacetada e sua influência ultrapassa as barreiras continentais. Com base nos seus conhecimentos sobre a história e a cultura africana, analise as afirmativas a seguir relativas à influência dos povos africanos no desenvolvimento de conhecimentos e saberes importantes para a evolução da humanidade e constituição das civilizações:


A

As contribuições da África Subsaariana, como a produção de ferro pelos povos Nok, as práticas agrícolas avançadas dos povos Bantu e as ricas tradições orais dos griots foram essenciais para o desenvolvimento tecnológico e cultural da humanidade.


B

Os povos africanos desenvolveram seus métodos agrícolas com base no que aprenderam dos povos sumérios que se mudaram para o Egito e depois se espalharam pela África subsaariana.


C

As civilizações pré-históricas da Índia e da China foram as primeiras a adotarem técnicas agrícolas e sistemas de escrita desenvolvidos por migrantes africanos provenientes do Vale do Nilo.


D

Os Dogon, no Mali, foram os primeiros a desenvolver a metalurgia avançada na África e suas técnicas foram assimiladas por outros povos, especialmente na região do norte da África.


E

A medicina egípcia antiga foi fundamentalmente influenciada pelos conhecimentos desenvolvidos por Hipócrates, no período em que ele atuou junto aos egípcios na prática da mumificação, evidenciando um avançado entendimento da anatomia humana.

 
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