Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Leia o texto a seguir.


Berimbau


Quem é homem de bem, não trai

O amor que lhe quer seu bem

Quem diz muito que vai, não vai

E assim como não vai, não vem

Quem de dentro de si não sai

Vai morrer sem amar ninguém

O dinheiro de quem não dá

É o trabalho de quem não tem

Capoeira que é bom, não cai

E se um dia ele cai, cai bem!

Capoeira me mandou

Dizer que já chegou

Chegou para lutar

Berimbau me confirmou

Vai ter briga de amor

Tristeza, camará


MORAES, V. Berimbau. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/viniciusde-moraes/49258/>. Acesso em: 31 mai. 2024. [Adaptado].


“Berimbau” foi gravada em 1963, em um disco de Vinícius de Moraes com Odete Lara. A canção tem uma introdução marcada pelo compasso do berimbau, estrutura que se mantém até o refrão. O sucesso da canção fez com que não fosse gravada junto dos demais afro-sambas de Vinícius e Baden Powell. Qual característica da Afro-ética a música representa?


A

Afeição à penitência.


B

Rejeição à brandura.


C

Propensão à violência.


D

Aversão à alteridade.

O quilombo traz, como experiência, a presença de tecnologias e da cosmovisão africana na sua formação, durante o escravismo, e nas suas práticas de resistência. O jongo, manifestação que surge nas fazendas cafeeiras durante o século XIX, também estabelece essa relação. A representação do quilombo, como território que reorganizou as práticas africanas no Brasil associadas à resiliência, e do jongo, como filosofia de vida e prática organizada a partir de códigos trazidos do continente africano, seguem a linha de compreensão da formação da diáspora africana a partir da epistemologia da ancestralidade.


(Oliveira, 2009.)


Mostrar a presença das tecnologias africanas e afrodescendentes no Brasil implica, entre outros fatores:


A

No rompimento das noções de relativismo cultural muitas vezes institucionalizado e divulgado pelo Brasil.


B

Em contrapor-se a visão segundo a qual a população negra não detinha conhecimentos sofisticados e próprios.


C

Em excluir de vez as teorias que denotam as comunidades tradicionais africanas como “atrasadas” e “selvagens”.


D

Na crença de uma perspectiva diferenciada que visa salientar a complexidade das tecnologias europeias em contraposição aos rudimentos africanos.

O conhecimento e a instrumentalização dos conceitos atinentes ao pensamento afrodiaspórico e à teoria da História e cultura afro-brasileira e africana evidenciam-se extremamente relevantes no ensino de História. Considerando-se os significados e os elementos dos conceitos da 1ª coluna, numerar a 2ª coluna e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) Africanidade.

(2) Afrocentrismo.


( ) Percepção do africano como sujeito e ação para a formação de sua própria imagem cultural.

( ) Compreensão dos costumes africanos como atos de resistência.

( ) Consciência da relevância e atuação das práticas ancestrais.

( ) Oposição ao eurocentrismo e à sua hierarquização.


A

1 - 2 - 2 - 1.


B

1 - 2 - 1 - 2.


C

2 - 1 - 2 - 1.


D

2 - 1 - 1 - 2.

Texto VII


Personalidades Negras – Luísa Mahin


Nascida em Costa Mina, na África, no início do século XIX, Luísa Mahin foi trazida para o Brasil como escrava. Da nação africana Nagô, Luísa esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.

Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.


Disponível em https://www.gov.br/palmares/ptbr/assuntos/noticias/personalidades-negras-2013-luisa-mahin. Adaptado.


A partir da descrição das experiências de Luiza Mahin na Bahia oitocentista e do estudo da realidade dos escravizados no Brasil imperial, por meio do exposto no Texto VII, podemos


A

identificar o predomínio matriarcal nas civilizações africanas.


B

romper o estereótipo patriarcal ligado ao período colonial brasileiro.


C

questionar estereótipos de escravizados iletrados e ignorantes.


D

negar que escravos ficavam presos em senzalas e correntes.

Samba-Enredo 2024 – Glória ao Almirante Negro:


G.R.E.S Paraíso do Tuiuti


Liberdade no coração

O dragão de João e Aldir

A cidade em louvação

Desce o Morro do Tuiuti


Eram navios de guerra, sem paz

As costas marcadas por tantas marés


(Disponível em: https://www.letras.mus.br/gres-paraiso-do-tuiuti/. Acesso em: fevereiro de 2024.)


Na madrugada desta segunda-feira (12/02/2024), a escola de samba Paraíso do Tuiuti levou para a Marquês de Sapucaí o tema “Glória ao Almirante Negro”, que expõe a vida de João Cândido, marinheiro que:


A

Comandou a primeira Revolta da Armada, ameaçando bombardear a Baía de Guanabara.


B

Liderou a Revolta da Chibata, protestando contra os castigos físicos e abusos contra os marinheiros.


C

Instituiu na marinha brasileira o sistema de hierarquia por meritocracia, com o qual ele se beneficiou.


D

Se tornou um ícone da marinha por ser o primeiro negro a assumir um cargo de almirante na marinha brasileira.

Embora parcialmente crítico de Gilberto Freyre, Djalma Ribeiro afirma que há uma relevância do autor de Casa Grande e Senzala no combate ao racismo. Qual seria essa contribuição?


A

Romantizar o processo de colonização brasileiro.


B

Apresentar a perspectiva do negro no sistema escravocrata.


C

Rejeitar a influência da cultura europeia na tradição brasileira.


D

Dialogar com um conjunto de autores pertencentes ao movimento negro.


E

Romper com uma tradição legitimadora do racismo científico.

Durante o século XVIII, na região de Goiás, geralmente os negros africanos não separavam a sua vida cotidiana das práticas religiosas. Nesse período, ocorreu um choque cultural entre a religião africana e as práticas do cristianismo católico. Ao entrar em contato com a fé cristã, seja por livre vontade ou não, essas pessoas absorviam tais costumes, mas também transmitiam o que traziam consigo. Esse processo é identificado como


A

sincretismo.


B

intolerância.


C

conciliação.


D

misticismo.

O Movimento Negro conquistou um lugar de existência afirmativa no Brasil. Ao trazer o debate sobre o racismo para a cena pública e indagar as políticas públicas e seu compromisso com a superação das desigualdades raciais, esse movimento social ressignifica e politiza a raça, dando-lhe um trato emancipatório e não inferiorizante.

No caso do Brasil, o Movimento Negro ressignifica e politiza afirmativamente a ideia de raça, entendendo-a como potência de emancipação, e não como uma regulação conservadora; explicita como ela opera na construção de identidades étnico-raciais.


(GOMES, Nilma Lino O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. p. 21)


Para analisar o impacto do movimento negro na sociedade brasileira desde os anos 1970, vale destacar que


A

o movimento negro nos anos 2000 teve na educação uma área de atuação em que influenciou na elaboração de leis que garantissem a inclusão do ensino da história e da cultura afro-brasileira.


B

após a dissolução do ditadura civil-militar de 1964, o movimento negro considerava a luta institucional inapropriada para encaminhar pautas antirracistas, optando por lutas de caráter econômicas.


C

o movimento negro nos anos 1970 e 1980 afastou-se de qualquer vinculação político-partidária, priorizando os espaços de atuação na sociedade civil para encaminhar as pautas antirracistas.


D

o movimento negro restringiu a sua atuação no âmbito da cultura, especialmente na produção musical e teatral após o fim da ditadura civil-militar de 1964, o que contribuiu para a despolitização do movimento.


E

o movimento negro rompeu relações com os partidos políticos de esquerda nos anos 1970 e 1980, dada a ênfase no debate classista no âmbito do movimento sindical e o pouco espaço político aberto ao debate sobre a questão negra.

Embora os historiadores tenham assinalado as preocupações da Igreja católica de catequização dos negros no Brasil, não há registros de uma ação educativa que os iniciasse na árdua tarefa da leitura dos evangelhos. A palavra escrita lhes era inacessível. Como eram então doutrinados? No catolicismo imposto às classes populares “a figura do Cristo Revelado no Novo Testamento é praticamente desconhecida “. São os “santos” que estão na base do catolicismo popular. Assim, a catequese dos africanos no Brasil não se fez acompanhar de um processo que pressupusesse, antes de mais nada, a aquisição da leitura. Na realidade, não se buscava decifrar no Novo testamento as mensagens do Cristo Revelado; o catolicismo dos negros, no período colonial, foi estruturado a partir de suas devoções aos santos e à Virgem Maria. O que de fato eram as irmandades? Que função preenchiam na vida colonial?


(GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira. Negros e Educação no Brasil. In: LOPES, Eliane

Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes; VEIGA, Cynthia Greive. 500 anos de

educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2011)


Para responder as questões propostas pelo autor, cumpre analisar que as irmandades foram


A

espaços de escolarização da população negra escravizada, o que respondia a uma demanda social da Igreja católica.


B

aceitas pelos senhores, pois assim não precisavam conviver com os negros nos mesmos espaços de culto.


C

espaços de convívio harmonioso e trocas culturais entre as diversas nações africanas face à luta contra a escravidão.


D

locais de ruptura entre o catolicismo branco, vivido pelos senhores de engenho, e o catolicismo negro, vivido nas ruas e plantações.


E

espaços de organização política dos negros africanos e dos negros nascidos no Brasil para preservar a escravidão.

Além dos luso-açorianos, quais foram os principais grupos étnicos estrangeiros que contribuíram para a formação da população itajaiense?


A

Japoneses e Chineses.


B

Africanos e Indígenas.


C

Alemães, Italianos e Poloneses.


D

Espanhóis e Franceses.

“A religiosidade afro-brasileiro foi um dos temas preferidos da música popular desde o final do século XIX” (Mattos, 2009, p. 198).


Fonte: MATTOS, Regiane Augusto. São Paulo: Contexto, 2009. História e cultura afro-brasileira.


Considerando esta temática, analise as afirmativas a seguir.


I- Na década de 1930, Chiquinha Gonzaga, em parceria com Augusto de Castro, gravou um ponto de Exu, dois de Ogum e um de Iansã.

II- A africanidade foi erradicada do cenário musical brasileiro na década de 1960 devido à repressão da elite brasileira. Inclusive, as manifestações afro tornaram-se caso de polícia.

III- Clara Nunes foi uma das cantoras de samba mais populares na década de 1970, fazendo muito sucesso, com músicas que falavam sobre o universo do candomblé e dos orixás, como . Conto de Areia


É CORRETO o que se afirma em:


A

II e III apenas.


B

III apenas.


C

II apenas.


D

I, II e III.


E

I e II apenas.

A partilha da África deixou um legado dramático que as nações africanas tiveram de lidar a partir da segunda metade do século XIX e que persiste ainda hoje. Estabeleceu fronteiras que não respeitaram grupos étnicos, que misturaram povos rivais ou separaram culturas. A monocultura, o trabalho forçado e o abandono da produção familiar provocaram subnutrição, fome e epidemias, destruíram as trocas internas no continente e deixaram os Estados africanos dependentes do mercado externo. Sobre o Imperialismo africano ocorrido nos séculos XIX e XX, identifique a afirmação correta:


A

As potências imperialistas tinham como principal objetivo levar o progresso tecnológico, o acesso à educação e a religião cristã a todos os povos africanos.


B

O Imperialismo do século XIX foi uma ação de um pequeno grupo de países comunistas que queriam expandir o sistema marxista a todos os campos do globo.


C

Os Estados Unidos, a Rússia e a Alemanha, foram os principais beneficiados pela Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885.


D

Na Conferência de Berlim, Portugal foi obrigado a entregar todos os seus domínios na África às grandes potências europeias.


E

A expansão imperialista realizou-se com a criação de fortes justificativas ideológicas, que destacavam a necessidade de uma missão civilizatória e humanitária dos europeus sobre os povos conquistados, considerados cultural e racialmente inferiores.

De acordo com Fausto (1994), dentre os diversos fatores que sustentaram o uso da mão de obra escrava africana no Brasil, destacam-se, exceto:


A

Falta de raízes dos povos africanos.


B

Postura da Igreja, com destaque para a dos beneditinos.


C

Posicionamento adotado pela Coroa.


D

Traços biológicos dos povos africanos ratificados em teorias.


E

Posicionamento dos povos africanos como principais representantes da catástrofe demográfica caracterizada pela alta taxa de mortalidade.

No princípio da colonização do Brasil, a evangelização realizava-se de forma itinerante, numa espécie de peregrinação na qual os padres missionários se deslocavam ocasionalmente dos povoados coloniais até os indígenas. Após algum tempo, porém, os padres da Companhia de Jesus dedicaram-se a reunir, em um mesmo local, grandes grupos de indígenas, com o objetivo de convertê-los e “civilizá-los”. Esses locais, chamados de aldeamentos ou reduções, chegaram a reunir centenas, talvez milhares, de indígenas, e se tornaram muitas vezes povoados relativamente urbanizados, prósperos e autossuficientes. No entanto, em meados do século XVII,


à voz corrente de que os paulistas vinham dar sobre essa redução, os índios deram princípio à construção de um pequeno valo ou cerco, o qual, contudo, não pôde aprontar-se, por causa da pressa com que os inimigos avançavam. No dia de São Francisco Xavier do ano de 1636, quando se estava celebrando a festa com missa e sermão, 140 castelhanos* do Brasil, acompanhados de 150 tupis entraram naquele “pueblo”. Vinham todos otimamente armados com escopetas e se achavam vestidos com gibões [...], pelo que o soldado está protegido dos pés à cabeça e peleja com segurança contra as setas. [...] Havia se acolhido à igreja a gente do povo, pois a sua parede servia também de continuação ao valo ou cerco não terminado. [...] Pelejaram todos durante seis horas, ou seja, desde as oito da manhã até as duas da tarde. Feriram os paulistas a um dos padres com um balaço na cabeça. Atravessaram o braço de um dos irmãos e ao outro deixaram-no vulnerado.


*a expressão deve ser lida aqui como sinônimo de “homens brancos”.


MONTOYA, A.R. Conquista espiritual feita pelos religiosos da Companhia de Jesus nas províncias do Paraguai Paraná, Uruguai e Tape. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997. p. 274. Primeira edição: 1639. Adaptado.


No centro da querela entre colonos e jesuítas, estava a


A

liberdade dos índios, uma vez que os bandeirantes buscam libertar os indígenas da opressão dos religiosos da Companhia de Jesus, aliando-se aos povos originários na defesa de suas terras e pela preservação de seus costumes e tradições.


B

defesa dos termos apresentados no Tratado de Madri, uma vez que os jesuítas se alinharam à Coroa portuguesa para defender as ideias do Marquês de Pombal com relação à tutela dos índios.


C

disputa pelo uso da força de trabalho dos povos originários, pois, enquanto os colonos consideravam que a função dos padres era apaziguar os indígenas para que eles pudessem servir ao trabalho, os padres lutavam pelo direito de desenvolver uma catequese, segundo os interesses da Companhia de Jesus.


D

desocupação do território espanhol, na medida em que as lideranças jesuíticas convenceram a Coroa portuguesa a manter a área dos Sete Povos das Missões e restaurar o domínio sobre a região de Colônia do Sacramento, o que foi feito em 1751.


E

unificação das Coroas Ibéricas, defendida pelos jesuítas e contestada pelos colonos, os quais acabaram por perder a disputa em 1640, quando Portugal e Espanha se unificaram na chamada União Ibérica, que durou até 1750.

Em "Tráfico, cativeiro e liberdade", Florentino e seus colaboradores apresentam uma análise aprofundada do sistema escravista no Brasil colonial e imperial. Considerando as diversas facetas do cativeiro abordadas na obra, assinale a alternativa que melhor representa a complexidade das relações sociais estabelecidas no contexto da escravidão.


A

As relações sociais no contexto da escravidão eram marcadas por uma grande diversidade, incluindo relações de poder, resistência, negociação e, em alguns casos, até mesmo de afeto.


B

A liberdade dos escravos, quando ocorria, era plena e imediata, sem que os ex-escravizados enfrentassem qualquer tipo de discriminação ou dificuldade para se inserir na sociedade.


C

As relações entre senhores e escravos eram marcadas exclusivamente pela violência e opressão, sem qualquer tipo de vínculo afetivo ou de resistência por parte dos escravizados.


D

A escravidão era uma instituição homogênea, na qual todos os escravizados ocupavam a mesma posição social e viviam sob as mesmas condições de trabalho.

A África Subsaariana é considerada como o berço da humanidade, uma vez que foi na região da África Oriental que emergiu o gênero Homo. As evidências arqueológicas, incluindo ferramentas pré-históricas, corroboram essa teoria, marcando o início do Paleolítico. A região também foi sede de grandes reinos, como o Império do Mali (séculos XIII a XVI), que detinha o monopólio do comércio de sal. Esse controle permitiu ao império comercializar o sal por meio das rotas transaarianas, adquirindo, em troca, produtos como ferro, cavalos e cerâmicas. Trata-se de uma característica marcante dessa região:


A

A presença de um único idioma oficial, comum a todos os países da região.


B

A predominância de uma religião homogênea, com poucas variações entre os grupos étnicos.


C

A diversidade de grupos étnicos, cada um com sua própria língua, suas tradições e práticas culturais.


D

A unidade cultural e política entre os países da África Subsaariana que pode ser atribuída, em grande parte, a uma história compartilhada de unificação tribal.

Observando as imagens abaixo, qual o par que representa, respectivamente, expressões das culturas dos povos indígenas e afro-brasileiros?

Imagem associada para resolução da questão



A

I e II, apenas.


B

II e III, apenas.


C

III e IV, apenas.


D

I e IV, apenas.


E

IV e V, apenas.

O Black Lives Matter vai para além do nacionalismo estreito que pode prevalecer no seio das comunidades negras, que se limita a apelar aos negros a amar os negros, viver como os negros e comprar produtos dos negros, e mantém à frente do movimento homens negros heterossexuais. Black Lives Matter estima as vidas dos negros e negras homossexuais e transexuais, pessoas incapacitadas, negros sem documentos ou com antecedentes criminais, mulheres e as vidas de todos os negros de todo o espectro de gêneros.


LA BOTZ, D. O movimento Black Lives Matter organiza-se e procura definir-se politicamente. Disponível em: www.ufes.br. Acesso em: 4 out. 2021 (adaptado).


A reivindicação do movimento norte-americano apresentada no texto consiste na necessidade de


A

manter a conquista de direitos sociais.


B

integrar a diversidade do grupo identitário.


C

priorizar a preservação de culturas africanas.


D

defender a adoção de valores supremacistas.


E

permitir a permanência do modelo androcêntrico.

Esses escravos tinham mobilidade para circular na cidade, já que precisavam encontrar trabalho para juntar quantia que deveria ser entregue ao proprietário, além, é claro, de obter o seu próprio sustento. Se, por um lado, esse tipo de trabalho livrava os proprietários da obrigação de sustentar seus escravos, assim diminuindo os seus gastos, por outro, permitia certa autonomia aos cativos, que arranjavam o seu próprio trabalho e cuidavam de suas despesas.


(Mattos, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira. 2ª ed., 3ª reimpressão. São Paulo; Contexto, 2014 p. 112. Adaptado)


Com base no texto, assinale a alternativa que melhor descreve a dinâmica dos escravizados na cidade.


A

Os escravos eram restritos a áreas específicas da cidade e não podiam buscar trabalho por conta própria.


B

A mobilidade dos escravos na cidade era limitada, pois precisavam obter permissão do proprietário para buscar emprego.


C

O texto menciona uma forma de trabalho escravo conhecida como "escravo de ganho".


D

Os escravizados não tinham permissão para circular na cidade e estavam completamente dependentes do sustento fornecido pelos proprietários.


E

Mesmo circulando na cidade em busca de trabalho, os escravos não podiam administrar suas próprias despesas, permanecendo submissos aos seus donos.

Considerando a influência da cultura africana e indígena na formação do Brasil, assinale a alternativa INCORRETA:


A

A contribuição linguística dos povos indígenas para o português brasileiro não se limita apenas à nomenclatura de plantas e animais.


B

Durante o período colonial, os africanos escravizados trouxeram consigo uma rica diversidade de tradições culturais, incluindo danças e práticas de luta, que foram gradualmente incorporadas à sociedade brasileira.


C

Algumas religiões afro-brasileiras incorporam elementos das religiões indígenas em suas práticas ritualísticas.


D

A cultura indígena brasileira foi essencialmente destruída durante o período colonial, deixando poucos vestígios em termos de tradições e costumes.


E

Diversos pratos típicos brasileiros são exemplos da influência da culinária africana na gastronomia do país.

 
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