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Leia os fragmentos textuais a seguir para responder à questão.
CONFERÊNCIA DE BERLIM, 1884-1885
Em nome de Deus Todo Poderoso,
S. M. Imperador da Alemanha; S. M. Rei dos Belgas; o Presidente dos EUA; o Presidente da República Francesa; S. M. Rainha do Reino Unido; S. M. Rei da Itália; S. M. Imperador de todas as Rússias, e outros.
Querendo regular as condições mais favoráveis ao desenvolvimento do comércio e da civilização em certas regiões da África; desejosos de prevenir os mal-entendidos e as contestações que poderiam originar, no futuro, as novas tomadas de posse nas costas da África, e preocupados ao mesmo tempo com os meios de crescimento do bem-estar moral e material das populações aborígenes, resolveram, reunir para este fim uma Conferência em Berlim.
ATA GERAL. Adaptado de Ata geral, 26 fev. 1885. Disponível em: https://mamapress.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/12/conf_berlim.pdf. Acesso em: 25 ago. 2025.
PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS POVOS AFRICANOS, 1958
A Primeira Conferência dos Povos Africanos reuniu mais de duzentos delegados representando 62 organizações nacionalistas. Afirmando a importância da “personalidade africana”, contrastou com a Conferência de Berlim (1884-1885). O líder ganês Kwame Nkrumah ressaltou que os africanos desejavam decidir seu destino. Pela primeira vez, os africanos falavam para si próprios através da voz de um africano.
OLIVEIRA, P. O.; PARADA, M.; MEIHY, M. S. B. História da África contemporânea. Rio de Janeiro: PUC-Rio; Pallas, 2013. Adaptado.
Os documentos apresentados descrevem a Conferência de Berlim (1884-1885) e a Primeira Conferência dos Povos Africanos (1958), respectivamente. A partir das informações dos textos, a diferença mais evidente entre os propósitos desses eventos é a participação dos representantes africanos na(s)
Conferência de Berlim, em que os líderes africanos atuaram como consultores para a partilha territorial, ao contrário da de 1958, que contou com delegados de movimentos nacionalistas europeus.
Conferência de 1958, com a presença de Kwame Nkrumah, que simbolizou a aceitação do domínio neocolonial pelas nações africanas, em sintonia com o que havia ocorrido na Conferência de Berlim.
Conferência de Berlim, que contou com a participação de delegações da maioria dos reinos e etnias africanas, enquanto a Conferência de 1958 foi um evento restrito a grupos políticos europeus.
Conferência de 1958, onde eles tiveram a oportunidade de falar sobre o próprio destino, em oposição à Conferência de Berlim, que foi organizada e conduzida por potências europeias.
duas conferências, onde a presença africana foi massiva em 1958 e decisiva em 1884-1885, marcando uma ruptura nos objetivos e significados de cada evento.

Para pensar a diáspora negra, vale apresentar o infográfico com o fluxo do tráfico de escravizados da África para o Brasil (cerca de 4,5 milhões). Após o levantamento de hipóteses pelos estudantes de quais análises nos permite esse material, ao menos duas linhas de investigação podem ser adotadas como as pertinentes às informações do gráfico:
escravização nas plantations coloniais como o primordial laboratório de desumanização dos indivíduos a partir de um critério de raça; afirmação do vínculo entre cultura nacional brasileira e africana.
presença de contingente negro na formação populacional brasileira; participação de afrodescendentes na distribuição de renda desigual e injusta na sociedade brasileira.
efeitos da reunião em senzalas de afrodescendentes originados de regiões e culturas diversas; presença de heranças de matrizes africanas na musicalidade e religiões nas regiões brasileiras de maior concentração negra.
sistema de plantations como exercício da necropolítica (poder de definir o tipo de vida e a morte dos sujeitados) que ensejaria a estruturação dos estados totalitários; viabilização do aumento de produtividade para benefício da metrópole portuguesa.
impactos gerados a partir da decadência da economia mercantilista e do tráfico negreiro na estrutura social brasileira; evolução do modo de vida da população de afrodescendentes em nossa sociedade.
Em diversas sociedades africanas tradicionais, as relações sociais eram ancoradas em estruturas complexas de parentesco e reciprocidade. Tais estruturas que regulavam o trabalho e o acesso à terra teriam sido mantidas mesmo após a expansão militar e comercial dos povos árabes em direção ao continente africano no século VI. Contudo, foi com a invasão europeia que esses sistemas são rompidos e novas formas de exploração e dependência são impostas aos africanos de diversas etnias e grupos culturais.
Sobre as relações entre sociedade, economia e natureza nas sociedades africanas tradicionais, é possível afirmar que:
eram sociedades essencialmente protocapitalistas, não urbanas e com trocas comerciais com a utilização itens que já emulavam a função do dinheiro.
a economia baseava-se na exploração de monoculturas agrícolas e mineração, ambas voltadas à exportação para tribos diversas e comerciantes ao redor do continente.
a terra era propriedade privada, regida por contratos individuais e relações de lucro, além disso, as relações de trabalho eram regidas por uma variante comunitária da mais-valia.
Em sua maioria, o trabalho era organizado por laços comunitários e pela redistribuição coletiva, não pela acumulação individual.
“Estudos a respeito das experiências das mulheres escravas têm apontado para o papel de resistência delas no interior das plantações. [...] Nas áreas rurais — nas quais a maior parte estava empregada nas plantações —, educavam seus filhos através da linguagem e da música, conservando elementos fundamentais de identidades construídas. A partir de tais elementos, ajudavam a reinventar tradições de protesto, muitas das quais africanas (GOMES,1995).”
Tendo em vista o trecho acima, é possível afirmar que a historiografia vem buscando reinterpretar a noção de “resistências escrava” no contexto da escravidão colonial brasileira como:
ação restrita a rebeliões e fugas e tentativas de preservação da cultura africana através da assimilação da cultura portuguesa e/ou europeia.
fenômeno somente caracterizado pela desobediência, protagonizado por lideranças quilombolas e escravos no ambiente urbano e rural; nesse sentido, a resistência torna-se um conceito vinculado a dimensões culturais e de raça.
um conjunto de práticas múltiplas de quilombismo, desobediência, sobrevivência, redes de solidariedade e negociação, que atribui agência histórica e a autonomia de sujeitos escravizados e aquilombados.
uma ação de protagonismo feminino, consequência direta e singular da opressão direcionada aos escravos e populações minorizadas, operada pelo sistema colonial protocapitalista.
Entre os anos de 2003 e 2008, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) foi alterada pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Tais Leis reelaboram as bases curriculares, tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. A partir de 2012, com a promulgação das ações afirmativas para pessoas pretas, pardas, quilombolas e indígenas, e a democratização do acesso ao ensino superior, houve também um movimento de aumento na releitura de fontes históricas e elaboração de um maior volume de matéria historiográfica sobre temas e sujeitos outrora invisibilizados pela historiografia.
Esse movimento de releitura historiográfica buscou novas possibilidades teóricas e metodológicas para a sua escrita e investigação histórica, dentre as quais se pode destacar:
o Marxismo Cultural.
o Pós-modernismo historiográfico.
a decolonialidade e o anticolonialismo.
a História Nova e a longa duração.
Sobre as sociedades africanas iorubás e do Reino de Mali, é CORRETO afirmar que:
Apresentavam padrões homogêneos culturais em toda a extensão territorial africana.
Destacaram-se pelo intercâmbio comercial com a Europa durante a Idade Média.
Eram sociedades extremamente avançadas, mas isoladas culturalmente de outros continentes.
O Reino de Mali se tornou célebre devido a Mansa Musa, que protagonizou a disseminação do islã e a valorização da educação.
Desenvolveram-se exclusivamente em regiões desérticas, sem relação com o comércio transcontinental.
O trabalho com a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no ambiente escolar constitui uma oportunidade para ampliar o olhar histórico sobre a formação da sociedade brasileira. Nesse contexto, o papel do professor de História deve ser o de:
Promover o reconhecimento das contribuições africanas e afro-brasileiras na construção da identidade nacional, valorizando saberes, memórias e experiências históricas diversas.
Abordar a cultura afro-brasileira de modo pontual, apenas em datas comemorativas e atividades extracurriculares.
Tratar os temas relacionados à África e à diáspora como assuntos distantes da realidade dos estudantes brasileiros.
Restringir o estudo da presença africana ao período da escravidão, enfatizando apenas o sofrimento dos povos negros.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os efeitos sociais do futebol enquanto elemento de uma dinâmica cultura popular impelira o estado colonial a intervir sobre este universo. Depois da abolição [...] do indigenato, o desporto servirá para alimentar a propaganda luso‐tropicalista, nomeadamente depois das vitórias do Benfica de Coluna e Eusébio (este só na segunda) na Taça dos Campeões Europeus em 1961 e 1962, mais tarde, com a participação da seleção no Mundial de 1966.
DOMINGOS, Nuno. Desporto moderno e situações coloniais: o caso do futebol em Lourenço Marques. In: MELO, V. A.; et al. (org.). Mais que um jogo: o esporte e o continente africano. Rio de Janeiro: Apicuri, 2010.
Na década de 1960, em meio à luta de libertação em Moçambique, o regime português utilizou o futebol como instrumento político. Esse uso se relacionou à chamada propaganda luso-tropicalista porque
utilizou o fato de Eusébio e Coluna serem negros como propaganda governamental da integração entre negros e brancos.
promoveu, por meio da propaganda, a ideia de distanciamento entre a população negra e a branca, reforçando a segregação social.
restringiu a participação de atletas africanos nas equipes portuguesas de destaque, reforçando a segregação racial.
desvalorizou as figuras de jogadores negros como Eusébio e Coluna em competições internacionais.
reforçou apenas o caráter regional das seleções africanas, sem conexão com Portugal e com a propaganda governamental.
Diversos reinos africanos pré-coloniais — como Gana, Mali, Songhai, Benim e Congo — desenvolveram sistemas políticos e econômicos sofisticados, com redes de comércio, diplomacia e produção cultural de grande alcance. Considerando o estudo histórico desses reinos, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O Império do Mali, governado por Mansa Musa no século XIV, destacou-se pela centralização política e pelo controle das rotas do ouro e do sal, estabelecendo conexões com o mundo islâmico e promovendo centros culturais como Timbuktu.
( ) O Reino do Congo manteve-se totalmente isolado das influências europeias até o século XIX, preservando instituições políticas e culturais sem qualquer contato diplomático com potências estrangeiras.
( ) O Reino de Benim, situado na região do atual Quênia, destacou-se por sua organização teocrática e pelo desconhecimento das técnicas artísticas, sendo uma sociedade predominantemente pastoril.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F-V-F.
V-F-V.
V-V-F.
F-F-V.
V-F-F.
De acordo com a historiadora Beatriz Nascimento, intelectual negra e uma das primeiras pesquisadoras dos estudos quilombolas, o conceito de quilombo como resistência tem um significado importante, pois, ao longo da história, os quilombos sempre representaram uma resistência étnica e política. É importante entender os quilombos como espaços onde negros e outros povos marginalizados podiam viver e manter seus modos de vida, preservando suas culturas e tradições, o que permite compreender o quilombo em seu sentido ideológico, político e cultural: agregação, resistência e preservação dos símbolos culturais do povo negro. Esse fenômeno de resistência continua vivo em diferentes espaços sociais criados por afro-brasileiros, como as escolas de samba, os terreiros de candomblé e as comunidades nas favelas e nas áreas rurais. Se “cada cabeça é um quilombo”, aquilombar-se é o movimento de buscar o quilombo, formar o quilombo, tornar-se quilombo.
Em cumprimento à Lei n. 10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, as professoras de História, Sociologia e Geografia elaboraram um projeto sobre educação antirracista. Qual alternativa apresenta, respectivamente, o trabalho com práticas educativas interdisciplinares e o conceito de quilombo?
Mapeamento de territórios periféricos; movimento contracolonial que buscava a independência do Brasil.
Análise de material iconográfico; espaço de resistência que concentra suas experiências no passado colonial.
Levantamento de personagens históricos; movimento classificado como anticolonial que defendia o retorno à África.
Entrevista com líderes comunitários; espaço de resistência com base na ancestralidade que defendia uma visão coletiva da vida.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a história e ensino do tema afro-brasileiro:
Ainda é perceptível em livros didáticos que o discurso ideológico empreendido pelos europeus para justificar o processo de dominação sobre os povos africanos consagrou a figura de que o negro – hoje afrodescendente – era mais apto ao serviço braçal do que os povos indígenas.
Um dos principais exemplos da permanência do preconceito contra os negros no Brasil, após o fim da escravidão, pode ser encontrado na violência policial que, em pleno século XXI, ainda incide muito mais nos descendentes de africanos do que sobre a população branca.
Hoje, a exclusão existente se relaciona diretamente a preconceitos étnicos e de cor, não tendo relação com as condições sociais e a distribuição de renda.
A dificuldade de assumir o racismo estrutural que existe na sociedade brasileira advém, em grande parte pela ideologia que serve de escudo para as ideias racistas: como definir quem é negro numa nação cujo povo é essencialmente miscigenado? Assim, com base neste argumento, alguns se desculpam porque supostamente não é possível determinar quem é afrodescendente ou não.
Sobre a obrigatoriedade do ensino de História e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas, assinale a alternativa correta:
A inclusão desses conteúdos no currículo escolar é opcional e depende da escolha da escola.
A Lei nº 10.639/2003 e a Lei nº 11.645/2008 tornaram obrigatório o ensino da História e cultura afro-brasileira e indígena.
Apenas escolas com alunos indígenas devem ensinar História e cultura indígena.
O ensino de História afro-brasileira e indígena deve ser feito apenas em datas comemorativas.
Analise as afirmativas abaixo:
1. A história da África e a história do Brasil têm muitos pontos em comum, notadamente pelo tráfico negreiro que trouxe para o Brasil milhares de africanos.
2. Os africanos escravizados e seus descendentes tiveram importante papel na formação do povo brasileiro.
3. No século 19, a África foi repartida entre as potências europeias. Este fato garantiu a sobrevivência da rica cultura africana, pois até então os povos africanos lutavam entre si, impedindo o florescimento da sua arte, da sua música e da sua dança.
4. A música, a dança e a culinária, entre outros elementos culturais de origem africana, são parte integrante da cultura brasileira.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Essa figura das combatentes do PAIGC, que participaram ativamente da luta de libertação contra os colonizadores portugueses nos anos 1960 e 1970, circulou em diversos jornais e revistas. Ela pode ser vista como um exemplo da presença ativa das mulheres na história e contribuiu na construção de uma memória social sobre a resistência anticolonial por parte das suas populações. Para abordar, em sala de aula, o papel das mulheres nos movimentos de libertação e na história africana, é necessário considerar que elas
tiveram sua participação nas sociedades africanas preservada após a conquista e a ocupação colonial europeias ocorridas no século XIX.
tiveram, ao longo de diferentes temporalidades, uma participação política limitada às funções domésticas e de menor prestígio e representatividade social.
participaram dos serviços de suporte das forças militares, atuando como educadoras e enfermeiras dos filhos de dirigentes dos partidos e movimentos de libertação.
enfrentaram um duplo desafio, que era participar de combates e ações anticoloniais e, ao mesmo tempo, romper com os papéis de gênero construídos nas sociedades coloniais.
Ao trabalhar sobre História do Brasil, um professor do ensino médio organiza uma simulação de um debate sobre a abolição da escravidão no Brasil. Para isso, ele divide a turma em grupos que representam diferentes setores da sociedade, como os abolicionistas, os latifundiários escravocratas, os políticos monarquistas, os setores urbanos emergentes e os ex-escravizados. Durante a atividade, um estudante questiona por que a abolição não garantiu automaticamente a inclusão dos ex-escravizados na sociedade brasileira.
Nesse sentido, assinale a alternativa que responde adequadamente à questão do aluno.
A Lei Áurea foi uma medida bem planejada e acompanhada por políticas de reparação, garantindo ao ex-escravo acesso imediato à terra e direitos políticos.
A abolição da escravatura foi um processo pacífico e amplamente aceito por todos os setores da sociedade brasileira, demonstrando, assim, que não havia resistência por parte dos proprietários de terras e das elites políticas.
Não houve uma ruptura total da escravidão, ela foi extinta gradualmente desde a independência, e, já no ano de 1888, havia sido substituída pelos trabalhadores imigrantes, especialmente os vindo da Europa e Ásia.
Apesar de apresentar um avanço na sociedade, o processo de abolição da escravidão no Brasil não teve medidas estruturais que garantissem a inclusão dos ex-escravos, resultando na marginalização e nas dificuldades de acesso a direitos básicos.
A abolição da escravatura ocorreu devido à pressão da Coroa Portuguesa, visto que, em todas as suas colônias, a abolição já havia ocorrido. Além disso, não houve revoltas populares ou pressões internacionais.
No Brasil, a história do trabalho está profundamente associada ao passado colonial, uma vez que, dentro do sistema escravocrata, dominante até fins do século XIX, as relações eram caracterizadas pela posse total não somente da força de trabalho, mas também do corpo e da vida dos indivíduos escravizados.
Certo
Errado
Fragmentada em pequenos grupos, fragilizada pela ausência de algum tipo de organização ampla, tendo que carregar o peso do preconceito racial que se transfere do negro para a cultura negra, a religião dos orixás tem poucas chances de se sair melhor na competição — desigual — com outras religiões. Silenciosamente, assistimos hoje a um verdadeiro massacre das religiões afro-brasileiras.
PRANDI, R. O Brasil com axé. Estudos Avançados, n. 52, dez. 2004.
No processo de invisibilização dos cultos afro-brasileiros, o texto associa os seguintes elementos essenciais:
Ausência de soluções partidárias e rejeição da laicidade.
Precariedade de coesão representativa e recusa da alteridade.
Insuficiência de estruturas decisórias e exclusão da dialogicidade.
Inexistência de direitos constitucionais e negação do ecumenismo.
Efemeridade das relações políticas e debilidade do pertencimento étnico.
Algumas das estruturas que sustentaram o projeto de colonização portuguesa do Brasil, a partir da primeira metade do século XVI, não foram rompidas pela Independência, a exemplo da escravidão e da concentração fundiária, do que se pode concluir que o processo de independência não foi revolucionário.
Certo
Errado
Em conformidade com a Lei n. 10.639/03, em seu artigo 26 A, observa-se que “o conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro em três áreas que foram descritas por meio de qual alternativa”?
social, educacional e ética
econômica, cultural e moral
social, econômica e política
ambiental, cultural e política
social, econômica e educacional
- A abordagem das relações étnico-raciais, no campo da educação, requer a superação das narrativas hegemônicas. Com base nessa perspectiva, qual das alternativas a seguir representa um dos desafios para a construção de uma história contra-hegemônica?
A permanência de um modelo historiográfico eurocêntrico, que privilegia a história da Europa e minimiza as contribuições das populações negras e indígenas.
A valorização de múltiplas perspectivas históricas, reconhecendo o protagonismo de povos africanos e indígenas na construção do Brasil.
A inclusão de fontes orais e documentos de origem africana e indígena no estudo da história brasileira, ampliando o repertório historiográfico.
A promoção de um ensino crítico e reflexivo, que incentive a análise das estruturas raciais na sociedade e a desconstrução de estereótipos.