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Em relação à presença portuguesa na África, no século XV, é CORRETO afirmar que:
Em 1415 houve uma forte excursão portuguesa para Ceuta, considerada um ponto estratégico por sua localização e sua importância comercial na época.
Apesar de ter fixado colônias na África, a coroa portuguesa não conseguiu constituir rotas comerciais na África, devido à rejeição dos povos com a aproximação europeia.
A exploração do território africano foi realizada de forma lenta, pois havia pouquíssimo conhecimento cartográfico da região — não havendo profissionais especializados ainda nessa época.
O Bojador era um entrave para as pretensões portuguesas de desbravar o território africano, tendo sido ultrapassado somente após o século XVI.
A professora almeja compreender a África a partir do imaginário europeu ocidental, representada nos relatos de viajantes portugueses na época Moderna, contidos nos documentos a seguir.


Com base nos relatos, a professora deverá expor que a leitura europeia sobre a África foi
construída, na modernidade, pela produção literária oriunda das expedições comerciais, as quais, sob a demanda oficial de coroas europeias, viabilizavam conhecer e dominar o continente africano.
constituída por um conjunto de imagens fantásticas e misteriosas, reapropriadas nos relatos de viajantes europeus, que percebiam o continente como uma alteridade estereotipada.
repleta de interpretações dúbias que culminaram em estereótipos, pois os relatos a respeito dos povos e suas vestimentas bem como dos territórios e seus animais silvestres eram feitos por metáforas.
renovada após a febre dos relatos de viagens dos séculos XVI e XVII, devido à ascensão da percepção racional iluminista, que questionou os mitos e contos fantásticos em torno da África.
Texto I
Primeiro cê sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o Deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente
EMICIDA. Ismália. Amarelo. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019. Disponível em: https://g.co/kgs/P4m8kX1. Acesso em: 16 jul. 2024.
Texto II
No Brasil, ser negro significa ser mais pobre do que o branco, ter menos escolaridade, receber salário menor, ser mais rejeitado pelo mercado de trabalho, ter menos oportunidades de ascensão profissional e social, dificilmente chegar à cúpula do poder público e aos postos de comando da iniciativa privada [...] ser vítima preferencial da violência urbana, ter mais chances de ir para a prisão, morrer mais cedo.
WESTIN, Ricardo. Negro continuará sendo oprimido enquanto o Brasil não se assumir racista, dizem especialistas. Agência Senado, 22/06/2020. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/06/negro-continuara-sendo-oprimido-enquanto-o-brasil-nao-se-assumir-racista-dizem-especialistas. Acesso em: 16 jul. 2024.
Sobre a problemática social discutida nos Texto I II, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. O Texto I utiliza a linguagem poética para explicitar a experiência pessoal e coletiva, vivida por pessoas negras, da violência e da discriminação racial. O Texto II, em consonância com a discussão apresentada no Texto I, apresenta evidências que contextualizam as experiências descritas no primeiro texto.
PORTANTO
II. A obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura AfroBrasileira, disposto na legislação desde 2003, contribui para que a letra da música possa ser compreendida pelos estudantes do ensino básico do país, pois o entendimento de trechos como “sequestra eles” e “nega o Deus deles” só é possível a partir de uma análise da história do Brasil que reconhece as características do regime escravocrata e a diversidade religiosa das populações africanas que foram trazidas como escravizadas à colônia portuguesa.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II conclui a asserção I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não conclui a asserção I.
Qual a Lei que estabeleceu a obrigatoriedade da inclusão da História e cultura afro-brasileira no currículo das escolas brasileiras?
Lei n. 10.639/03
Lei n. 10.172/01
Lei 9.394/1996
Lei 11.494/07
Lei 11.947/09
A formação do Brasil, enquanto nação, foi profundamente influenciada pela dinâmica de relações transatlânticas entre diferentes povos, culturas e territórios ao longo dos séculos. No entanto, essas relações não se limitaram apenas ao processo de colonização, mas envolveram também interações complexas que englobavam trocas, conflitos e as próprias configurações de poder e território. Com base nessa análise, qual das alternativas a seguir melhor descreve como o Atlântico Sul foi um espaço central na formação do Brasil, considerando a diversidade de vivências e as práticas que caracterizaram esse período?
O Atlântico Sul foi um espaço de intensas interações entre diferentes povos e culturas, envolvendo tanto trocas quanto conflitos, que foram fundamentais para a constituição do Brasil, com o estabelecimento de redes de comércio, escravidão e relações políticas, gerando uma sociedade plural e marcada por tensões sociais e raciais.
A formação do Brasil no contexto do Atlântico Sul pode ser entendida como um processo de homogeneização cultural e social, onde as interações entre europeus, indígenas e africanos resultaram em uma única cultura nacional, sem grandes tensões ou contradições.
O Atlântico Sul foi, sobretudo, um espaço de resistência à colonização europeia, com os povos indígenas e africanos estabelecendo relações de enfrentamento, mas sem influenciar significativamente a formação do Brasil enquanto nação.
A formação do Brasil no Atlântico Sul foi essencialmente um processo unilateral, onde os europeus impuseram sua cultura e sistema de poder aos povos indígenas e africanos, resultando em uma nação homogênea sem grandes influências externas ou complexidades internas.
[...] Passados 136 anos da abolição formal da escravidão no Brasil, ainda vivemos em uma sociedade na qual persistem e são repercutidas dinâmicas e relações sociais referenciadas numa perspectiva racial discriminatória, preconceituosa, eurocêntrica, hierarquizante e hierarquizada. É bem sabido entre nós brasileiros que o fato de milhares de indivíduos, no final do século XIX, terem deixado a condição de escravizados não significou, de maneira alguma, uma transformação profunda em suas condições básicas de vida. O contexto pós-abolição não fez emergir uma real inclusão social dos negros libertos nas principais esferas políticas, econômicas e culturais do país, ao passo que, paralelamente, se registrou uma inferiorização desse grupo dentro do modelo cultural e identitário que foi historicamente constituído e construído como hegemonicamente nacional pela ideologia (dita “civilizatória”) do embranquecimento social.
(SCHWARCZ, 1993.)
O primeiro grande marco a nível nacional para uma mudança nas perspectivas do ensino ligado à diversidade étnico-racial no Brasil foi a publicação da Lei nº 10.639/2003, que concretizou alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996, estabelecendo, entre outras medidas:
A proibição do cyberbullying relacionado às diferenças de gênero, cor, etnia, identidade e naturalidade em âmbito nacional.
A inclusão da obrigatoriedade da “História e Cultura Afro-brasileira” no currículo oficial das Redes de Ensino da Educação Nacional.
O reconhecimento da disciplina étnico-racial como distinta das demais disciplinas, e constituída, separadamente, junto às demais da área de ciências aplicadas.
A exclusão em todo currículo de menções a situações de trabalhos subalternos ou compulsórios realizados anteriormente por afrodescendentes e/ou indígenas.
Assinale a alternativa que NÃO corresponde a aspectos gerais dos quilombos do período colonial brasileiro.
Os quilombos foram formados principalmente no intuito de realizar ritos religiosos.
Constituíram lugares de proteção contra os abusos de senhores.
Ainda que poucos, havia outros grupos além de africanos escravizados.
Também eram espaços de resistência cultural.
Havia uma espécie de hierarquia social nos quilombos.
Apesar de fazerem parte do catolicismo, as irmandades negras também foram espaços de resistência da cultura africana.
Certo
Errado
A aula síncrona ocorre em tempo real, com interação imediata entre professor e alunos, geralmente em plataformas de videoconferência. Já a aula assíncrona permite que os alunos acessem o conteúdo e realizem atividades no seu próprio ritmo, sem a necessidade de estarem conectados ao mesmo tempo que o professor.
Certo
Errado
“O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”
(Lei no 10.639 de 9 de janeiro de 2003. Adaptado)
A decisão de marcar o dia da morte de Zumbi dos Palmares no calendário escolar foi fruto da luta do movimento negro com o objetivo de, entre outras coisas, se contrapor à comemoração do dia
13 de maio, que celebra o gesto de uma princesa branca na assinatura da lei que aboliu oficialmente a escravidão.
1º de maio, que celebra o Dia do Trabalhador, mais associado aos trabalhadores brancos assalariados.
21 de abril, que celebra Tiradentes como um herói branco que se revoltou contra o domínio português sobre o Brasil.
7 de setembro, que celebra a Proclamação da Independência do Brasil por um imperador branco.
15 de novembro, que celebra a Proclamação de uma República marcadamente racista, que reafirmou a discriminação do negro.
Analise as afirmativas abaixo.
1. Existem na África centenas de etnias diferentes, muitas delas convivendo dentro de um mesmo país.
2. Não obstante a diversidade étnica e histórica e a imensidão do território, a cultura africana é homogênea.
3. A religião africana se caracteriza pela veneração dos ancestrais, o culto a divindades naturais e o uso de rituais para se comunicar com os espíritos.
4. Os africanos trazidos para o Brasil eram de diferentes etnias e regiões. Alguns deles eram muçulmanos e alfabetizados em árabe. A maioria veio de Moçambique e da costa atlântica onde hoje se localizam o Congo e Angola.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Como a escravidão dos povos africanos contribuiu para a construção da identidade cultural do Brasil?
Os africanos trouxeram consigo suas línguas, religiões, costumes, músicas, danças, culinária e saberes, que se mesclaram com as culturas indígena e europeia.
Os africanos resistiram à opressão colonial e lutaram pela liberdade, formando quilombos, participando de revoltas, manifestações e movimentos sociais.
Os africanos influenciaram a formação da população brasileira, através da miscigenação com os indígenas e os europeus, gerando novos grupos étnicos e raciais.
Os africanos colaboraram com o desenvolvimento econômico do Brasil, através do trabalho escravo nas plantações de cana-de-açúcar, café, algodão e mineração.
Os africanos contribuíram com a formação da identidade nacional do Brasil, através da participação na luta pela independência, na abolição da escravidão e na construção da democracia.
Na área da arquitetura, as pesquisas sobre as tecnologias africanas e afrodescendentes no Brasil têm evidenciado a presença de conhecimentos africanos nas construções coloniais e imperiais, principalmente pelo uso do pau-a-pique, pilão de taipa e cantaria. A pressão crescente pela adoção de práticas sustentáveis na construção civil, que tem levado ao aumento do interesse pelos estudos em bioconstruções, aponta para um importante potencial de contribuições das tecnologias africanas e afrodescendentes.
(Silva, 2020.)
A despeito da importância histórica e da significativa presença de tecnologias e conhecimentos africanos e afrodescendentes na atualidade, os estudos do tema ainda são relativamente escassos. Essa espécie de “silêncio” sobre essas contribuições:
Justifica-se pelo fato de que os escravizados tiveram, no Brasil, uma função subalterna e compulsória, com certa relevância para a história do país, mas especificamente econômica.
Reforça a perspectiva que colocou africanos como mera mão de obra, criando uma narrativa que situava a produção de conhecimentos e tecnologias como monopólio dos europeus.
Fortalece, assim, o conceito da democracia racial, que preconiza que, sem distinção, todas as matrizes étnicas do Brasil influenciaram sua cultura, independentemente da sua condição social.
Estabelece claramente os parâmetros hierárquicos que devem ser seguidos ao se pensar numa historiografia brasileira, ou seja, a escrita da história numa gradação da importância de cada grupo étnico.
O Movimento Negro Unificado de Pernambuco – MNU-PE, desde sua fundação, adotou postura contestatória com relação à abolição da escravidão. O principal conflito residia em torno das comemorações do 13 de maio. Para o Movimento Negro Contemporâneo, a data serviria para protestar e denunciar a situação na qual os negros foram submetidos no pós-abolição, ou seja, em condições precárias de sobrevivência.
Criar diferentes iniciativas para tornar pública a condição do negro e expor o racismo como problema a ser enfrentado em todas as esferas da sociedade, foi uma das preocupações do MNUPE. Para tanto, foram criados jornais, que funcionaram como canais de protesto negro, pois não havia espaço na imprensa comercial para discussões relacionadas às questões raciais.
ANTOS, Maria Emília Vasconcelos dos; ROCHA, Sebastião Alves da. O movimento negro unificado de Pernambuco e o Jornal Negritude (1986-1988). História UNICAP, Recife, PE, Brasil, v. 6, n. 11, p. 177–190, 2019. Disponível em: https://www1.unicap.br/ojs/index.php/historia/article/view/1428.. Acesso em: 19 jul. 2024. Adaptado.
Levando em consideração a temática apresentada pelo texto, analise as afirmativas abaixo.
I. Em Pernambuco, o MNU, Movimento Negro Unificado, criou estratégias para que os debates a respeito das questões raciais fossem disseminados, pois os meios tradicionais não divulgavam tais discussões.
II. A princesa Isabel foi a responsável por assinalar a Lei Áurea, no dia 13 de maio de 1888, lei que legislava sobre a liberdade e a inclusão da população negra na sociedade de classes.
III. Atualmente, o Dia da Consciência Negra ocorre em 20 de novembro, data da formação do Quilombo de Palmares, cuja principal liderança é conhecida como Zumbi dos Palmares.
IV. A abolição do tráfico negreiro ocorreu em 1850, durante o Segundo Reinado, através da Lei Eusébio de Queirós, antes dela outras leis foram escritas, mas não tiveram efeitos práticos.
É correto apenas o que afirma em:
I e II.
I e III.
I e IV.
III e IV.
I, III e IV.
“Os bantos, os primeiros a chegar, deram o primeiro exemplo de resistência à escravidão na reconstrução do modelo africano do ‘quilombo’, importado da área geográfico-cultural Congo-Angola. Os escravizados foragidos das fazendas se agruparam em áreas não ocupadas e de difícil acesso, organizando ali novas sociedades que apelidaram de quilombos. De origem da língua umbundu de Angola, ‘quilombo’ é um aportuguesamento da palavra kilombo, cujo conteúdo remete a uma instituição sociopolítica e militar que resulta de longa história envolvendo regiões e povos lunda, ovimbundu, mbundu, luba, kongo e imbangala ou jaga, cujos territórios se situam hoje nas repúblicas de Angola e dos dois Congo.”
Origens africanas do Brasil contemporâneo. Kabengele Munanga.
Assinale a alternativa que indica um fato recente ocorrido em área quilombola no Brasil.
Assassinato a facadas do músico Môa do Katendê, líder do quilombo do Carmo, em São Roque, SP.
Assassinato a tiro de espingarda da líder sindical Margarida Maria Alves, no quilombo do Poço do Sal, em Pão de Açucar, AL.
Assassinato a tiros da Ialorixá Bernadete Pacífico, no quilombo de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, BA.
Atentado que deixou paraplégica a Ialorixá Stella de Oxóssi, no quilombo de Nazaré, em Itapipoca, CE.
Atentado que deixou paraplégico o líder comunitário Binho do Quilombo, no quilombo do Baú, em Araçuaí, MG.
A história dos negros no Brasil é marcada por episódios de conflito e manifestações de resistência. Na cidade de Salvador, o bloco
Ilê desfilou pela primeira vez no Carnaval de 1975, causando espanto entre as elites da Bahia e um despertar para a pauta racial em uma das cidades mais negras do país. “Fomos escoltados pela polícia e fomos vaiados pela população, com alguns aplausos tímidos em meio às vaias. Fomos considerados negros rebeldes que estavam espalhando racismo na cidade”, lembra Arany [Santana, 72, diretora licenciada do bloco]. [...] O jornal A Tarde, um dos mais tradicionais da cidade, publicou na época a nota “Bloco racista, nota destoante”, afirmando que o Ilê Aiyê havia proporcionado “um feio espetáculo” com uma “imprópria exploração” do tema do racismo no Carnaval. Anos depois, o jornal se retratou.
PITOMBO, J. P. Ilê Aiyê, 50, afrontou ditadura com bloco-manifesto e foi levante da Bahia negra no Carnaval. Folha de São Paulo, São Paulo, 07 fev. 2024. Adaptado. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/02/ile-aiye-50-afrontou-ditadura-com-bloco-manifesto-e-foi-levante-da-bahia-negra-no-carnaval. shtml#comentarios. Acesso em: 8 fev. 2024.
Ao longo de nossa história, a relação entre racismo e democracia no Brasil
foi marcada pelo advento da República, em 1888, uma vez que, com ela, suprimiram-se, legalmente e de fato, as distinções entre todos os brasileiros, os quais, de súditos de uma monarquia, tornaram-se igualmente livres e iguais, a despeito de origem, gênero ou raça, como preconizava o ideário republicano.
implicou superação do racismo pelo estabelecimento da democracia, uma vez que, após a abolição do regime escravista no Brasil, em 1889, o surgimento de tal bloco “Ilê” e suas pautas raciais são, como indica a matéria do jornal A Tarde, um claro exemplo de sobrepujamento do racismo no país.
constituiu-se e ganhou novos contornos no contexto democrático da década de 1970, momento no qual o Brasil, influenciado pelos movimentos estudantis europeus e de defesa de direitos civis norte-americanos, assegurava os direitos políticos de livre manifestação e de liberdade de pensamento a seus cidadãos.
estabeleceu-se apenas a partir da Constituição de 1988, pois não é possível identificar, na História, nenhum outro momento de defesa dos direitos dos negros ou afirmação de sua identidade.
segue sendo, muitas vezes, desvirtuada pelo chamado “mito da democracia racial”, equivocado discurso segundo o qual as oportunidades de acumulação de riqueza, de prestígio social e de poder estão igualmente acessíveis a todos.
Caio Prado (2000) destaca a importância da escravidão na formação da sociedade brasileira. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que melhor representa a relação entre a escravidão e a formação da identidade nacional brasileira:
A escravidão foi superada com a abolição, não deixando vestígios na sociedade brasileira contemporânea.
A escravidão foi um fator secundário na formação da identidade nacional brasileira, sendo a miscigenação racial o elemento mais importante.
A escravidão deixou marcas profundas na identidade nacional brasileira, manifestando-se em diversas formas de desigualdade social e racial.
A escravidão contribuiu para a formação de uma identidade nacional homogênea, baseada na ideia de uma democracia racial.
Em "Em costas negras", Manolo Florentino realiza uma profunda investigação sobre o tráfico atlântico de escravos para o Rio de Janeiro. Considerando a complexidade das relações entre a África e o Brasil nesse período, assinale a alternativa que melhor representa a dinâmica do tráfico e suas implicações para a sociedade brasileira.
O tráfico atlântico de escravos era um sistema complexo e dinâmico, que envolvia diversas redes sociais e econômicas, tanto na África quanto no Brasil, e moldou profundamente a sociedade brasileira.
O tráfico de escravos para o Rio de Janeiro era um processo estático, sem grandes variações ao longo dos séculos XVII e XIX, e as origens geográficas dos escravizados permaneceram inalteradas.
A demanda por escravos no Rio de Janeiro era exclusivamente determinada por fatores econômicos, como expansão da produção agrícola, que não sofria influências de ordem política ou social.
O tráfico de escravos contribuiu para a formação de uma sociedade brasileira marcada pela diversidade cultural, mas não deixou vestígios na estrutura social e econômica do país.
O Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, tematizou a tensão (deglutição crítica do outro) entre culturas ameríndias e africanas e a cultura europeia, diferenciando-se assim das proposições assimilacionistas do indigenismo romântico do século XIX.
Certo
Errado
Texto XVI
Recife: bairro da Boa Vista ganha Centro Cultural Diaspórico que valoriza cultura africana
O bairro da Boa Vista, localizado no Recife, agora conta com um novo espaço cultural chamado Centro Cultural Diaspórico. Situado na Rua da Santa Cruz, no número 174, o casarão amarelo abriga atualmente quatro empreendimentos. [...]
O Centro Cultural Diaspórico teve início com o restaurante em 2019 e, aos poucos, foi agregando outros negócios como a licoreria Capibaribe, o Gana Hare, um estúdio afrocentrado que oferece serviços como tranças, cortes de cabelo e a Zarina Moda Afro. Em breve, o Centro oferecerá aulas de iorubá, capoeira, dança africana e muito mais.
Disponível em https://www.brasildefatope.com.br/2023/07/06/bairro-da-boa-vista-norecife-ganha-centro-cultural-diasporico-que-valoriza-cultura-africana. Adaptado.
A ideia de um centro diaspórico, conforme citado no Texto XVI, faz referência
à valorização da arte e da cultura nordestina de raiz.
ao apoio estatal ao empreendedorismo das periferias.
à formação de uma nação iorubá independente.
à valorização das raízes e tradições africanas.