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A pergunta do texto “Vamos começar todos?” (l.35) se refere
a imitarmos o Ceará em todas as ações listadas.
a pensarmos como as cidades europeias.
a termos mais iniciativas que visem à sustentabilidade.
a pararmos de achar que sustentabilidade é um assunto chato.
à economia e proteção do planeta.
A Física é uma das ciências mais antigas. Ela possui abrangência notável, que abrange investigações que vão da estrutura molecular até a origem e evolução do universo. Os princípios físicos podem explicar uma vasta quantidade de fenômenos que ocorrem no cotidiano. O estudo da Física vem para ajudar a conhecer e compreender mais sobre a natureza que nos rodeia e o mundo tecnológico que vive em constante mudança.
O estudo da física é muito importante, pois coloca os alunos frente a situações concretas e reais, situações essas que os princípios físicos podem responder, ajudando a compreender a natureza e nutrindo o gosto pela ciência. No Brasil, o ensino de Física inicia-se no 1° ano do ensino médio. É a matéria que os alunos, em sua maioria, mais sentem dificuldade e mais detestam. Tal fato ocorre em virtude da imagem prévia que os alunos têm da disciplina antes mesmo de a conhecerem, e essa imagem faz com que eles gostem ou não da Física.
Um dos fatores que contribuem para a dificuldade no aprendizado e a formação da má imagem da Física, segundo professores e alunos, é a difícil linguagem matemática que ela utiliza.
[...]
Marco Aurélio da Silva. Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategiasensino/ o-ensino-fisica-para-alunos-ensino-medio.htm. Acesso em: 30 set. 2019.
De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Em "Um dos fatores que contribuem para a dificuldade no aprendizado e a formação da má imagem da Física [...]”, a expressão negritada retoma tudo o que foi dito anteriormente no parágrafo anterior.
Em "Tal fato ocorre em virtude da imagem prévia que os alunos têm da disciplina antes mesmo de a conhecerem, e essa imagem faz com que eles gostem ou não da Física.", a expressão negritada retoma o período anterior.
Em "É a matéria que os alunos, em sua maioria, mais sentem dificuldade e mais detestam.", a expressão negritada indica parte de um todo, retomando "os alunos".
Em “O estudo da física é muito importante, pois coloca os alunos frente a situações concretas e reais [...]”, o termo em destaque justifica o fato expresso na proposição anterior.
Acerca da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens de 17 a 25.
“demanda” (linha 21) por oferta.
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens de 7 a 13.
“havia” (linha 13) por faziam.
Os fatores de textualidade que mantêm a coesão e a coerência do texto são a noção de
raciocínio lógico.
binarismo.
inteligência secular.
virtuosismo.
O ex-presidente Kennedy disse, certa vez, que “A paz mundial, como a paz em uma comunidade, não necessita que cada um ame o seu vizinho – mas que vivam com mútua tolerância, submetendo suas disputas a um acordo justo e pacífico”.
Sobre a estruturação desse pensamento, assinale a afirmativa inadequada.
“como a paz em uma comunidade” mostra uma comparação entre duas circunstâncias de paz.
“não necessita que cada um ame o seu vizinho” contraria um pensamento bastante corrente.
“mas que vivam com mútua tolerância” indica uma oposição à frase anterior.
“submetendo suas disputas a um acordo justo e pacífico” faz uma alusão a grandes organismos internacionais.
“não necessita que cada um ame seu vizinho” refere-se exclusivamente à última paz citada.
A expressão “esse direito fundamental” (l.8) refere-se a “o acesso à justiça” (l.4).
A única frase abaixo que se mostra coerente é:
Os imbecis deixam as suas impressões digitais no que dizem.
Jamais diga uma mentira que não possa provar.
A razão é um sol severo: ilumina, mas cega.
Ninguém pode me calar, a menos que amarrem minhas mãos nas costas.
É como dizia o comentarista: que empate o melhor!
No trecho “Tudo isso mostra a complexidade do problema.” (linha 12), o elemento textual “isso” possui natureza de coesão
exclusivamente sequencial.
exofórica.
catafórica.
expletiva.
referencial anafórica.
Assinale a opção em que os recursos de coesão marcados retomam referentes que estão fora do texto, ou seja, em coesão exofórica:
Foi uma escova de dentes que me fez, agora, pensar neles” (2º §).
“Várias vezes ela se impôs a nós” (3º §).
“Nossas indagações não chegavam até lá” (4º §).
“Precisávamos de alguns troços” (5º §).
“Azul como esta, que uso hoje” (8º §).
Acerca da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens de 17 a 25.
“tendo atingido” (linha 5) por e atingiu.
Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas seguintes afirmações sobre referência e coesão.
( ) Na linha 03, ela retoma “seleta banca” (l. 01).
( ) Na l. 06, daquela refere-se a “música” (l. 05).
( ) Na l. 08, “no entanto” pode ser substituído por “em vista disso” sem alterar o sentido do texto.
( ) Na l. 20, se é uma conjunção com valor de condição, assim como caso (mesma linha).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V.
V – V – F – F.
V – F – F – V.
F – F – V – F.
F – V – F – V.
A frase em que NÃO há nenhum termo elidido é:
Ela trabalha muito, mas eu, não;
Nem todos sabem o valor que têm;
Um amigo é a pessoa que ama as mesmas coisas que você;
O importante não é o dinheiro, mas como gastá-lo;
Os impostos trazem despesas excessivas para o povo.
Assinale a alternativa que aponta uma INCORREÇÃO acerca de elementos de coesão empregados no texto.
Na linha 16, a expressão “Por outro lado” pode ser entendida como um nexo de sentido adversativo.
Na linha 26, “Assim” pode ser lido como um nexo conclusivo, pois produz uma conclusão sobre o que foi referido no parágrafo anterior.
Na linha 31, a substituição da primeira ocorrência de “Se” por “Caso” não alteraria o sentido, ensejaria mudanças na estrutura do período.
Na linha 32, é correto substituir “como” por “tal qual”, já que não acarreta mudança alguma no período.
Na linha 38, o nexo “como” tem sentido de causa.
“Assim, chegamos a uma aldeia onde (1) achamos os gentios todos embriagados, porque aqui tem uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito, e quando eles estão assim bêbados ficam tão brutos e feros que não perdoam a nenhuma pessoa, e, quando não podem mais, põem fogo na casa onde (2) estão os estrangeiros”.
Nesse segmento do texto 3 há uma série de palavras que se referem a palavras anteriores; a referência indicada abaixo que é inadequada é:
onde (1) / uma aldeia;
aqui / nesta aldeia;
que / vinho de raízes;
eles / os gentios;
onde (2) / na casa.
O Escriba
Conhecida também pelo pernóstico apelido de Sorbonne, a Escola Superior de Guerra era produto de um sincero interesse da cúpula militar pelo aprimoramento intelectual dos oficiais superiores, mas também de um desejo dos ministros de manter longe dos comandos de tropa e de posições importantes no Estado-Maior os oficiais de muita capacidade e pouca confiança. Enquanto se puniam com transferências para circunscrições de recrutamento os coronéis chucros ou extremados, a oposição militar bem-educada ganhava escrivaninhas na ESG, cuja primeira virtude era a localização: no Rio de Janeiro, debruçada sobre a praia da Urca. Em 1953, somando-se os estagiários ao seu quadro de pessoal, a ESG dava o que fazer a doze generais, três almirantes, dois brigadeiros, 33 coronéis e onze capitães-de-mar-e-guerra, efetivo equivalente a mais que o dobro dos coronéis e generais que foram para a guerra.
Desde 1950 a escola juntava por volta de setenta civis e militares num curso de um ano, verdadeira maratona de palestras e estudos em torno dos problemas nacionais. Essa convivência de oficiais, burocratas e parlamentares era experiência inédita, mas seria exagero dizer que nos seus primeiros dez anos de vida a ESG aglutinou uma amostra da elite nacional. O número de estagiários sem ligação funcional com o Estado dificilmente alcançava um terço das turmas. A seleção dos 483 militares que fizeram qualquer tipo de curso na ESG entre 1950 e 1959 deu-se sem dúvida no estrato superior da oficialidade. Dois chegaram à Presidência da República (Geisel e Castello Branco), 23 ao ministério, e, deles, seis chefiaram o Exército. Com os 335 civis que passaram pela escola no mesmo período, o resultado foi outro. Só quatro chegaram ao
ministério. Um deles, Tancredo Neves, pode ser computado como se tivesse chegado à Presidência.
A escola funcionava num clima grandiloquente e autocongratulatório. Suas primeiras turmas incluíam oficiais sinceramente convencidos de que participavam de um mutirão intelectual que repensava o Brasil. Havia neles um verdadeiro sentido de missão. “Nenhum de nós sabia nada e queríamos que alguém nos desse ideias”, contaria mais tarde o general Antônio Carlos Muricy. Ainda assim, a ESG não produziria uma só ideia ao mesmo tempo certa e nova. Seus fundadores empilharam conceitos redundantes, como Planejamento da Segurança Nacional, e impenetráveis, como o Conceito Estratégico Nacional, atrás dos quais se escondia uma metafísica do poder estranha à ordem e às instituições democráticas, aos sistemas partidários e aos mecanismos eleitorais. Carlos Lacerda chamava-a de “escola do blá-blá-blá”. Com o tempo edificou-se a mitologia de que a Sorbonne foi laboratório de aperfeiçoamento da elite nacional e sacrário ideológico do regime de 1964. Parte da cúpula militar que a criou, no entanto, haveria de tomá-la como mau exemplo tanto pela fauna como pela flora. “Cuidado com os picaretas. Veja a ESG”, advertiu Geisel a um amigo. As famosas apostilas de capa cinza eram documentos irrelevantes para o general: “Podem ir para o lixo, pois as turmas e os grupos são muito díspares”.
Fundada na premissa de que o subdesenvolvimento brasileiro era produto da falta de articulação e competência de sua elite, a ESG se propunha a sistematizar o debate dos problemas do país. Oferecia-se também como centro de estudos para uma crise universal muito mais ameaçadora e urgente. Em maio de 1949 a escola ainda não estava legalmente organizada, mas seu comandante, o general Oswaldo Cordeiro de Farias, advertia: “Precisamos preparar-nos para a eventualidade da terceira guerra mundial, o que é uma consequência do panorama internacional, uma política de autodefesa, um imperativo de nossa soberania e do nosso espírito
de sobrevivência. Viver despreocupado deste problema, num mundo que não se entende, é ter mentalidade suicida”.
Esse mundo vivia sob a influência de duas expressões: Cortina de Ferro e Guerra Fria.
A primeira fora mais uma expressão genial do ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill. Em março de 1946, discursando na pequena cidade de Fulton, nos Estados Unidos, ele denunciou: “De Stettin, no Báltico, a Trieste no Adriático, uma cortina de ferro caiu sobre o Continente. Atrás dessa linha, todas as capitais dos velhos Estados da Europa Central, Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, Budapest, Belgrado, Bucarest e Sofia, todas essas famosas cidades, bem como as populações que as circundam, estão submetidas não só à influência soviética, mas a um grande e crescente controle por Moscou”.
A segunda fora produto da memória do jornalista americano Walter Lippmann. Ao dar título a uma coletânea de artigos dos últimos meses de 1947, ele recorreu à expressão francesa usada em 39 para designar a política de intimidação de Hitler na Europa, “la guerre froide”.
(GASPARI, E. A ditadura derrotada. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 121-124).
O elemento coesivo destacado tem seu referente corretamente indicado somente no item:
Havia NELES um verdadeiro sentido de missão. [...]” (“Suas primeiras turmas”)
“Parte da cúpula militar que A criou [...]” (“a Sorbone”)
“Oferecia-SE também como centro de estudos para uma crise [...]” (“o debate dos problemas do país”)
A PRIMEIRA fora mais uma expressão genial do ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill. (“Guerra Fria”)
Considerando os mecanismos de coesão no texto 3, assinale a alternativa que apresenta correta correspondência entre o termo destacado e o respectivo elemento de referência.
“esta”, em “que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês’’, refere-se a “mãe”.
“ela”, em “Ela o confundira com outro”, refere-se a “enfermeira”.
“que”, em “que não fazia”, refere-se a “intimações”.
“que”, em “que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês”, refere-se a “enfermeira”.
O pronome “Eles”, em destaque no 3º parágrafo, faz referência aos
diretores hoje renomados.
filmes do futuro.
artistas individualistas do futuro.
filmes da atualidade.
espectadores do futuro.
A progressão textual é um elemento que auxilia na construção de um texto com fluidez e coerência. Nesse sentido, os termos sublinhados no início dos parágrafos dois, três e quatro
não interferem na coerência e fluidez do texto, pois se subentende o autor das afirmações sem esses recursos.
ao serem substituídos por um pronome indefinido, têm o mesmo efeito, já que se referem a alguém mencionado anteriormente.
caracterizam um recurso linguístico para encadear, de forma progressiva, a ideia introduzida por Débora Diniz, no primeiro parágrafo.
não são relevantes nesse contexto relativo à coerência e à progressão porque se relacionam ao estudo teórico da Linguística Textual.
são dispensáveis para a progressão do texto, sendo, no entanto, fundamental manter “De acordo com a especi-alista”, no quarto parágrafo, para assinalar o fim do posicionamento.