Questões de Concurso sobre Ensino de literatura

 
 
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(EM13LP49) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura.


(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo paulista: etapa ensino médio. São Paulo: SEDUC, 2020.)


A habilidade transcrita permite entender que o ensino de literatura


A

restringe a abordagem literária politizada à literatura marginal e à periferia, a qual se concretiza nos romances sociais.


B

concebe os gêneros literários como uma forma de reprodução fiel da realidade, distanciando-se da visão tradicional da arte da escrita.


C

promove uma visão individualizada dos fatos sociais, que são transpostos em um número reduzido de gêneros literários.


D

visa ao conhecimento do indivíduo e do coletivo por meio de diferentes formas de apreensão da realidade por meio dos gêneros literários.


E

tem como objetivo sistematizar características de autores e obras e relacioná-los aos diferentes períodos da literatura nacional.

Considere a situação a seguir.


Em uma escola, na turma do 2º ano do Ensino Médio, o professor de língua portuguesa e literatura selecionou o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para trabalhar com a sua turma ao longo do bimestre. Para isso, o docente adotou os seguintes procedimentos:


● dividiu a turma em 10 grupos, com 4 componentes;

● dividiu os capítulos da referida obra entre os grupos (nove grupos ficaram com 15 capítulos e um grupo com 13);

● orientou que cada grupo produzisse, como tarefa para casa, resumos dos capítulos sorteados;

● solicitou que cada grupo produzisse uma linha do tempo do período histórico em que o romance foi escrito, destacando fatos políticos, datas importantes e características do realismo brasileiro;

● realizou leitura breve de trechos da obra em sala de aula para treinar análise sintática e linguagem denotativa; e

● aplicou uma prova com questões objetivas sobre as características da escola literária, dos dados biográficos do escritor, dos fatos políticos e de sintaxe do período composto;

Não foi possível promover a leitura integral da obra em sala de aula, nem a discussão interpretativa coletiva.


Considerando a discussão sobre letramento literário desenvolvida pelo pesquisador Rildo Cosson, na obra Letramento Literário: teoria e prática (2006), conclui-se que, ao promover a leitura de fragmentos da obra,


A

o uso do texto literário como recurso didático para ampliar o vocabulário e a memorização de informações históricas e biográficas, o docente esvaziou o potencial formativo da literatura. Essa prática reduziu a literatura a documento histórico e desconsiderou a fruição estética, que é o elemento essencial do letramento literário.


B

o uso do texto literário como pretexto para o ensino de gramática e a memorização de informações históricas e biográficas, o docente não possibilitou a formação do leitor literário. Ele ignorou a multiplicidade subjetiva do estudante, apesar de o aluno ter vivenciado a experiência estética e formal do texto artístico.


C

o uso do texto literário como pretexto para ensino de gramática e a memorização de informações históricas e biográficas, o docente não possibilitou que o aluno vivenciasse a experiência estética do texto literário. Essa prática não articula leitura integral, fruição e reflexão crítica, inviabilizando, assim, a formação do leitor crítico que o letramento literário busca desenvolver.


D

o uso do texto literário como recurso didático para o ensino da linguagem denotativa e a memorização de informações históricas e biográficas, o docente privilegiou a biografia do autor e o contexto sociopolítico. Ele desconsiderou a especificidade estética da estrutura literária, que é o único elemento necessário para o processo formativo no letramento literário.


E

o uso do texto literário como pretexto para ensino de gramática e a memorização de informações históricas e biográficas, o docente não oportunizou a formação crítica do leitor. Ele desconsiderou os recursos formais e linguísticos que distinguem o texto literário do texto não literário, elementos essenciais do letramento literário.

Relacione as abordagens do ensino da literatura brasileira com suas respectivas descrições.


1. Desenvolvimento do pensamento crítico

2. Contextualização histórica e social

3. Leitura literária como experiência estética

4. Análise de gêneros literários

5. Valorização da diversidade cultural


A. Proporciona ao aluno leituras que estimulam o prazer estético e a reflexão sobre a linguagem.

B. Associa a obra literária com os eventos históricos e sociais do período em que foi escrita, promovendo uma compreensão crítica do contexto.

C. Explora contos, poemas e romances, com a finalidade de ampliar o conhecimento das características distintas de cada gênero literário.

D. Estimula reflexões críticas sobre a realidade, motivando o aluno a questionar as normas sociais, políticas e culturais por meio da literatura.

E. Valoriza as várias expressões culturais presentes na literatura, destacando autores de diferentes regiões e grupos sociais.


A associação correta entre números e letras é:


A

1-B, 2-D, 3-C, 4-A, 5-E.


B

1-B, 2-D, 3-C, 4-E, 5-A.


C

1-C, 2-B, 3-A, 4-D, 5-E.


D

1-D, 2-B, 3-A, 4-C, 5-E.

O letramento literário, de acordo com Cosson (2009), é uma atividade que deve ser desenvolvida no contexto educacional, pois possibilita que os alunos sejam capazes de refletir criticamente acerca das obras literárias.


Desse modo, a contextualização histórica da obra literária é importante, porque


A

possibilita ao leitor focar exclusivamente nos aspectos biográficos do autor, o que é imprescindível na compreensão de um texto literário.


B

facilita a análise dos elementos estilísticos da obra, os quais se sobrepõem em relação aos sociais e culturais que exercem funções secundárias.


C

faz com que o leitor compreenda a obra literária somente com sua visão contemporânea, desconsiderando os contextos sociais e culturais.


D

auxilia na compreensão da obra literária desde uma perspectiva mais abrangente, já que permite ao leitor relacioná-la a contextos sociais e culturais.

Um professor de PEB II propõe uma atividade de leitura comparada entre um excerto do romance O Guarani (1857), de José de Alencar, e um trecho do poema I-Juca Pirama (1851), de Gonçalves Dias. O objetivo é discutir as diferentes representações do indígena no "nacionalismo literário" do Romantismo brasileiro. Uma análise crítica a ser estimulada pelo professor, fugindo da superficialidade, deve conduzir os alunos à percepção de que:


A

Ambos os autores representam o indígena de forma idêntica, como um "bom selvagem" ingênuo e puramente idealizado, sem conflitos internos, servindo apenas como símbolo da nova nação.


B

Gonçalves Dias, em I-Juca Pirama, constrói um herói indígena (o Tupi) que, embora idealizado, é confrontado com o drama da honra e do sacrifício, apresentando uma complexidade trágica ausente no heroísmo estático de Peri, em Alencar.


C

Alencar utiliza o Tupi (Peri) e o Aimoré (Loredano) para provar a superioridade da raça branca europeia (representada por Cecília), que "civiliza" os selvagens, enquanto Gonçalves Dias foca apenas na bravura Tupi.


D

A figura do indígena em ambas as obras é um retrato etnográfico fiel e cientificamente preciso das tribos brasileiras do século XIX, sendo a principal fonte de estudo sobre o tema.

Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?


A

Transcrição da letra, pois isso ajuda a memorizar a canção e, consequentemente, desperta o interesse dos estudantes.


B

Dramatização do “Improviso”, pois a entonação, os gestos e a expressividade podem influenciar o interesse dos estudantes.


C

Escrita de outra letra para a canção com base no mote do “Improviso”, pois, assim, os estudantes podem explorar o som e o ritmo.


D

Criação de um questionário relativo ao “Improviso” e à canção, pois questões sobre rima, ritmo e métrica podem despertar o interesse dos estudantes.

O cenário atual da literatura negra no Brasil é marcado pela luta de escritores e editores negros por garantir o direito de participar do campo literário. Ela responde a questões urgentes e isso serve de denúncia e possibilidade de reflexão, pois dá instrumentos para se formularem outras narrativas, outras possibilidades de futuro, e isso com uma grande diversidade. Então, não dá para se dizer que a literatura negra tem um discurso único, ela reflete as individualidades artísticas, éticas, estéticas de cada autor.


Os escritores negros participaram em momentos formativos decisivos para a literatura brasileira, como Machado de Assis, Cruz e Souza, Lima Barreto, Mário de Andrade. Foram inovadores e precursores, como Maria Firmina dos Reis e Carolina Maria de Jesus. Eu considero que a literatura brasileira é negra, assim como a cultura brasileira é negra.


Trechos de entrevista com Vagner Amaro. Disponível em: https://box.novaescola.org.br. Acesso em: 8 jun. 2025 (adaptado).


Considerando o texto e a trajetória da literatura negra no Brasil, assinale a alternativa que apresenta um dos fundamentos para o ensino da literatura afro-brasileira na Educação Básica.


A

A literatura negra brasileira é caracterizada por uma padronização das temáticas de racismo e preconceitos contra movimentos culturais negros.


B

A uniformização na formação da identidade literária afro-brasileira é exemplificada na produção literária de Machado de Assis, de Cruz e Souza e de Lima Barreto.


C

A literatura negra no Brasil é heterogênea, caracterizada por criações literárias singulares e valorativas como traço constitutivo da cultura afro-brasileira.


D

A diversidade de autores negros na literatura brasileira é recente, datada principalmente no século XXI, período em que se considerou a criação de uma cultura afro-brasileira.

Analise os itens a seguir sobre a literatura no ensino de língua portuguesa e assinale a alternativa correta:


I A questão do ensino da literatura ou da leitura literária envolve o exercício de reconhecimento das singularidades e das propriedades compositivas de um tipo particular de escrita.

II. A literatura é cópia do real, puro exercício de linguagem, mera fantasia que se afastou dos sentidos do mundo e da história dos homens.


A

A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.


B

A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.


C

As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.


D

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.


E

As asserções I e II são proposições falsas.

Considerando os estudos a respeito da formação do leitor e do ensino de literatura, assinale a alternativa correta quanto à contribuição do projeto “Memória em papel” para a constituição de uma comunidade leitora na escola.


A

O projeto destaca o potencial da escola como locus de manutenção do cânone literário por meio da leitura de obras consagradas, exclusivamente com a prática de leitura individual.


B

A formação do leitor se dá por meio da leitura individual na qual o foco está na decodificação do texto e na descrição dos aspectos formais da obra.


C

A formação do leitor em um projeto coletivo promove a circulação social da literatura, no entanto é necessário um trabalho no âmbito da interpretação para que não haja discrepância entre as compreensões individuais apresentadas.


D

A contribuição do projeto reside na formação do grupo enquanto um coletivo leitor no qual os discentes, em uma prática social de leitura, socializam suas interpretações, negociam sentidos e produzem novos significados a partir do texto literário.


E

A homogeneização das interpretações é o grande ponto positivo do trabalho, uma vez que o diálogo e a troca entre os integrantes permite a ampliação do repertório sociocultural dos estudantes.

"Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção a complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante."


(Antonio Candido, O direito à literatura. In: Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011, p. 180.)


"[...] Minha mãe diz que comecei a ler aos dois anos de idade, embora eu ache que quatro deva estar mais próximo da verdade. Eu me tornei leitora cedo, e o que lia eram livros infantis britânicos e americanos.

Também me tornei escritora cedo. Quando comecei a escrever, lá pelos sete anos de idade — textos escritos a lápis com ilustrações feitas com giz de cera que minha pobre mãe era obrigada a ler —, escrevi exatamente o tipo de história que lia: todos os meus personagens eram brancos de olhos azuis, brincavam na neve, comiam maçãs e falavam muito sobre o tempo e sobre como era bom o sol ter saído.

Escrevia sobre isso apesar de eu morar na Nigéria. Eu nunca tinha saído do meu país. Lá, não tinha neve, comíamos mangas e nunca falávamos do tempo, porque não havia necessidade. Meus personagens também bebiam muita cerveja de gengibre, porque os personagens dos livros britânicos que eu lia bebiam cerveja de gengibre. Não importava que eu não fizesse ideia do que fosse cerveja de gengibre. [...]

Como eu só tinha lido livros nos quais os personagens eram estrangeiros, tinha ficado convencida de que os livros, por sua própria natureza, precisavam ter estrangeiros e ser sobre coisas com as quais eu não podia me identificar. Mas tudo mudou quando descobri os livros africanos. [...] Percebi que pessoas como eu, meninas com pele cor de chocolate, cujo cabelo crespo não formava um rabo de cavalo, também podiam existir na literatura. [...]

Eu amava aqueles livros americanos e britânicos que lia. Eles despertaram minha imaginação. Abriram mundos novos para mim, mas a consequência não prevista foi que eu não sabia que pessoas iguais a mim podiam existir na literatura. O que a descoberta de escritores africanos fez por mim foi isto: salvou-me de ter uma história única sobre o que são os livros. [...]

É assim que se cria uma história única: mostre um povo como uma coisa, uma coisa só, sem parar, e é isso que esse povo se torna."


(Chimamanda Ngozi Adichie, O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.)


A partir da leitura dos excertos e de seus conhecimentos a respeito de letramentos literários, do ensino de literatura e das legislações e documentos que estruturam a educação básica no Brasil, analise as sentenças a seguir:


I.O ensino de literatura deve organizar-se a partir das obras canônicas, uma vez que há, no cânone, uma presença diversa de autores contemplando a diversidade étnico-racial que compõe o país. Desse modo, tem-se representatividade na literatura afro-brasileira a partir de escritores consagrados, como Machado de Assis, Lima Barreto e o poeta catarinense Cruz e Souza.

II.O ensino de literatura tem papel relevante dentro do contexto multicultural que forma o Brasil. A experiência literária nos permite saber da vida por meio da experiência, do olhar e da cultura do outro, assim como vivenciar essa experiência, ou seja, por meio da literatura é possível encontrar olhares diversos sobre a sociedade, a cultura e o próprio indivíduo representado, corroborando a construção de uma sociedade organizada horizontalmente em valores que abrangem todas as camadas sociais culturais.

III.Enquanto objeto de estudo das aulas de literatura, é importante que a diversidade cultural seja vista sob uma ótica teórico-crítica, reconhecendo-a como um objeto de valor e não como uma produção excêntrica. Portanto, é preciso sair das produções sobre os negros e indígenas para uma produção dos negros e dos indígena.


É correto o que se afirma em:


A

I, II e III.


B

II e III, apenas.


C

III, apenas.


D

I e II, apenas.


E

I, apenas.

O ensino da literatura passou por várias transformações ao longo da história que podem ser lidas como uma sucessão de paradigmas. No Brasil é possível localizar seis deles: dois tradicionais e quatro contemporâneos. Assinale a alternativa que contém um paradigma tradicional.


A

Analítico – textual


B

Histórico – nacional


C

Formação do leitor


D

Letramento – literário

Considere os aspectos teóricos de Harold Bloom sobre a influência e a tradição literária e de Mikhail Bakhtin sobre a recepção e a historicidade dos textos e responda à questão:


Bloom (1994) discute como os autores e suas obras dialogam com as tradições literárias e com o público ao longo do tempo, enquanto Bakhtin (1997) enfatiza a importância da historicidade e da recepção dos textos na compreensão de sua relevância cultural e estética.


BLOOM, Harold. O Cânone Ocidental: Os Livros e o Legado da Literatura. Rio de Janeiro: Editora Record, 1994.


BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.


No exemplo do trecho abaixo, qual alternativa melhor elucida a importância e o impacto da historicidade dos textos e o diálogo entre obras e contextos históricos para a prática da leitura literária?


Os romances de Machado de Assis, produzidos no final do século XIX, refletiam as tensões sociais e políticas do Brasil Imperial. A circulação dessas obras nas livrarias e a recepção crítica da época mostram um diálogo constante entre a literatura e o contexto histórico, revelando a habilidade do autor em manter elementos da tradição literária enquanto rompe com convenções estéticas estabelecidas.


A

A historicidade dos textos ajuda a entender apenas as intenções do autor, sem considerar o impacto da obra na época de sua produção e recepção.


B

O diálogo entre obras e contextos históricos é irrelevante, pois a literatura deve ser analisada isoladamente, sem levar em conta a influência de outros textos e contextos históricos.


C

Compreender a historicidade e o diálogo entre obras e contextos históricos permite reconhecer como a literatura se desenvolve através de movimentos de manutenção da tradição e de ruptura, refletindo e influenciando a realidade de sua época.


D

A análise do diálogo entre obras e contextos históricos é importante apenas para entender a vida do autor e não para interpretar a obra literária em si.

No ensino de língua portuguesa e no processo de letramento literário dos(as) estudantes, a escolha dos textos a ser trabalhados é uma das etapas mais importantes, havendo fatores que propiciam a seleção da literatura a ser trabalhada. A respeito dessa escolha, pode-se afirmar que:


I.Não há necessidade de o(a) professor(a) seguir o cânone, ou seja, o conjunto de obras consideradas representativas de uma nação ou idioma.

II.O(A) professor(a) precisa ter liberdade de escolher textos representativos, buscando refletir os princípios da sociedade da qual os(as) estudantes fazem parte, porém, deve-se observar os limites culturais em que ele atua.

III.O(A) professor(a), ao selecionar os textos a ser trabalhados, deve defender a pluralidade e a diversidade, seja de gêneros, temas ou linguagens.

IV.Em termos linguísticos e culturais, não faz sentido, em Santa Catarina, trabalhar, por exemplo, literatura de cordel, um gênero literário típico do Nordeste. Basta citar em sala a existência desse gênero literário.


É correto o que se afirma em:


A

I e III, apenas.


B

I, II, III e IV.


C

II, apenas.


D

II e IV, apenas.


E

I, III e IV, apenas.

A literatura, vista pela perspectiva de Curto, Morillo e Teixidó (2000), representa uma fonte inesgotável de temas de trabalho, sendo justificada por si mesma. De acordo com os referidos autores, é importante que a literatura seja trabalhada em sala de aula a partir de seu objetivo principal. Que objetivo é esse?


A

Formar leitores.


B

Despertar o senso crítico.


C

Produzir prazer.


D

Ampliar o vocabulário.


E

Permitir a alfabetização letrada.

O ensino da literatura é um campo amplo a ser trabalhado pelo educador. Dentro da perspectiva apresentada por Bordini e Aguiar, qual o atributo que diferencia a riqueza polissêmica da literatura dos outros tipos de textos?


A

Plena liberdade para o leitor.


B

Contexto delimitado de informações.


C

Impossibilidade de reexaminar a própria visão da realidade concreta.


D

Relação indissolúvel com as amarras do cotidiano.


E

Apresentação de um mundo altamente determinado.

A literatura é uma forma de arte que precisa estar presente não apenas em aulas de língua portuguesa, mas como forma de representação do mundo, de humanização do ser, em práticas transdisciplinares. A respeito do ensino de literatura, analise as proposições a seguir e a relação estabelecida entre elas:


I.A escola deve oportunizar o encontro do leitor (neste caso, o aluno leitor) com o texto literário e, ao se encontrar com o texto literário, o leitor deve poder desenvolver sua criatividade, sua imaginação. A leitura do texto literário se configura, pois, como um ato de enunciação e coenunciação; há um diálogo entre o sujeito leitor com o texto e, a partir desse diálogo, há a transformação da identidade do leitor, que pode identificar contradições e conflitos da realidade (Martins, 2006).


POR ISSO


II.O ensino de literatura só se estabelece no Ensino Médio, em aulas específicas para este fim quando os leitores já estão maduros para lidar com textos literários, quase sempre complexos. Durante o Ensino Fundamental - anos finais, não há espaço para um ensino de literatura propriamente dito, mas a leitura de alguns textos literários que, possivelmente, não são apresentados em sua totalidade, e sim a partir de excertos previamente selecionados (Joaquim, 2012).


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.


B

A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.


C

As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.


D

A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.


E

As asserções I e II são proposições falsas.

Em relação ao contexto do romance “Vidas secas”, do autor Graciliano Ramos, analise as afirmativas abaixo e a seguir assinale a única opção INCORRETA:


A

A expressão “O mundo coberto de penas” utilizada no título do penúltimo quadro do romance reporta à ideia de que Fabiano, Sinha Vitória e os filhos migravam tal qual as aves de arribação, em busca da liberdade, da cidadania, da construção de novos projetos de felicidade em outras regiões do país.


B

O silenciamento e a passividade demonstrados por Fabiano, frente às humilhações sofridas quando foi preso sem direito à defesa, têm como causa principal a crença de que o Governo era bom, afinal “Governo é governo.”


C

O espaço desempenha um papel fundamental na configuração do romance, quando o sertão nordestino é apresentado como o antagonista central, tendo em vista que dele provém o sofrimento das personagens.


D

A relação de Fabiano com a linguagem era paradoxal, de esperança e de frustação. Desejava imitar seu Tomás da bolandeira, “homem aprendido”, mas “um sujeito como ele não tinha nascido para falar certo”.

Ao abordar aspectos relacionados com a literatura e a formação do leitor, Bordini e Aguiar (1988) destacam uma série de variáveis que vão ao encontro do esvaziamento do ensino de literatura. Tais problemáticas são descritas a seguir. Destaque a alternativa que foi construída em desacordo com a proposta das referidas autoras.


A

Prevalência de uma leitura descompromissada.


B

Insuficiência de estímulo da criatividade.


C

Exiguidade de senso crítico.


D

Sustentação em fórmulas prontas.


E

Desarticulação do estudo gramatical com a experiência do aluno.

Sobre as afirmações assinale a alternativa INCORRETA:


A

O Letramento literário destaca-se no campo da formação do leitor através da literatura e seus clássicos.


B

O Letramento literário consiste em escolarizar a literatura, ou seja, trazer a literatura para dentro da escola de forma que não perca o verdadeiro sentido, que é humanizar.


C

Através da literatura entra-se em contato com outros mundos, outras opiniões, outras visões.


D

A literatura permite que o leitor participe de outros mundos e renuncie ao seu próprio mundo.

O letramento literário consiste em escolarizar a literatura, ou seja, trazer a literatura para dentro da escola de forma que esta não perca o verdadeiro sentido, que é humanizar, não tomá-la somente como uma disciplina, sem contextualização e discussão.


A respeito do letramento literário, assinale a alternativa correta.


A

O letramento literário não se limita à formação de leitores, já que também constitui processo auxiliar na alfabetização das crianças.


B

O fato de as mídias digitais envolverem as crianças nas mais diversas interfaces como jogos, vídeos e outras informações, é um estímulo ao letramento literário e elemento facilitador da atuação docente na formação de leitores literários.


C

A concretização do letramento literário depende necessariamente da adoção de uma perspectiva focada na imaginação e no entretenimento.


D

A formação de um leitor literário deve se basear nas leituras de mundo feitas pela criança desde o nascimento e introduzir o texto literário na idade adequada, para que o aluno compreenda as estruturas linguísticas e os processos de composição usados pelos autores clássicos.

   
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