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“O importante não é necessariamente quanto sabe de literatura, mas sim quanto sua formação descansa numa base filosófica, teórico-conceitual, psicológica, para fundamentar a prática pedagógica. Trata-se de sustentar uma formação que mostre a pertinência da educação literária, fazendo explícito o valor da literatura, sua relação com outras ciências do conhecimento, e compreendendo que dele depende materializar as atividades de recepção e interpretação das obras. É tarefa sua conseguir que os alunos desentranhem a valoração estética dos textos e vivam o prazer da leitura”.
FONTE: ANDRÉ, Rhina Landos Martínez. A formação do professor de literatura. Revista Polifonia, nº18, pp. 27-39
Levando em conta o texto anterior, uma atitude que NÃO demonstra a formação adequada do professor de literatura é:
O ensino da literatura e sua pertinência na formação do indivíduo como um cidadão capaz de interpretar textos e obras diversas.
O ensino da literatura não só como forma de compreensão e interpretação de obras literárias diversas, mas também como fruição e percepção da valoração estética a eles atribuída.
O ensino estanque de escolas literárias, como se os tradicionais estilos de época não guardassem relações e conflitos entre si.
O ensino de literatura não como foco na quantidade de obras lidas em sala de aula, mas que demonstre sua relação com outras ciências e áreas do conhecimento.
Considerando o contexto do romance “Vidas secas”, do autor Graciliano Ramos, leia as assertivas abaixo e ao final marque a opção CORRETA em relação ao que se pede:
I- Fabiano se autocaracteriza como um “homem” porque depois da caminhada impiedosa pela aridez da caatinga, junto à família, conseguiu se tornar vaqueiro e cuidar de casa alheia.
II- Sinha Vitória passava a sonhar com a cama de lastro de couro quando Fabiano roncava com segurança.
III- É no quadro intitulado “BALEIA”, do romance “Vidas secas”, que a personagem Baleia (cachorra) ganha características humanas: “Olhou-se de novo, aflita. Que lhe estaria acontecendo?”
IV- O menino mais velho tinha muita admiração pelo pai e o menino mais novo interessava-se pelas palavras.
Apenas uma assertiva é falsa.
Apenas duas assertivas são verdadeiras.
Apenas uma assertiva é verdadeira.
Todas as assertivas são verdadeiras.
Data venia
Conheci Bentinho e Capitu nos meus curiosos e antigos quinze anos. E os olhos de água da jovem de Matacavalos atraíram-me, seduziram-me ao primeiro contato. Aliados ao seu jeito de ser, flor e mistério. Mas tomou-me também a indignação diante do narrador e seu texto, feito de acusação e vilipêndio. Sem qualquer direito de defesa. Sem acesso ao discurso, usurpado, sutilmente, pela palavra autoritária do marido, algoz, em pele de cordeiro vitimado. Crudelíssimo e desumano: não bastasse o que faz com a mulher, chega a desejar a morte do próprio filho e a festejá-la com um jantar, sem qualquer remorso. No fundo, uma pobre consciência dilacerada, um homem dividido, que busca encontrar-se na memória, e acaba faltando-se a si mesmo. Retomei inúmeras vezes a triste história daquele amor em desencanto. Familiarizei-me, ao longo do tempo, com a crítica do texto; poucos, muito poucos, escapam das bem traçadas linhas do libelo condenatório; no mínimo concedem à ré o beneplácito da dúvida: convertem-na num enigma indecifrável, seu atributo consagrador.
Eis que, diante de mais um retorno ao romance, veio a iluminação: por que não dar voz plena àquela mulher, brasileira do século XIX, que, apesar de todas as artimanhas e do maquiavelismo do companheiro, se converte numa das mais fascinantes criaturas do gênio que foi Machado de Assis?
A empresa era temerária, mas escrever é sempre um risco. Apoiado no espaço de liberdade em que habita a Literatura, arrisquei-me.
O resultado: este livro em que, além-túmulo, como Brás Cubas, a dona dos olhos de ressaca assume, à luz do mistério da arte literária e do próprio texto do Dr. Bento Santiago, seu discurso e sua verdade.
PROENÇA FILHO, D. Capitu: memórias póstumas. Rio de Janeiro: Atrium, 1998.
Para apresentar a apropriação literária que faz da obra de Machado de Assis, o autor desse texto
relaciona aspectos centrais da obra original e, então, reafirma o ponto de vista adotado.
explica os pontos de vista de críticos da literatura e, por fim, os redimensiona na discussão.
introduz elementos relevantes da história e, na sequência, apresenta motivos para refutá-los.
justifica as razões pelas quais adotou certa abordagem e, em seguida, reconsidera tal escolha.
contextualiza o enredo de forma subjetiva e, na conclusão, explicita o foco narrativo a ser assumido.
A leitura das representações identitárias na sociedade contemporânea em textos literários do passado se contrapõe à proposta interdisciplinar do ensino de literatura.
Certo
Errado
De acordo com Rildo Cosson (2018, p. 29):
O segredo maior da literatura é justamente o envolvimento único que ela nos proporciona em um
mundo feito de palavras. O conhecimento de como esse mundo é articulado, como ele age sobre nós,
não eliminará seu poder, antes o fortalecerá porque estará apoiado no conhecimento que ilumina e não
na escuridão da ignorância.
O modo como a leitura do texto literário é tratada no texto reflete uma concepção de texto literário e de letramento literário que convergem com todas as assertivas seguir, exceto:
A análise literária toma a literatura como um processo de comunicação, uma leitura que demanda respostas do leitor que o convida a penetrar na obra de maneiras diferentes.
A leitura implica a troca de sentidos entre autor e leitor, mas também com a sociedade, pois os sentidos são resultado de compartilhamentos de visões de mundo no tempo e no espaço.
O leitor tem acesso à literatura, quando mantida em atitude de adoração e sacralização, tornando-se próxima e constituindo um caminho seguro para a riqueza literária.
Longe de destruir a magia das obras, a análise literária, quando bem realizada, permite que o leitor compreenda melhor a magia dos textos literários e a penetre com mais intensidade.
No ambiente escolar, a leitura literária tem a função de ajudar a ler melhor, porque possibilita a criação do hábito da leitura e fornece instrumentos para conhecer e articular a linguagem.
A compreensão acerca das variáveis relacionadas com a literatura é trabalhada na obra de Lajolo: O que é literatura? Dentro das perspectivas apresentadas, ao longo dessa obra, depreende-se, exceto:
Desde os primórdios, o homem utiliza o processo de simbolização para nomear as coisas, marcado por uma relação que tanto aproxima quanto distancia as palavras e as coisas por elas nomeadas. Essa manifestação mais radical da linguagem marca o nascimento da literatura.
Assim, é o uso de um determinado tipo de linguagem que vai configurar a literatura.
Não é possível separar a linguagem literária da linguagem coloquial.
A obra literária é um objeto social.
Para que um texto seja considerado literatura é preciso algo mais do que livre trânsito entre seu autor e um eventual leitor.
Ao planejar o ensino de literatura, deve-se reconhecer o processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor, conforme Carlos Magno.
Certo
Errado
Assinale a alternativa correta quanto aos autores e obras da Literatura Infantil Brasileira:
I- Monteiro Lobato é conhecido como o pai da literatura infantil no Brasil, por ter sido um dos primeiros a desenvolver um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado.
II- O Fantástico Mistério de Feiurinha, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de literatura, no ano de 1986, é de autoria de Ziraldo.
III- Cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro: Ziraldo é muitos em um só. Foi um dos fundadores da revista humorística “O Pasquim” durante a ditadura militar, mas na literatura infantil o destaque de sua carreira é a criação do personagem Menino Maluquinho.
IV- A Bolsa Amarela é um dos livros mais conhecidos de Ruth Rocha. Na história conhecemos Raquel, uma menina que esconde a vontade de não crescer, de ser um menino e de ser escritora em sua bolsa amarela. Além dessas vontades inusitadas, Raquel também abriga em sua bolsa alguns amigos secretos como o galo Afonso e um alfinete de fralda.
Apenas a I e II estão corretas.
Apenas a I e III estão corretas.
Apenas a II e III estão corretas.
Apenas a I e IV estão corretas.
Apenas a III e IV estão corretas.
A respeito de estrutura literária e função histórica, analisar os itens abaixo:
I. Em face da ordem formal que o autor estabeleceu para sua matéria, as circunstâncias vão propiciando maneiras diferentes de interpretar, que constituem o destino da obra no tempo.
II. Começando por um lugar-comum, lembremos que a literatura brasileira adquire consciência da sua realidade — ou seja, da circunstância de ser algo diverso da portuguesa — depois da Independência. Isso, a princípio, decorreu, mais de um desejo, ou mesmo de um ato consciente da vontade, do que da verificação objetiva de um estado de coisas.
III. Num país sem tradições, é compreensível que se tenha desenvolvido a ânsia de ter raízes, de aprofundar no passado a própria realidade, a fim de demonstrar a mesma dignidade histórica dos velhos países.
Está(ão) CORRETO(S):
Todos os itens.
Somente o item II.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Nenhum dos itens.
Na formação do leitor literário, torna-se imprescindível trabalhar as relações entre a arte e as demais disciplinas, visto que enriquecem os métodos pedagógicos, tornando mais prazerosa a transmissão dos conteúdos programáticos, porque um dos instrumentos de conscientização dos educadores poderá se constituir na análise do sistema educacional, que, numa sociedade, dependente, de acordo com Berger, "necessariamente tem que ser histórica", porque a análise histórica atravessa o processo de transformação, modernização e inovação do sistema educacional.
(BARBOSA, Ana Maria et al. Recorte e colagem: influência de John Dewey no ensino da arte no Brasil. 2. ed. 1989. Cortez Editora. São Paulo.)
Considerando que, na formação do leitor literário, é possível trabalhar a arte contextualizada com várias disciplinas, comprovando que o processo educativo se desenvolve de forma:
Artístico - prosódico.
Transdisciplinar.
Ambígua.
Interativa.
Meramente simbólica.
Conhecer as concepções sobre a relação entre as categorias da literatura e a formação docente é importante para que o professor consiga discernir o melhor recurso pedagógico a ser trabalhado. Dentro dessa lógica, Bordini e Aguiar (1988) apresentam uma reflexão que traz à tona algumas constatações, sendo incorreto afirmar:
Há diversos métodos de ensino de literatura disponíveis.
O esvaziamento do ensino de literatura se acentua, não só pelo pequeno domínio do conhecimento literário do professor, mas também pela falta de uma proposta metodológica que o embase.
Dentre as metodologias apontadas para o desenvolvimento de trabalhos significativos em sala de aula, o Método Recepcional é destacado pelas autoras. Esse método é pautado na orientação e delimitação do tipo de leitura do estudante em função do reconhecimento de cada perfil de leitura por parte do professor.
O Método Recepcional compreende cinco etapas específicas.
Quando uma determinada obra vem ao encontro do sistema de valores e normas do leitor, o horizonte de expectativas desse leitor permanece inalterado e sua posição psicológica é de conforto.
Em Multiletramentos na Escola (Rojo e Moura, 2012), Melo, Oliveira e Valezi abordam os gêneros poéticos em interface com gêneros multimodais. Nesse diálogo entre os gêneros, um trabalho possível em sala de aula com o poema de Manual Bandeira poderia explorar
a leitura de livros de história da literatura, em especial do período literário a que pertenceu o poeta, seguida depois de síntese escrita dos alunos.
os sentidos expressos pela leitura em sala de aula, compilados em produção escrita dos alunos, posteriormente organizadas em um livro dos alunos.
a leitura pelo professor, seguida da interpretação apurada para, dias depois, os alunos realizarem uma prova escrita sobre o tema nele abordado.
o contexto histórico-social de sua produção, os sentidos veiculados e a produção de videoclipes sobre ele, contextualizando com o momento atual.
a organização de uma biblioteca de classe por meio da qual os alunos poderiam ler o poema em questão e outros do poeta.
A imagem a seguir trata-se de um quadro de uma propaganda dos Correios veiculada na mídia por ocasião dos 500 anos de descobrimento do Brasil, utilizando a narrativa da “Carta de Descobrimento do Brasil”, de Pero Vaz Caminha.

(Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RcVN9HrjfLs.)
Eles não lavram, nem criam. Não há aqui boi, nem vaca, nem cabra, nem ovelha, nem galinha, nem qualquer outra alimária, que costumada seja ao viver dos homens. Nem comem senão desse inhame, que aqui há muito, e dessa semente e frutos, que a terra e as árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios, que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.
(A carta de Pero Vaz de Caminha. Fragmento.)
Em uma aula no ensino médio, o professor de literatura e língua portuguesa utilizou, adequadamente, o material anterior apresentado, ou seja, o texto e a exibição do vídeo referido com o objetivo de:
I. Contribuir para o desenvolvimento do conhecimento acerca do período Barroco.
II. Abordar o recurso da intertextualidade apresentando o texto e o vídeo da propaganda referenciada.
III. Introduzir o período da literatura brasileira denominado Quinhentismo, empregando recursos diversificados.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
Segundo GERALDI, considerando-se as concepções de literatura e de linguagem, analisar os itens abaixo:
I. A literatura pode ser entendida de diversas formas, por exemplo, como sistema de obras, autores e público e como disciplina escolar que se confunde com a história literária.
II. A linguagem trata-se da simples emissão de sons em um sistema convencional, uma tradução imperfeita do pensamento a fim de transmiti-lo por meio da comunicação.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
Em conformidade com o TEXTO IV, é CORRETO asseverar que um dos pontos positivos dos recursos tecnológicos para o ensino de Literatura é:
o meio mais eficaz para minimizar a falta de motivação nas aulas de Literatura.
a possibilidade de resolver todos os problemas atinentes ao conteúdo de Literatura.
a conexão criada pelo docente para modificar a interferência internética na visão discente.
o aumento das opções de formas de como estruturar atividades para explorar o texto literário.
Considerando o contexto do romance do autor Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma, classifique as afirmativas abaixo como “V”, para as verdadeiras, ou “F”, para as falsas, e, depois, responda o que se pede.
( ) De acordo com o narrador onisciente do romance, Policarpo Quaresma era meticuloso, doce, modesto, honesto, pequeno, magro. Usava pince-nez e fraque, e por isso, tinha um “quê” de pedante e pretensioso.
( ) No trecho da narrativa “[...] o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente.”, a palavra em destaque significa, semanticamente, razoavelmente.
( ) Um diálogo entre a Olga, afilhada do major Quaresma, e Anastácio, caseiro do major Quaresma, no interior do sítio “Sossego”, revela uma realidade marcada pela injustiça social, pois os programas de governo visam favorecer a mão de obra de origem europeia.
( ) O major Quaresma foi levado à prisão, na Ilha das Cobras, por ter escrito um requerimento ao presidente da Câmara dos Deputados propondo uma mudança do idioma nacional, do português para o tupi-guarani, de forma clara, franca, nitidamente; até mesmo com paixão, indignado. Lá, deu-se conta de que podia esperar pela morte e seu sentimento foi de desilusão, de arrependimento, por ter passado toda sua vida atrás da miragem de estudar a Pátria.
A sequência CORRETA de afirmativas de cima para baixo é:
F, V, F, F.
V, V, V, V.
V, F, F, V.
F, F, F, F.
Em “Gramática e Literatura: desencontros e esperanças” (em Geraldi, O texto na sala de aula), Lígia Chiappini defende que
o trabalho com a literatura, com a língua e com o conhecimento seja garantido na escola, de modo a evitar que novas propostas de ensino o descaracterizem.
o ensino de literatura seja pautado pelos conteúdos gramaticais, uma vez que é por meio da língua que se desvendam os múltiplos sentidos dos textos literários.
o ensino de língua portuguesa se dê com a integração dinâmica entre língua e literatura, em um trabalho que amplie as possibilidades do trabalho com a linguagem.
as reflexões sobre os usos da língua se sobreponham à análise literária, uma vez que esta é impressionista e carece de elementos objetivos de análise.
a literatura deve ser reconhecida como patrimônio cultural e, por ser uma instituição nacional, sua natureza se sobrepõe à da descrição de análise linguística.
Os documentos oficiais que tratam do ensino de literatura apresentam a expressão poética presente em outros meios de comunicação, além do livro impresso.
Certo
Errado
No ensino da literatura, o texto não pode ser considerado pretexto, logo, "o texto não é pretexto". Um texto existe apenas na medida em que se constitui ponto de encontro entre dois sujeitos. (...) (Marisa Lajolo)
(https://doceru.com/doc/nx5vesv)
Marisa Lajolo (1982) defende a ideia de que o aluno precisa ser visto como um sujeito cognitivo, capaz de:
I.Refletir sobre os seus pensamentos.
II.Demonstrar-se possuidor de valores socioculturais, em constante diálogo com o texto literário.
III.Mostrar-se bom escritor ao comentar sobre a literatura infantil.
IV.Dialogar com todas as personagens do texto e atribuir-lhe uma crítica direta.
Marque a alternativa com a opção correta.
Apenas III e IV.
Apenas I, III e IV.
Apenas I e II.
I, II, III e IV.
Apenas II e III.
Considerando o contexto da obra, Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, responda o que se pede.
I. Brás Cubas narra, depois de morrer, as lembranças da vida. O lugar do qual o narrador fala é estratégico: morto, sua voz alcança maior distanciamento em relação aos fatos e aos seres humanos, “liberado” das consequências por sua cômoda posição de autor defunto.
II. De acordo com o narrador-protagonista, a causa de sua própria morte foi uma ideia grandiosa e útil: a invenção de um medicamento. E quando estava ocupado em preparar e apurar essa invenção recebeu um golpe de ar, adoeceu e não se tratou completamente.
III. A máxima “Olhe que os homens valem por diferentes modos, e que o mais seguro de todos é valer pela opinião dos outros homens.”, é uma das muitas máximas que Brás Cubas escreveu ainda em vida, tal como “Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.”, apresentadas no capítulo CXIX do romance.
IV. Para Brás Cubas a morte traz liberdade porque o olhar da opinião perde a virtude. Não há vizinhos, amigos, inimigos, conhecidos ou plateia. Então o defunto pode ser franco, confessar de modo liso o que foi e o que deixou de ser. Não é preciso poupar o vexame e a hipocrisia.
Está(ão) INCORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
II e IV, apenas.
I, apenas.
I e III, apenas.
III, apenas.