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É água que não acaba mais
Dados preliminares divulgados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apontaram o Aquífero Alter do Chão como o maior depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86 000 quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá. “Essa quantidade de água seria suficiente para abastecer a população mundial durante 500 anos”, diz Milton Matta, geólogo da UFPA. Em termos comparativos, Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água do Aquífero Guarani (com 45 000 quilômetros cúbicos). Até então, Guarani era a maior reserva subterrânea do mundo, distribuída por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Época. Nº 623, 26 abr. 2010.
Essa notícia, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta resultados de uma pesquisa científica realizada por uma universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza
as suas opiniões, baseadas em fatos.
os aspectos objetivos e precisos.
os elementos de persuasão do leitor.
os elementos estéticos na construção do texto.
os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa.
A leitura atenta do texto e a análise das características de sua estrutura permitem concluir que, do ponto de vista dos elementos da comunicação presentes e da função da linguagem dominante, pode ser considerada mais adequada ao texto a seguinte afirmação:
o texto tem uma linguagem essencialmente denotativa, centrado no referente ou contexto, por suas características expositivas, com predomínio, portanto, da função referencial da linguagem.
a despeito da preponderância da linguagem denotativa, observa-se no texto uma forte preocupação em persuadirse o leitor ou receptor pelo nível da argumentação empregada, o que permite concluir que predomina a função conativa da linguagem, ou função apelativa.
mesmo com uma linguagem preponderantemente denotativa, observa-se no texto a ocorrência de frequentes expressões que remetem a uma forte p resença do emisso r, de sua subjetividade, predominando, por conseguinte, a função emotiva.
os muitos traços de linguagem figurada, como, por exemplo, no trecho “mas que não se esqueça que cada um tem a verdade que sua janela apresenta” (6º parágrafo), caracterizam o texto como objeto de amplo trabalho estético em relação à mensagem, fazendo predominar a função poética.
por conter elementos que definem o código de conduta do líder político ideal, a ser seguido por todos aqueles que se dedicam à nobre tarefa de trabalhar como homens públicos, não há dúvida de que predomina no texto a função metalinguística.
A frase: “Então, muitas das decisões...” A palavra “então”, quanto a sua denotação é classificada como:
Inclusão
Exclusão
Realce
Retificação
Situação
“Tropa de Elite não rompe só com a tradição nacional de narrar uma história do ponto de vista do bandido: rompe com a visão pia e romantizada do criminoso.”
(Veja, 17 out. 2007)
Considerando as proposições seguintes sobre o fragmento acima,
I. O fragmento apresenta um tom dramático e metafórico.
II. Há utilização da linguagem conotativa.
III. Predomina no texto a função referencial.
IV. Por meio da função conativa, o autor busca persuadir o leitor.
observamos que
todas as proposições são verdadeiras.
as proposições I, II e III são verdadeiras.
as proposições II e III são verdadeiras.
apenas a proposição I é verdadeira.
apenas a proposição III é verdadeira.
A função da linguagem que predomina no texto é a:
Pode-se afirmar que a função de linguagem predominante do texto I é:
( ) Fática
( ) Poética
( ) Referencial
( ) Conativa
( ) Metalingüística
Indique a frase em que o interlocutor está representado na mensagem.
Você viu, Helena (...)?
A Universidade está oferecendo um curso de extensão (...)
(...) um curso de extensão para professores de Português.
Não sei se vai dar (...)
(...) para mim freqüentá-lo.
Vocábulos do texto que NÃO apresentam o mesmo referente são:
pessoas / as crianças;
doenças / males;
água / água contaminada;
até 2002 / mesmo período;
TEXTO 1
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O CONTROLE SOCIAL E POLÍTICO DO ÁLCOOL
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___A história mostra vários exemplos de que as sociedades já há muito tempo vêm buscando defender-se de alguns produtos. Talvez o controle social e político do consumo de álcool seja um dos exemplos mais antigos de que as sociedades buscaram proteger-se dos seus efeitos sociais.
___Todos os países desenvolvidos, onde a democracia prosperou, buscaram formas de proteger a sociedade, aumentando o controle social da produção, importação, distribuição, propaganda e venda direta ao consumidor do álcool. Mesmo países como os EUA, que têm uma forte tradição de livre comércio, exercem um rígido controle social com relação a esse produto. O grande argumento para esse controle especial é o seu alto custo social, que faz com que o álcool seja considerado como um produto à parte e que não deve ser comercializado de uma forma banal.
___No Brasil, existe um argumento liberal de que a oferta e a demanda do álcool devem ser algo que o próprio mercado precisa regular, e de que aqui já temos controle em demasia. Além disso, seria pouco democrático fazermos controle de um produto que é legalizado. No entanto, são exatamente os países mais desenvolvidos do ponto de vista democrático que aumentam a cada dia o controle social sobre o álcool. Busca-se balancear o interesse da indústria de bebidas com o interesse da sociedade em proteger-se dos danos causados por ele.
___A vergonha de exercermos o controle social associada a uma grande apatia de política de saúde tem tornado o álcool, no Brasil, um produto com um alto custo social, pois sua demanda tem sido fortemente estimulada pela propaganda, pelos baixos preços e pela excessiva oferta nos pontos de venda. Especialmente a propaganda do álcool se apossou de vários ícones nacionais para criar a idéia de que só podemos nos divertir com um copo de cerveja na mão. Como não temos uma política de licença para a venda de álcool, qualquer pessoa pode abrir um bar e vender bebidas alcoólicas. Esse fato tem mudado a paisagem e a cultura urbana brasileira. Estamos acostumados a ter bares espalhados por todas as cidades, como se isso sempre tivesse existido, e fosse normal.
___As leis são poucas e não são cumpridas. Essa falta de controle tem produzido um custo social enorme para o país: cerca de 15% da população adulta masculina bebe de forma abusiva; uma parte significativa das crianças abandonadas tem no álcool a causa da desorganização familiar; metade dos acidentes automobilísticos é devida ao abuso de álcool; mais da metade dos homicídios estão relacionados ao seu consumo. Do ponto de vista da saúde, 20% das internações em clínica geral e 50% das internações masculinas psiquiátricas são devidas ao álcool.
___A sociedade brasileira está pagando um alto preço pela falta de proteção com relação a esse produto. Precisamos, com urgência, convencer a sociedade e o mundo político de que o controle do álcool é uma garantia de que o bem comum deve prevalecer sobre o da indústria.
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Ronaldo Laranjeira. Artigo publicado no site www.diganaoasdrogas.com.br. Adaptado.
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TEXTO 2
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Minha principal convicção hoje é que o alcoolismo é um problema de dimensões trágicas ainda subdimensionadas. O maior dano do alcoolismo é a destruição de famílias inteiras.
O alcoolismo é resultado de um cérebro que perdeu a capacidade de decidir quando começar a beber e quando parar. Os japoneses têm um provérbio que diz: "Primeiro o homem toma uma bebida, e depois a bebida toma o homem". O indivíduo alcoólatra é alguém que perdeu a liberdade de escolha.
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George Vaillant (coordenador da maior pesquisa já feita no mundo sobre o alcoolismo). Fragmento de entrevista à Veja, publicada no site www.alcoolismo.com.br
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Comparando-se as características dos textos 1 e 2, pode-se afirmar que:
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1) São do mesmo gênero textual, embora tipologicamente diferentes.
2) Segmentos narrativos, presentes em ambos os textos, asseguram sua coerência.
3) Nota-se, em ambos, a opção por seguir a variante padrão da língua.
4) As várias marcas da oralidade presentes em ambos os textos indicam que eles são informais.
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Estão corretas:
1, 3 e 4, apenas.
3, apenas.
1 e 2, apenas.
2 e 4, apenas.
1, 2, 3 e 4.