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Assinale a alternativa em que a correlação obra / autor esteja INCORRETA:
Caetés / Graciliano Ramos
São Bernardo / José Lins do Rego
Ritmo Dissoluto / Manuel Bandeira
Macunaíma / Mário de Andrade
Triste Fim de Policarpo Quaresma / Lima Barreto
Com relação ao parnasianismo brasileiro, avalie as afirmações abaixo.
I. É na convergência de ideais antirromânticos, como a objetividade no trato dos temas e o culto da forma, que se situa a poética do Parnasianismo.
II. A primeira corrente do Parnasianismo se amparava, sobretudo, na pesquisa lírica de intenção psicológica; procurava a beleza na expressão de estados inefáveis, por meio de tonalidades raras ou delicadas.
III. O parnasiano típico acaba por se deleitar na nomeação de alfaias, vasos e leques chineses, flautas gregas, taças de coral, ídolos de gesso em túmulos de mármore... e exaurindo-se na sensação de um detalhe ou na memória de um fragmento narrativo.
IV. Ao contrário do Naturalismo, que trouxe um vigoroso impulso de análise social, o Parnasianismo pouco trouxe de essencial sobre o tema.
Está correto sobre a poética parnasiana o que se afirma APENAS em

Do texto, infere-se sobre o “Barroco mineiro” que a partir da
O trecho do poema de Manuel da Fonseca faz parte do movimento literário que via a literatura como uma arte engajada. Assim sendo, o papel desempenhado pelo chamamento amigo no poema é
chamar a atenção do leitor para o valor da poesia, já que a descreve como o fruto da paz e da imaginação.
fazer um alerta aos poetas descompromissados, pois procura atrair o olhar desse grupo para as questões sociais.
referir-se ao texto como um amigo exilado, visto que personifica o fazer poético e se reporta a ele.
prevenir uma pessoa querida sobre a morte, porquanto destaca que a certeza de que ela virá para todos.
Em que escola literária ou estilo de época você situaria o poema?
Barroco
Parnasianismo
Realismo
Modernismo
Romantismo
Assinale a alternativa que traz uma obra de autoria do escritor Graciliano Ramos:
Canaã
Pauliceia Desvairada
Ritmo Dissoluto
Insônia
Memórias sentimentais de João Miramar
A respeito da linguagem literária, NÃO é possível concluir:
A literatura, com suas multiplicidades, apresenta textos de diferentes formas e estilos, por meio dos quais os autores tentam traduzir as experiências do homem.
A literatura apresenta uma linguagem trabalhada esteticamente, o que proporciona ao leitor o contato com a fruição, a catarse, a reflexão.
A literatura, por ser a arte da palavra, apresenta textos atemporais, que se ligam mais às experiências humanas do que às contingências histórico-temporais.
A literatura propicia devaneios ao leitor, afastando-o dos conflitos sociais e apresentando-lhe um mundo próximo aos sonhos e à idealização.
Analise as expressões em destaque e assinale a alternativa correta quanto à coesão e ao tipo de referência realizada.
“O Boca do Inferno é amplamente conhecido por suas críticas à situação econômica da Bahia.” (Epíteto).
“Estudou no colégio dos jesuítas e formou-se em Direito em Coimbra (Portugal).” (Pronominalização).
“Recebeu o apelido de Boca do Inferno, graças a sua irreverente obra satírica.” (Termo síntese)
“A preocupação religiosa do escritor revela-se no grande número de textos que tratam do tema da salvação espiritual do homem.” (Elipse do nome).
“Em sua produção lírica, Gregório de Matos se mostra um poeta angustiado em face à vida.” (Nominalização).
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma entre parênteses.
“O que se conhece de sua obra é fruto de inúmeras pesquisas, pois Gregório não publicou seus poemas em vida. Por essa razão, há dúvidas quanto à autenticidade de muitos textos que lhe são atribuídos” (A expressão em destaque remete à oração antecedente: “pois Gregório não publicou seus poemas em vida.”).
“Além disso, ao mesmo tempo que o amor desperta os desejos corporais, o poeta é assaltado pela culpa e pela angústia do pecado”. (A expressão em destaque indica posterioridade de uma ação.).
“Recebeu o apelido de Boca do Inferno, graças a sua irreverente obra satírica” (Entre as expressões separadas por vírgula, há uma relação de condição.).
A preocupação religiosa do escritor revela-se no grande número de textos que tratam do tema da salvação espiritual do homem (Assim como em “do homem” há uma locução adjetiva, podendo ser substituída por “humano”, há também uma locução adjetiva em “de textos”, podendo ser substituída por “textuais.”).
“Além disso, suas críticas à Igreja e a religiosidade presente naquele momento.” (Não há qualquer problema na construção desse período no texto, não havendo, portanto, prejuízo ao sentido do excerto e nem qualquer possibilidade de aperfeiçoá-lo, ou seja, o sentido do excerto, da forma em que se encontra no texto, está completo.).
Considerando a estrutura do poema e o seu autor, é correto afirmar que ele pertence ao período do:
Realismo;
Romantismo;
Modernismo;
Simbolismo.
O movimento literário que caracterizou-se pelo pioneirismo na busca pela nacionalização da literatura por meio da valorização da paisagem e da cultura da nossa terra, opondo-se ao neoclassicismo foi o:
Clacissismo.
Arcadismo.
Romantismo.
Parnasianismo.
Simbolismo.
Os dois parágrafos do texto mostram aspectos da vida do avô do narrador. Em ambos se percebe que o Coronel Ubaldo Osório tinha as seguintes reações em relação à modernidade em geral:
resistência, rejeição.
cansaço, hostilidade.
curiosidade, surpresa.
indiferença, pânico.
repugnância, revanchismo.
A sociedade brasileira, na década de 20, do século XX, presenciou o florescimento de um movimento artístico e literário que tinha como mote a ruptura com os padrões estéticos europeus. Para propagar o ideário modernista, os representantes desse movimento elaboraram e divulgaram vários manifestos. Assinale a alternativa que apresenta o nome do movimento, organizado pelos intelectuais Ascânio Lopes, Guilhermino César, Francisco Inácio Peixoto e Enrique de Resende, dentre outros, que, com um discurso irreverente, despolarizou a discussão modernista das metrópoles para o interior.
Verde.
A Revista.
Pau-Brasil.
Verde Amarelo.
Texto V
No lar
Terra da minha pátria, abre‐me o seio
Na morte ‒ ao menos........
Garrett
I
Longe da pátria, sob um céu diverso
Onde o sol como aqui tanto não arde,
Chorei saudades do meu lar querido
─ Ave sem ninho que suspira à tarde. ─
05 No mar ─ de noite ─ solitário e triste
Fitando os lumes que no céu tremiam,
Ávido e louco nos meus sonhos d'alma
Folguei nos campos que meus olhos viam
[...]
Eis‐me na pátria, no país das flores,
10 ─ O filho pródigo a seus lares volve,
E consertando as suas vestes rotas,
O seu passado com prazer revolve! ─
Eis meu lar, minha casa, meus amores,
A terra onde nasci, meu teto amigo,
15 A gruta, a sombra, a solidão, o rio
Onde o amor me nasceu — cresceu comigo.
Os mesmos campos que eu deixei criança,
Árvores novas... tanta flor no prado!...
Oh! como és linda, minha terra d’alma,
20 — Noiva enfeitada para o seu noivado! —
Foi aqui, foi ali, além... mais longe,
Que eu sentei‐me a chorar no fim do dia;
— Lá vejo o atalho que vai dar na várzea...
Lá o barranco por onde eu subia!...
25 Acho agora mais seca a cachoeira
Onde banhei‐me no infantil cansaço...
— Como está velho o laranjal tamanho
Onde eu caçava o sanhaçu a laço!...
Como eu me lembro dos meus dias puros!
30 Nada me esquece!... e esquecer quem há de?...
— Cada pedra que eu palpo, ou tronco, ou folha,
Fala‐me ainda dessa doce idade!
Eu me remoço recordando a infância,
E tanto a vida me palpita agora
35 Que eu dera oh! Deus! A mocidade inteira
Por um só dia do viver d’outrora!
[…]
(ABREU, Casimiro de. “No lar” IN: SIMPSON, Pablo et alii. Antologia da poesia romântica brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional: Lazuli Editora, 2007.)
Ao analisar a obra de Casimiro de Abreu, Antônio Candido ressalta que, apesar da expressão intensamente subjetiva de sua lírica, a paisagem na poesia do autor romântico apresenta concretude, sendo “despojada de qualquer hipertrofia”.
(CANDIDO, Antônio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. v. 2. 6ª ed. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1981.)
Assinale a alternativa em que o verso destacado exemplifica de modo inequívoco a observação do crítico.
“- Lá vejo o atalho que vai dar na várzea...” (v. 23).
“Árvores novas... Tanta flor no prado!...” (v. 18).
“Eis-me na pátria, no país das flores” (v. 9).
“Onde o sol como aqui tanto não arde” (v. 2).
Texto IV
Vou‐me embora pra Pasárgada
Vou‐me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
05 Vou‐me embora pra Pasárgada
Vou‐me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
10 Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
15 Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau de sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
20 Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
25 Vou‐me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
30 Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
35 Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
40 Na cama que escolherei
Vou‐me embora pra Pasárgada.
(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.)
Texto V
No lar
Terra da minha pátria, abre‐me o seio
Na morte ‒ ao menos........
Garrett
I
Longe da pátria, sob um céu diverso
Onde o sol como aqui tanto não arde,
Chorei saudades do meu lar querido
─ Ave sem ninho que suspira à tarde. ─
05 No mar ─ de noite ─ solitário e triste
Fitando os lumes que no céu tremiam,
Ávido e louco nos meus sonhos d'alma
Folguei nos campos que meus olhos viam
[...]
Eis‐me na pátria, no país das flores,
10 ─ O filho pródigo a seus lares volve,
E consertando as suas vestes rotas,
O seu passado com prazer revolve! ─
Eis meu lar, minha casa, meus amores,
A terra onde nasci, meu teto amigo,
15 A gruta, a sombra, a solidão, o rio
Onde o amor me nasceu — cresceu comigo.
Os mesmos campos que eu deixei criança,
Árvores novas... tanta flor no prado!...
Oh! como és linda, minha terra d’alma,
20 — Noiva enfeitada para o seu noivado! —
Foi aqui, foi ali, além... mais longe,
Que eu sentei‐me a chorar no fim do dia;
— Lá vejo o atalho que vai dar na várzea...
Lá o barranco por onde eu subia!...
25 Acho agora mais seca a cachoeira
Onde banhei‐me no infantil cansaço...
— Como está velho o laranjal tamanho
Onde eu caçava o sanhaçu a laço!...
Como eu me lembro dos meus dias puros!
30 Nada me esquece!... e esquecer quem há de?...
— Cada pedra que eu palpo, ou tronco, ou folha,
Fala‐me ainda dessa doce idade!
Eu me remoço recordando a infância,
E tanto a vida me palpita agora
35 Que eu dera oh! Deus! A mocidade inteira
Por um só dia do viver d’outrora!
[…]
(ABREU, Casimiro de. “No lar” IN: SIMPSON, Pablo et alii. Antologia da poesia romântica brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional: Lazuli Editora, 2007.)
Os poetas do Modernismo brasileiro estabeleceram um diálogo bastante profícuo com o Romantismo por meio de um processo simultâneo de desconstrução/reconstrução de elementos temáticos e formais. Considerando os poemas “No lar”, de Casimiro de Abreu, e “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira, assinale a alternativa correta.
Ao atualizar o tema da evasão romântica, Bandeira aborda também a dicotomia entre o presente e o passado; entre a criança e o adulto.
O poema de Manuel Bandeira rompe com o texto de Casimiro de Abreu graças à carga de idealização que o poeta romântico agrega à infância.
A métrica empregada por Manuel Bandeira afasta-o do poema de Casimiro de Abreu e, de certa forma, da produção poética romântica como um todo.
O verso “É outra civilização”, na quarta estrofe de “Vou-me embora pra Pasárgada”, é um índice do afastamento temporal entre os dois poemas.
Quanto ao aspecto formal, é possível afirmar-se, em relação ao poema “Rio abaixo”, que
o esquema rímico fixo se constrói a partir de rimas intercaladas nos quartetos e alternadas nos tercetos.
a sintaxe complexa, marcada pelo excesso de inversões sintáticas, é uma característica parnasiana presente no poema.
a regularidade métrica defendida pelos parnasianos é rompida pela alternância de versos decassílabos e dodecassílabos.
a incidência maior de hipérbatos ocorre nos dois tercetos, enfatizando a complexidade sintática presente no poema.
Em relação ao plano formal e ao semântico do trecho de Morte e vida severina, assinale a afirmativa procedente.
A metáfora do rosário, recurso imagético para sinalizar a viagem, encontra sua correspondência sintática particularmente nos mecanismos de subordinação.
O emprego de dois pontos, além de sugerir as pausas no percurso do viajante, reforça, ainda, o caráter elíptico da linguagem de João Cabral.
A rima assonante em /
A presença de formas verbais no futuro do presente e no futuro do pretérito, nos últimos versos, introduz no poema um tom reflexivo, garantindo a abrangência existencial do texto.
Quanto à ideia que encerra, a passagem “Quando em tudo o mais foram eles tão bons como nós, ou nós tão maus como eles, por que nos não há-de valer pelo menos o privilégio e prerrogativa da Fé? Em tudo parece, Senhor, que trocais os estilos de vossa providência e mudais as leis de vossa justiça conosco.” pode ser associada aos seguintes versos de Camões:
Tanto de meu estado me acho incerto, / Que em vivo ardor tremendo estou de frio; / Sem causa, juntamente choro e rio; / O mundo todo abarco e nada aperto.
Julga-me a gente toda por perdido / Vendo-me tão entregue a meu cuidado / Andar sempre dos homens apartado / E dos tratos humanos esquecido.
Julga-me a gente toda por perdido, / Vendo-me tão entregue a meu cuidado, / Andar sempre dos homens apartado / E dos tratos humanos esquecido.
Os bons vi sempre passar / No Mundo graves tormentos; / E para mais me espantar, / Os maus vi sempre nadar / Em mar de contentamentos.
Erros meus, má fortuna, amor ardente / Em minha perdição se conjuraram; / Os erros e a fortuna sobejaram, / Que para mim bastava amor somente.
O poema de Drummond poderia ilustrar um comentário jornalístico que tivesse como tema central:
Os episódios das descobertas mais recentes que resultaram da pesquisa científica em Biologia.
As condições ecológicas que propiciam o surgimento de novas espécies de animais de pequeno porte.
A discriminação sofrida pelo gênero feminino mesmo em sociedades democráticas.
Os níveis intoleráveis de violência a que pode chegar a incoerência humana.
Os riscos que a prática da caça pode trazer à preservação da fauna nacional.
Percebe-se, no trabalho com a linguagem poética, que Drummond, em “O homem; as viagens”, incorpora recursos da poesia concreta e seu experimentalismo verbal.
É exemplo da afirmativa acima
a criação de neologismos como “tever”, com o intuito de criticar a modernidade.
a (des)montagem de palavras, que são assim ressignificadas, promovendo simultaneidade de sentidos.
a valorização do espaço gráfico, para que se construa uma imagem do objeto-poema.
desconstrução do verso como linha melódica, para que se possa explorar a concretude do signo.