Questões de Concurso sobre Literatura

 
 
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Todas as obras abaixo foram escritas por João Cabral de Melo Neto, exceto:


A

Os Homens de Barro.


B

O Rio.


C

Museu de Tudo.


D

Agreste


E

Auto do Frade.

O soneto é uma forma fixa que foi criada no século XIII, na Itália, tendo sido suporte de várias correntes literárias. Desse modo, analise o poema A vingança da porta e aponte a alternativa correta.


A

Evidencia-se no poema características do Simbolismo pela progressão dos versos enfatizar o tédio, a espiritualidade e a morte, em uma atmosfera onírica e surreal.


B

Exemplifica-se, por meio da idealização do amor paterno e do culto à forma, aspectos da poesia clássica, enfatizando ainda um certo bucolismo e um estilo de vida simples.


C

Destacam-se traços da poesia palaciana à medida que os versos são apresentados em forma de diálogo, numa espécie de submissão do feminino em relação ao masculino.


D

Trata-se de um poema parnasiano, cuja narração, descrição e rigor formal são sobressalentes, por meio de uma interação travada objetivamente entre um ser e a personificação da porta.


E

O poema é um exemplo da estética romântica, em que o exagero sentimental, por meio do egocentrismo, do pessimismo e da temática da morte são pungentes no texto, temáticas evidentes no Byronismo.

Assinale a alternativa que contém os principais autores do Modernismo:


A

Almeida Garret - João de Deus - Júlio Dinis.


B

José de Alencar - Franz Kafka - Bernardo Guimarães.


C

Carolina Maria de Jesus - Bruna Beber - Machado de Assis.


D

Ariano Suassuna - Antonio Candido - Adélia Prado.


E

Mário de Andrade - Oswald de Andrade - Virginia Woolf.

De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o gênero textual a que pertence o texto de Daniel Munduruku circula no domínio social de comunicação da cultura literária ficcional, estando a sua capacidade de linguagem dominante relacionada a


A

representações para tomadas de decisão.


B

mimeses da ação por meio da criação do conflito.


C

textualizações de diferentes formas dos saberes.


D

regulações mútuas de comportamentos.


E

propostas de sustentação e refutação de ideias.

O TRAPICHE.


É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia: Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde seus cinco anos. Hoje tem quinze anos.

Pedro Bala era muito mais ativo, sabia planejar os trabalhos, sabia tratar com os outros, trazia nos olhos e na voz a autoridade de chefe. Um dia brigaram. A desgraça de Raimundo foi puxar uma navalha e cortar o rosto de Pedro, um talho que ficou para o resto da vida.

Uma noite, quando Raimundo quis surrar Barandão, Pedro tomou as dores do negrinho e rolaram na luta mais sensacional a que as areias do cais jamais assistiram. Raimundo era mais alto e mais velho. Porém Pedro Bala, o cabelo loiro voando, a cicatriz vermelha no rosto, era de uma agilidade espantosa e desde esse dia Raimundo deixou não só a chefia dos Capitães da Areia, como o próprio areal. Engajou tempos depois num navio.


O texto acima é um trecho do romance Capitães da Areia, cujo autor é:


A

Jorge Amado.


B

Fernando Pessoa.


C

Carlos Drummond de Andrade.


D

José de Alencar.


E

Cecília Meireles.

Bentinho e Capitu são personagens da célebre obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Pertencem também ao enredo da obra:


A

Ezequiel e Camilo.


B

José Dias e Amaro.


C

Dona Glória e Sofia.


D

Tio Cosme e Vilela.


E

Prima Justina e Pádua.

A partir da compreensão do papel estruturante da linguagem e da literatura na constituição do sujeito histórico e cultural, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:


I.A literatura, enquanto expressão estética do imaginário social, constitui-se em um sistema de representação simbólica que transcende o tempo histórico, não se subordinando aos condicionamentos socioculturais do contexto de produção.

II.A linguagem, em sua dimensão discursiva, age como instrumento de dominação ou de emancipação, dependendo das relações de poder que permeiam os processos comunicativos e das estruturas ideológicas que os sustentam.

III.A formação cultural do indivíduo, mediada pela literatura, implica não apenas a recepção estética da obra, mas sobretudo o exercício hermenêutico de reconstrução crítica do sentido, num movimento que articula subjetividade e historicidade.

IV.Ao considerar a literatura como reflexo de sua época, pressupõe-se uma concepção determinista da arte, o que nega a possibilidade de autonomia estética da obra e compromete sua validade como instrumento de formação humanística.


É correto o que se afirma em:


A

Apenas a afirmativa III está correta, por afirmar a indissociabilidade entre fruição estética, crítica social e subjetividade leitora.


B

Apenas as afirmativas II e III estão corretas, pois reconhecem a linguagem como prática social e a literatura como experiência estética crítica e formadora.


C

Apenas as afirmativas I e II estão corretas, por entenderem que a literatura e a linguagem não estão sujeitas a condicionamentos históricos ou políticos.


D

Apenas as afirmativas I e IV estão corretas, uma vez que ambas reconhecem a autonomia da arte frente aos determinismos sociais e ideológicos.

Leia os poemas reproduzidos a seguir.


Canção do exílio


(Gonçalves Dias)


Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


DIAS, Gonçalves. Poesia. Coleção "Nossos Clássicos". São Paulo: Agir, 1969.


Canção do exílio


(Murilo Mendes)


Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.

Eu morro sufocado

em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil réis a dúzia.


Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!


MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. org. por l. Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.


Em relação à discussão sobre nacionalismo literário,


A

os eus-líricos de ambos os poemas aproximam-se quanto à ideia de nação idealizada, que vai ao encontro do nacionalismo romântico, embora haja diferenças perceptíveis em relação à descrição da natureza e à forma empregada.


B

o eu-lírico do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, ao exaltar a natureza como símbolo nacionalista, constrói uma imagem idealizada da nação brasileira, que vai ao encontro do nacionalismo realista, assim como o eu-lírico do poema surrealista de Murilo Mendes.


C

os eus-líricos de ambos os poemas, embora haja diferenças históricas, aproximam-se quanto à ideia de nação idealizada; o poema de Gonçalves Dias é do romantismo, já o de Murilo Mendes é do pré-modernismo.


D

o eu-lírico do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, ao exaltar a natureza como símbolo nacionalista, constrói uma imagem idealizada da nação brasileira, que vai ao encontro do nacionalismo romântico; já o eu-lírico do poema de Murilo Mendes descontrói a imagem idealizada de outrora.


E

o eu-lírico do poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, ao exaltar a natureza como símbolo nacionalista, constrói uma imagem idealizada da nação brasileira, que vai de encontro ao nacionalismo romântico; já o eu-lírico do poema surrealista de Murilo Mendes desconstrói a imagem idealizada de outrora.

Do ponto de vista estilístico, as produções literárias de Graciliano Ramos e de Guimarães Rosa são relacionadas, respectivamente, ao trabalho estético de


A

espontaneidade e de concisão.


B

experimentação e de concisão.


C

inventividade e de simplicidade.


D

concisão e de experimentação.


E

concisão e de espontaneidade.

A fim de fomentar reflexões, a partir de vozes de escritoras negras africanas ao currículo de Língua Portuguesa do Ensino Médio, uma rede de ensino pública decide inserir, como material didático, o romance Niketche: uma história de poligamia, da moçambicana Paulina Chiziane, representado pelo trecho em que é narrada a prática de “lobolo”, entendida como uma forma de legitimar as relações familiares por meio da entrega, por parte do noivo, de dinheiro ou bens à noiva e à sua família.


A exploração da leitura dessa obra, com base em uma perspectiva decolonial que oportuniza aos estudantes problematizações críticas por meio de uma postura investigativa, justifica-se pela concepção de literatura como espaço de


A

centralidade de valores humanistas universais, representada no trecho por meio de temas como amor, família e pertencimento, neutralizando, assim, especificidades culturais do texto.


B

representação de matrizes culturais africanas tradicionais, evidenciada no texto pela presença da poligamia como mote para a valorização do papel feminino de submissão na sociedade africana contemporânea.


C

tensionamento das estruturas de dominação representadas no texto, evidenciado por atitudes patriarcais vinculadas ao pagamento de dinheiro, por meio da prática do lobolo, às personagens femininas e às suas famílias.


D

construção de hierarquias em que vivências europeias são tidas como universais, refletida nessa valorização cultural, uma vez que a prática de lobolo é igual à do pagamento do dote na Europa da Idade Média.

Reproduzimos aqui, alguns personagens do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Relacione as colunas e destaque a alternativa pertinente.


Coluna I.

A- Jerônimo.

B- Libório.

C- Rita.

D- Pombinha.


Coluna II.

1- Mas, ninguém como ela, só ela, só aquele demônio, tinha o mágico segredo daqueles momentos de cobra amaldiçoada...

2- “... porque a Rita Baiana era o prazer, a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma dele aprendeu lascivas de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes...”

3- “... estava muito ocupada, aviando a correspondência dos trabalhadores e das lavadeiras: serviço este que ela deixava para os domingos...”

4- Na estalagem diziam todavia que ele tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele...”


A

A (4) – B (2) – C (3) – D (1).


B

A (2) – B (4) – C (3) – D (1).


C

A (2) – B (4) – C (1) – D (3).


D

A (4) – B (2) – C (1) – D (3).

Veja tais personagens e depois marque a obra a que elas pertencem.


Eugênio: personagem protagonista, médico, tem uma relação conturbada com os pais, aos quais deve seus estudos. Para reverter o complexo de inferioridade adquirido em sua infância humilde, busca a todo custo uma estabilidade financeira.

Olívia: jovem médica, recém-formada, amiga de Eugênio, com sua alegria, consegue restituir a confiança na vida dos que a cercam. É uma pessoa maravilhosa, capaz de tudo, sem nada exigir em troca. Sabe renunciar com dignidade a seu único amor.

Felipe Lobo: arquiteto competente, que tem ideias mirabolantes. Seu sonho é a construção do “Megatério”, o prédio mais alto da América do Sul. É capaz de sacrificar tudo, inclusive o próprio casamento com Isabel e a felicidade de sua filha, Dora, pelo sucesso.

Eunice: Filha de Cintra, casada com Eugênio, mulher rica e atraente, inteligente e voluntariosa, é capaz de deixar de lado os seus valores pessoais mais fortes por uma fascinante experiência.

Dona Frida Halk: viúva alemã, radicada no Brasil há 20 anos. Compreensiva e humana, considera Olívia como filha e torce pela sua felicidade.

Cintra: pai de Eunice, rico industrial, implacável na direção de seus negócios. Totalmente dominado por Eunice, é um fraco diante da filha, incapaz de impedir seus devaneios.


A

Olhai os Lírios do Campo.


B

Vidas Secas.


C

Menino de Engenho.


D

Capitães da Areia.

Com relação ao Barroco e ao Arcadismo no Brasil, assinale a afirmação que diferencia, com clareza, procedimentos estéticos e valores.


A

Barroco privilegia clareza referencial e regularidade de sintaxe; Arcadismo intensifica conceptismo com jogos de antítese paradoxal.


B

Arcadismo enfatiza hipérbatos radicais e metáforas de vertigem; Barroco estabiliza loci amoeni e simplicidade pastoril.


C

Barroco trabalha contraste, figurações de instabilidade e cultismo; Arcadismo busca equilíbrio, pastoral e linguagem depurada.


D

Barroco elimina referências religiosas e concentra temas bucólicos; Arcadismo adota misticismo contrarreformista e sintaxe rebuscada.


E

Arcadismo substitui referências clássicas por realismo documental; Barroco funda naturalismo urbano com observação direta.

No processo de construção da identidade literária brasileira, os temas do índio e do negro assumiram diferentes funções simbólicas e sociais.


Sobre o tema analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.


A

Apenas o negro foi idealizado no Romantismo como herói nacional, sendo o índio retratado como vilão bárbaro e cruel.


B

O índio foi usado no Romantismo como símbolo da nação, enquanto o negro foi geralmente retratado de forma secundária ou estereotipada.


C

Os escritores do Realismo negaram o papel do negro e do índio na literatura, focando exclusivamente em personagens europeus.


D

Tanto o índio quanto o negro eram evitados nas obras do Romantismo, que priorizava cenários urbanos e personagens aristocráticos.


E

No Modernismo, autores rejeitaram a abordagem de temas sociais e não consideraram o negro e o índio como parte da identidade cultural.

A parte verbal do meme evidencia uma característica inerente ao Classicismo denominada de


A

idealismo.


B

bucolismo.


C

platonismo.


D

universalismo.


E

antropocentrismo.

Em “Macunaíma”, Mário de Andrade ratifica a imagem do herói nacional retratado tanto nos romances indianistas quantos nos romances urbanos do século XIX.


C

Certo


E

Errado

Assinale a alternativa correta sobre Olavo Bilac.


A

Por empregar o Cientificismo e o Darwinismo, Bilac deve ser enquadrado como naturalista.


B

Foi um expoente do Parnasianismo brasileiro, escola cuja característica é a perfeição da forma e o rigor estético.


C

Olavo Bilac era representante do parnasianismo, movimento literário que teve o romance como principal gênero literário.


D

Olavo Bilac foi representante do Romantismo brasileiro, escola cuja característica era a subjetividade e a profunda valorização das peculiaridades do Brasil, em especial do indígena.


E

Olavo Bilac faz parte do Movimento Modernista, por ser essencialmente nacionalista. E essa característica se revelava na maneira de escrever ao empregar expressões do português brasileiro.

Sobre o romance urbano na literatura brasileira, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.


A

O romance urbano retrata o cotidiano das cidades e as relações sociais modernas.


B

O romance urbano é centrado em paisagens naturais e na vida no campo.


C

O romance urbano se desenvolveu apenas durante o Modernismo de 1922.


D

O romance urbano rejeita temas sociais e questões das grandes metrópoles.


E

O romance urbano prioriza o regionalismo e a linguagem oral dos sertões.

‘‘Flores envenenadas na jarra. Roxas, azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco, como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu’’. (Teu segredo, Clarice Lispector)


As palavras que melhor sintetizam o tom e o sentido predominante do texto de Clarice Lispector são:


A

naturalismo, indefinível, saudosismo.


B

alusão, ambiguidade, caracterização.


C

emoção, confronto, racionalidade.


D

lirismo, introspecção e mistério.

   
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