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Os alunos precisam ter consciência do modo como os recursos dos textos orais impactam na produção dos sentidos. Diante disso, o professor precisa
favorecer a compreensão da prosódia, da entonação, do gestual e do contexto comunicativo, para que o sentido da oralidade seja realçado.
focar na correção gramatical do texto escrito, antes da leitura verbalizada, para que ocorra a clareza da pronúncia e do sentido.
ensinar técnicas de memorização dos discursos prontos, para que os alunos tenham consciência da manifestação do sentido.
apresentar aos alunos gêneros orais diversos, para que ocorra a internalização do contexto pragmático e do sentido.
Do ponto de vista das sequências tipológicas, o Texto IV, crônica de Lima Barreto, compõe-se predominantemente de sequências argumentativas.
Assim, em turmas de 9º ano do ensino fundamental, há de mostrar-se produtiva a estratégia de evidenciar, no texto, a(o)
escolha de um registro mais coloquial, próximo ao cotidiano.
aspecto fronteiriço entre as dimensões documental e ficcional.
defesa de tese com argumentos constituídos de exemplificação.
uso de narrador onisciente para validação de ponto de vista.
ênfase no modo subjuntivo como estratégia de convencimento.
Leia os textos a seguir.
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
a gerativista, que vê a aquisição como um processo determinado por uma predisposição biológica, e que atribui pouca ênfase ao ambiente externo.
a sociointeracionista, que entende a aquisição como um processo social mediado pelo interlocutor, e que valoriza a participação ativa e o conhecimento prévio da criança.
a comportamentalista, que concebe a criança como uma tábula rasa e a linguagem como um conjunto de hábitos adquiridos por meio de imitação e reforço.
a construtivista, que prioriza a interdependência entre o desenvolvimento cognitivo e o linguístico, e que não concebe a intervenção mecânica ou transmissão de conteúdo pronto.
Tudo o que enunciamos dá-se concretamente na forma de enunciados ou textos, e todo enunciado articula-se em uma forma relativamente estável de enunciar. Nessa perspectiva, as características básicas das formas relativamente estáveis de enunciados são
estilo, tema e forma composicional.
tema, significação e ideologia.
ideologia, estilo, estratos.
arquitetura textual, tema, coesão.
A formação escolar do leitor passa pelo crivo da cultura em que este se enquadra. Se a escola não efetua o vínculo entre a cultura grupal ou de classe e o texto a ser lido, o aluno não se reconhece na obra. Costuma-se atribuir a falha do ensino tradicional de literatura a desconexão entre a cultura do aluno e o texto escolar. Para superar essa falha e promover a formação do leitor como um sujeito capaz de agir e intervir na sociedade, o professor de língua portuguesa deve adotar uma postura metodológica para o trabalho com a literatura que
restrinja a leitura ao cânone universal, pois a universalidade da grande arte possui o potencial de gerar vínculos entre o leitor e a humanidade.
priorize a análise a memorização dos conteúdos dos textos, pois assim o aluno poderá se espalhar para a ascensão na vida social.
estabeleça que o aluno reconheça a superioridade de classes, para que possa adotar a identidade cultural mais adequada para ascensão social.
fomente uma interação democrática e simétrica entre aluno e obras, para que ocorra a atualização de experiências de vida no ato da leitura.
Segundo Travaglia, é possível afirmar que “tudo o que é gramatical é textual e, vice-versa, que tudo o que é textual é gramatical”. (Travaglia, Luiz Carlos. Gramática: ensino plural). Nesse sentido, para o autor, estudar os aspectos gramaticais de uma língua
permite ao usuário o domínio de estruturas formais de comunicação, independentemente do funcionamento delas na interação falante-ouvinte.
consiste em apropriar-se dos recursos disponíveis para que o enunciador componha textos para produzir efeitos de sentido dirigidos à percepção do receptor.
representa conhecer a teoria gramatical recorrendo à norma-padrão, sem a qual a prática textual do falante não apresentará a necessária correção para a interação.
determina a qualidade das informações, para assegurar ao falante da língua o repertório adequado a suas pretensões de comunicação, descartando-se as variantes linguísticas.
implica vincular gramática e texto, com base no reconhecimento de que este normalmente prescinde daquela quando se trata de atingir objetivos comunicativos.
Em sala de aula, o trabalho de leitura do texto exigirá suscitar a interação de diversos conhecimentos prévios do leitor: (1) as palavras e sua organização; (2) o tipo narrativo e o gênero anedota; (3) a identificação das marcas Mercedes e Rolex, a relação entre os títulos do texto e do livro, além da referência a Moscou.
De acordo com Angela Kleimann (Texto & Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura) os conhecimentos prévios apontados são, correta e respectivamente,
linguístico; de mundo; textual.
textual; de mundo; linguístico.
textual; linguístico; de mundo.
linguístico; textual; de mundo.
de mundo; linguístico; textual.
O santinho é um gênero textual de teor político e derivado da esfera religiosa. O Texto XVII foi distribuído entre a equipe do filme O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, na cerimônia de premiação do Globo de Ouro 2026.
Para a efetivação da produção de sentidos sobre esse texto, que principal princípio discursivo deve ser mobilizado pelo estudante?
lndexicalidade
Conhecimento prévio
Conhecimento sintático
Conhecimento lexical
Homonímia
Considerando o que dispõe o Texto II, assinale a alternativa INCORRETA:
A análise linguística deve estar articulada aos textos.
A leitura envolve estratégias cognitivas diversas.
Os gêneros textuais circulam em contextos sociais
O ensino da língua restringe-se à norma-padrão.
“Concepção pedagógica em que o ensino se reduz à transmissão de conteúdos pelo professor, enquanto o aluno assume um papel passivo de recepção, memorização e reprodução do conhecimento.”
O trecho acima define que tipo de educação?
Individual
Autônoma
Reacionária
Libertadora
Bancária
Apesar de, no ambiente educacional, alunos e professores ocuparem posições discursivas distintas, a produção escrita de ambos é atravessada por sentidos plurais e por vozes que não se limitam à experiência individual. Nesse contexto, torna-se pertinente considerar que:
Os efeitos de sentido em textos escolares são atenuados pela adesão plena dos sujeitos às normas formais, o que reduz a ocorrência de marcas de heterogeneidade discursiva.
As marcas de polissemia em textos de alunos derivam da má escolha lexical e da ambiguidade acidental, o que deve ser evitado mediante treinamento vocabular e controle da progressão temática.
A produção escrita no contexto pedagógico tende à homogeneidade semântica, uma vez que os gêneros escolares delimitam com precisão os sentidos admitidos e as formas de organização textual.
A presença de vozes alheias nas produções escolares é restrita à citação explícita de fontes autorizadas, o que garante coerência enunciativa e estabilidade semântica.
A circulação de discursos escolares, científicos e sociais produz efeitos de polifonia e polissemia nos textos, tornando a escrita um espaço de tensionamento entre vozes internalizadas e sentidos potencialmente ambíguos.
Um professor apresenta à turma redação de vestibular em que o texto se mostra gramaticalmente correto, mas frágil na argumentação. Qual a afirmativa alinhada à distinção entre correção formal e competência discursiva?
Domínio de regras sintáticas garante força persuasiva, pois qualquer ideia bem pontuada convence.
Ortografia regular dispensa cuidado com progressão temática, já que a forma assegura o sentido.
Competência discursiva reduz-se a repetir modelos fixos de parágrafos, aplicáveis a qualquer tema.
Correção gramatical precisa vir acompanhada de capacidade de escolher argumentos, articular vozes e sustentar objetivo comunicativo claro.
Avaliação deve mirar sobretudo erros formais, deixando em segundo plano clareza e pertinência.
Um professor trabalha com uma tirinha em que uma personagem menciona versos de Camões e, em seguida, comenta um filme recente que retoma a mesma ideia. Assinale a afirmativa que apresenta uma leitura CORRETA das relações intertextuais presentes.
A referência ao poeta clássico anula o efeito do filme recente, sugerindo que obras modernas carecem de relevância artística duradoura.
A menção a versos antigos configura citação erudita isolada, usada em tom sério e distante de qualquer jogo intertextual.
A tirinha reproduz cenas do filme, quadro a quadro, compondo caso de imitação fiel de roteiro cinematográfico.
As falas da personagem limitam-se a conteúdo informativo, sem diálogo com experiências culturais do leitor.
O diálogo entre tirinha, Camões e filme mostra intertextualidade que aproxima tradição literária e cultura de massa, com retomada irônica de um tema amoroso.
Situação hipotética: Um professor de português, ao adaptar uma atividade de leitura para um aluno com baixa visão, opta por fornecer o texto em formato digital com fonte ampliada e alto contraste. Assertiva: Essa prática está alinhada aos princípios da educação inclusiva e do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), pois oferece múltiplos meios de representação do conteúdo.
Certo
Errado
A pesquisadora Angela Kleiman, ao abordar a questão da leitura na escola, explica que não existem leituras completamente autorizadas em um sentido absoluto, mas sim reconstruções de significados, que podem ser mais ou menos adequadas de acordo com os objetivos e intenções do leitor. Nesse sentido, a leitura na escola deve abordar estratégias que
proporcionem aos alunos decodificarem as unidades lexicais do texto para facilitar a construção do sentido.
adaptem a realidade sociocultural e cognitiva dos alunos para uniformizar a compreensão textual.
ajustem o ensino da leitura de modo a direcionar os alunos para a interpretação textual mais adequada.
evoquem o conhecimento de mundo dos alunos para mediar reconstrução dos significados textuais.
No parágrafo de encerramento, o texto realiza uma operação discursiva de reemoldura (reframing) do evento. Ao projetar o caso McCann não mais como uma notícia forense, mas como um corpus de análise ("Para uma prova de Português...” destinado ao estudo de verbos, narrativas e ética comunicativa, o enunciador ativa uma modalidade específica de relação intertextual. Essa operação, que converte o objeto social (o crime) em objeto de saber escolar/analítico, estabelecendo um diálogo implícito entre a esfera jornalística e a esfera do ensino, caracteriza-se tecnicamente como:
Paródia, visando à subversão do discurso jurídico.
Interdiscursividade com função DidáticoMetalinguística.
Citação Direta de Autoridade, legitimada por fontes acadêmicas.
Bricolagem, através da colagem aleatória de fragmentos desconexos.
Com base nas concepções contemporâneas de avaliação da aprendizagem no contexto escolar, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F).
(__) A avaliação da aprendizagem adquire maior sentido quando articulada ao projeto pedagógico e ao processo de ensino e aprendizagem desenvolvido na escola.
(__) A melhoria da qualidade da educação pode ser alcançada apenas por meio de mudanças nos instrumentos e procedimentos de avaliação.
(__) A avaliação formativa caracteriza-se pelo acompanhamento contínuo da aprendizagem, permitindo intervenções pedagógicas ao longo do processo educativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo.
V, V, F.
V, F, V.
V, F, F.
F, F, V.
F, V, V.
A educação inclusiva pressupõe transformações nas formas de compreender o conhecimento, os sujeitos e os processos educativos. Nesse sentido, a organização tradicional do ensino, baseada em compartimentalizações rígidas do saber e em classificações estáticas dos estudantes, tende a dificultar as práticas pedagógicas voltadas à diversidade. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.
A especialização crescente das áreas do conhecimento contribui para a superação das fragmentações presentes na organização escolar.
A superação de categorizações rígidas pode favorecer práticas pedagógicas mais abertas à diversidade de experiências e formas de aprender.
A categorização dos estudantes segundo especificações pedagógicas definidas previamente constitui estratégia fundamental para garantir equidade educacional.
A fragmentação do conhecimento em disciplinas independentes favorece a articulação entre diferentes formas de aprendizagem.
A padronização dos critérios de ensino e avaliação representa condição que favorece o desenvolvimento de práticas inclusivas.
A discussão sobre os conteúdos escolares revela que sua seleção e organização não ocorrem de forma casual. Ao contrário, os conteúdos expressam determinadas concepções pedagógicas e se relacionam com finalidades educativas presentes na prática escolar. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.
A seleção dos conteúdos escolares expressa objetivos educacionais e pode indicar a orientação pedagógica presente em determinada prática educativa.
A organização dos conteúdos escolares depende da sequência lógica dos conhecimentos, isentando-se das concepções pedagógicas ou objetivos educacionais.
A definição dos conteúdos escolares ocorre de maneira dissociada, pois os conhecimentos científicos possuem validade universal e não se vinculam a perspectivas pedagógicas.
Os conteúdos escolares assumem papel secundário no processo pedagógico, sendo determinados pelos métodos de ensino utilizados pelos professores.
Os conteúdos escolares resultam principalmente da organização interna das disciplinas, sendo definidos de forma independente das finalidades educacionais.
Acerca do ensino da linguagem oral na escola, o docente deve considerar a importância
das práticas como seminários e júris simulados, por constituírem oportunidades de moldar a linguagem oral.
das atividades pedagógicas que envolvam a leitura oral de textos produzidos pelos alunos, para corrigir os desvios linguísticos.
do trabalho pedagógico com os marcadores conversacionais, das repetições e paráfrases, aspectos relevantes do ensino da oralidade.
do ensino pedagógico que envolva a discussão sobre temas do cotidiano dos alunos, para que ocorra uma maior interlocução.