Questões de Concurso sobre Quadrinho

 
 
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No emprego da expressão “a prazo” não foi utilizado acento indicativo de crase. A alternativa em que o NÃO emprego do acento se deu pelo mesmo motivo é:


A

Chegou a tempo para o treino.


B

Ficou a ver navios.


C

Refiro-me a uma maneira de estudo.


D

Trouxe a lembrança para ela.

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No emprego da expressão “a prazo” não foi utilizado acento indicativo de crase. A alternativa em que o NÃO emprego do acento se deu pelo mesmo motivo é:


A

Chegou a tempo para o treino.


B

Ficou a ver navios.


C

Refiro-me a uma maneira de estudo.


D

Trouxe a lembrança para ela.

Leia a charge.



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(Gazeta do Povo, 23.08.2016. Adaptado)


Fazendo uma leitura comparativa entre a charge e o texto Dados pessoais, uma questão política, conclui-se que


A

os dois insistem em ponderar que a utilização dos smartphones deveria ter uma regulação política.


B

a charge diferencia-se do texto, porque este se limita a discutir a questão do roubo de informações pessoais.


C

os dois trazem uma advertência quanto ao uso excessivo dos smartphones e seus prejuízos à vida pessoal.


D

o texto é menos incisivo do que a charge no que diz respeito à dependência das pessoas aos smartphones.


E

os dois têm em comum a ideia de que o uso do smartphone está regulado por questões de ordem econômica.

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Quanto ao emprego do verbo “continuar”, no primeiro quadrinho, está CORRETO:


A

Está no modo indicativo;


B

Está no modo imperativo;


C

Está no modo subjuntivo;


D

Está no pretérito perfeito.

GRUMP - Orlandeli

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Disponível em: <http://galerageralcb.blogspot.com.br/2011/02/tirinha-do-novo-acordo-ortografico.html>.


Além da regra exposta na tira acima, é outro exemplo de mudança na ortografia oficial:


A

A inserção do acento diferencial na palavra pára (verbo), com o objetivo de diferenciá-la de sua homófona para (preposição).


B

A exclusão do acento em palavras paroxítonas com ditongos abertos tônicos ei e oi. Assim, as palavras idéia, platéia, jóia e bóia agora têm como grafia oficial, respectivamente, ideia, plateia, joia e boia.


C

A incorporação das letras k, w, y e z, fazendo com que o alfabeto passasse a ter 26 letras.


D

O uso opcional do hífen em palavras cujo segundo elemento começar com h. Portanto, estão corretas as grafias tanto de anti-herói quanto de antiherói.

No primeiro quadrinho, aparece a passagem “eu quero andar na cacunda”. Sobre a morfologia das palavras que a compõem, pode-se afirmar corretamente que:


A

há apenas pronomes pessoais oblíquos, sem exemplos de pronomes retos.


B

não há exemplos de formas verbais, já que o único verbo existente é de ligação e está no particípio, que é uma forma nominal.


C

ocorre uma palavra que representa a contração de palavras de classes gramaticais diferentes: uma preposição e um artigo.


D

a palavra “eu” é um pronome que, no contexto, funciona como indefinido, representando sujeito indeterminado.


E

a palavra “cacunda” não pode ter sua classe gramatical determinada, já que não existe nos dicionários formais de nossa língua.

Há, na tirinha, pelo menos um exemplo de linguagem coloquial, como se pode observar na seguinte passagem:


A

“sabe, pai, não está muito longe de eu virar um adulto”.


B

“vai olhar pra trás e dizer [...]”.


C

“Calvin está tão grande”.


D

“eu podia carregá-lo nos ombros”.


E

“Pule a cerca!”.

Observe as três formas verbais presentes no texto e apresentadas abaixo.


deixam - é - querendo


Agora, analise as quatro afirmativas sobre elas.


I. Todas pertencem ao mesmo modo verbal.

II. Há duas formas nominais.

III. Todas estão flexionadas no mesmo tempo verbal, futuro.

IV. Duas delas estão na terceira pessoa do plural.

Está correto o que se afirma em:


A

todas.


B

II e III, somente.


C

nenhuma.


D

I e III, somente.


E

III, somente.

Na tirinha, Garfield pensa no tempo presente. Assinale a alternativa se o gato falasse no pretérito imperfeito.


A

Eu não lembrava.


B

Eu não lembrei.


C

Eu não lembrara.


D

Eu não lembraria.

Na tirinha, a construção do humor tem como foco a polissemia de uma palavra. Qual é ela?


A

"Livro".


B

"Interessante".


C

"BLAM"


D

"Prende".


E

"Leitor".

O texto verbal dos dois últimos quadrinhos traduz


A

a certeza de que investir em educação é melhor para a produção de inteligência.


B

a garantia de que, investindo em educação, haverá mais gente inteligente.


C

o fato de que, no passado, o investimento em educação formou mais gente inteligente.


D

a possibilidade de haver gente inteligente se houver mais investimento em educação.

Sobre o texto 3, é correto afirmar que


A

a professora exige o uso de um vocabulário formal em sala de aula.


B

Calvin compara a ida ao parquinho com a ditadura imposta pelos pais.


C

a predominância da linguagem coloquial, bem apropriada para um menino de sua idade.


D

Calvin utiliza vocabulário impregnado de vícios de linguagem, como convém a toda criança de sua idade.


E

Calvin mostra forte eloquência ao se utilizar argumentos para convencer a professora de que o que importa é a felicidade.

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder às questões 9 e 10.


Texto II

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Disponível em: < http://migre.me/v8Agt>.Acesso em: 3 out. 2016.

Considerando o teor dos dois textos, a leitura do texto II:


A

reafirma uma ideia do texto I.


B

trata de um assunto diferente daquele tratado pelo texto I.


C

ironiza as ideias do texto I.


D

expressa a busca por conforto dos pacientes, assim como no texto I.

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Disponível em: <http://wordsofleisure.files.wordpress.com/2012/04/582117_352494644798579_261705443877500_940187_>. Acesso em: 20 jul. 2016.


A fala da Mafalda deixa subentendido que



A

o governo faz bagunça.



B

as crianças não farão nada.



C

as crianças não brincarão.



D

o governo não trabalha.


Garfield reflete: "Eu não lembro o que eu vim fazer aqui no quarto". O verbo lembrar tem uma regência particular que, tal qual na tirinha está correta em:


A

Roberto sempre lembra de seu passado de cantor.


B

Ela nunca se lembra do que diz durante os sonhos.


C

Eles vão lembrar do que aconteceu por muito tempo.


D

Nunca me lembro o que fazer diante da plateia.

I. Para convencer Miguelito de que não se deve matar abelhas, Mafalda ressalta as qualidades das abelhas que as tornam seres especiais.

II. Miguelito entende que as abelhas têm seu valor pelo que produzem, e não pelo que são, isto é, pela sua utilidade para o homem.

III. A conclusão de Miguelito remete ironicamente à ideia de que os trabalhadores, em um sistema capitalista, têm seu valor enquanto geram lucro com sua força de trabalho, ou enquanto têm utilidade.

IV. Mafalda e Miguelito têm o mesmo entendimento sobre a utilidade das abelhas.


Está(ão) CORRETA(S) apenas:


A

IV.


B

II e III.


C

I e IV.


D

I e III.


E

I, II e III.

Observando as falas dos personagens nessa tirinha, pode-se concluir que


A

se adotou também a linguagem informal.


B

não há desvios às normas gramaticais.


C

se empregou somente a língua padrão.


D

se usou, principalmente, a linguagem culta.

Violência contra a mulher, gênero e machismo


Adriano Senkevics


A violência contra a mulher é um tema imprescindível quando se discute a situação das mulheres no Brasil. Entre outros, porque os indicadores sobre essa temática são assustadores: a cada cinco minutos, uma mulher é agredida no país, segundo o Mapa da Violência 2012 (WAISELFISZ, 2012). Em parâmetros internacionais, o Brasil é o 7º país com as maiores taxas de homicídio feminino entre 84 nações, assassinando 4,4 mulheres em cem mil, perdendo apenas para El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize.

O mesmo documento aponta que as unidades da federação onde se concentram as taxas de homicídio feminino, calculadas em número de mulheres vítimas de homicídio entre cem mil mulheres, são Espírito Santo (taxa de 9,8), Alagoas (8,3) e Paraná (6,4). Nas melhores posições, Santa Catarina (3,5), São Paulo (3,2) e Piauí (2,5). Ainda, vê-se, pelo gráfico abaixo, que o homicídio de mulheres cresceu vertiginosamente nos últimos 30 anos.


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Evolução das taxas de homicídio feminino (em 100 mil mulheres).


(Fonte: SIM/SVS/MS, extraído do Mapa da Violência de WAISELFISZ, 2012)


Notamos um crescimento até o ano de 1996, quando as taxas mantiveram alguma estabilidade até 2006. Neste ano, foi promulgada a lei Maria da Penha (lei 11.340/06), que, em seu primeiro ano de vigência, acompanhou uma queda no número desses casos. Logo a espiral de violência foi retomada, mostrando que só essa política não tem sido suficiente.

Estaríamos equivocados se pensarmos que essas agressões acontecem principalmente nas ruas ou no espaço público de forma geral. Pelo contrário, 68% das agressões documentadas em postos de atendimento ocorrem no próprio ambiente doméstico, em geral pelo cônjuge ou familiares da vítima.

Para compreender o porquê desses dados, é necessário tecer uma análise articulada a uma problemática de gênero. Já dizia a feminista brasileira Heleieth Saffioti (2004, p. 81) que a violência de gênero “não ocorre aleatoriamente, mas deriva de uma organização social de gênero, que privilegia o masculino”.

É sabido que uma histórica desigualdade de gênero marca nossa sociedade, transparecendo-se nos diferentes setores, e que essa desigualdade tem sido em alguma medida questionada e modificada, basta pensarmos, por exemplo, que, se há um século o acesso das mulheres à educação era restrito, hoje elas são maioria em muitos cursos do ensino superior.

Porém, é válido ressaltar que mesmo esses avanços convivem com os aspectos mais tradicionais das relações de gênero. Muda-se o contexto, mas a ideologia atrelada à forma de se entender o masculino e o feminino é praticamente a mesma.

A violência de gênero, seja na forma lesão corporal, de assédio sexual ou de assédio moral, está relacionada à manutenção de uma relação desigual de poder, que autoriza (mesmo com a ilegalidade do ato em si) aos homens a violação do corpo e dos direitos das mulheres, em virtude da reafirmação de uma masculinidade que se coloca, em âmbito público ou privado, superior às mulheres.

É o que acontece com o estupro ou com os assobios e provocações que muitos homens disparam a torto e direito às mulheres nas ruas. Por mais que não vá existir nenhum relacionamento entre os dois, o homem, ao chamar a mulher de “gostosa!”, está reproduzindo a ideia de que, na sua posição masculina, tem o direito de julgar, avaliar ou mesmo de controlar a sexualidade e o corpo de outrem. Em todos esses casos, estamos falando menos de afeto ou de sexo, e sim de poder.

Assim, quando nos deparamos com o alto índice de violência contra a mulher, não devemos olhar apenas o lado da vítima – e de uma sociedade que “produz” mulheres violentadas – mas com igual atenção para o agressor, nos questionando sobre o que levaria à produção de homens ofensores, agressores ou estupradores; para resumir em uma palavra: de homens machistas.

Para enfrentar esse problema, a lei Maria da Penha ou o aumento da segurança podem até contribuir, mas de longe não resolvem. É preciso mais do que prestar assistência às vítimas ou punir os agressores, embora esses dois aspectos sejam essenciais. É necessário, portanto, desconstruir essa masculinidade, questionar esse “modo de ser homem” que reproduz e legitima uma opressão sexista, aqui entendida como a violência de gênero, mas que poderia se estender a qualquer caso em que uma diferença sexual seja utilizada para dar razão a uma desigualdade de gênero.

Essa reflexão deve partir de todas as pessoas, homens e mulheres, e demanda repensar nossas práticas, atitudes e comportamentos: em que medida reproduzimos o machismo no nosso dia-a-dia? Não é uma reflexão simples, pois, se as desigualdades de gênero estivessem colocadas como um inimigo visível, seria fácil combatê-las. Mas é justamente por estarem inseridas na nossa cultura e concepção do masculino e do feminino, que elas se perpetuam. Romper esse ciclo é um desafio, como também uma grande necessidade.

Disponível em: <https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/09/13/violencia-contra-a-mulher-genero-e-machismo/> . Acesso em: 20 jul. 2016.


Leia a seguinte charge:


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <http://foconoenem.com/igualdade-de-genero-em-debate-no-sec-xxi/> . Acesso em: 20 jul. 2016.


Em relação a esse texto, é INCORRETO afirmar que ele



A

revela um ato corriqueiro de violência contra a mulher.



B

reforça a necessidade de se discutir mais a violência verbal.



C

contradiz o texto 1, uma vez que faz piada com um assunto relevante.



D

repercute o tema da violência contra a mulher, como visto no texto 1.


A partir da leitura da tira, é correto concluir que


A

a menina ficou orgulhosa da postura do pai dela em não se conformar com os problemas de arbitragem em uma partida de futebol.


B

o pai da menina fica inconformado diante da informação de que é cada vez maior o número de crianças abandonadas e desnutridas.


C

o pai sente-se orgulhoso por sua filha reconhecer a preocupação dele com os problemas sociais que envolvem crianças.


D

o pai envergonha-se quando sua filha, não percebendo o que o incomoda, julga, equivocadamente, que seriam o abandono e a desnutrição de crianças.


E

tanto a menina quanto o pai dela defendem que não se deve permanecer indiferente a problemas sociais como a fome e a desnutrição infantil.

No trecho do último quadrinho “Desde então, tenho me empenhado a salvar essas pessoas!”, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por


A

cansado.


B

torturado.


C

culpado.


D

dedicado.


E

desobrigado.

   
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