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Predomina, no texto, a estrutura narrativa.
Certo
Errado
Sobre a tipologia e a estrutura textual, considere as afirmações abaixo.
I - O texto apresenta diálogos, enquadrando-se na tipologia narrativa.
II - O texto apresenta todos os parágrafos constituídos por mais de um período.
III - Predomina, no texto, o cunho informativo e a linguagem culta.
IV - Predomina, no texto, a linguagem metafórica e a tipologia dissertativa.
Das afirmações correta(s)?
Apenas a I.
Apenas a III.
Apenas II e III.
Apenas a IV.
Apenas II e IV.
Leia o texto abaixo e, em seguida responda às questões 13, 14 e 15
O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)
No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.
E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.
Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade.
Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.
- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?
- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.
- Perneta?
- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.
Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.
- E quando saiu das grades?
- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.
Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.
- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?
- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.
- E por que abandonou a carreira de cego?
- Concorrência desleal.
E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
-E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.
Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola.
(Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Do ponto de vista da macroestrutura textual, o texto apresenta as seguintes características:
I- É uma crônica que revela, por meio de linguagem simples e descontraída e de sequências narrativas e dialógicas, uma fase de dificuldade vivida pelo personagem central, que usou de subterfúgios para sobreviver.
II- Há várias expressões de natureza coloquial no texto, recurso usado para dar mais veracidade aos fatos e originalidade, dado o contexto de que faz parte o personagem, fator que determina que o texto circula na esfera jornalística, e não na literária.
III- Através da narrativa, o autor expõe um problema social – as condições precárias de vida de muitas pessoas que vivem pedindo esmolas, situação que persiste e tende a piorar.
IV- Há evidência de ironia, no sentido de que os termos “trabalho” e “carreira”, presentes nos trechos: “trabalhou como cego”, “começou/abandonou sua carreira”, são usados em contraposição à noção de emprego formal.
V- No trecho que faz alusão à omissão da polícia na tarefa de tirar as pessoas das ruas, o autor alerta, indiretamente, para o fato de que se não houver fiscalização as pessoas vão se acostumar com a vida de mendicância e não vão procurar emprego.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I, II, III e V.
I, II e V.
II, III e IV.
I, III e IV.
I, II e IV.
O texto de Veríssimo é uma narrativa. A sucessão de fatos narrados apresenta uma predominância de verbos em:
Pretérito perfeito do indicativo
Presente do indicativo
Pretérito imperfeito do indicativo
Pretérito mais que perfeito do indicativo
Passado.
Em relação à tipologia textual, pode-se inferir que:
Trata-se de um texto dissertativo, já que é informado ao leitor aspectos sobre o sertão.
Predomina, no fragmento, a narração, já que é contada uma história ao leitor.
De modo geral, o texto é argumentativo, já que busca convencer o leitor sobre a fome no sertão.
É um texto injuntivo, já que visa a construção de um cenário para o leitor.
Trata-se de um texto descritivo, já que o narrador descreve cenas que se passam no sertão.
De acordo com o foco narrativo do texto: Pode-se afirmar que:
O narrador é personagem e possivelmente um dos alunos da escola.
O narrador é personagem e o paraninfo da turma que proferiu o discurso.
O narrador é observador e relata um acontecimento dentro de uma formatura.
O narrador é personagem, apesar de relatar uma história vivida pelo sr Buzanfa durante a formatura, quando o diretor ainda era aluno da escola.
Na narrativa “Cobrança” verifica-se que o autor optou pelo discurso direto, estrutura muito utilizada em crônicas. Qual alternativa corrobora essa afirmação?
Durante a narrativa há uma intensa identidade entre narrador e personagem.
O narrador absorve na sua linguagem a fala dos personagens e, assim, expõe seu sentimento.
O narrador reproduz textualmente as palavras, as falas e as características dos personagens.
O narrador coloca-se na condição de intermediário durante o diálogo entre os personagens principais, expondo seu ponto de vista.
Analise as características dos textos seguintes:
I - Saí para dar uma volta, outro dia, e notei uma coisa. Fazia um tempo glorioso - melhor impossível, e com toda probabilidade o último do gênero a se ver por estas bandas durante muitos meses gelados -, no entanto quase todos os carros que passavam estavam com os vidros fechados. Todos aqueles motoristas tinham ajustado o controle de temperatura de seus veículos hermeticamente fechados para criar um clima interno idêntico ao que já existia no mundo exterior, e me ocorreu então que, no que se refere ao ar fresco, os americanos perderam de vez a cabeça, ou
(...)
(BRYSON, Bill. Crônicas de um país bem grande. Trad. De Beth Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Fragmento)
II - Minha verdade espantada é que sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão, que, às vezes, se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que, na solidão, pode se tornar dor. E a dor, silencia. Guardo o seu nome em silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredo para viver. (Clarice Lispector)
Marque a alternativa com identificação carreta dos gêneros literários, de acordo com suas respectivas características textuais:
Dramático; Descritivo.
Lírico; Narrativo.
Narrativo (estilo crônica); Lírico.
Épico; Narrativo (estilo conto).
Narrativo (estilo épico); Narrativo (estilo crônica).
O texto “O Leão e o Rato” é de cunho narrativo, uma tipologia textual muito utilizada no ambiente escolar. Assinale a alternativa INCORRETA quanto às características do texto narrativo.
Esboça as ações de personagens em um determinado tempo e espaço.
Geralmente, é escrito em prosa e nele são narrados (contados) alguns fatos e acontecimentos.
Em sua estrutura, encontramos: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Deve sempre seguir a cronologia dos fatos, apresentando os verbos no tempo passado.
São exemplos de textos narrativos: romance, novela, conto e crônica.
Com base nas ideias do texto, leia as assertivas:
I. Do ponto de vista narrativo, o autor utiliza o “nós”, o que faz com que ele esteja inserido no contexto apresentado no texto.
II. Para caracterizar o advento das tecnologias, o autor apresenta um fato histórico: a Revolução Industrial.
III. É possível afirmar que o autor utiliza vocábulos próprios da linguagem informal/regional para compor o texto.
Pode-se afirmar que:
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
As assertivas I, II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
No início do texto, a recorrência dos termos “primeiro” e “primeira” indica uma estratégia narrativa que
prioriza o ponto de vista do colonizador.
desconstrói o evento histórico relatado.
relativiza a importância do encontro.
remete ao discurso mítico-religioso.
reforça a sagacidade do índio.
O texto pertence à tipologia narrativa. Qual das seguintes alternativas apresenta uma característica que pode fundamentar essa afirmação?
O título do texto é formal e objetivo.
A partir de argumentos, como o fato de o marido não dar a devida atenção à Maria, defende-se a tese de que ela está infeliz no casamento.
O texto apresenta uma linguagem poética e sentimental.
Discorre-se sobre um tema atual e cotidiano.
O texto possui uma personagem principal.
Apesar de constituírem gêneros textuais distintos, cordel e notícia se enquadram, predominantemente, na categoria tipológica dos textos:
Injuntivos.
Narrativos.
Descritivos.
Expositivos.
Argumentativos.
Em relação à tipologia que sobressai no texto, pode-se afirmar que ela aparece corretamente em:
expositiva;
descritiva;
narrativa;
argumentativa;
injuntiva.
“[...] A súbita louvação do nosso Judiciário serve para encobrir a verdade factual, a começar pelo emprego de pesos e medidas opostos no julgamento dos mais diversos gêneros de corrupção política. Até o mundo mineral sabe desta singular situação, pela qual a casa-grande goza da leniência da Justiça, em todos os níveis de atividade [...]” (revista Carta Capital, 2016).
Os tipos textuais, ou tipologia textual, apresentam propriedades linguísticas intrínsecas nas quais se apoiam os diversos gêneros. No fragmento acima, retirado de um editorial publicado na revista Carta Capital, as propriedades linguísticas existentes determinam que ele pertence ao tipo de texto denominado de
narrativo.
descritivo.
dissertativo.
injuntivo.
expositivo.
Sobre discurso direto, indireto e indireto livre, marque a alternativa incorreta.
O sacerdote, com o coração a sangrar, disse: “Positivamente, este país não é amigo de Deus.” (Discurso direto).
O delegado estava indeciso. A quem interessará o crime? (Discurso indireto).
O professor afirmou que aquele que não saiba obedecer, não devia mandar. (Discurso indireto).
Indagou o médico: “Qual será a verdadeira idade do doente?” (Discurso direto).
O médico recusou pagamento, acrescentando: “É cristão levar a saúde à casa dos pobres.” (Discurso direto).
As frases a seguir apresentam exemplos de discurso direto e indireto. Em qual delas há o uso correto de duplo travessão?
Estavam cansados – como não podiam evitar – porém não desaceleraram a marcha
Ela é a melhor de todas – minha mãe
– Quem deveria ir? Eu ou você?
Faço isso por uma só pessoa – meu filho
Ainda me dou por louco – até que provem o contrário
Considerando a estrutura do texto, assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta.
Trata-se de um texto de caráter dissertativo, pois debate uma ideia, a surdez é algo que deve ser diagnosticado ainda na infância.
Trata-se de um texto predominantemente narrativo, pois conta como uma mulher descobriu a surdez e lidou com o diagnóstico.
Trata-se de um texto veiculado em um blog criado para ajudar pessoas com surdez.
Trata-se de um texto eminentemente persuasivo, pois tenta convencer o leitor a ser simpático com sua protagonista.
Trata-se de uma propaganda que estimula os leitores a lerem o blog criado pela personagem central do texto.
A passagem “Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso” é:
Narrativa
Descritiva
Dissertativa
Injuntiva
Em relação ao exposto pelo texto 2, assinale a alternativa INCORRETA:
Em “Havia duas bolsas sobre a mesa da sala”, caso se optasse pelo uso do verbo “existir” no lugar de “haver”, ele seria empregado no plural, ocorrendo a seguinte construção: “Existiam duas bolsas sobre a mesa da sala”.
Em “A Polícia Civil de São Paulo descobriu um esquema de distribuição de drogas que funcionava em um escritório comercial nos Jardins, uma das áreas mais nobres de São Paulo”, a vírgula foi utilizada para separar um aposto.
Em “Cinco pessoas foram presas, e 30 tijolos de cocaína, duas armas e R$ 263 mil foram apreendidos”, encontram-se duas orações na voz passiva sintética.
Em “Os agentes interceptaram um táxi que saía do estacionamento do prédio na noite desta quinta-feira”, as palavras “táxi” e “saía” são graficamente acentuadas por razões distintas.
Em relação à tipologia textual, a sequência predominante é a narrativa.