Questões de Concurso sobre Temas sobre pessoas com deficiências

 
 
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Pesquisas sobre a história da população surda e muda revelam tradições comunitárias, abrangendo valores culturais que repercutem em práticas linguísticas próprias. Assinale a alternativa que reconhece essa herança sociocultural:


A

O aprendizado de sinais deve ser inteiramente substituído por treinamento orofacial, pois expressões gestuais são dispensáveis.


B

A adoção de recursos sinalizados estimula laços identitários, consolidando a herança comunitária e ampliando a participação social.


C

Modelos de ensino desconsideram as especificidades históricas, pois a cultura surda permanece inalterada em todas as regiões.


D

O desenvolvimento de práticas bilíngues elimina as contribuições das tradições locais, uniformizando a comunidade surda.

Assinale a alternativa correta sobre a noção de comunidade surda e os conflitos identitários e culturais, conforme Strobel (2009) e Masutti e Santos (2008).


A

A comunidade surda é composta exclusivamente por sujeitos surdos, já que apenas eles compartilham os mesmos interesses.


B

As relações entre sujeitos surdos e não surdos são sempre harmoniosas, pois eles compartilham uma identidade única e estável.


C

A expressão “comunidade surda” inclui sujeitos não surdos que participam ativamente da vida social e cultural do grupo.


D

A força simbólica da comunidade surda está em sua homogeneidade cultural e na ausência de tensões com outros grupos.


E

A tradução entre culturas distintas é simples e direta, desde que se compartilhe o mesmo idioma.

Com base no Capítulo IV da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, sobre acessibilidade em edifícios públicos ou de uso coletivo, assinale a alternativa CORRETA:


A

A construção, ampliação ou reforma de edifícios destinados ao uso coletivo deve garantir que pelo menos um acesso esteja livre de barreiras arquitetônicas, porém não é obrigatório haver banheiro acessível.


B

Nos locais de espetáculos, conferências e similares, é obrigatório dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas, além de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual, inclusive acompanhante.


C

Centros comerciais podem optar por fornecer ou não carros e cadeiras de rodas para atendimento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, conforme sua conveniência.


D

As vagas de estacionamento para veículos que transportam pessoas com dificuldade permanente de locomoção devem ser localizadas longe dos acessos de circulação de pedestres, para evitar aglomeração.


E

Todos os itinerários internos dos edifícios públicos ou de uso coletivo devem necessariamente estar livres de barreiras arquitetônicas, mesmo que isso implique em alto custo para as obras.

O aluno com surdez “Y”, que frequenta o 8º ano da Educação Básica, teve uma produção textual avaliada pelo professor de português como insuficiente. A família procurou esclarecimentos junto à escola, obtendo um relatório que se resume às seguintes observações: “Y” conhece superficialmente o processo de formação das palavras e acaba utilizando substantivo no lugar de adjetivo e vice-versa; omite muitos verbos; usa inadequadamente as desinências nominais e verbais; desconhece grande parte das irregularidades verbais; emprega poucas preposições e conjunções ou o faz inadequadamente. Além disso, tudo leva a crer que “Y” desconhece a maioria das regras de estruturação da língua portuguesa. Tendo em vista a análise da situação-problema hipoteticamente evidenciada, é consistente que:


A

A linguagem em seus aspectos morfossintáticos foi avaliada com mais flexibilidade, destacando o essencial.


B

O emprego de estratégias e recursos coesivos não foi abordado, embora seja crucial para a progressão textual.


C

A avaliação dos conhecimentos valeu-se de critérios compatíveis com as características inerentes ao educando.


D

O conteúdo, é nível semântico e o aspecto cognitivo da linguagem, coerência e sequência lógica, foram preteridos.

O essencial é entendermos que a cultura surda é como algo que penetra na pele do povo surdo que participa das comunidades surdas, que compartilha algo que tem em comum, seu conjunto de normas, valores e de comportamentos (Strobel, 2009, p. 25).


A autora aponta que há 8 artefatos culturais da comunidade surda. Dois exemplos deles são artefato:


A

da vida acadêmica e político


B

familiar e religioso


C

material e da vida social e esportiva


D

do esporte e da culinária

As discussões em torno da identidade surda desafiam concepções biomédicas, propondo que a diferença não seja vista como deficiência, mas como um marcador cultural e político. Esse deslocamento teórico possibilita compreender a comunidade surda a partir da noção de minoria linguística.


PONTIN, Bianca. Narrativas docentes sobre alunos surdos com implante coclear em escolas de surdos. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2021.


A perspectiva dos Estudos Surdos sobre identidade surda enfatiza:


A

A definição da comunidade surda como grupo marcado por perspectivas biomédicas centradas na reabilitação individual.


B

A caracterização da comunidade surda a partir de práticas majoritárias que priorizam padrões de normalização social.


C

A compreensão da Libras no espaço escolar como instrumento metodológico de apoio complementar ao currículo.


D

A constituição da comunidade surda como minoria linguística e cultural no contexto das políticas de reconhecimento.


E

A descrição da identidade surda em referenciais institucionais vinculados a políticas assistenciais de caráter social.

Mỹg pẽ


Prỹg tỹ 1840 tá krỹg tũ ki Brasil ki mỹg pẽ tỹ ‘e tỹvĩ ja tĩg nĩ vẽ. Mỹg pẽ tag pi préj nỹtĩ. To Novo Mundo ke mũ tag kar mĩ, kỹnỹ tỹ asukri han fã tỹ ki jun tũ ki kar Europa tá mỹg sy gékãmũ tũ ki, mỹg pẽ tóg tỹ nén ũ tỹ grãj gy kej fã pẽ nĩ ja vã. Mỹg pẽ tỹ ‘e tỹvĩ ja tĩ, Brasil kãki. Hãra ũri tóg pipir ke rã nĩ, mỹg pẽ ti, ga kar mĩ, ser humano tỹ nén han fã tugnĩn. Kỹ tag tóg jagy nỹ, mỹr mỹgsy tỹ tũ ke kỹ ka mré ãkré tỹ figfej kar hynhan mãn ke tũ nĩ, mỹr misu kãsir ũ mré ag hã vỹ polinização han tĩ ẽkré ki (adaptado de Mỹg pẽ, 2008).


Texto tỹ ne kãmén nẽ?


A

Mỹg pẽ tỹ pipir ke kãme.


B

Kanhgág tỹ mỹg koj fã kãme.


C

Mỹg sy tỹ gĩr mãtĩn kãme.


D

Kỹnỹ tỹ asukri hynhan kãme.


E

Europa tá mỹg pẽgfyn kãme.

"Onhembopara aguã nhande kuery arandu kuaxia re,...jaiko aguã "xondaro mbaraete Teko ymã gua reraa jepea"(p.26)


Kuaxia para " xondaro mbaraete Teko ymã gua reraa jepea" mava’e pe tu he'i:


A

Jurua kuery pe pa.


B

kuaxia para nhande py gua pe pa.


C

Leis jurua kuery mba'e pe pa.


D

Nhande kuery pe ae pa.


E

Jurua kuery nhombo'e va'e kuery pe.

Kanhgág vĩ ki ẽg tỹ posposição vég tĩ. Fóg vĩ ki preposição rike vẽ hãra tỹ ti vẽnhvĩ to ke nĩ ẽn pãte vãnhven tĩ, javo tỹ fóg vĩ ki jo kãtĩ tĩ, exemplo tag ki gen kỹ: na água.


Ẽg vĩ ki posposição marca ke ra.


A

Krẽkufár sĩ


B

Monh kupri


C

Ẽmĩ grã


D

Fỹ mé


E

Ĩn ra

Vẽnhkagta tỹ gĩr kype to jé

Isỹ inh vẽnhkagta tỹ ã kype jã ha

à tỹ tĩg há han jé, inh kósin

Ũri ã tỹ nãn kãmĩ vãnhkagta tỹ

vẽnhkype kỹ jãj mỹ

à tỹ tar há jãj mỹ inh kósin

Ũri ã tỹ nãn kãmĩ ã tỹ vẽnh jyjy tỹ

Vẽnhkri fi kỹ jãj mỹ inh kósin

Kósin ã tỹ tar há jã jé

Inh kósin ã pi vẽnhkaga kórég kãgmĩj mỹ

à tỹ tar há ja nĩ

Ne jé gĩr kype nẽ, vẽnhkagta tỹ? Alternativa tỹ ki hã ke nĩtón ra.


A

Gĩr tỹ rárá há jã jé.


B

Gĩr tỹ nũr sér jã jé.


C

Gĩr tỹ tar há jã jé kar vẽnhkaga kãmĩ tũg jé.


D

Gĩr tỹ nũr kẽnhvy jã jé.


E

Gĩr tỹ mỹsér kamã jã jé.

LEI Nº 12.852, KURÃ TỸ 5, KYSÃ TỸ AGOSTO, PRỸG TỸ 2013. Ũtỹgĩr Estatuto nĩm kar tóg, ũn tỹgĩr ẽn nirejto to ki vin mũ, ũtỹgĩr mỹ políticas públicas kar Ũtỹgĩr Sistema Nacional (SINAJUVE) ti princípios mré ti diretrizes to.


Alternativa tỹ ki hã tó ẽn nĩtón ra.


A

Lei tag tóg kófa ag nirejto to vãmén mũ.


B

Lei tag tóg ũntẽtá fag to vãmén mũ.


C

Lei tag tóg ũtỹgĩr nirejto to vãmén mũ.


D

Lei tag tóg gĩr to vãmén mũ.


E

Lei tag tóg estudante ag to vãmén mũ.

Escola mĩ gĩr tỹ fóg vĩ tỹvĩn tó mỹ ẽg vĩ kajrãn vỹ tỹ L2 ke mũ ẽn hẽ vẽ. Mỹr gĩr ũ tỹ ti ĩn tá fóg vĩ tỹvĩn tó kãmũ tĩ. Kỹ escola rãnhrãj vã ser gĩr tag mỹ kanhgág vĩ kajrãn ti. Kãnhgág vĩ vỹ ser tỹ gĩr tag vĩ régré nỹj mũ, segunda lingua hã vẽ ser. Kỹ metodologia kar abordagem vỹ ser tỹ ũ nỹtĩj mũ, mỹr ti tỹ ẽg vĩ tó kinhrẽg vén jé ke vẽ, ũ tỹ ẽg vĩ kinhra tỹ ẽg vĩ gramática to vẽnhkajrãn mũn javo. Kỹ vẽnhvĩ kajrãn kãki L1 kar L2 vỹ tỹ’ũ nĩ. Kanhgág escola mĩ tag tỹ vãmén tóg ver tẽg tỹvĩ tĩ. Hãra professor tóg nón vej ke nỹtĩ kãnhmar, mỹr gĩr tỹ fóg vĩ tỹvĩn tó tóg ver ẽg vĩ tó kinhrẽg vẽnh nỹtĩ escola mĩ.


Texto tag to jykrén kỹ alternativa tỹ ki ã ke nĩtón:


A

Escola rãnhrãj pi jé gĩr mỹ kanhgág vĩ kajrãn ti.


B

Gĩr tỹ fóg vĩ tỹvĩn tó mũ tỹ há nỹ.


C

Escola tỹ ẽg vĩ kajrẽn há han tĩ vẽ hara gĩr hã ne to vãsãn vãnh nỹtĩ.


D

L2 mỹ metodologia kar abordagem pẽ tỹ gĩr tỹ kanhgág vĩ tó kinhrẽg han mũ gé.


E

Gĩr nỹ mỹ gĩr tỹ fóg vĩ kinhrẽg jé escola to kãmũ ke vã.

Brasil ki kanhgág ag vĩ vãgfor tóg jagy pẽ tĩ. Fator ‘e tóg jo nỹtĩ, vẽnhvĩ tag tỹ krunhkrónh ke jé. Fóg vĩ tỹ inhã tar tỹvĩ nỹ, nén ũ kar mĩ tóg nỹ, kỹ tóg ser kanhgág ag vĩ tỹ hun ke tĩ. Javo tỹ ver kanhgág ag vĩ mỹ Politica Linguistica tũ tĩ.


Tag to jykrén kỹ alternativa tỹ ki hã ke marka ké.


A

Fóg vĩ tỹvĩn nĩmhan tỹ ser há nĩ.


B

Kanhgág vĩ tỹ tũ kej ke pẽ vẽ.


C

Governo obrigação vã kanhgág ag vĩ mỹ Política Linguistica to jykrén ti.


D

Politica linguistica pi ne jyrã tĩ.


E

Pi hãren kỹ Politica Linguistica han há nĩ kanhgág ag vĩ ‘e tag mỹ.

Ũri kanhgág jẽn kãki ékrénh tóg tũ tĩ ha, kar krẽkufár ti kegé. Kejẽn ũ tỹ fãfãn tãnh tĩ kar krẽkufár ũ kãgmĩg tĩ.


Alternativa tỹ ki krẽkufár jyjy marka ke ra.


A

Jógé


B

Pénĩ


C

Kror


D

Ryn


E

Pépo

Vỹsỹ kanhgág ag tóg ser kógũnh kronkron fã ja nĩg nĩ gé. Fóg ag tỹ kejẽn kógũnh kron to, mate to guarani ag tũ vẽ ke sór tĩ, mỹr Espanha tá fóg kãmũ ag tóg guarani ag hã mré krokron vén ja nĩ. Hãra kanhgág ag tỹ kógũnh kronkron mũ tỹ sihá pẽ ja tĩ ser javo, mỹr ag tỹ guarani ag jo região Sul mĩ nỹtĩg vén ja nĩgnĩ. Kỹ mate vỹ tỹ kanhgág ag tũ pẽ nĩ.


Kógũnh kron ti, mate ti tỹ ũ tũ pẽ nĩ?


A

Guarani Ag tũ vẽ.


B

Fóg ag tũ vẽ.


C

Espanhóis ag tũ vẽ


D

Kanhgág ag tũ vẽ.


E

Ũ tũ pi jé.

Vẽnhvĩ ‘e tó tag to Amaral (2011) tỹ estudo ũ ven mũ gé. Hã vỹ tỹ pluralismo linguistico tỹ vẽnhkar mỹ há nỹ, mỹr sociedade kãmĩ tỹ’ũ nĩ ke mũ tag to kry tóg sĩ kej mũ. Ũ tỹ vẽnhvĩ régre tó há tag saúde mental mỹ tóg há tỹvĩ nĩ, ti krĩ/jykre mỹ.


Tag to jykrén kỹ alternativa tỹ ki hã ke nĩtón.


A

Pluralismo linguistico tỹ sociedade ki ẽg tỹ jagnẽ to kry han tĩ.


B

Pluralismo linguistico tỹ ẽg vãnhkagtĩg han tĩ.


C

Pluralismo linguistico tỹ há nỹ hãra fóg ag mỹ.


D

Pluralismo linguistico pi ne ki há nỹ.


E

Pluralismo linguistico vỹ ẽg tỹ jagnẽ to respeito nỹtĩ han mũ.

O país, que na antiguidade, as crianças surdas eram condenadas à mesma morte reservada aos deficientes e eram lançados ao mar, foi:


A

Venezuela.


B

China.


C

Espanha.


D

Portugal.


E

Noruega.

Ẽg vĩ ortografia kãki consoante ũ tóg kejẽn som tỹ’ũ ke tĩ, vogal oral ketũnĩkỹ vogal nasal tỹ mré fãg kỹ. Alternativa tỹ tag ven nĩ nĩtón ra.


A

kuty, kufy


B

sa, sãsã


C

pépo, pỹn


D

kanẽ, kanér


E

fãfãn, kafy

Segundo o que dispõe a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), a educação de qualidade da pessoa com deficiência poderá salvaguardá-la da violência, negligência e discriminação, por meio de:


A

Disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras nas instituições públicas e privadas, sendo que as privadas terão direito de cobrar valores adicionais em razão da oferta desse serviço.


B

Exigência de que tradutores e intérpretes da Libras para atuação em cursos de pós-graduação só podem atuar mediante formação de pós-graduação em Tradução e Interpretação em Libras.


C

Oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação.


D

Formação dos tradutores e intérpretes da Libras para operar na educação básica, dos quais deve-se requerer apenas certificado de proficiência na Libras reconhecido em todo o território nacional.


E

Adoção de critérios de avaliação substitutivos às provas escritas, discursivas ou de redação em língua portuguesa por mídias, tais como vídeos em que se apresentam conteúdos em Libras e língua portuguesa.

O currículo bilíngue para surdos deve ser planejado com base nas necessidades linguísticas dos estudantes. Sobre esse planejamento, assinale a alternativa correta.


A

A Libras deve ser utilizada apenas nas disciplinas de Língua Portuguesa.


B

O currículo deve garantir que todas as disciplinas sejam ministradas em Libras e complementadas com o português escrito.


C

O ensino de Libras deve ocorrer somente em atividades extracurriculares.


D

O currículo para surdos deve ser idêntico ao currículo dos ouvintes, sem adaptações.

 
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