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Um paciente de 50 anos desenvolve bradicardia grave após administração de bupivacaína durante um bloqueio nervoso periférico. Qual dos anestésicos locais abaixo apresenta maior potencial de cardiotoxicidade?
Lidocaína.
Bupivacaína.
Prilocaína.
Ropivacaína.
Mepivacaína.
Os opioides tem grande utilidade na anestesia ambulatorial, tanto na indução como na manutenção da anestesia. Pode-se afirmar que, nos procedimentos ambulatoriais e nos de curta permanência a profilaxia da dor é fundamental e deve ser sempre instituída. Entretanto, o fármaco que não tem efeito analgésico residual e sempre requer, rotineiramente, profilaxia da dor mais cuidadosa, antes do despertar, é o
fentanil.
sufentanil.
remifentanil.
alfentanil.
Pode-se afirmar que é uma manifestação clínica inicial da Hipertermia Maligna em adultos submetido a anestesia geral é a
má perfusão cutânea.
rigidez muscular generalizada.
taquicardia.
temperatura acima de 41oC.
Em cirurgias ambulatoriais, opta-se pela utilização de anestésicos locais. Sabe-se que os anestésicos locais variam conforme sua toxicidade, composição, latência e pKa. Assinale a alternativa CORRETA com relação a esse tema.
A bupivacaína apresenta menor toxicidade das células cardíacas do que outros agentes.
A associação de bicarbonato de sódio com lidocaína aumenta o tempo de latência.
A lidocaína tem maior tempo de latência do que outros agentes anestésicos.
A maior ligação da bupivacaína com proteínas plasmáticas gera maior tempo de ação.
A ropivacaína é preferível em gestantes, pois não atravessa a barreira placentária.
Um paciente de 25 anos será submetido a uma cirurgia ortognática para correção de deformidade dentofacial. Considerando a complexidade e a duração do procedimento, qual a técnica anestésica mais indicada e um anestésico recomendável, com seu respectivo mecanismo de ação?
Anestesia local com lidocaína - bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes, impedindo a condução do impulso nervoso.
Anestesia geral inalatória com sevoflurano - potencialização da atividade dos receptores GABA, resultando em depressão do sistema nervoso central.
Anestesia regional com bloqueio do nervo trigêmeo - inibição da condução nervosa através da injeção de anestésico local próximo ao nervo.
Anestesia geral venosa com propofol - modulação alostérica dos receptores GABA, promovendo hipnose e amnésia.
Sedação consciente com midazolam - ligação aos receptores benzodiazepínicos, potencializando a ação do GABA e causando sedação.
O bloqueio peridural requer a identificação precisa do espaço peridural, localizado entre a dura-máter e o ligamento amarelo. Qual das seguintes técnicas é a MAIS utilizada para confirmar a entrada da agulha no espaço peridural durante o procedimento?
Perda da resistência.
Teste da gota pendente.
Aspiração de líquor.
Teste do algodão.
Palpação da apófise espinhosa.
O propofol é um anestésico amplamente utilizado em procedimentos cardiocirúrgicos. Sobre o mecanismo de ação do propofol, é correto afirmar que:
O propofol atua bloqueando os canais de sódio dependentes de voltagem nos neurônios.
O propofol aumenta a atividade dos receptores GABA-A, promovendo sedação e amnésia.
O propofol inibe a recaptação de serotonina, aumentando a disponibilidade desse neurotransmissor na fenda sináptica.
O propofol bloqueia os receptores NMDA, reduzindo a excitabilidade neuronal.
O propofol promove a liberação de neurotransmissores excitatórios, como o glutamato.
A anestesia geral balanceada é frequentemente utilizada em cirurgias de revascularização do miocárdio. Sobre essa técnica anestésica, é correto afirmar que:
A anestesia geral balanceada combina agentes inalatórios e intravenosos para manter a inconsciência, analgesia e relaxamento muscular durante a cirurgia.
A anestesia geral balanceada utiliza apenas agentes inalatórios para manter a inconsciência durante a cirurgia.
A anestesia geral balanceada não inclui o uso de agentes neuromusculares.
A anestesia geral balanceada é contraindicada em pacientes com doença cardíaca.
A anestesia geral balanceada não requer monitorização contínua da função cardíaca.
Como a atelectasia está presente de maneira universal em pacientes submetidos a anestesia geral, aceitou-se por muitos anos que o uso de altos volumes correntes (entre 10-15mL/kg de peso corporal predito), com o objetivo de aumentar o volume pulmonar expiratório final, poderia minimizar a ocorrência de atelectasia no período per-operatório. Porém, de acordo com os estudos e observações nos últimos anos, o volume minuto menor previne o desenvolvimento de danos pulmonares e deve ser utilizado como estratégia protetora durante a ventilação mecânica intraoperatória em pacientes não obesos, com pulmões sadios, durante as cirurgias abdominais abertas.
O volume corrente, no período per-operatório, deve variar entre
2 a 4mL/kg.
4 a 6mL/kg.
6 a 8mL/kg.
8 a 10mL/kg.
Na situação, após indução anestésica, em que ocorre falha na intubação e falha na ventilação, a conduta emergencial melhor indicada é a
intubação com Bougie.
intubação com videolaringoscópio.
realização de cricotireostomia.
realização de traqueostomia.
Paciente submetido a cirurgia/procedimento de curta permanência, em que é necessário, na avaliação pré-anestésica, minimamente, colher história clínica, realização de exame físico e exames complementares, é classificado, pela Sociedade Americana de Anestesiologistas, com estado físico
ASA IV.
ASA III.
ASA II.
ASA I.
Homem, 32 anos, com trombocitopenia imune primária, será submetido a cirurgia para apendicectomia em caráter de emergência. O número de plaquetas no pré-operatório era de 85.000/µL. A cirurgia transcorreu sem complicações ou sangramentos importantes.
Na manhã seguinte, a contagem de plaquetas era de 30.000/µL, quando foi indicada transfusão de plaquetas, solicitadas ao Serviço de Hemoterapia do Hospital. As plaquetas foram descongeladas no Serviço de Hemoterapia e enviadas descongeladas, acondicionadas desde então em recipiente termo monitorado, a 22oC.
A orientação do hemoterapeuta foi de que estas plaquetas deveriam ser transfundidas em, no máximo,
2 horas.
24 horas.
8 horas.
4 horas.
Leia o caso a seguir.
Uma criança de 2 anos e 12 Kg de peso corpóreo é submetida à correção de pé torto congênito sob raquianestesia. No intraoperatório, cursou com bradipneia e hipóxia.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A explicação para este evento é
o bloqueio espinhal alto.
o reflexo de Hering-Breuer.
a intoxicação pelo anestésico local.
a injeção subdural do anestésico local.
A substância considerada antagonista H1 específica da histamina é
ranitidina.
difenidramina.
cetanserina.
alopurinol.
Uma mulher grávida de 24 semanas precisa realizar uma apendicectomia de emergência. Qual alteração fisiológica na gravidez está presente neste caso?
Aumento do tono do esfíncter gastroesofágico.
Aumento da hemoglobina.
Aumento de fatores de coagulação.
Aumento da capacidade residual funcional.
Do mecanismo que leva à diminuição da contratilidade cardíaca na anestesia, o fármaco ________, está associado à sua menor solubilidade sanguínea e rápido equilíbrio entre os pulmões e o cérebro.
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
Sevoflurano.
Desflurano.
Propofol.
Isoflurano.
Ketamina.
Mulher, 22 anos, sofre trauma ocular e será operada de urgência. A extensão da lesão não pôde ser confirmada pelo oftalmologista antes da cirurgia. O anestesiologista, evitando o uso da succinilcolina, escolhe o bloqueador neuromuscular que melhor se adequa a esta situação, em que a paciente pode estar de estômago cheio, na dose de
rocurônio; 1mg/kg.
atracúrio, 0,3mg/kg.
vecurônio; 0,07mg/kg.
cisatracúrio; 0,1mg/kg
Observe o gráfico a seguir.
Capnografia de dois ciclos respiratórios após intubação traqueal

AMARAL JLG, Ferreira ACP, Ferez D, Geretto P. Monitorização da
Respiração: Oximetria e Capnografia. Rev Bras Anest 1992; 42: 1: 51- 58.
O gráfico representa a curva de eliminação de CO2 em um capnograma. A causa mais provável das alterações obtidas no gráfico logo após uma laringoscopia para intubação traqueal é
intubação de esôfago.
obstrução parcial do tubo endotraqueal.
embolia pulmonar.
inserção de um tubo nasogástrico endotraqueal.