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A ação primária do etomidato no sistema nervoso central é a hipnose, promovida por meio da mimetização da ação do neurotransmissor
da dopamina.
do glutamato.
da serotonina.
do n-metil-D-aspartato.
do ácido gama-aminobutírico.
Criança de 6 anos será submetida a postectomia sob anestesia geral e bloqueio peniano. Na indução anestésica, foi utilizado um sistema ventilatório de Mapleson com entrada de gases frescos próximo à bolsa reservatório e válvula de escape colocada próximo ao paciente. O sistema de Mapleson utilizado é o
A.
B.
C.
D.
E.
Analise os pacientes I e II, descritos a seguir:
Paciente I – É admitido em ambiente hospitalar para se submeter à colecistectomia videolaparoscópica eletiva, devido a episódios de cólica biliar. Encontra-se assintomático, no momento. É portador de hipertensão arterial e refere diagnóstico recente de diabetes mellitus, em uso regular de losartana e de metformina. Mantém bom controle pressórico e último exame de hemoglobina glicada está dentro da meta desejada.
Paciente II – É admitido por queda de altura com traumatismo cranioencefálico grave e fraturas em ambos os membros inferiores. Não possuía comorbidades previamente ao acidente. Noventa e seis horas depois da admissão, foi finalizado o protocolo de morte encefálica com posterior captação de órgãos para doação.
Na avaliação de riscos perioperatórios, de acordo com a classificação da Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA), os pacientes I e II são classificados, respectivamente, como:
ASA I e ASA IV.
ASA I e ASA V.
ASA II e ASA VI.
ASA II e ASA VII.
ASA III e ASA VI.
Lidocaína e bupivacaína são anestésicos locais frequentemente utilizados em procedimentos ginecológicos. Sobre o uso da bupivacaína como anestésico local nesses procedimentos, é correto afirmar que:
A bupivacaína é preferida devido à sua curta duração de ação e rápido metabolismo, o que permite uma recuperação mais rápida da paciente após o procedimento.
A bupivacaína age bloqueando os canais de cálcio nas membranas neuronais, inibindo a despolarização e a condução do impulso nervoso.
A administração de bupivacaína via intravenosa é segura e amplamente recomendada em procedimentos ginecológicos ambulatoriais, pois evita os efeitos colaterais associados à raquianestesia.
A bupivacaína possui um perfil de ação semelhante ao da lidocaína, sendo preferida em cirurgias de curta duração devido ao seu efeito rápido e intenso.
A bupivacaína é um anestésico de ação prolongada, utilizado em procedimentos ginecológicos de maior duração, atuando ao bloquear os canais de sódio dependentes de voltagem.
Uma criança de 6 anos necessita de extração dentária múltipla sob anestesia geral. Dentre as opções abaixo, qual o anestésico inalatório mais adequado para indução anestésica em crianças e seu principal mecanismo de ação?
Sevoflurano - potencialização da atividade dos receptores GABA, resultando em depressão do sistema nervoso central.
Halotano - sensibilização dos receptores de rianodina, levando à liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático e contração muscular.
Óxido nitroso - inibição dos receptores NMDA e potencialização da atividade dos receptores GABA, resultando em analgesia e leve sedação.
Desflurano - modulação alostérica dos receptores GABA, promovendo rápida indução e recuperação anestésica.
Isoflurano - bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes, impedindo a condução do impulso nervoso.
Em relação à técnica anestésica recomendada para procedimento cirúrgico em paciente pediátrico, é correto afirmar:
A intubação orotraqueal é sempre preferível à ventilação com máscara facial em crianças, devido ao risco de obstrução das vias aéreas.
A anestesia de bloqueio de nervo periférico, como o bloqueio do plexo braquial, é contraindicada em pediatria devido ao menor volume de distribuição.
A anestesia geral inalatória com o uso de sevoflurano é a técnica de escolha para a maioria dos procedimentos cirúrgicos em crianças.
O acesso venoso periférico deve ser preferencialmente estabelecido por meio de punção de veia central, evitando o estresse da criança.
A anestesia raquidiana, com injeção subaracnóidea de anestésico local, é a técnica de eleição para cirurgias abdominais em crianças.
O isoflurano é um anestésico inalatório frequentemente utilizado em procedimentos cirúrgicos. Sobre suas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas, é correto afirmar que:
A ação do isoflurano é exclusivamente dependente da sua concentração alveolar, não sendo influenciada pela ventilação pulmonar.
O isoflurano é conhecido por causar uma depressão cardiovascular significativa e deve ser administrado com cautela em pacientes com comprometimento cardíaco.
O isoflurano não tem efeito sobre a função cerebral e, portanto, é seguro para uso em pacientes com histórico de doenças neurológicas.
O isoflurano é menos irritante para as vias aéreas do que o halotano, tornando-o uma escolha preferencial para indução em pacientes pediátricos.
O isoflurano tem baixa solubilidade no sangue, o que permite uma indução e recuperação mais rápidas em comparação com outros anestésicos inalatórios.
O tramadol é um analgésico amplamente utilizado no controle da dor pós-cirúrgica. Sobre o mecanismo de ação do tramadol, é correto afirmar que:
O tramadol atua exclusivamente como agonista dos receptores opioides mu, promovendo analgesia através da inibição direta da percepção da dor no sistema nervoso central.
O tramadol promove analgesia ao bloquear os receptores de glutamato no sistema nervoso central, reduzindo a transmissão dos sinais dolorosos.
O tramadol atua tanto como agonista parcial dos receptores opioides mu quanto inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina, modulando a percepção da dor.
A principal via de ação do tramadol é o bloqueio dos canais de cálcio nas fibras nervosas periféricas, reduzindo a transmissão do estímulo doloroso.
O tramadol promove analgesia pós-cirúrgica ao antagonizar os receptores de substância P, impedindo a sensibilização dos nociceptores.
Na realização do bloqueio subaracnóideo, a identificação correta do espaço subaracnóideo é fundamental para o sucesso do procedimento. Qual dos seguintes pontos de referência anatômicos é o MAIS utilizado para a localização do espaço subaracnóideo na punção lombar?
Crista ilíaca.
Processo espinhoso de L4.
EIAS (Espinha Ilíaca Anterossuperior).
Linha interespinhosa entre L3 e LA4.
Ângulo inferior da escápula.
Náuseas e vômitos no pós-operatório NVPO é o desenvolvimento de episódios de náusea e êmese posterior a qualquer ato cirúrgico e anterior à alta hospitalar. É a segunda queixa mais comum no pós-operatório, sendo superada apenas pela dor. Um paciente será submetido a um procedimento cirúrgico e recebeu 3 pontos na Escala de Apfel. Pensando na prevenção de NVPO desse paciente, assinale a alternativa que contém estratégias adequadas para o seu manejo:
Indução anestésica com Etomidato.
Utilização de antagonistas do receptor 5-hidroxitriptamina e anticolinérgicos no ato anestésico.
Anestesia geral inalatória.
Anestesia venosa total com Propofol e Sufentanil.
Reduzir hidratação venosa.
Um exame físico da via aérea deve ser realizado para detectar quaisquer características físicas que possam sugerir uma via aérea difícil. A avaliação da abertura da boca e a inspeção da anatomia orofaríngea são obtidas instruindo o paciente a abrir a boca o máximo possível. No adulto, a distância medida dos incisivos superiores aos inferiores com abertura máxima da boca que sugere intubação difícil é
< 3 cm
< 4
0 < 5 cm
< 6 cm
A distância interincisivos não é preditor de via aérea difícil
A ventilação alveolar aumenta progressivamente com a elevação da pressão parcial de dióxido de carbono no plasma. No entanto, após 24 a 48 horas, esse mecanismo se inverte e a ventilação alveolar começa a diminuir. A principal razão disso é a
falência do controle mesencefálico da respiração.
fadiga dos músculos inspiratórios.
redução da pressão parcial de oxigênio.
eliminação renal de íons hidrogênio.
retenção de íons bicarbonato pelos rins.
Homem, 32 anos, hemofílico, apresenta, no pós-operatório de laparotomia para colecistectomia, sangramento contínuo na ferida operatória. Opta-se pela utilização do Fator VII Ativado Recombinante. A dose melhor indicada para este paciente varia entre
5-20µg/.kg.
5-10µg/kg.
10-30µg/kg.
10-20µg/kg.
A concentração efetiva mínima é definida como a menor concentração de determinado anestésico local necessária para cessar a condução de um impulso nervoso.
Essa concentração não é, contudo, estanque e depende do seguinte fator:
Quanto mais espessa a fibra nervosa, menor a concentração necessária para seu bloqueio.
Quanto mais alto o pH, maior o número de moléculas do anestésico local presentes na forma ionizada capazes de penetrar na célula para agir.
Hipocalemia está relacionada com a hiperpolarização da membrana e com menor chance de os canais de Na+ dependentes de voltagem estarem no estado de repouso, em que são mais suscetíveis à ação de anestésicos locais.
Fibras de alta taxa de disparo, como as fibras que conduzem a sensibilidade álgica, são mais facilmente bloqueadas pelos anestésicos locais.
O aumento da temperatura diminui a potência e a duração dos anestésicos locais, em decorrência da mudança na distribuição do fármaco, em seu pka e no aumento da afinidade com proteínas da membrana plasmática dos nervos.
A hipotermia perioperatória, definida como uma temperatura interna inferior a 36°C, pode ter efeitos colaterais significativos.
A hipotermia perioperatória causa
aumento do risco de sangramento.
aumento do consumo de oxigênio.
cicatrização mais rápida da ferida.
menores taxas de infecção da ferida.
diminui risco de isquemia miocárdica.
Para otimizar a segurança do paciente, a extubação traqueal na sala de cirurgia não deve ocorrer até que a recuperação do bloqueio neuromuscular esteja completa, ou seja, sem bloqueio neuromuscular residual.
Quanto aos fatores anestésicos intraoperatórios que influenciam o risco de bloqueio neuromuscular residual pósoperatório, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
BNM de ação intermediária X risco menor
BNM de ação prolongada X risco maior
Monitoramento qualitativo X risco menor
Anestesia venosa total X risco menor
Anestesia inalatória X risco maior
Um paciente de 50 anos, com histórico de tabagismo e hipertensão arterial sistêmica, é submetido à cirurgia de ressecção de tumor na região da laringe. É a principal via aérea a ser utilizada durante a anestesia:
Intubação orotraqueal com tubo endotraqueal de calibre 8.0 mm.
Intubação nasotraqueal com tubo endotraqueal de calibre 6.5 mm.
Máscara laríngea com cuff.
Máscara facial com bolsa reservatório.
Ventilação espontânea com cânula de Guedel.