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Em relação à trombose venosa profunda, assinale a alternativa CORRETA.
A correlação entre o exame físico e o diagnóstico de trombose venosa profunda é de aproximadamente 50%.
A trombose venosa profunda é uma síndrome paraneoplásica e apresenta-se como a primeira manifestação de um câncer em aproximadamente 30% dos casos.
A incidência de tromboembolismo pulmonar é rara nas tromboses venosas profundas dos membros superiores.
Na ultrassonografia Doppler, o principal critério diagnóstico da trombose venosa profunda é a falha de caracterização do lúmen ao método color.
Uma das desvantagens dos anticoagulantes de ação direta em relação à warfarina é a maior ocorrência de síndrome pós-trombótica.
Paciente apresenta linfadenopatia, o médico deve realizar:
exame físico superficial, uma vez que os linfonodos podem estar com suas funções alteradas e não ter aumentado de tamanho;
recomendar repouso, uma vez que o próprio corpo resolve o problema sozinho;
encaminhar o paciente para o oncologista uma vez que ele provavelmente apresenta câncer;
montar um heredograma familiar, assim ele consegue ter certeza se o paciente possui o gene para a doença ou não;
realizar uma revisão dos sistemas, principalmente respiratório e circulatório, procurando por sintomas de possíveis causas.
Em pacientes com pé diabético e alergia documentada à clindamicina, qual é a terapia antibiótica alternativa preferencial, tendo em vista a susceptibilidade a infecções comuns associadas a tal condição?
Linezolida.
Doxiciclina.
Vancomicina.
Ciprofloxacino.
Sobre a Tromboangiíte Obliterante, assinale a afirmativa correta.
Seu diagnóstico definitivo é exclusivamente clínico, pois não é preconizado o estudo anatomopatológico.
A população mais acometida são mulheres em idade fértil.
Pode ter relação com o tabagismo mas não é o fator mais comum.
O tratamento endovascular é a abordagem mais comum no tratamento.
Desenvolve-se uma circulação colateral com aspecto de saca-rolhas e pode haver tromboflebite migratória associada.
No trauma abdominal com lesão de veia porta, está incorreto afirmar que
as lesões de veia porta são raras, e preparo tecnicamente difícil.
para expor a veia porta devemos realizar a manobra de Kocher, com rotação medial da flexura do cólon direito.
se o doente estiver hemodinamicamente estável, devemos tentar o reparo da lesão da porta.
se houver lesão de artéria hepática associada, devemos ligar a veia porta.
nos doentes hemodinamicamente instáveis, a ligadura da veia porta tem sido proposta como a melhor forma de tratamento, que deve ser realizada o mais precoce possível.
Os pacientes com taquiarritmias podem procurar o departamento de emergência por diversos sintomas, não sendo possível, apenas pelo quadro clínico, identificar alguma arritmia presente. Entre as principais manifestações estão mal-estar inespecífico, dor torácica, dispneia, palpitações, alterações do nível de consciência e hipotensão. Sobre a patologia ora descrita, assinale a alternativa correta.
Dor precordial e hipertensão podem indicar tratamento imediato com cardioversão ou desfibrilação elétrica.
Diante de uma taquicardia de QRS estreito e RR regular no ECG, quando as ondas P não são identificáveis, obrigatoriamente deve ser administrada adenosina.
O verapamil está entre os principais antiarrítmicos utilizados no manejo das taquicardias supraventriculares, pois possui baixo risco de interação medicamentosa com outros medicamentos.
Nas taquicardias ventriculares monomórficas instáveis e com pulso devemos realizar cardioversão elétrica sincronizada, a princípio com 100 J, podendo-se aumentar a carga progressivamente.
Atualmente, as técnicas minimamente invasivas para tratamento da insuficiência venosa crônica como as termoablações a L.A.S.E.R. e radiofrequência são usadas tanto para tratar os troncos venosos principais como veias tributárias, com um trauma cirúrgico significativamente menor. Considerando a anatomia venosa do membro inferior, a veia safena magna origina-se no
hiato dos adutores e desemboca na veia femoral superficial.
arco dorsal do pé e na veia dorsal do hálux e desemboca na veia femoral comum.
arco venoso dorsal e na veia digital dorsal do quinto dedo e desemboca na veia femoral comum.
maléolo medial a partir da veia interdigital magna e do arco dorsal do pé e desemboca na veia femoral superficial.
As trombofilias podem ser entendidas como uma predisposição em desenvolver trombose, seja de origem congênita ou adquirida. Há relação com componentes da hemostasia, de forma direta ou indireta, aumentando a incidência de eventos tromboembólicos. Sendo assim, a trombofilia hereditária mais comum na comunidade é a
deficiência de proteína C.
mutação do fator V de Leiden.
mutação do gene da trombina.
síndrome do anticorpo antifosfolípide.
Nos últimos anos, os avanços no tratamento da trombose venosa profunda (TVP) possibilitaram significativa diminuição na morbimortalidade relacionada aos eventos tromboembólicos. Atualmente, o tempo de duração padrão de um tratamento para TVP varia de 3 a 6 meses. No entanto, em algumas situações clínicas específicas, é necessário estender o tratamento anticoagulante para além desse período. Uma situação clínica em que há indicação de extensão do tratamento anticoagulante em decorrência de um evento de trombose venosa profunda (TVP) é o primeiro episódio de TVP proximal
durante o puerpério.
depois da artroplastia de quadril.
durante o tratamento de neoplasia.
durante o uso de anticoncepcional oral.
O médico está atendendo a Sra. Olindina, de 75 anos, com história de necrose do quinto pododáctilo esquerdo de aparecimento espontâneo. A paciente refere claudicação para 40 metros, há seis meses, nessa perna. É fumante inveterada e hipertensa sob tratamento medicamentoso com losartana e hidroclorotiazida. Ao realizar exame físico, observou-se a ausência de pulsos poplíteo e distais (tibial posterior e pedioso) e esfriamento do membro inferior esquerdo. Diante do exposto, a melhor conduta para o caso, nesse momento, é
internamento de urgência e trombectomia a Fogarty.
internamento e solicitação de angiografia para programar a revascularização.
internamento de urgência, antibioticoterapia, realização de amputação do 5º pododáctilo e curativos especiais.
dupla antiagregação com ácido acetilsalicílico e clopidogrel associado à heparinização sistêmica, além de aquecimento do membro inferior com algodão ortopédico.
O linfedema crônico é considerado uma doença vascular complexa e de manejo desafiador. Isso porque, além do sistema linfático apresentar algum tipo de comprometimento, outros setores frequentemente sofrem consequências de forma secundária. Assim, os melhores resultados no tratamento do linfedema crônico têm sido obtidos, na maioria dos casos, por meio da terapia descongestiva complexa (TDC), considerada o padrão-ouro. Os elementos que compõem a TDC são
cuidados locais e higiene da pele, drenagem linfática manual, uso de meias elásticas em sobreposição e repouso absoluto.
cuidados locais e higiene da pele, drenagem postural, exercícios miolinfocinéticos e enfaixamentos com material elástico.
cuidados locais e higiene da pele, drenagem postural e uso de dispositivos autoajustáveis com velcro.
cuidados locais e higiene da pele, drenagem linfática manual, exercícios miolinfocinéticos e enfaixamentos compressivos.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) consiste na obstrução da circulação arterial pulmonar por coágulos sanguíneos oriundos da circulação venosa sistêmica, geralmente do sistema venoso profundo dos membros inferiores, com redução ou cessação do fluxo sanguíneo pulmonar para a área afetada. De acordo com a temática, analise os itens a seguir:
I. A intensidade das alterações hemodinâmicas e ventilatórias da embolia pulmonar depende, principalmente, da extensão da obstrução vascular pulmonar e da existência ou não de cardiopatia ou pneumopatia preexistente.
II. O Cor pulmonale agudo é resultante da obstrução de mais de 80% do leito vascular pulmonar, sendo o quadro clínico geralmente grave e muito frequente, com repercussão hemodinâmica importante, levando ao colapso circulatório.
III. Na radiografia simples de tórax do paciente que cursa com TEP sem infarto é possível observar oligoemia com a área pulmonar afetada apresentando hipertransparência (sinal de Palla).
Mediante a análise dos itens supracitados, assinale a alternativa correta.
Somente os itens I e II estão corretos.
Somente os itens II e III estão corretos.
Somente o item III está correto.
Somente o item I está correto.
As lesões de artéria vertebral extracraniana têm como principal tratamento o clínico. É indicada a revascularização nos casos de estenoses acima de 50% e nos casos de falha do tratamento clínico, seja por cirurgia aberta ou por técnicas endovasculares. De acordo com a temática, são consideradas indicações para revascularização, exceto:
Estenose acima de 40% na vertebral dominante se a contralateral for hipoplásica.
Aneurisma de artéria vertebral com diâmetro maior que 1,5cm.
Preservação do fluxo colateral nos casos de oclusão carotídea.
Embolizações sintomáticas provavelmente provenientes de lesão na artéria vertebral.
As úlceras dos membros inferiores constituem um desafio diagnóstico e terapêutico no cotidiano dentro da cirurgia vascular. Existem várias etiologias que podem, isoladamente ou em conjunto, promover os mecanismos etiopatogênicos promotores e/ou perpetuadores dessas lesões. A úlcera isquêmica hipertensiva (Martorell), por exemplo, apresenta-se como uma lesão cutânea frequentemente localizada
nos artelhos, associada a necrose úmida e dor de repouso.
no terço inferior medial da perna, muito secretiva, de fundo sujo, indolor.
no terço superior lateral da perna, muito secretiva e de fundo limpo, indolor.
no terço inferior lateral da perna, pouco secretiva, de fundo pálido e necrótica, dolorosa.
A neuropatia periférica mais comum é a polineuropatia simétrica distal, que afeta cerca de metade dos indivíduos com diabetes. Essa condição tem uma predominância de sintomas sensitivos e progride lentamente, aumentando o risco de lesões nos pés e, consequentemente, o risco de infecções. Na neuropatia diabética, todas as fibras do nervo periférico, incluindo as sensitivas, motoras e autonômicas, são afetadas. As consequências da neuropatia diabética são
neuropatia autonômica: hipoidrose; neuropatia sensitiva: hipoestesia; neuropatia motora: atrofia da musculatura intrínseca (lumbricais e interósseos).
neuropatia autonômica: hiperidrose; neuropatia sensitiva: hipoestesia; neuropatia motora: atrofia da musculatura intrínseca (lumbricais e interósseos).
neuropatia autonômica: hiperidrose; neuropatia sensitiva: hipoestesia; neuropatia motora: atrofia da musculatura extrínseca (tibial anterior e extensor longo do hálux).
neuropatia autonômica: hipoidrose; neuropatia sensitiva: hipoestesia; neuropatia motora: hipertrofia da musculatura extrínseca (tibial anterior e extensor longo do hálux).
Indique a afirmação CORRETA considerando o diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda (TVP):
A anticoagulação oral com varfarina deve ser iniciada sem a necessidade de anticoagulação parenteral inicial, mesmo em casos agudos de TVP.
A inserção de filtro de veia cava é indicada como primeira linha de tratamento em todos os pacientes com TVP proximal, para prevenir embolia pulmonar.
A anticoagulação é contraindicada em pacientes com TVP que apresentam risco moderado de sangramento, e o tratamento deve ser exclusivamente mecânico.
O filtro de veia cava deve ser removido imediatamente após a estabilização do paciente, independentemente do status de anticoagulação.
A compressão ultrassonográfica venosa dos membros inferiores é o método de escolha para o diagnóstico inicial de TVP em pacientes sintomáticos.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Isquemia aguda cutânea e/ou de extremidades é uma condição não rara na prática clínica e pode ser uma manifestação de diversas doenças subjacentes ou ainda ser um fenômeno clínico cuja etiologia pode não ser definida, mesmo após uma ampla investigação complementar.
II. A principal causa de isquemia periférica na população adulta é a aterosclerose, com ou sem diabetes mellitus, tendo o tabagismo e a hipertensão como principais fatores que contribuem para o seu aparecimento.
III. A isquemia periférica também pode ser secundária a êmbolos cardíacos, trauma arterial e dissecção, trombose de um aneurisma e trombose venosa maciça.
Marque a alternativa CORRETA:
Todas as afirmativas estão corretas.
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Entre as úlceras de perna, as vasculogênicas (de origem venosa, arterial ou mista) são as mais prevalentes, caracterizando-se por um processo agudo, indolor e recorrente.
II. As úlceras vasculogênicas têm impacto negativo na qualidade de vida, na mobilidade, no estado emocional e na capacidade funcional das pessoas acometidas, exigindo atendimento multidisciplinar, com intervenções de natureza local e sistêmica.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Analise as afirmativas a seguir:
I. O tratamento cirúrgico das varizes inclui a técnica clássica de laqueação da junção safeno-femoral (JSF) e stripping da veia grande safena (VGS), associada ou não a flebectomia complementar.
II. Até há poucos anos, a laqueação da JSF e o stripping da VGS eram os tratamentos mais amplamente usados pelos cirurgiões vasculares em todo o mundo, sendo ainda hoje considerada por muitos a técnica cirúrgica gold standard no tratamento de varizes.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Múltiplas interações entre plaquetas, linfócitos T, macrófagos, células de músculo liso, moléculas de adesão e componentes genéticos têm sido documentadas e provavelmente promovam o ambiente de inflamação e crescimento necessários para provocar injúria endotelial.
II. Na aterosclerose, as moléculas de adesão têm emergido como particulares candidatas para adesão precoce de leucócitos no endotélio arterial em sítios de ateromas finais.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.