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O manejo da pressão arterial (PA) no Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é um pilar terapêutico que varia significativamente dependendo da elegibilidade do paciente à terapia de reperfusão. Sobre o controle pressórico nesse cenário, assinale a alternativa correta.
Em pacientes com AVC isquêmico não elegíveis à trombólise, a PA deve ser tratada agressivamente se a sistólica exceder 180 mmHg ou a diastólica exceder 105 mmHg.
Para pacientes que receberão trombólise endovenosa, a PA deve ser estabilizada em níveis ≤180/105 mmHg antes do início da infusão e mantida ≤ 185/110 mmHg nas 24 horas seguintes.
Em pacientes estáveis, 24 a 48 horas após o ictus, que apresentam estenose grave de artéria intracraniana, a reintrodução de anti-hipertensivos deve ser feita de forma lenta, pois certo grau de elevação da PA pode ser necessário para manter a perfusão.
A nifedipina oral de ação rápida é um fármaco de primeira linha no manejo agudo, pois permite rápida titulação e controle eficaz, sendo preferível aos agentes intravenosos.
Em pacientes normotensos na admissão, deve-se realizar reposição volêmica ou drogas vasoativas para garantir níveis pressóricos ≥ 160/105 mmHg, garantindo-se uma perfusão periférica adequada.
Sobre o diagnóstico e tratamento do angioedema, assinale a alternativa incorreta.
O diagnóstico laboratorial do angioedema hereditário (HAE) envolve a dosagem de C4, C1q e C1-INH, permitindo a diferenciação entre HAE-1, HAE-2 e angioedema adquirido.
Em casos de angioedema bradicinina-mediado, antihistamínicos, corticosteroides e epinefrina não são eficazes, sendo necessário o uso de terapias específicas, como icatibant ou inibidores de C1-INH.
Pacientes em uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) que desenvolvem angioedema devem suspender imediatamente a medicação, pois o risco de recorrência é alto e pode ocorrer meses após a interrupção do tratamento.
No tratamento do angioedema hereditário, o uso de corticosteroides sistêmicos é a principal abordagem para reduzir a frequência e gravidade das crises, devido a sua ação anti-inflamatória direta.
Durante seu plantão de atendimento, compareceu a paciente Fátima, 51 anos, relatando dor e inchaço nas pernas há dois dias. Ao exame físico, apresenta calor, vermelhidão, edema e endurecimento do tecido. Você, na qualidade de médico responsável pelo caso, deve suspeitar de:
Insuficiência arterial periférica aguda.
Linfangite aguda.
Tromboembolismo venoso.
Trombocitopenia.
Insuficiência cardíaca.
Assinale a alternativa que representa a principal etiologia da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP).
Aprisionamento da artéria poplítea.
Aterotrombose crônica.
Compressão extrínseca de membro inferior.
Degeneração cística da adventícia.
Tromboangeíte obliterante.
O tromboembolismo venoso é uma condição grave que envolve a formação de coágulos sanguíneos nas veias. Como essa condição se manifesta?
Formação de coágulos apenas nas artérias, prejudicando a oxigenação dos órgãos.
Trombose venosa profunda (TVP), com coágulos nas veias superficiais, geralmente nas mãos e pés.
Embolia pulmonar (EP), quando os coágulos atingem os pulmões, interrompendo a circulação sanguínea.
Trombose venosa profunda (TVP), que ocorre apenas nas veias do coração, comprometendo a função cardíaca.
Embolia pulmonar (EP), quando o coágulo permanece na perna, sem deslocamento para o pulmão.
A doença tromboembólica venosa inclui trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar. Sobre os fatores de risco e manejo, assinale a alternativa correta:
A embolia pulmonar é sempre assintomática.
O uso de anticoagulantes está contraindicado em todos os casos de TVP.
A imobilização prolongada é um fator de risco para TVP.
A compressão pneumática intermitente é ineficaz na prevenção de trombose venosa.
A insuficiência vascular extracraniana pode levar a eventos isquêmicos transitórios (AIT). Sobre as características dessa condição, analise as afirmativas:
I. A aterosclerose da artéria carótida é a principal causa de insuficiência vascular cerebral extracraniana.
II. O Doppler de carótidas é utilizado para avaliar estenoses e o fluxo arterial.
III. A angiografia por ressonância magnética é o exame padrão-ouro para o diagnóstico.
IV. O tratamento sempre requer intervenção cirúrgica ou endovascular.
Estão corretas as afirmativas:
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
No tratamento clínico da doença varicosa, principalmente em países quentes como o Brasil, os flebotônicos são medicações largamente utilizadas no alívio dos sintomas.
Sobre essas medicações, assinale a alternativa correta.
Aminaftona: é de origem natural; seu mecanismo de ação é baseado no aumento da agregação eritrocitária e da permeabilidade capilar e no aumento do tônus venoso.
Diosmina/hesperidina: é derivado de produto natural; seu mecanismo de ação é baseado no aumento da drenagem linfática, na diminuição da fragilidade capilar e no aumento do tono venoso.
Rutina: é de origem sintética; seu mecanismo de ação é baseado no aumento da função da hialuronidase e na redução da resistência capilar a hemorragias e à permeabilidade capilar.
Castanha-da-Índia: é um composto natural; seu mecanismo de ação é baseado na redução de volume de irrigação capilar, no aumento do tono venoso e da fragilidade vascular.
Melilotus officinalis: é um composto sintético; seu mecanismo de ação é baseado no retardo do retorno venoso e na atividade linfocinética.
Sobre a escleroterapia de varizes, é correto afirmar:
a glicose hipertônica e o oleato de monoetanolamina são considerados agentes osmóticos e atuam promovendo a desidratação das células da camada endotelial.
a glicerina cromada e o polidocanol são considerados agentes detergentes e têm efeito emulsificador, causando dissolução da membrana das células endoteliais.
trombose venosa profunda e choque anafilático são as complicações mais frequentes associadas ao método.
a escleroterapia com laser permite tratar pequenas áreas, e o laser que apresenta melhores resultados tem o comprimento de onda de 1460 Nm.
gestação, insuficiência arterial clinicamente significativa nos membros inferiores e diabetes descompensada são consideradas contraindicações.
A prevenção de linfangites recorrentes em pacientes com insuficiência venosa crônica pode envolver cuidados específicos. Marque à medida que auxilia na redução de novos episódios infecciosos.
Utilizar sapatos especiais para comprimir o sistema linfático.
Realizar compressas quentes e úmidas diretamente sobre a ferida aberta, sendo contraindicado o uso de antissépticos.
Interromper o tratamento farmacológico ao primeiro sinal de melhora.
Manter assepsia adequada em ulcerações de membros e tratar fissuras interdigitais, reduzindo a porta de entrada para bactérias.
Na avaliação dopplerfluxométrica dos transplantes renais, são achados que indicam rejeição, EXCETO:
Ondas de alta resistência com picos sistólicos agudos.
Ondas com mínimo fluxo diastólico ou ausente.
Fluxo reverso na protodiástole.
Índice de pulsatilidade >1,8 i e índice de resistividade >0,7.
Fluxo intraparenquimatoso do tipo tardus parvus.
Um paciente de 65 anos, portador de aneurisma de artéria poplítea de 2.5 cm com trombos, tem sua cirurgia agendada eletivamente. Seu exame físico demonstra presença de pulsos distais amplos 3+/3+, sem outros achados dignos de nota. No dia da cirurgia, o cirurgião responsável identifica presença de pulso amplo na artéria poplítea 4+/3+, contudo não é identificado pulso distal. O paciente encontra-se assintomático e o tempo de enchimento capilar é < 2.0 segundos. Qual a conduta adequada para o seguimento do caso?
Realizar a cirurgia o quanto antes, pois provavelmente está ocorrendo quadro de microembolização periférica.
Realizar exploração arterial de poplítea P1 com trombectomia a Fogarty, seguido de heparinização sistêmica e cirurgia em outro tempo.
Considerar que, apesar do pulso, houve trombose do aneurisma, de modo que, se o paciente se encontra assintomático, não há indicação de tratamento.
Considerar que apesar do pulso, houve trombose da poplítea P3; dessa forma, proceder exploração arterial de tibial anterior ou tibial posterior em terço médio, seguido de derivação arterial.
Indicar ultrassonografia Doppler ou angiografia complementar antes da realização da derivação arterial.
A fisiologia da microcirculação desempenha um papel crucial na regulação do fluxo sanguíneo e da troca de nutrientes. Sobre as funções da microcirculação, analise as afirmativas:
I. A microcirculação é composta por arteríolas, capilares e vênulas.
II. O sistema linfático participa da remoção de fluidos excedentes da microcirculação.
III. Os esfíncteres pré capilares regulam o fluxo sanguíneo nos capilares.
IV. A microcirculação é responsável pela regulação da temperatura corporal.
Estão corretas as afirmativas:
I e II, apenas.
I, II, III e IV.
I, III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Paciente masculino, 62 anos, tabagista, hipertenso e diabético há 15 anos, apresenta claudicação intermitente em membro inferior direito após caminhar 200 metros. Ao exame físico, observa-se ausência de pulsos poplíteo e distais no membro inferior direito, com índice tornozelo-braquial (ITB) de 0,55 neste membro. Eco-Doppler arterial confirma obstrução de 85% da artéria femoral superficial direita. Considere as afirmativas a seguir sobre a condução deste caso:
I.O tratamento inicial deve incluir terapia medicamentosa com antiagregante plaquetário e estatina de alta potência.
II.A claudicação intermitente indica doença arterial periférica em estágio IIb de Fontaine, correspondente a limitação moderada da capacidade de marcha.
III.O exercício físico supervisionado é considerado tratamento de primeira linha para claudicação, com benefícios comparáveis à revascularização.
IV.O ITB de 0,55 indica doença arterial periférica moderada e baixo risco de eventos cardiovasculares futuros.
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
IV, apenas.
II e IV, apenas.
Homem de 41 anos, tabagista de 2 maços ao dia há 25 anos, há 1 ano queixa-se de claudicação plantar em ambos os membros inferiores. Há 3 meses apresenta gangrena seca progressiva de 3 e 5 pododáctilos direitos, com dor de grande intensidade local. Nega hipertensão arterial, diabetes e hipercolesterolemia, porém nunca realizou investigação para estas doenças. Ao exame físico, apresenta pulsos femorais e poplíteos presentes e fortes, com ausência de pulsos distais em ambos os membros inferiores.
A respeito do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
O diagnóstico de tromboangeíte obliterante pode ser confirmado pelo quadro clínico patognomônico deste paciente, sem necessidade de investigação complementar.
Os achados histopatológicos da tromboangeíte obliterante na fase aguda mostram a lâmina elástica interna das artérias quase sempre intacta e trombo oclusivo hipercelular.
A despeito de ser muito comum o comprometimento de extremidades, o acometimento preferencial desta doença se dá nos vasos cardíacos e cerebrais.
A redução da quantidade de cigarros consumidos para menos de 10 ao dia é suficiente para evitar a progressão da doença.
A possibilidade de realização de cirurgia restauradora com ponte de safena é grande, com índices de perviedade semelhantes aos de pacientes tratados por aterosclerose.
Leia o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo correspondente para completar a lacuna:
O __________________ ocorre quando um coágulo se forma em uma veia, dificultando o fluxo sanguíneo. É considerado o terceiro principal diagnóstico vascular, atrás apenas do infarto e do derrame, e, se não tratado adequadamente, pode resultar em complicações graves, incluindo óbito.
trombocitopenia
angina estável
insuficiência cardíaca congestiva
aneurisma
tromboembolismo venoso
Assinale a alternativa correta quanto aos aneurismas de aorta abdominal e artérias ilíacas.
O risco de ruptura de aorta abdominal é maior quanto maior forem as dimensões do aneurisma.
Aneurismas de artérias ilíacas são mais comumente um achado isolado que em associação com um aneurisma de aorta abdominal.
Fístulas entre aneurismas aórticos e veia cava inferior são comuns.
Aneurismas micóticos são mais comuns que de natureza aterosclerótica.
Dissecções em aorta abdominal que apresenta aneurisma nunca apresentam extensão para as artérias ilíacas.
A anticoagulação oral cumarínica é uma opção terapêutica no tratamento do tromboembolismo venoso.
Paciente sexo feminino, em uso de varfarina 5mg via oral às segundas, terças, quartas, quintas e sextas-feiras e 2,5 mg via oral aos sábados e domingos. Durante coagulograma de rotina, apresenta RNI (Razão normalizada internacional) = 9,5 sem sinais hemorrágicos vigentes ou prévios. Assinale a alternativa que contém a terapia medicamentosa mais apropriada para antagonizar os efeitos da varfarina e o RNI alvo.
Medicamento: Cloreto de potássio; RNI alvo: 2,0 a 3,0.
Medicamento: Fitomenadiona; RNI alvo: 3,0 a 4,0.
Medicamento: Protamina; RNI alvo:3,0 a 4,0.
Medicamento: Vitamina K; RNI alvo: 2,0 a 3,0.
Qual é o fator sempre presente na fisiopatologia da aterosclerose, comum a todos os fatores de risco, como dislipidemia, tabagismo, diabetes e hipertensão?
Calcificação.
Aterotrombose.
Lesão endotelial.
Erosão da íntima.
Neovascularização.

Considerando-se a anatomia do sistema circulatório do membro inferior, analise a figura e marque a alternativa que contém a associação correta entre as estruturas destacadas e as numerações correspondentes.
1- Artéria tibial anterior e Veias tibiais anteriores; 2- Veia safena parva e veia safena magna; 3- Artéria tibial posterior e Veias tibiais posteriores.
1- Artéria tibial anterior e Veias tibiais anteriores; 2- Veia safena parva e Veia ilíaca externa; 3- Artéria tibial posterior e Veias tibiais posteriores.
1- Artéria tibial anterior e Veias tibiais anteriores; 2- Artéria fibular e Veias fibulares; 3- Artéria tibial posterior e Veias tibiais posteriores.
1- Artéria fibular anterior e Veias fibulares anteriores; 2- Artéria tibial e Veias tibiais; 3- Artéria fibular posterior e Veias fibulares posteriores.